Bad Luck
9 Annie, a dona da verdade!
Notas iniciais
Capitulo. 9
O maldito alarme soou quando eu estava sonhando que eu fritava barbies nas churrasqueira, e meu pai estava ao lado fazendo trocadilhos com o molho barbercue, que se assemelha a “Barbie”. É um sonho muito comum, aposto que todo mundo já sonhou coisa parecida. Uma vez eu sonhei que eu estava vendo Pucca, aquele desenho da menina stalker apaixonada pelo tal do Garu. Então, do nada aparece alguém falando que Pucca era do diabo porque os dois ‘c’ queriam dizer ‘t’ em alguma língua que nem lembro o nome. Nem lembro da cara da pessoa, mas depois que acordei, tive um ataque de risos.
Presentemente, estou pior que um caco de vidro. Mas sempre tem lados bons em acordar cedo no domingo: Nenhum! Eu odeio domingos, e tem domingos que eu preferia nem acordar. Todo domingo algo acontece. Pode ser muito ruim, ou ruim. Sempre é algo.
Entro no banheiro e jogo um pouco de água fria na cara para ver se acordo. Resultado: Nada. E molhei meu cabelo. Passo no meu quarto para trocar de roupa, o que não é meu forte. Minha prima Annie tem um senso de estilo mil vezes melhor que o de qualquer pessoa, e ela nem tem dinheiro para comprar roupa de marca, ela tem talento. Pego uma blusa florida que ela chamaria de brega e uma calça azul comum que ela chamaria de “2001”. Hoje de noite, ela vai gostar de ver o que James e eu vamos escolher. Gostaria de saber de onde ele tira tanto dinheiro para me comprar coisas. Essa pergunta vive martelando minha cabeça. Um diretor que tem Ferrari, com um filho que estudou na Coupen, a escola mais cara da cidade, desde sempre. Parece impossível.
Visto a minha roupa e vou comer algo na cozinha. A única coisa que tem de interessante é cereal, então é isso que jogo na tigela junto com leite e como na mesa.
–Vamos, Larissa? Se apresse! –Minha mãe grita da sala.
Entro no carro a tempo, com meu pai e a minha mãe dentro. Seguimos para o aeroporto. Eu gosto de evitar conversas tensas, mas minha mãe sempre vai coloca-las no meio da nossa vida:
–James já escolheu uma de vocês duas?
–Eu nunca fui uma opção em primeiro lugar. E eu nem quero mais ele. –Minto.
–Se não quisesse ele, não andaria beijando ele.
–Ele é bonito. Quer explicação melhor além de hormônios de adolescente? –Eu respondo sem pensar.
–A gente conversou sobre isso quando você fez onze anos, okay? Não me faça passar por isso de novo. –Se desespera meu pai.
–Eu sei de onde os bebês vem. –Eu disse.
–Graças ao meu bom Deus! –Ele se alivia.
–Hormônios? Até você culpa os hormônios? –Minha mãe questiona.
–Eu não sinto nada por ele. –Afirmo. Ai como eu minto!
–Me rendo. –Minha mãe disse levantando as mãos como sinal de rendição.
Passamos o resto do caminho em silencio. Mas nunca está em completo silencio. Minha mente é conturbada, cheia de barulhos. Para mim, eu consigo viajar de um canto a outro sem me preocupar.
A gente chega no aeroporto, lugar repleto de amor alheio. Eu tenho estado muito aqui ultimamente. Seguimos todos até o portão de desembarque, de onde sai uma Annie completamente arrasada. Nem parece ela!
–Me prometa que você nunca mais vai me deixar sem açúcar por horas ou eu te mato. –É a primeira coisa que ela diz a mim, antes de agarrar em um abraço violento que poderia ser chamado de “assassino” ou “esmagador”.
–Desde que você maneire. –Eu respondo sorridente.
–Meu cabelo está feio e estou cheia de olheiras. –Ela diz. –Amei seu cabelo! E estou parecendo uma velha repetindo o obvio que está na minha cara.
–Que bom que chegou, Annie. –Meu pai diz a abraçando. –Como vai Laura?
