Bad Minds [HIATUS]
14 Conhecido.
Notas iniciais
— To... Tony... Eu preciso de você, agora.
Pont of Vist: Tony Stark.
A voz de Skylynn estava repleta de tristeza e desespero, e ao ouvi-la dizer aquilo de tal forma fez com o que meu coração vacilasse. O que tinha acontecido com ela, para que me ligasse? E porque eu podia sentir que Skylynn não estava nada bem? Um nó formou-se rapidamente em minha cabeça, eu lutava de forma relutante entre sair de forma inexplicável, deixando todos aflitos, ou eu iria até ela, buscá-la. Saber que de fato eu poderia ajudá-la, e que depois tudo ficaria bem. Por mais que parecesse ridículo, era isso mesmo que eu iria fazer. Ela tinha me dito que estava precisando de mim, e eu estaria lá para mostrá-la que tinha sido uma escolha certeira.
Fitei todos da mesa. Estes me olhavam com expressões questionadoras, afinal, eu tinha atendido ao telefone no meio de uma de nossas reuniões dos Vingadores — essa era mais do que importante. Nós estávamos definindo o futuro de nós, os Vingadores, sem a S.H.I.E.L.D. Entretanto, tudo que realmente tinha um devido valor era verificar se Skylynn estava bem.
— Vou ter que me retirar — disse eu, enquanto limpava minha boca com o guardanapo, e dava o último gole em minha Coca Cola. — Problemas pessoais.
Foi à vez de todos me fitarem. Apesar de meus atrasos constantes e insignificantes, nunca cheguei ao ponto de interromper alguma reunião por nada. Nem mesmo por Pepper. Então, por que eu sentia que nem deveria informá-los de nada, e sim já estar no carro indo em direção a escola de Skylynn?
— Estamos no meio de uma reunião — disse Natasha, incrédula demais para sequer esforçar o seu olhar felino, que particularmente, não surtia efeito algum em mim. — Digo, a reunião, e você irá vazar por motivos pessoais? — ela fez uma falsa expressão, abrindo a boca. — Uau, dessa vez você realmente superou-se em não ser profissional.
Senti vontade de pegar sua pistola, e atirar nela. Mas, apenas agi com um cinismo tão comum para mim, e lhe lancei um sorriso amarelo. Um amarelo quase tão parecido com os cabelos de Thor.
— Não precisa se preocupar com a minha vida à toa, Nat — indaguei, enquanto recolhia um telefone qualquer dos meus inúmeros da mesa, e estava pronto para me levantar da cadeira.
Até que Steve perguntou, com os olhos cheios de preocupação:
— Você estava falando com Skylynn?
Skylynn não podia passar de uma amiga — era isso ao menos que eu a considerava —, mas a sua suposta amizade com Steve me fazia ter náuseas, e eu não sabia explicar. Simplesmente não entrava em minha cabeça, que Skylynn era amiga dele, e amiga dele antes que eu. Não era ciúmes ou nada relacionado, somente não me sentia bem sabendo que os dois eram amigos. E a pior parte: até combinavam de encontrarem-se em lugares, mas por sorte, algo ou até a força do universo lhes impediam. Nada disso era um ato de, bem, egoísmo ou até...
Eu só não gostava de vê-los amiguinhos.
— Sim — eu respondi em um tom cético. — Agora, eu realmente preciso ir ao meu destino. — levantei agora decidido a realmente ir embora. Bruce, Thor e Clint apenas olhavam tudo de forma quieta e sem nenhum comentário, e eu os agradeci com alguma espécie de aceno, mesmo que não fosse necessário.
— Espere, Stark — de longe ouvi Steve me gritar. Me virei para encará-lo, o olhar totalmente hostil, e impaciente. — Se é com Skylynn que estava falando, quero ir junto com você.
Ouvi uma risada de puro sacarmos e incredulidade.
— Não estou acreditando. Dois heróis em busca de uma ratinha dos olhos azuis. A minha presunção para isso é que, bem, estão bem... — um sorriso diabólico nasceu nos lábios de Natasha. — Apaixonados.
