Back to the parallel universe
4 A proposta de Lupus.
Nós vamos enfrentar a sua versão paralela, ou talvez a nossa versão paralela. –Mary disse.
O quê? Uma versão paralela? Ela está certa do que está falando?
—Mary... –Eu disse.
Eu realmente estou confuso, não tenho noção nenhuma do que está acontecendo.
—Pode parecer loucura, mas é a verdade Ren. –Ela respondeu.
—Não podemos simplesmente enfrentar a nossa versão paralela! –Eu disse.
—Ren, quando você apertou aquele botão que deu morte a todos os parasitas, você também concordou em salvar o mundo, e vai ter que salvar ele agora.
Droga, ela realmente está certa, eu apenas não estou querendo acreditar. Mas se é uma versão minha paralela, como vamos derrotar? Tem algum jeito? Essa versão é mais forte que eu?
—Você deve estar bem confuso agora, mas não fique assim, precisamos agir o mais rápido possível. Lembre-se, se ficarmos parados por muito tempo, essa criatura pode sujar a sua imagem na cidade. –Mary disse.
—Certo! Nós vamos botar esse plano em ação amanhã! –Eu disse.
—Nós vamos forçar uma luta naquela escola? –Mary perguntou.
—Faremos de tudo para capturar a criatura. –Eu respondi determinado.
—Certo, amanhã nós daremos o nosso melhor. –Mary disse.
Mary se levanta do sofá e sobe as escadas, eu estou bem otimista, tenho certeza de que o plano dará certo. Ah sim, preciso falar com a Cora, preciso ver se ela está indo pra escola, se ela estiver, tenho certeza que ela já notou a criatura sobrenatural.
Eu me levanto do sofá e vou para cozinha pegar meu celular, eu pego meu celular, então começo a discar o número da Cora, preciso alertar á ela sobre a tal criatura sobrenatural, antes que ela sofra algum ataque ou até mesmo seja alvo.
O celular começa a chamar, depois de alguns minutos, Cora finalmente atende.
—Ren? –Ela pergunta.
—Opa, eu mesmo. –Eu respondo.
—Como assim Ren, por que está me ligando? Nós estávamos nos falando agora pouco. –Ela disse.
O quê?! Como assim estávamos nos falando agora pouco? Meu corpo começa a ficar frio, meu coração acelera, droga, o que diabos está acontecendo comigo?
—Ren? Da pra parar com essa idiotice? Por que você me ligou? –Ela pergunta novamente.
Eu respiro fundo e me acalmo, talvez Mary esteja certa, estamos lidando com a nossa versão paralela. Agora, eu tenho que me acalmar, e descobrir o que ‘’eu’’ estou fazendo com a Cora.
—Cora, me diga uma coisa, o que nós estavamos fazendo agora pouco? –Eu pergunto.
—Como assim? Você tem Alzheimer? Estavamos voltando da escola. –Ela responde.
É isso, talvez seja isso, esse ‘’eu’’ está criando laços de amizades com meus amigos, mas na verdade, ele só quer levá-los para o mau caminho, e eu não posso deixar ele fazer isso.
—Cora, volte para casa sozinha, eu te explico depois, aquele ‘’Ren’’ que estava com você há uns minutos atrás, não sou eu. Se acontecer de você esbarrar com ele, aja naturalmente. Conversaremos sobre isso depois. –Eu falo.
—Ren, o que está acontecendo? –Ela pergunta.
—Não tenho tempo para explicações.
Eu desligo a chamada, é realmente estranho isso que está acontecendo agora. É verdade, estamos enfrentando alguém paralelo. Mas como isso foi acontecer? Seria algo haver com a morte de Samuel? Eu sinceramente não sei, pior que não tem como evitar esses pensamentos.
Acho que a única coisa a se fazer é esperar o amanhã chegar, para o plano começar.
Eu vou para a sala, eu dou um leve suspiro e me deito no sofá. Da janela entra um leve vento, ele refresca toda casa e a mantém em um clima agradável.
Eu rapidamente caio no sono, talvez seja isso que eu preciso, descansar.
[Sonho do Ren]
Eu ouço Mary chamando pelo meu nome.
—Ren! Ren! Acorde! –Ela gritava.
Eu acordo numa floresta, está tudo tão escuro, está muito frio aqui. Eu me levanto com dificuldade, eu sinto dores em algumas partes do corpo.
O que diabos está acontecendo? Ao me levantar me deparo com Mary, seu olhar está completamente frio. Algo aconteceu enquanto eu estava desacordado. O vento frio balança seus cabelos.
