Back to the parallel universe

5 O poder do Purple Aerials


Notas iniciais
Lupus entrega uma decisão ao Ren. Ao fazer sua escolha, Ren precisa lidar com as consequencias de suas escolhas.

[Pov: Narrador]

Samuel acorda desnorteado, ele não está no mesmo plano que Ren.
Ele acorda em uma planície de sal. O chão reflete o céu, isso acontece devido á chuva que teve.
Ele acorda no mesmo local que Ren acordava em seus sonhos.

O céu está cheio de nuvens, um leve vento bate em sua cara. No momento, Samuel não sabe de nada, não se lembra de nada e não sabe nem como foi parar ali.

Ele está tão confuso. Ele sente uma leve dor de cabeça, então ele bota sua mão na cabeça.

—Onde eu estou? –Pensou Samuel.

Ele se levanta, e tenta saber que lugar é esse. Porém, ele ainda não sabe onde ele está.

—Mas que diabos... –Samuel disse novamente.

De repente, Mavis aparece por trás de Samuel e bota a mão no ombro de Sam.

—Samuel? Ora, então você também veio parar aqui! –Disse Mavis.

—Mavis! –Samuel disse.

—Olá Samuel. Já faz um tempo, não é?

—Sim... Não nos vemos faz bastante tempo.

—Por que você está aqui, Samuel? Como você morreu?

—C-como eu morri?! Do que está falando, Mavis? Onde o Ren está? Onde nós estamos?!

Samuel começa a ficar desesperado, aparentemente ele não se tocou que está morto. Ele nem se lembra de como foi sua morte.

—Samuel... Você está morto. Só não se lembra de como morreu ou quem te matou. –Mavis disse.

Samuel da um suspiro, ele tenta se acalmar.

—Mavis, onde nós estamos? –Samuel perguntou.

—Estamos em outro plano, um plano diferente do Ren. Somos almas perdidas andando em círculos, não temos nenhum significado em especial. Aqui só há gente que já se despediu da vida. Porém só podemos ver nossos parentes ou amigos. –Mavis respondeu.

—Onde está o Ren?

—Foi pouca às vezes em que eu vi o Ren. Ren só aparece aqui quando ele está sem consciência ou quando está dormindo.

—Ele está seguindo em frente então...

—Todos nós temos de seguir em frente.

—Acho que eu não preciso mais proteger ele como se ele fosse meu filho.

—Ele já deve ter amadurecido.

—Eu queria ao menos dar um último abraço nele...

—A vida é complicada, Samuel. Acho que já sabe disso.

—Seu pensamento é muito evoluído para alguém de dez anos, Mavis.

—Eu passei muito tempo aqui, Samuel. Passei muito tempo pensando, muito tempo sozinho.

Samuel senta no chão, Mavis se senta ao seu lado. Samuel mudou sua expressão facial, ele parece triste agora. Mavis percebe que Sam está triste, então ele envolve Sam em seus braços.

—Não precisa ficar triste. Vocês me salvaram, e aposto que salvaram um monte de pessoas. Vocês são os verdadeiros heróis! –Mavis disse tentando consolar Samuel.

No final, Mavis consegue tirar um pequeno sorriso de Samuel.

—Mavis, eu preciso falar com o Ren. –Samuel disse.

—Eu sei como se sente. –Mavis responde.

Mavis bota a mão no bolso de sua calça, e de lá ele tira um frasco.

—Isso é... –Disse Samuel.

—Acho que você já sabe o que é isso. –Mavis disse.

—Um frasco de areia das almas!

Mavis da o frasco para Samuel, Sam pega o frasco, mas mesmo assim ele fica confuso.

—Por que está me dando isso? –Samuel pergunta.

—Sam. Eu garanto que o seu frasco está nas mãos de um humano. Então, eu tenho um último pedido. –Disse Mavis se levantando.

—Não pode ser! Você quer que eu o reviva? –Perguntou Samuel.

—Sim! Eu quero lutar ao lado de vocês! Eu admiro vocês! Esse frasco contém a minha alma, então, por favor, se alguma hora você ressuscitar, me faça esse favor.

—Tudo bem. Eu farei isso! Por você, pelo Ren, por todos nós!

Mavis agora está de pé, o vento fica cada vez mais forte. O céu começa a ficar nublado.

A cena muda para Ren, Mary e Lupus.
Mary tentava acalmar Ren, enquanto Lupus soltava um pequeno sorriso com sua pistola na mão.

Ren se acalma um pouco. Lupus da um pequeno suspiro. E tenta se acalmar. Ren está com muita raiva, tanta raiva que ele poderia matar Lupus ali mesmo. Mary já está um pouco controlada, se Ren partir pra cima de Lupus, ela vai saber como impedir.