Antes de levantar de sua cadeira, abrupta e violentamente, Steve jogou um olhar de censura a ela. Os poucos clientes da garçonete olhavam-no espantados, mas nenhum teve a coragem de sequer questionar nada. Aliás, que questionaria um grupo de Super Heróis? Ainda mais que hoje em dia somos considerados um dos mais perigosos?
— Não fale o que não sabe, Romanoff. — sibilou, e se virou para mim. — Posso ir, não posso?
Eu, parcialmente, estava prestes a dizer um singelo não. Mas, acabei por não fazê-lo. A minha impaciência crescia como um câncer louco, e eu mal podia agüentar mais um segundo naquela lanchonete velha e cheia de maus tratos, localizada perto do Central Park. Focalizei bem nas cadeiras, a maioria vermelha — sujas e empoeiradas —, o cheiro de mofo entrou fundo em minhas narinas.
— Vamos logo, picolé. Skylynn está nos esperando.
Foi o que eu disse. Mesmo sabendo que era apenas comigo que ela contava para o que estivesse precisando, pelo menos nesse momento.
☼ ☼ ☼
Do lado externo na lanchonete, em frente a ela, estava o meu Audi preto. Normalmente, eu não costumava usá-lo, mas hoje, a situação era bem diferente. Precisei da menor discrição possível. E o Audi preto poderia muito bem me ajudar nisso — era o carro menos extravagante que eu tinha em minha garagem. Para não despertar a S.H.I.E.L.D e os seus agentes imbecis, precisamos do máximo de controle e cuidado possível. Apesar de eu ser do meu jeito, sempre gostando de estar estampado em capas e capas de revistas, sabia muito bem quando era a hora de me recolher, e viver em um mundo obscuro.
Essa era a hora certa. Definitivamente, a hora certa.
Bati na lataria do carro, e destravei o carro. Steve olhava-me de uma forma que mal consegui distinguir, e depois olhava para o carro, pensativo.
— É um belo carro — falou, se referindo claramente ao Audi. Tinha colocado as suas mãos na cintura, enquanto avaliava o meu carro. Como se ele tivesse dito que o meu carro era feio, eu fosse ligar.
— Sei disso — concordei, rodeando o carro. Abri a porta, e coloquei apenas uma perna no lado interno dele. — E não fale isso como se fosse a primeira vez que vê o meu bebe, Steve.
Rogers revirou os seus olhos, claramente farto do que eu havia dito, e de uma vez entrou no carro. Fiz o mesmo, fechando a porta logo depois de meu corpo estar completamente para dentro do carro. Coloquei a chave na ignição, e Steve me olhava.
— O que é?
Ele deu os ombros, e passou pelo olhar que não era nada demais, e que nem tinha toda a rua para olhar ao em vez de mim. Sim, eu era, ultimamente, bem amigo do Capitão de uns tempos para cá. Entretanto, isso passava longe de acabar com as diferenças que nós dois compartilhávamos, e uma dessas — e a que eu mais odiava — era o fato de Steve achar tudo o que eu fazia errado.
— Não falei nada, Stark — se justificou, e então resolveu partir para outra coisa, e olhar para a calçada da lanchonete pelo vidro. — O que fez Skylynn te ligar?
Era essa a pergunta que martelava incansavelmente em minha cabeça e não dava um segundo de paz ao meu cérebro, que estava raciocinando sem nem dar um stop. Saber que Steve compartilhava a mesma pergunta que a minha em relação a Scarlett fez com que eu ficasse levemente irritado. Porém, me detive a me conter. Outra pergunta criou raízes tão fortes quanto a outra: o que eu era mesmo de Skylynn para sentir-me tão incomodado com o fato de Steve e ela serem amigos?
Ah, sim. Eu me lembrava muito bem, era impossível de esquecer tal fato. Tal coisa que essa noite tinha me pegado feio, e eu quase não consegui fechar os olhos para dormir. Já não bastassem os sonhos de NY estarem emergindo, eu tinha que lembrar que eu era quase um amigo dela. Eu precisava me conformar.