—Não se levante agora. Eu ainda não terminei. –Ela disse em um tom de voz completamente frio.
Eu tento ficar de pé, porém ela me joga no chão. Ela está mais fria, mais agressiva, eu me pergunto o porquê disso. Ela segura uma injeção em sua mão direita.
—Mary, o que você está fazendo? –Eu pergunto.
Ela agressivamente agarra o meu braço.
—Pare Mary! O que está fazendo? –Eu pergunto desesperadamente.
Ela se aproxima com injeção. Ao mesmo tempo, eu tento soltar o meu braço, mas ela segura o meu braço com força.
—Me dê seu braço! –Ela disse.
—Não! –Eu respondi.
Eu começo a suar, meu corpo começa a tremer. O quê tem naquela injeção? O que ela quer fazer comigo? Seria algo de errado que eu fiz? Tantas perguntas passam pela minha cabeça, mas não há resposta para nenhuma.
—Você está estranha desde que o Samuel morreu! –Eu disse.
Ela pega meu braço com mais força ainda. Eu começo a ficar desesperado.
—Me solte Mary! –Eu gritei.
—É para o seu bem! –Ela responde.
Cada vez mais, ela se aproxima com a injeção, ela está prestes a injetar a injeção no meu braço.
—Não se esqueça desse poder! –Ela disse.
Eu começo a me debater, eu tento soltar meu braço novamente, mas ela está muito forte. Mil pensamentos passam pela minha cabeça.
—Você perderá suas memórias depois disso, então te dar uma explicação agora seria inútil! –Ela disse.
—O que você está falando?!
—Lembre-se disso! Você precisará disso para nos salvar!
Ela injeta a injeção no meu braço. Eu sinto uma dor fina no braço, e ao mesmo tempo sinto vários sintomas pelo meu corpo. Eu começo a ficar tonto, minha visão está escurecendo. Eu não sei o quê está acontecendo, eu acho que estou desmaiando.
Eu acordo na minha cama, eu sinto meu corpo suando, meu coração bate rápido, assim como a minha respiração. A luz do sol entra pela janela do quarto, uma leve brisa entra pela janela. Mary olha pra mim, ela parece assustada.
—O quê houve?! –Ela perguntou assustada.
Eu não sei como, mas eu não sei se vou conseguir olhar pra ela do mesmo jeito.
Ela bota a mão na minha testa, mas como reflexo, eu rapidamente impeço ela. Ela olha para mim com uma cara estranha, não é só a cara dela que está estranha, eu também estou estranho.
—O que há de errado? –Ela pergunta.
—Nada... Foi só mais um pesadelo. –Eu respondi.
—Cara, você realmente está mal. Pode me contar como foi? –Ela pergunta.
—Desculpa, não estou muito bem para contar agora.
A caixa de Samuel se abre, e de dentro sai Max bem sonolenta, seu cabelo está todo bagunçado, aparentemente ela acabou de acordar.
—Bom dia pessoas! Hoje é o dia do plano, certo? –Ela pergunta com uma voz sonolenta.
—Sim, hoje é o dia do plano. Max fique de olho no Ren, eu vou arrumar algumas coisas. –Mary disse.
[POV: Narrador]
Ren estava estranho, não só pelo pesadelo, mas ele ainda está perturbado pelo fato de ter sua versão paralela no mesmo universo que ele.
Mary some em um piscar de olhos, como sempre. Max está encarregada de vigiar Ren até que Mary volte.
—Está tudo bem? –Max perguntou.
—Sim, só estou um pouco confuso. –Ren respondeu.
—O quê houve meu bem?
—Nada demais, foi só um dos meus pesadelos.
—Deixa disso, pesadelos não são importantes, apenas se concentre no nosso plano.
—Certo, vai dar tudo certo.
Mary aparece novamente.
—Certo meus amores, vocês já estão prontos? –Mary pergunta.
Ela joga nove sinalizadores na cama de Ren.
—São três sinalizadores pra cada. Vocês vão ter que pegar um sinalizador preto, um sinalizador vermelho e um sinalizador verde. –Mary
—Pra que isso? –Ren pergunta.
—Basta você pensar. Seguinte, esses sinalizadores servirão como um meio de comunicação. Dispare o sinalizador verde quando você se posicionar na sua rota, pois segundo o plano do Ren, nós vamos nos dividir em três e ficar em rotas diferentes. Dispare o sinalizador vermelho assim que você for perseguido ou avistar alguém da ordem B, e por último, o sinalizador preto, dispare o sinalizador preto caso você seja pego por alguém da ordem B.-Mary responde.