—Vocês são mesmo uns fracassados. Vocês sabem que eu poderia matá-los aqui e agora. Mas eu serei bonzinho, irei dar duas propostas á vocês.

Ren da um suspiro, porém seu olhar de ódio permanece.

—Vocês podem duelar comigo, aqui e agora e podem tentar me derrotar, mas será uma batalha até a morte. A segunda proposta é, levarei vocês ao quartel da ordem B, lá vocês serão aprisionados, testados e julgados. –Lupus disse.

Ren e Mary trocam olhares, o olhar de Mary já explica que ela quer se render á Lupus.

—Você não quer fazer o que eu to pensando, não é Mary? –Pensou Ren.

—Nós nos rendemos Lupus! –Mary disse em alto tom.

—Oh, parece que nem precisaram conversar pra chegar a essa decisão! –Lupus respondeu.

—Ei Mary! Por que tomar essa decisão tão de repente? –Ren pergunta.
—É o destino, Ren. –Mary respondeu em um tom frio.

—Mas nós nem ao menos conversamos sobre!

—Você é idiota Ren? Quer mesmo enfrentar um cara que encheu Max de tiro em menos de um minuto?

[POV: Ren]

Mary está certa, em um piscar de olhos, Lupus matou Max, nós nem ao menos vimos o que aconteceu.

A única coisa que temos a fazer agora é abaixar nossas cabeças e aceitar o destino.

—Tudo bem Lupus, nós iremos para o quartel! –Eu disse.

Lupus cruza seus braços, após isso ele solta uma risada.
O clima fica mais tenso ainda, o céu está todo nublado, um vento frio levanta as folhas das árvores.

—Eu sabia que vocês iriam se render ao poder do Zero! Tão forte tão poderoso. –Lupus disse.

Eu espero que Mary saiba o que está fazendo, só porque nos rendemos aqui, não significa que não lutaremos mais tarde.

—Como você vai nos levar pra lá? –Eu pergunto.

—Vou desmaiar vocês, e vou fazer isso com as minhas próprias balas! –Lupus responde.

—Você ta maluco?! –Mary disse.

—Relaxem meus queridos! Eu tenho uma bala pra cada tiro. O tiro que eu vou dar, não vai matar vocês e nem causar um ferimento tão grave. –Disse Lupus recarregando sua pistola.

Parece que vai chover agora, as nuvens estão bem escuras, se for cair uma chuva agora, será uma chuva forte, mas isso não vem ao caso.

—Ren, você disse que estava realmente revoltado, mas você nunca soube me provar que estava furioso então, você será o primeiro. –Lupus disse apontando sua pistola.

A pistola dele estava apontada pra mim, eu serei o primeiro a desmaiar.

—Está pronto? –Lupus perguntou.

—Faça quando quiser. –Eu disse.

Foi tudo tão rápido. Lupus deu o primeiro disparo, o tiro foi tão silencioso quanto uma sala de aula após levar uma bronca da professora.

Eu sou atingido pelo tiro, o tiro atingiu o meu peito. Lupus tinha toda razão, eu não sinto dor. Somente minha visão está escurecendo, é o único sintoma que eu sinto.

Minha visão escurece por completo e eu caio no sono.

[Sonho de Ren]

Eu acordo em um lugar totalmente aleatório. Esse lugar... Eu já vim aqui uma vez no meu sonho.
O chão reflete o céu, é isso, são planícies de sal após uma enorme chuva.

O céu está todo azul, não há uma nuvem sequer no céu, há também um vento fresco batendo em mim.

Engraçado, eu sempre venho a esse lugar. Esse lugar tem algum significado?

De repente, eu sinto uma presença, alguém atrás de mim, eu começo a suar, é como se eu já tivesse sentido essa presença antes.

Eu sinto uma mão no meu ombro, alguém botou uma mão no meu ombro, eu definitivamente conheço essa mão.
Seria Mavis?

Eu me viro rapidamente e me deparo com Samuel, é uma surpresa enorme para mim, eu nunca esperaria que alguém como ele estivesse aqui.

—Samuel? –Eu pergunto.

—Você está confuso também? Creio que seja sua primeira vez aqui. –Samuel respondeu.

—Você que é novo aqui! –Eu disse.

Após isso eu lhe dei um grande abraço, faz tempo que eu não via Samuel, porém eu sabia que tudo aquilo era um sonho.

—Eu senti saudades de você, Passado. –Samuel disse.

—Eu também senti saudades de você, Futuro. –Eu respondi.

O abraço foi desfeito, eu realmente estava feliz em ver Samuel, ficar perto dele, me trás uma sensação de segurança.

—Então, como está a vida? –Samuel perguntou.

—Vários e vários problemas. –Eu respondi.

—Me faça um resumo! –Disse Samuel.