–Minha mãe vai bem. O câncer dela está sendo bonzinho esse ano. –Ela diz. Mas ela não diz como se estivesse dando uma boa notícia. Ela diz tristemente porque ela sabe que em qualquer minuto, a mãe dela pode simplesmente cair morta.
–Bem, tenho certeza que tudo vai dar certo. –Minha mãe diz com a voz tremula. Ela não pensou no que dizer no caso disso acontecer! Ban! Mas é sério, eu não saberia o que dizer já que câncer não é uma fase.
–A gente pode simplesmente sumir com o clima funeral! –Annie diz animadamente. –Você não vai usar isso enquanto eu estiver aqui.
–Relaxe. –Eu digo.
Fomos todos para o carro, onde Annie se abriu mais.
–Então tinha aquele cara. Ele era muito gato. –Eu disse tentando usar o tipo de palavras que ela usa. –E ele trouxe minha mochila que eu tinha esquecido no ônibus, salvou minha vida. Ai, ele me pediu um favor. Eu pensei que fosse um encontro, mas não. Ele queria que eu cuidasse do bebê dele, enquanto ele e a mulher dele saiam... –Eu conto o resto da história e Annie se desaba a rir.
–Sério? –Annie perguntou.
–Muito sério. Depois da briga que eles tiveram, a esposa dele, irmã da namorada do James e eu tivemos que buscar o bebê na casa da mãe dele!
–James? Quem é esse?
–Um amigo meu.
–O amigo com benefício que ela arrumou. –Minha mãe diz atropelando tudo.
–Amigo com benefício? Sério? –Annie diz chocada. –Depois eu que tenho que controlar a saliência...
–A gente se beijou... Algumas quatro vezes... –Eu digo.
–E ele tem namorada?
–Não é bem assim. Eu só fiquei com ele quando ele não tinha namorada. É uma longa história. Hormônios meus. –Digo.
–Se você fosse um garoto, eu aceitaria essas desculpas de você. Mas já que é uma garota, eu sei que você gosta de ser o brinquedo dele na maioria das vezes, mas uma hora ele vai cansar de você e vai voltar para a garota. Já passei por isso.
–Mas eu namorei com ele mais ou menos uma semana atrás. Você não acreditaria se eu te contasse o que acontece em uns poucos dias...
–Eu acredito. Minha vida era assim quando eu tinha sua idade. Nashville não é tão parada quanto pensam, oh cara! –Ela diz. Suspira nostálgica. –Eu tinha um namorado por mês e nem me tocava disso.
–Não é sobre namorados. É sobre como tudo pode mudar tão rápido. Amigos, escola, pessoas... –Tento dizer.
–Para de tentar ser poética. –Ela ordena. –Você é muito bonita para tentar esse tipo de coisa. O que vai fazer hoje?
–Vou no shopping com James. –Eu digo.
–Ah! Sério? –Ela pergunta. –Eu vou, nem que eu vá no porta-malas. Tenho que ver a cara desse carinha.
–Não sei. –Eu digo negando com a cabeça. –Vou ligar para ele, se adicionar o detalhe de que você é muito gata, talvez ele te deixe vir.
–Liga! –Ela diz me cutucando.
–São seis horas da manhã. Ele me comeria viva e só deixaria os ossos se eu ligasse agora. –Eu respondo.
–Comeria viva. Hum. –Ela diz sorrindo perversamente.
–Eu te odeio. –Eu disse a dando um abraço. É bom tê-la de volta.
–Eu também te amo. E tem mais alguma opção ou o macho alfa é esse tal de James?
–Tem o Mark...
–Mark. –Ela repete esperando que eu fale mais.
–Ele é lindo. Ele veio da Itália, fala com aquele sotaque perfeito. A gente vai sair hoje. –Eu digo animada.
–É amigo do macho alfa? –Pergunta.
–Se se refere a James... Sim. Eles são amigos de infância.
–Desista. Vai ficar tenso! –Ela disse.
–Não vai ficar tenso. Ele é meio ciumento. Tenho medo de não gostar dele e ele ficar no pé. –Eu disse. –Mas já tentei dar a indireta do “não fica no meu pé ou eu quebrarei seu coração.”
–Boa. –Ela comemora. Mas isso não muda o fato de você ter beijado o amigo dele quatro vezes. Por falar nisso... Como é o James?