—Belo plano! –Exclamou Max.
Cada um pega seus sinalizadores. É como Mary disse, cada um terá que ter um sinalizador verde, preto e vermelho.
Verde: Usado apenas quando o posicionamento na rota for concluído.
Preto: Usado apenas se você for capturado por alguém da ordem B.
Vermelho: Usado quando alguém da ordem B for avistado.
Esse é o plano.
Quintal da casa de Ren. 09h 30min
Ren, Mary e Max já estão fora de casa, prestes a dar inicio ao plano. Cada um tem seu patinete, o plano continua sendo o mesmo. Todos já estão com seus sinalizadores.
[Pov.: Ren]
Certo, o plano é hoje, se nós concluirmos esse plano e derrotar a criatura paralela, talvez eu possa finalmente encontrar a Giovanna.
—Plano para captura da criatura paralela, agora está sendo iniciado! Avançar! –Disse Mary andando de patinete á toda velocidade.
Eu e Max fomos atrás. O nome que nós demos a essa formação se chama Asa. Segundo Mary, eu fico no meio, um pouco a frente de Max e Mary, Mary fica do lado direito da asa e Max fica do lado esquerdo.
Já estamos a mais ou menos 15 metros da casa.
Nós passamos por um poste, e nele havia um panfleto com três fotos, uma foto da Max, uma foto minha e uma foto da Mary, e logo acima estava escrito ‘’Procurados’’.
—Mary! Parece que já somos procurados! –Eu disse.
—Parece que a ordem B sabe agir rápido. –Mary responde.
Nós estamos em uma velocidade muito alta, o vento bate em nossas caras e levanta nosso cabelo ao mesmo tempo.
—Eles estão aqui! Esses malditos de novo! –Gritou uma mulher.
—Lá estão eles! Alguém chame a ordem B! –Gritou um homem apontando para nós.
Nós aumentamos nossa velocidade, nós estávamos cada vez mais rápidos. Estamos correndo um sério risco, eu nem posso imaginar o que pode acontecer se nós formos pegos pela ordem B.
Só de pensar nisso, meu coração acelera.
—Ren! Eles estão aqui! Os perseguidores! –Mary exclama.
Eu dou uma olhada pra trás e vejo dois garotos de bicicleta. Eu tenho certeza que eles não são da ordem B, são apenas pivetes de 13 anos correndo atrás da gente. Eles usam uma regata branca, um boné e uma bermuda.
—Mary, Max, vamos despistá-los! –Eu disse.
—Certo! –Mary e Max respondem.
Nós viramos uma esquina á direita, e logo em seguida viramos á esquerda, não importa quantas esquinas nós iremos virar, nós devemos sempre seguir em direção á escola!
Virar a esquina não foi o bastante. Mais dois perseguidores apareceram, não eram os mesmos. Dessa vez ambos estavam de moto, e não era uma moto que os humanos costumam usar, é uma moto futurista.
Que tipo de tecnologia esses caras tem? Aliás, não é só a moto que é futurista, seus trajes também são.
Os trajes aparentam ser feitos de metal, eles usam um capacete que evita revelar sua identidade, a cor do traje é totalmente preta. Como assim? O traje é completamente robótico. Esses com certeza devem ser da ordem B. Sem dúvidas.
Logo á frente há uma esquina, esses perseguidores estão á toda velocidade, com certeza se nós dermos uma freada agora, eles passarão direto por nós.
Eu faço o sinal para nós três frearmos, nós freamos ao mesmo tempo e as motos passaram direto por nós, como planejado.
Após isso nós seguimos em frente, logo á nossa frente havia uma esquina a esquerda.
—Vamos virar? –Mary perguntou.
—Vamos! Após virar essa esquina, vamos virar uma esquina á direita, e assim iremos nos dividir! –Eu disse.
Nós viramos a esquina á esquerda, essa é a penúltima esquina, após isso era só virar à direita e nos separar. Após a separação, nós iremos seguir em frente.
—Esses movimentos, eles não são da polícia militar! –Mary disse.
—Sim... Sem erros. São eles. A nova ‘’justiça’’ desse mundo... É a ordem B! –Eu disse.
Será difícil executar esse plano, eu realmente não esperava isso da ordem B. Meu coração está acelerado, eu ainda estou tenso com tudo isso, mas eu vou fazer isso, pelos meus amigos.