— Por que se preocupa tanto com ela? — eu quis saber, e finalmente rodei a chave na ignição. O motor roncou, esbanjando a potência de inúmeros cavalos. Sai da vaga, e comecei a rumar sobre a rua, nessa hora vazia de Nova York.
Steve continuou olhando atentamente para fora, a janela era o seu único empecilho de olhar vividamente o asfalto desgastado daquela parte da cidade.
— Por que você se preocupa? — Rogers fez a pergunta de uma forma tão sarcástica e rude, que me caiu a ficha.
Nem eu sabia uma resposta para pergunta essa que, antes perguntada para Steve, não parecia nada difícil. Por que eu estava me importando tanto com Skylynn, e em tão poucos dias? Nesses tempos eu nem estava tendo mais os meus deslumbres, sonhos, pensamentos com Pepper. Na minha cabeça, os raciocínios eram voltados totalmente a como estaria ela sem mim. E... Skylynn chegou a minha casa, a minha vida. Os raciocínios foram jogados em um lado esquecido da minha mente, e tudo que eu queria era fazer Sky rir. Deixar de pensar nas suas dificuldades.
O que se passava comigo?
— Não... — senti a minha garganta trancar, fechar, implorar para que nenhuma palavra saísse dela. — Não sei. — as palavras finalmente vieram à tona, por mais que a minha garganta rasgasse. — Eu não, tá legal? Também não sei por que eu me importo tanto com ela, me preocupo tanto com ela. Quanto tempo faz que a gente se conhece mesmo? Uma semana? Nem isso. — bufei.
Ele soltou uma risada abafada, e eu arqueei uma sobrancelha a ele. Steve estava mesmo rindo de mim? Papeis totalmente invertidos na área?
— Respondendo a sua pergunta — disse Steve. Eu não estava olhando-o, mas pela tonalidade de sua voz, senti que ele sorria. — Me importo com Skylynn porque de alguma forma ela me... acolheu. Não diretamente, longe disso, bastou apenas uma conversa para que eu me sentisse bem. Você sabe, Stark. Faz já alguns anos que eu, hã, acordei. Em outro tempo, com diferentes pessoas, diferentes carros, casas, prédios, costumes, gírias, pensamentos. Por acaso uma vez você já pensou em como é acordar uns setenta anos depois, em uma época totalmente diferente da sua? E você pensa que todos com que você já conviveu e amou estão mortos? Eu acho que não. Eu levei a minha vida, um foragido. Pode até parecer besteira e sinistro, mas eu olhava para fora, e tinha medo. Medo de que eu morresse e continuasse tudo do mesmo jeito... Assim, tão sem, sentido.
“Eis que Nick Fury entrou em minha vida”, Steve sorriu tão fraco, mas não era um sorriso sincero. Era fraco. Vacilante. “E me diz, mais ou menos, assim: ‘Ei, cara, entre para o nosso grupo de super Heróis Salvadores do Mundo. Entre para S.H.I.E.L.D’. Pode até ter sido a maior besteira de toda a minha vida, mas eu entrei. E por mais que esteja essa palhaçada que é hoje, não me arrependo. Em nada... Imagine, eu chego a uma aeronave que desaparece nos céus, e descubro que os meus companheiros são um bando de loucos. Tá. No começo eu te odiei. Você era mesquinho, egocêntrico, irritante... Nada do que não seja agora. Mas, cara, conseguimos colocar aquele cara na linha, não é?
Um sorriso indesejado nasceu pelos meus lábios. Steve e eu começamos a ser amigos há algum tempo, mas nunca relampejou em minha cabeça como fora difícil para ele. E se fosse comigo? Eu realmente agüentaria barra esta tão forte? Alguma coisa dizia que não.
— Aquele homem rena nos trouxe vários problemas, picolé. Só que nada que não déssemos conta do recado.
Steve enrugou o nariz.
— Realmente. Começamos a ser amigos. Stark, sabe quando eu imaginaria que seriamos amigos...?