–Você não ia gostar do estilo dele, eu acho. Mas digamos que é um punk estranhamente atrativo, com olhos de laser azuis piscina.
–Que fofo! Se vocês tiverem filhos, vão ser criancinhas dos olhinhos azuis com um quê de loucura! –Ela se empolga.
–Menos, Annie. Menos. –Eu falo séria.
–Tudo bem. É que quando os dois pais tem olhos azuis, os filhos tem olhos azuis. Por isso que a gente herdou essa dadiva da vida de vir de uma família de olhos azuis acinzentados. –Ela diz. –Eu acho muito fofo essa coisa de ele ser punk e você ser normal.
–Eu meio que não curto isso. –Eu digo. –Ele não é meu namorado, e temo que nunca vai ser de novo. E eu não estou afim dele, de qualquer forma. –Minto. Eu estou mentindo mais pela minha mãe e meu pai. Depois explico tudo para Annie.
–Você disse que teme que ele não seja seu namorado de novo. Tem certeza que não gosta dele? –Ela pergunta olhando fixamente para mim. Os olhos dela ficam mais severos com aquelas sobrancelhas arqueadas. Me pergunto se tenho o mesmo poder de olhar para as pessoas dessa forma, cheia de pressão.
–Não gosto dele dessa forma e ponto. –Eu repito firmemente.
–Certo. Então não tem problema se eu ficar com ele?
–Não. –Gaguejo ao responder. –Mas você e um garoto que está no segundo ano? Você já está na faculdade. Isso não é pedofilia?
–Quantos anos ele tem?
–Eu não tenho certeza. Mas acho que 16 e vai fazer 17.
–Mas você não acabou de fazer 16? –Ela pergunta.
–Meu aniversário é em fevereiro. Ainda nos quinze. –Eu disse.
–Eu acho que poderia no máximo dar uns pegas nele... –Ela diz com cara de quem estava planejando algo. Isso me cheira mal, e eu não gosto disso. Eu não quero vê-la beijando o James. É como ver alguém devorando seu bolo de aniversário inteiro sem que você pegue um pedacinho.
–Boa sorte. –Eu disse apenas por dizer.
–Vou precisar? Claro que não tenho um cabelo maravilhoso como o seu mas... –Ela pergunta com uma expressão de divertimento.
–Do jeito que as coisas estão... Não. Você não vai. –Disse me encostando na janela do carro.
O resto do caminho é um silencio sepulcral.
–Chegamos. –Minha mãe diz.
Sai do carro. Sete e meia da manhã, ótima hora para voltar a dormir. Passo direto de tudo e todos e deito na minha cama sem muita cerimônia. Não ajudo ninguém a fazer nada. Ainda estou bocejando pelo que percebo.
Começo a cair no sono lentamente e então tudo que vejo é um grande borrão negro.
–-
–Acorda. –Diz Annie, já instalada dentro do meu quarto.
–O que é?
–James. –Ela diz animada. –Ele ligou no seu celular, eu atendi, gente se falou e eu consegui fazer ele me convidar para ir com vocês.
–Ele convidou ou você se convidou?
–Eu o persuadi a me convidar. Não é demais? –Ela diz. Ela solta um gritinho de patricinha, e agarra uma das minhas almofadas de panda.
–Claro que sim! Agora fecha a porta. –Eu pedi.
Ela deu de ombros e fechou a porta do meu quarto com o pé, ela estava sentada no chão, o que fazia tudo mais fácil.
–O que foi?
–Eu e James fizemos um acordo. Ele tira os piercings, eu me visto de um jeito sexy. Agora ele vai sair comigo para comprar roupas. –Eu explico.
–Ele paga suas roupas?
–Da última vez que ele quis mudar meu estilo, eu não paguei por isso.
–Nossa. Ele deve gostar muito de você.
–Não sei. Só sei que ele vive me mudando. –Eu respondo.
–Para melhor, pelo jeito. –Ela diz. Espero que ela ria, mas ela não ri. Ela está falando completamente sério. –Se ele fez mesmo isso tudo, pode ser que ele quisesse que você fosse namorada de mentira para ele sentir um pouco do gosto do que seria se fosse real. E pelo jeito gostou, já que ele não sumiu da sua vida.