Nós viramos a esquina á direita, finalmente, a ultima esquina, após isso, nós iremos nos separar.
—Heh, pessoas que batalham com monstros sobrenaturais, tem diferentes aspectos. –Max disse.
Eu ainda estou nervoso, não sei se isso pode dar certo. Elas têm noção do que estão fazendo? Se nós formos pegos pela Ordem B, dificilmente seremos soltos. Se Samuel estivesse aqui, eu estaria mais confiante nessa missão.
Sempre que acabávamos em uma enrascada, ele sempre resolvia o problema.
Mas por que ele consegue resolver as coisas e eu não? Nós somos a mesma pessoa basicamente, isso não faz o menor sentido.
Enfim, se essa missão fracassar, não tem problema, eu já estou acostumado a levar culpa dos meus fracassos. Mas eu não posso pensar assim, a vida de Max e Mary está em risco também, preciso dar o meu melhor.
Na nossa frente há duas esquinas, uma á esquerda e uma á direita. Essa é a hora, vamos nos separar, vamos cada um pra sua rota. Segundo a formação, eu ficarei na rota mais segura, a rota do meio, Mary ficará na rota direita e Max ficara na rota esquerda.
—Pessoal... Vocês sabem o que fazer, certo? –Eu pergunto.
—É claro. –Mary responde.
—É o plano, né? –Max responde.
Nós nos separamos, eu aumento a velocidade. Mary vai para direita e Max para esquerda, e eu continuo seguindo em frente.
Espero não esbarrar com ninguém da Ordem B. Meu coração começa a ficar mais acelerado ainda, eu tento me controlar, mas a tensão é maior.
Aparentemente a ordem B nos perdeu de vista, acho que a missão será um sucesso.
Após uns dois minutos, eu avisto uma fumaça verde na ala esquerda.
Aparentemente Max já se posicionou em sua rota, só falta saber se Mary conseguiu o mesmo.
Eu saco o meu sinalizado que está no meu bolso direito, após isso eu dou um tiro com o sinalizador verde.
Eu avisto a fumaça verde na ala direita. Mary se posicionou em sua rota.
Perfeito, estamos todos posicionados agora.
[POV: Narrador]
Todos já estavam em suas rotas, Ren está nervoso sobre o plano. Para Mary, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Já para Max, ela não está nem aí, ela apenas segue o plano.
O céu está se fechando, parece que um enorme temporal está por vir.
A cena muda para Max em seu patinete. O vento levanta totalmente seu cabelo, ela está em alta velocidade.
Quando Max menos esperava, ela leva um tiro de raspão em seu rosto. Ela leva um susto, mas continua á andar em alta velocidade.
—Merda! Eles já estão aqui, preciso disparar à fumaça vermelha! –Max disse.
Max saca o sinalizador vermelho, após isso ela dispara o sinal.
Mary e Ren avistam o sinal. Max olha para trás e se depara com um soldado da ordem B em uma Nrg-500 correndo em uma enorme velocidade.
—Droga, eu preciso dar um jeito nisso. –Pensou Max.
Max abre seus dois olhos do lado direito, eles ficam totalmente pretos. Ela está prestes a usar seu poder.
Max passa por um poste de luz, rapidamente, ela estende seu braço em direção ao poste. Segundos depois, o poste cai em cima do soldado da ordem B.
—Que idiota! –Max disse seguindo em frente.
Mas acontece algo que Max menos esperava. Em um piscar de olhos seu patinete se desmonta por inteiro, sem nenhuma explicação ou algum motivo, ele apenas se desmonta.
Max cai no chão, porém ela protege sua cara com seus braços.
—Mas o quê? –Pergunta Max inconformada.
Ela tenta se levantar aos poucos, mas ela fica com dificuldade, pois ela ralou seus dois cotovelos.
Sua respiração está lenta. Max escuta uns passos logo á sua frente, porém ela não consegue ver quem é, pois sua visão está toda embaçada.
Os passos se aproximam.
—Se machucou? Aberração. –Disse o homem que se aproximava.
—Mas que diabos? Como foi que meu patinete se desmontou tão rápido? –Max pergunta em um tom nervoso.
—Ora, ora, eu acredito que não lhe devo explicação alguma. Monstros como vocês, não merecem uma palavra minha. –O homem disse em um tom arrogante
Max lentamente pega o sinalizador preto, e dispara. Max foi pega, e agora depende apenas de Ren e Mary.
