—Quanto tempo mona! Por que você me deixou presa naquela outra linha do tempo? Poxa, foi bem difícil vim pra essa linha. -Max disse.

—Como foi que você... -Mary tentava dizer algo.

Quem é essa garota? Ela é tão estranha. E como ela conhece a Mary?

—Mary.., Quem é essa? -Eu pergunto.

—É uma amiga de uma outra linha do tempo, ela também conhecia Samuel. -Mary respondeu meio confusa ainda.

—Certo rapazes! E o que estão fazendo aqui? -Max perguntou.

—Bom, eu e Samuel voltamos no tempo para evitar uma certa invasão causada por parasitas. Derrotamos Akira e agora estamos caçando uma certa criatura que veio do universo paralelo. -Mary respondeu.

—Oooh, vocês derrotaram Akira. Mas como? -Max perguntou.

—É meio confuso de explicar isso. -Eu disse.

—Ah para, me da um pequeno resumo poxa. Akira é um parasita muito forte, me imagino a força que a pessoa teve pra derrotar ele. -Max disse novamente.

—Bem, não podemos perder tempo. -Mary disse.

—Ta bom, seus chatos. Então, me diz, que tipo de criatura é essa? -Max perguntou.

—Não sei, nós apenas estamos na suspeita. Essa tal criatura apareceu no sonho do Ren, e bem... Mesmo que seja apenas um sonho, temos que tomar total cuidado. -Mary disse.

—Não é só o sonho, eu também consigo sentir algo, não da pra explicar exatamente o que é. -Eu disse.

—Interessante, vou ajudar vocês. Mas por onde começamos? -Max perguntou.

—Começaremos ali pelo radar de coisas sobrenaturais. Vamos localizar a criatura, e então... Vamos capturá-la! -Mary respondeu.

—Mary Mary, sempre estrategista desde sempre, gosto assim. -Max disse se aproximando de um dos botões.

Ela parece o Samuel, ah... Saudades dele, espero que um dia eu possa vê-lo novamente.

Max aperta um botão, após isso, um radar surge no visor da nave, nele mostra o mapa de toda a cidade.

—Certo, agora é só esperar. O radar está carregando os dados. Logo após carregar, ele vai tentar encontrar algum sinal sobrenatural. -Max disse.

Max da um suspiro e se apóia no painel de controle.

—Vamos nos conhecer mais. Todos aqui têm um certo tipo de poder sobrenatural, certo? Mary pode se teleportar e parar o tempo. Mas e você, garoto? -Max pergunta pra mim.

—Ah, eu não sei explicar direito isso. -Eu respondi.

—Ele possui uma forma Omega. -Mary disse.

—Oooh, uma forma Omega certo? Deve ser bastante legal. -Max disse.

—E você? Qual o seu poder? -Eu pergunto.

Max da uma leve piscada, fazendo com que seus olhos fiquem totalmente pretos.

—Telecinésia, consigo mover coisas á distância. Também consigo-me teleportar. -Max respondeu.

Os olhos de Max voltaram ao normal. É sério que ela pode mover coisas á distância? Deve ser realmente incrível.

—Vocês três se conheceram no mesmo lugar? -Eu perguntei.

—Sim... Mas só eu e Samuel escapamos... –Mary respondeu em um tom meio triste.

—Só vocês?! Vocês podiam muito bem me levar com vocês! -Max disse em um tom mais alto.

—Você sabe que não dava! -Mary respondeu em um tom mais alto ainda.

Parece que as duas iriam brigar naquele mesmo lugar, mas eu tentando desviar o assunto, olhei para o radar.

—Ei, pessoal! O radar! -Eu disse apontando para o visor.

Max da uma resmungada, então ela vira seu olhar para o radar.

—Feito, o radar já baixou os dados. -Max disse.

—Ta, e tem algo sobrenatural por aqui? -Mary pergunta.

Ouço o radar fazendo um barulho, um barulho como se fosse uma notificação.

—Sim, tem uma criatura sobrenatural nesta cidade. -Max respondeu.

Eu dou um suspiro de preocupação, significa que mais uma vez teremos que derrotar algo. É sempre assim, nunca acaba.

—Onde ela se localiza? -Eu pergunto.

—Em uma escola aqui perto. Se chama colégio Saint Patricks. -Max respondeu.

Saint Patricks?! Mas esse é o nome da minha escola! Não pode ser.

—Ei Ren, esse não é o seu colégio? -Mary perguntou.

—Sim, é esse mesmo. -Eu respondi.