— Deixa essa comigo — eu lhe interrompi, e olhei mais para estrada. Pelo que Happy havia me ensinado, estávamos a cinco minutos do colégio de Skylynn. — Desde a primeira vez que me viu. Sou um gato, admita.
Steve ignorou totalmente o que eu disse, falando:
— Os Vingadores serviram como uma segunda família para mim. Quer dizer, eu não tinha ninguém e de uma forma muito estranha aos poucos eu me senti à vontade junto a vocês. Já Skylynn — um sorriso e olhar sonhador se impregnaram em seu rosto. Senti também a feição de recusa por sua expressão na minha. — Conversei com ela. Foi como se eu tivesse encontrado uma irmã. Uma irmã caçula entende?
O alivio reinou em minha face. Quais eram os motivos para tal ato? Por que eu estava ligando ou não para os sentimentos de Steve relacionado à Sky?
— Devo admitir que até... Combina — falei, fazendo pouco caso. — A inocência de vocês realmente me espanta... — Sem falar o fato de que vocês nunca fariam um belo casal, a minha mente funcionou como uma maquina, e completou a minha fase não oralmente.
Definitivamente eu estava ficando louco.
— Eu não diria inocência, Tony — sibilou Steve, e eu cruzei o semáforo que estava verde, virei uma rua e no final dela, estávamos no colégio. Por fim.
Estacionei o carro em frente à entrada, e retirei a chave da ignição. Em frente a nós, um enorme prédio crescia, com os dizeres NEW YORK HIGH SCHOOL em um tamanho gigantesco. Descemos do carro, os meus olhos começaram a trabalhar de uma forma impressionante, tudo isso em busca de onde Skylynn estaria. Olhei em volta do estacionamento, perto da entrada de seu colégio, em todos os lugares que eu batia os olhos ela não estava presente.
Senti a mão de Steve me tocar no ombro.
— Ali — disse e apontou para frente do carro e da entrada do colégio, onde havia um pequeno bosque com uma árvore enorme central.
Estreitei os meus olhos, fixando-os na árvore. Sky estava debaixo, a expressão tristonha e de rachar-me o coração. Abraçava fortemente a sua amada mochila de corujas. Corremos em sua direção, e depois de atravessamos a rua, o asfalto foi substituído pela grama. Quando estávamos pertos o suficiente para nos ver, ela ergueu sua cabeça e deu-nos um sorriso aflito e feliz. Levantou-se rapidamente, mas com todo o cuidado para que a sua mochila não batesse contra o chão. Foi inevitável, imensurável, inexplicável. Eu sorri só em vê-la. Steve estava ao meu lado, e Skylynn lhe deu um abraço um pouco demorado, e o seu sorriso estava melhor do que o primeiro.
— Steve? O que faz aqui? — perguntou, soltando-se dele. Ele não percebeu, mas notei o olhar aliviado que Sky me lançou. De alivio, e agradecimento.
— Stark estava vindo e quis vim junto. — respondeu ele.
Skylynn nos lançou um olhar desconfiado. Tentei abrir a boca para formular ou pensar alguma palavra, mas fechá-la foi automático quando senti os braços aconchegantes de Skylynn rodearem o meu pescoço, em um abraço repentino e caloroso. Enlacei-a em mim, os meus braços abraçando a sua fina e esbelta cintura. O pulsar de seu coração ficava rente ao meu peito, uma vez que Sky estava nas pontas dos pés, e com o rosto entre o meu pescoço. Afundei o meu rosto em seus cabelos, um emaranhado preto e liso que cheirava a limão. Doce e azedo. Um contraste. Fechei os olhos, e uma imensidão de tempo depois o abraço acabou, mas eu queria ficar mais lá. Queria sentir mais o corpo de Sky contra o meu. Mas, tudo que fiz foi dar um beijo na maça de seu rosto. Imediatamente o sangue ocupou as suas bochechas, fazendo-a ficar escarlate.
— Obrigado por vim, Stark.
Um sorriso repleto de falsa malicia nasceu por sobre os meus lábios, e de soslaio percebi o olhar confuso de Steve em cima de mim.