–Bem, se ele está todo apaixonadinho, o problema é dele. –Digo tentando disfarçar o meu sorriso.
–Você adora isso que eu sei. –Ela disse me jogando a almofada.
–Não tanto quando você adoraria. –Disse jogando a almofada de volta.
–Mas ainda quero dar uns pegas nele. Ele não me escapa. Me sinto uma pedófila hoje. –Ela disse e depois soltou uma gargalhada do mal.
–Que horas são? -Pergunto.
–Nove horas, mais ou menos. Você vai em festas? –Pergunta. –Porque acho que arrumei uma para a gente hoje à noite.
–Mas é domingo. Quem faz festa no domingo? –Pergunto.
–Foi James que convidou. Ele disse que ficou te chamar para uma festa. Parece um negócio sério, ele disse que é o no porão de um cara da Coupen e que só vai popular. Gente impopular mal sabe dessa festa. Quando eu tinha doze anos, eu conhecia o irmão desse cara, ele era da minha classe. Kevin. Ele que teve a ideia toda dessas festas no domingo. Era um verdade ou consequência na época. Só iam as meninas mais bonitas e os atletas.
–E a gente vai? –Pergunto. A minha preguiça no domingo não é uma fatalidade, mas é uma coisa que eu preferia não ter.
–Claro que sim. Ou você acha que eu vou perder a festa dos populares riquinhos? –Ela diz. –E é top secret, então ele mandou você entrar pela porta de trás da casa, vai ter um mordomo que vai abrir para você se você falar um código, que ele ainda não pegou com os meninos. Você não pode tocar em nada nem olhar para nada até chegar no porão.
–Nossa, acho que não vou. –Disse no meio de um bocejo. –Eu não vou me sentir à vontade, não vou gostar.
–Não. Você vai sim. James disse que te pega depois do encontro com Mark. Se você não for ele não vai e nem Mark e nem o tal do palito de fosforo. O que é o palito de fosforo?
–Um cara ruivo, branquelo, magricela e altamente nerd. –Disse.
–Sério?
–Sim. Amigo de James. –Respondo.
–Menos mal. Achei que você estava saindo com essa cara.
–Ele até que é bem legal.
–Você é estranha. –Ela diz se levantando.
–Tanto quanto você. –Retruco.
–Agora é a hora que você levanta, afinal, você vai no shopping com o James! –Ela diz comemorando, dando pulinhos.
–Eu sou uma mosca morta. Me deixe aqui no meu tumulo sagrado. –Digo. Enfio a cara no travesseiro. Annie começa a puxar meus pés.
–Você vai sair daqui. –Ela diz. –Nem que a gente passe a vida aqui.
–Quem me dera. –Digo me segurando no suporte da cama. –Não estou nem um pouco afim de fazer compras com James. Não se surpreenda se ele virar uma criatura consumista e louca. É o que aconteceu da última vez. E depois da transformação, ele sempre fica sendo um cavalheiro para tudo. É uma viadagem sem tamanho.
–Ele se comporta que nem fruta? Será que ele é? –Ela pergunta m soltando por um tempo.
Me levanto ainda me espreguiçando. Deixo Annie no quarto, ela já tinha tomado banho. Sigo para o banheiro e tomo o banho mais breve e consigo, me vou enrolada na toalha, que eu já havia deixado no banheiro, graças a meu santo Poseidon, e entro no quarto.
–Não. –Digo ao ver Annie vestida como uma piriguete e uma roupa bem separada em cima da cama.
–Sim. –Ela diz me puxando pelo braço. Era um vestido florido preto e branco até os joelhos, com um cinto preto, parecia justo e decotado, tinha alcinhas que iam deixar muito aparecendo. Os sapatos eram perfeitos também, tamancos fofos brancos combinando com as flores do vestido. Mas aquilo não sou eu.
Desisto de brigar com ela e coloco o maldito vestido.
–Agora você é linda. –Ela diz sorrindo, provavelmente orgulhosa do look bem sucedido dela.
–Vocês iam almoçar pelo shopping? –Pergunta Annie sentando na cama desarrumada.