—Desgraçado... Quem é você? –Max pergunta novamente
Max está com muita dificuldade para se levantar, o medo é a única coisa que ela sente nesse momento. O que será que esse homem é capaz de fazer? Será que foi ele que causou o acidente com o patinete?
—Hah! Se você faz questão de saber o meu nome, eu vou lhe dizer. –O homem disse
O homem botou suas mãos em sua cintura e logo após, abriu um enorme sorriso.
—Você está diante de Lupus! Comandante da ordem B. O homem que jamais foi vencido por um monstro, e não será derrotado agora. –O homem disse.
Lupus tem 1,70 de altura. Seu cabelo é violeta e tampa a parte direita de seu rosto.
Ele usa um colete roxo e uma camisa branca. A cor de sua capa é vinho, sua calça é um vermelho bem escuro, e suas botas são totalmente pretas.
Em seu cinto ele guarda duas pistolas. Lupus é conhecido pela precisão de seus tiros.
Um tiro de sua pistola é capaz de explodir uma cabeça.
—Você tem direito a mais uma pergunta. –Lupus disse sacando sua pistola.
—Como... Você desmontou meu patinete em tão pouco tempo? –Max pergunta.
—Isso é fácil. Cada um de vocês devem ter isso, porém esse poder não despertou em vocês pois, vocês são fracos e lhe faltam ódio. Eu tenho um cristal comigo, esse cristal me da diversos poderes. Seria algo do universo paralelo? Eu não sei, mas com ele eu posso parar o tempo e fazer diversas coisas. O nome desse cristal é Rubi. E eu preciso pegar todos os outros cristais, para ser o mais poderoso e despertar minha ultima forma. E o nome que eu dei á esse feitiço de parar o tempo, se chama Zero. Mas isso não importa pra vocês, vocês são fracos, então não vocês não tem um cristal. –Lupus disse.
—Uma entidade?
—Então, adorável garota! Como eu disse, você só tinha direito a uma pergunta, e após isso, eu iria lhe matar com um precioso tiro. Acho que você deveria ficar feliz em morrer aos meus pés!
Lupus saca a sua pistola, após isso ele aponta para a cabeça de Max, ele está pronto para atirar.
—Certo garota! Espero que esteja pronta para morrer! Seus amigos a este ponto já devem ter sido pegos pelos meus soldados! Eles realmente fazem um bom trabalho, não fazem? Estúpido foram vocês, achando que iam passar direto por nós da ordem B, vocês tem muito que aprender ainda.
Á uns 10 metros de Max, havia uma esquina, Ren e Mary poderiam aparecer a qualquer momento.
Lupus bota o dedo no gatilho da pistola, logo ele irá disparar um tiro contra Max, ele abre um enorme sorriso, parece que ele sente um grande prazer em dar tiros.
—Max Zentropy! Ex-soldada do exército que lutava contra os parasitas... Você agora está morta! –Exclamou Lupus.
—O QUÊ?! COMO ELE SABE O MEU NOME? –Pensou Max.
Lupus solta uma gargalhada, após isso ele pressiona o gatilho, o disparo é feito. O som de sua pistola é tão alto que toda vila pôde escutar.
Em um piscar de olhos, Ren surge na frente de Lupus segurando a bala de sua pistola.
—O quê?! –Lupus disse inconformado com a situação.
Mary está logo atrás de Ren, dando apoio á Max. Tudo está muito confuso agora. Mary havia usado seu poder de parar o tempo.
Ren aproveita que Lupus está inconformado, e lhe dá um enorme soco no rosto de Lupus, fazendo com que ele caia no chão.
—Ora! –Gritou Ren.
Ren da às costas para Lupus e vai as pressas ajudar Max, que está ainda caída no chão.
Max quando avista Mary, ela fica assustada, é como se ela não quisesse Mary ali. Ela se afasta de Mary rapidamente.
Max estava preocupada demais com Lupus.
—Max... –Disse Mary.
—M-Mary! –Exclamou Max.
Por algum motivo Max estava assustada e não queria a presença dos dois.
—Para trás! –Max disse.
Mesmo não sabendo o motivo, Mary recua um passo e fica confusa.
—Não se aproxime de mim! –Max disse.
Ren também não sabe o porquê Max está agindo assim. Mas enquanto eles estão distraídos com Max, Lupus já está se levantando e sacando novamente sua pistola.
Já de pé e com pistola na mão, Lupus abre seu sorriso e começa a andar em direção a Ren e Mary.
Max era a que mais estava perto de Lupus.