—Eu só espero que nós não tenhamos problemas com professores novamente. -Mary disse.

Problemas com professores? Ela nem estava com a gente nessa época. Enfim, se a criatura sobrenatural está na minha escola, nós temos que ir lá o mais rápido possível.

—Então, precisamos ir lá agora! -Eu disse.

—Não, á essa hora, a escola já deve estar fechada, iremos amanhã. Certo? -Mary pergunta.

—Não pensem que isso será fácil. -Max disse.

—Por que? -Eu pergunto.

—O quê? Vocês ainda não sabem da Ordem B? -Max pergunta.

—Não, nós não escutamos nada sobre essa tal Ordem B. -Mary respondeu.

—Certo, eu vou explicar. A Ordem B surgiu recentemente, é um grupo enorme de pessoas que são especializadas em caçar seres sobrenaturais. Eles ainda não são tão reconhecidos. -Max respondeu.

—E o que isso nos impede? -Mary perguntou.

—Querida vem cá tu é burra? Olhe ao seu redor, todos nós somos sobrenaturais, ninguém aqui é normal. Eles possuem um radar de criaturas sobrenaturais também, se sairmos na rua, eles virão atrás da gente. -Max disse.

Sempre tem algo para estragar nosso esquema. Essa Max parece bem inteligente. Mary está bem confusa, eu nunca vi ela assim, afinal, acho que ninguém aqui sabe o que fazer. Temos que bolar um plano, antes que essa criatura faça alguma coisa na cidade.

—Ter Samuel aqui nessas horas seria uma boa coisa, ele sempre pensa em tudo. -Max disse.

Verdade, estamos nos preocupando com uma criatura ao invés de procurar nossos amigos desaparecidos. Onde Giovanna está? Por que esquecemos de pessoas que eram tão próximas?

—Ren. -Mary me chama.

—O quê? -Eu respondo.

—Tem algum plano em mente? -Mary pergunta.

Um plano... É a prioridade agora.

—Seguinte! Amanhã, acordaremos cedo no horário do recreio. Tenho três patinetes guardados na garagem, cada um pega um, iremos para a escola á toda velocidade! Se a Ordem B nos perseguir, vamos despistar eles. Lembrando que, todos nós temos que chegar á escola, não importa o caminho que nós tomaremos. -Eu respondo.

—Que plano mais bobo. -Max diz.

—E você tem outro? -Eu pergunto.

—Vamos usar esse plano, mas se alguém tiver um plano melhor, é só falar. -Mary disse.

—Por que vocês me subestimam tanto? Só porque eu sou o mais normal daqui? -Eu pergunto.

—Seu plano é ótimo Ren, só que lembre-se, se formo pegos, ninguém sabe o que pode acontecer. Ninguém sabe se eles matam seres sobrenaturais ou os mantém em uma cela. -Mary responde.

—Certo garotos, o plano começa amanhã. -Max disse.

—Tudo bem então. Aliás, Max, você dorme na nave ou quer algum lugar pra dormir na minha casa? -Eu pergunto.

—Ah, obrigada mas eu me sinto confortável aqui na minha nave. -Max responde.

—Tudo bem então, bem, eu vou na sala procurar alguma coisa para fazer. Você vem Mary? -Eu pergunto.

—Certo, eu vou. -Mary responde.

Eu e Mary saímos da caixa, já deve estar na hora do almoço eu acho. Eu desço as escadas, Mary está logo atrás de mim.

—Mary, eu ainda estou confuso, o quê será essa criatura? Ela está em forma humana, certo? -Eu pergunto.

—Sente no sofá e eu lhe explico o que estou pensando sobre isso. -Mary responde.

Eu e Mary nos sentamos no sofá da sala, ela está meio séria desde que saímos da caixa.

—Então, por que está tão séria assim? -Eu pergunto.

—Ren, não quero que se assuste ou algo assim, então, não se desespere. -Mary responde.

—Como assim? É algo tão assustador? -Eu pergunto.

—Pense comigo. Como é uma criatura do universo paralelo, e pode interferir nos seus sonhos, eu suspeito de que seja um alguém paralelo.

—Mary, o que você quer dizer com isso?

O clima fica mais tenso. Da para escutar apenas o som da cortina sendo levada pela leve brisa que entra pela janela, a luz da sala depende apenas da luz que entra pela janela. Parece que Mary tem medo de dizer algo.

—Nós vamos enfrentar a sua versão paralela, ou talvez a nossa versão paralela.

Continua...