— Não tem problemas, Sky — falei, enquanto ela colocava as mãos no bolso de trás, totalmente constrangida. — Você só atrapalhou uma das mais importantes reuniões dos Vingadores.
— Mas, viemos aqui porque quisemos e um certo alguém mal pensou em nada, só correu para vim ver como você está — completou Steve, enquanto me lançava um olhar do tipo aniquilador e transbordando de censura.
Sky soltou um riso fraco, em um suspiro igualmente sem força. Os seus olhos azuis imensos estavam vermelhos e inchados, dando uma prova de que ela tinha chorado, e não em pequena quantidade e em pouco tempo. Chutei a imagem de Skylynn chorando cuja minha mente tinha formado-a, e concentrei somente em olhar para ela — e no quanto hoje estava bonita, e simples como sempre era.
— Entendo — murmurou, olhando para o chão. Algo me dizia que ela estava adiando em falar o porquê de me ter ligado, dizendo que precisava de mim. — E esse alguém era convencido e irritante? — o olhar dela era totalmente meu.
— Mais do que isso — disse Steve, dando um sorriso fraco, e olhando-me sugestivo. Pensei que a minha boca fosse abrir. Steve Rogers, um puritano nato, me olhando sugestivo? Ainda mais falando com Sky? Os mundos estavam mudando, meu amigo. Agora tive a plena certeza.
Eu me adiantei em explicar tudo, e Sky coçou os seus olhos inchados.
— Talvez isso seja verdade. Eu só pensei. Coitadinha. Aquela garotinha morre de amores por mim, que mal faria acudi-la? Com esse pensamento, rumei até aqui, e bem, veja só. Homem de Ferro age outra vez. De um jeito totalmente foda e com amigos puritanos. Steve Rogers.
Skylynn deu um pequeno soco em meu ombro, para depois dar um beijo em minha bochecha. Soube pelo ato que ela sabia que era brincadeira, ao longo dos dias na Torre, ela sabia bem como eu agia. Sabia como me comportava, sabia mais do que eu esperava. Tudo em tão pouco tempo.
— Coitadinha? — ela me perguntou com o olhar duro. Ou pelo menos um olhar falsamente duro. Sim, ela me conhecia muito bem. Mas, sim. Eu a conhecia até melhor. Isso quando ela não era totalmente imprevisível. — Você deve mesmo amar essa coitadinha que eu sou, Tony. E olha, se um dia você se esforçar, ela pode te amar também. — e sorriu. Um sorriso que dizia que tudo era brincadeira.
Mas, o meu coração nem sequer captou essa parte. Apenas passava toda hora as palavras em minha mente: ela pode te amar também.
A noite caiu. Eu estava em meu laboratório, enquanto me comunicava com Steve pelo telefone, no viva voz. Skylynn tinha-nos contado o porquê estava chorando. Por coisas que uma suposta Emma havia lhe dito. Desejei que Emma nunca me conhecesse, pois eu estava bem incomodado com a atitude cuja ela agiu com Sky.
Coloquei a mascara em meu rosto, e estava prestes a consertar uma parte braçal da armadura. Até que Steve, ao telefone, me disse:
— Estamos chegando aí. O que Thor nos falou não é nada bom, Stark. Qual é o problema mesmo em nos abrigar na Torre?
— Por acaso eu disse algo parecido? — perguntei.
— Não, Tony. Só queria que soubesse que além de nós, há outro.
Arqueei a minha sobrancelha esquerda, e deixei o equipamento sobre a mesa, curioso. Outro super-herói entrando na equipe? Antes, eu até tinha alguma hipótese parecida com essa, mas ela imergiu quando decidimos deixar Nick Fury.
— Você o conhece — informou Steve. Senti a sua voz estar basicamente confiante, mas por dentro eu sabia que Rogers deveria estar com a mão tremula ao telefone.
Deixei uma risada debochada escapar.
— Ah, é? Quem seria esse meu conhecido?
— Loki Laufeyson.
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