–Acho que sim. Ele vem nos buscar na Ferrari, aposto. –Digo me sentando na cadeira da minha mesa de estudos que não serve para estudos.
–Ele tem uma Ferrari?
–É do pai dele, que por acaso é o diretor na escola que frequentamos. –Respondo.
–Então ele é um garoto comportado que pega o carrinho do papai e leva você para os cantos?
–Garoto comportado? Aquilo é um garoto problema desde que eu coloquei meus olhos nele da primeira vez. Ele apronta tanto na escola, e sempre é acobertado por seu pai, que acha que ele é um cordeirinho e que todo mundo pega no pé dele porque ele é filho do diretor. Eu não sou contra isso porque isso me rende uns passes da enfermaria e umas escapadas da detenção.
–Você vai para a detenção?
–Onde você acha que conheci James?
–Nossa. Mas como é que o diretor de uma escola tem um carro desses? –Pergunta surpresa.
–Não tenho ideia.
Olhei para o relógio na mesa do computador, 9:50 AM. Meio cedo para estar pronta.
–Ele estudava na Coupen comigo e eu nunca notei ele? –Pergunta.
–Ele tinha onze anos. Me poupe da sua pedofilia.
–Espera, eu acho que conheço os primos dele. São os Geears, Derek, Alisson e Jeb.
–Que tipo de pais chamam o filho de Jeb?
–Você pararia de se importar com o nome dele no momento que você colocasse os olhos nele. Pena que é gay.
–Os caras legais sempre são gays. –Eu digo.
–Conhece algum?
–Não conheço, mas tem esse grupinho de gays na escola. E eles parece ser muito legais. Eles não se comportam como malucos. Simplesmente fazem o que bem entendem.
–Sei... Mas Jeb é delicioso, e estudou comigo na Coupen, assim como Alisson e Derek. Derek era aquele cara, sabe? Aquele que era meu amigo, escutava todos os meus problemas. Foi pra a faculdade de Medicina, maldito nerd. Agora está em New York e só falamos por facebook. Ali era um verdadeiro idiota. Se gabava por ser um atleta, ele era um ano mais novo que a gente, mas andava com a gente por causa do Derek. Jeb ignorava a gente e ficava com os amiguinho homossexuais dele. A escola era demais naquela época. Mas ai eu me mudei para o Tenessee.
–Você era a única menina no meio dos meninos? –pergunto.
–Pode se dizer. Eu arquitetava as pegadinhas. Eu era sempre a primeira a chegar na festa e a última a sair. Vamos dizer que eu era malandra. Fiz muita coisa errada antes de ir embora. Diríamos que minha vida é às avessas. No Tenessee, eu fiz tanta besteira quanto. Na faculdade, eu não faço nada além de estudar e fazer sexo. É muito chato.
–Sexo. –Repito. Ela fala isso sem a menor restrição e eu fico boquiaberta. Ninguém nunca falou muito sobre isso comigo, e prefiro guardar o resto da minha ignorância.
–É, já está na hora de você pensar nisso. –Ela diz me olhando profundamente.
–Não quero fazer agora. –Respondo.
–Não faça. Mas eu não dou um ano para você perder o selo. –Ela diz.
–Eu não sou você. –Retruco.
–Você está se tornando pior. –Ela diz sacudindo os dedos como se me jogasse uma maldição. –James já fez isso no seu cabelo...
–Meu cabelo foi minha escolha de ficar com ele. Se eu quiser trocar a cor eu troco. –Digo teimosa.
–Com ele James? –Pergunta.
–Com ele o meu cabelo. Eu não estou exatamente com James. Somos amigos.
–Desisto. Mas eu estou certa de que você vai fazer sexo em pouco tempo. Posso ver nos seus olhos o que você sente. –Ela diz.
–Claro que pode! Afinal, a resposta para os problemas da humanidade estão todas com você. –Digo sarcasticamente
–É sério. Eu sei como é. Vai por mim. –Ela diz sem graça, acho que consegui a deixar sem argumentos.
O tempo passa rapidamente, a gente passa horas discutindo e então escutamos a buzina. James chegara.
Notas finais
Katerina Vampiranha -qqq
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