—Mary... Ela chegou bem a tempo. Mas ela ainda está fora do meu alcance... Terei que lidar com o Max primeiro! –Disse Lupus recarregando a pistola.
Max se levantou rapidamente e botou seus braços nos ombros de Mary como se ela fosse pedir ajuda.
—Mary! O segredo do cristal dele! Zero! É o tempo! É o poder de parar o temp... –Dizia Max desesperadamente até ser interrompida.
—ZERO! –Gritou Lupus.
Lupus lançou seu feitiço, o mundo todo parou, o tempo parou, Ren, Mary e Max eram apenas estátuas agora.
É como se Lupus estivesse em um museu, tudo está parado.
Lupus agora está feliz em mostrar seu verdadeiro poder. Lupus é uma pessoa que gosta de duelar ou desafiar, ele sempre está se exibindo por ai. Agora é uma enorme oportunidade para matar Ren e Mary.
Lupus começa a andar em direção á Mary, Ren e Max.
—Devo admitir que, inicialmente foi bem difícil controlar esse poder. Sabe como é, controlar o tempo, é uma coisa que exige muito treinamento. –Lupus disse.
Enquanto ele andava, ao mesmo tempo ele rodava sua pistola na mão.
—Antes eu para o tempo por uns cinco segundos, ou até dez. Mas hoje, eu posso parar ele por quanto tempo eu quiser em um piscar de olhos! Impressionante, não? É meio estranho pensar quando o tempo está parado. Eu disse que eu posso parar o tempo por quanto tempo eu quiser, mas na verdade, eu tenho no máximo um minuto para agir. –Lupus disse novamente.
Lupus se aproxima de Ren, e aponta sua pistola para ele.
—Quando eu conseguir meu poder total, eu poderei controlar o tempo como eu quiser! Reverter, avançar, parar, sim, eu vou fazer isso, só me resta conseguir o cristal da desgraçada da sua mãe, Ren!
Lupus aproxima a pistola mais ainda, ele aparentemente tem raiva do Ren.
—Oh, é mesmo Ren. Eu preciso de você e da Mary para chegar até a sua mãe. Então eu irei lhe poupar, só dessa vez. –Lupus disse recuando a arma.
Lupus se volta para Max, sua expressão facial muda, em seu rosto agora tem um sorriso maléfico, seu olhar já diz que Max será a próxima vítima de sua pistola.
—Já você Max...
Lupus aponta a pistola para a barriga de Max. Seria esse o final de Max?
—Inútil! Inútil! Inútil! Inútil! Inútil! –Lupus dizia enquanto disparava diversos tiros contra Max.
Vários buracos são feitos pelo corpo de Max, o sangue jorra no chão, mesmo o tempo estando parado.
—Uma das soldadas mais fortes do exército de Aiko, Max Zentropy... Você agora está morta! –Lupus disse.
Lupus se vira para Ren, logo tudo voltará ao normal e Max será dada como morta.
—Em um segundo.
Lupus estende seu braço direito e olha para o seu relógio.
—Zero! –Disse Lupus.
O tempo volta ao normal, sangue é espirrado por toda parte, Max cai no chão, o chão se tornou uma verdadeira poça de sangue. Ren e Mary não acreditam no que está acontecendo diante deles.
—O QUÊ?! –Mary disse sem saber o que houve.
Ren prepara seus punhos para um segundo soco, mas Lupus o impede apontando a pistola para sua cara.
—Escute aqui seus dois imbecis! Eu tenho uma proposta! –Lupus disse.
Ren vai pra cima de Lupus, mas Mary o impede segurando ele por trás.
—Calma Ren! Nós precisamos escutar ele! –Mary disse.
Ren se acalma um pouco. Lupus da um pequeno suspiro. E tenta se acalmar. Ren está com muita raiva, tanta raiva que ele poderia matar Lupus ali mesmo. Mary já está um pouco controlada, se Ren partir pra cima de Lupus, ela vai saber como impedir.
—Vocês são mesmo uns fracassados. Vocês sabem que eu poderia matá-los aqui e agora. Mas eu serei bonzinho, irei dar duas propostas á vocês.
Ren da um suspiro, mas seu olhar de ódio permanece.
—Vocês podem duelar comigo, aqui e agora e podem tentar me derrotar, mas será uma batalha até a morte. A segunda proposta é, levarei vocês ao quartel da ordem B, lá vocês serão aprisionados, testados e julgados. –Lupus disse.
Continua...
Fale com o autor