—Olha, é uma história meio longa. Uma criatura paralela surgiu e nós tentamos capturá-la, porém fomos pegos por uma ordem, e agora estamos presos em um quartel e prestes a ser julgados. –Eu respondi.

Samuel solta um suspiro.

—Você vai conseguir escapar disso Passado, eu sei disso porque nós somos demais! –Samuel disse.

—Sim! Será meio difícil, mas nós iremos. –Eu respondi.

—Mas Passado, tem uma coisa que eu ainda quero lhe dizer.

-Me diga o que quiser.

—Não sei por onde começar.

—Comece pelo mais fácil.

—Certo! Seguinte, você não está no seu sonho!

—Como assim? O que está falando Samuel?

—Esse lugar onde nós estamos, é outro plano, não é o seu sonho, é onde as almas mortas dos seus parentes ou amigos vivem. Sendo assim, você pode se ferir fisicamente e pode me tocar.

—Cara... Que bizarro. Depois de tudo que nós passamos, eu vou acreditar em você. Mas por que estou aqui?

—Algo relacionado á sua família. Você sabe que sua mãe está desaparecida por algum motivo, não sabe?

—Sim, continue, por favor.

—A segunda coisa que eu queria falar é que, em algum lugar no planeta terra, em algum local escondido, há um frasco com areia das almas. Se você achar ele, você poderá me ressuscitar, e assim voltarei de volta á vida.

—Sério? Como tem tanta certeza?

—Isso não importa agora. Passado, se você achar algum frasco com areia das almas, por favor, use-o, me reviva, vamos derrotar essa criatura juntos!

—Sim, vamos!

Samuel se aproxima de mim e bota as mãos nos meus ombros.

—Ren, foi uma aventura divertida, não foi?

—Totalmente divertida e bizarra!

Eu vejo lágrimas de felicidade descendo dos olhos de Samuel. Minha visão escurece.
Aparentemente meu sonho acabou, terei que esperar mais um pouco para ver Samuel novamente.

Eu finalmente acordo.
Eu acordo em um lugar estranho, eu olho ao meu redor e só consigo ver paredes brancas, o chão é todo branco com algumas linhas pretas, logo á nossa frente há um vidro, Lupus e alguns soldados estão atrás desse vidro, cercados por computadores, como se fosse um laboratório. O vidro ficava uns nove metros de distância, e logo a frente do vidro havia um canhão.

Mary estava do meu lado, resumindo, estávamos cercados e aparentemente iríamos ser explodidos ali.

—Mas o que diabos aconteceu? –Eu perguntei.

—Ren, não faça um movimento brusco sequer. –Mary respondeu.

A voz da Mary me acalmava, ao escutar aquela voz, eu sabia perfeitamente que obedecer era a melhor escolha. Eu reparo nas expressões das pessoas que estão atrás do vidro, elas estão olhando para nós com raiva, eu consigo sentir o ódio que eles transmitem.

No canto das paredes há quatro alto-falantes.

—O que está acontecendo Mary? –Eu pergunto mais uma vez.

—É difícil de explicar Ren, mas acho que seremos julgados. –Mary respondeu.

Julgados? Mas que diabos? Sacrificamos nossas vidas para exterminar o mal, e agora seremos julgados? Fala sério.

Eu vejo Lupus se aproximando do microfone.

—Minami Ren, treze anos, menor de idade. –Lupus disse pelo microfone.

Quando Lupus fala no microfone, seu áudio é reproduzido pelos quatro alto-falantes que há na sala.

—O que você quer de nós?! –Eu pergunto.

—Você se diz humano, certo? Pois não é o que seu histórico diz. –Ele disse mais uma vez.

O que ele está falando? Como ele sabe do nosso histórico? Eu começo a ficar mais tenso, meu corpo começa a tremer, eu não sei com quem estou lidando.

—Mary, quinze anos, menor de idade. Longe de ser humana. –Lupus disse.

Eu volto meu olhar para Mary, ela também está confusa, ela não faz a menor idéia do que está acontecendo.

—Escute, eu vou fazer as perguntas. E vocês respondem, mas quero que sejam sinceros. –Lupus diz em um tom mais rude.

Perguntas? Droga, isso não faz sentido nenhum, mas de qualquer forma, direi a eles a verdade.

—Vocês são humanos ou monstros? –Lupus perguntou.

O que? Mas que pergunta é essa? Eu realmente não sei o que sou. Se a Ordem B quer aniquilar os monstros desse mundo, eu não vejo nada de errado, se esse for o objetivo deles, eu quero me unir á eles!

—Eu não entendi a pergunta! –Eu disse.

Lupus mudou sua expressão facial, ele parece estar mais bravo ainda.
Ele está bem nervoso.

—O que está fazendo seu idiota? Se disser isso mais uma vez, eu irei disparar o míssil! Eu vou perguntar mais uma vez! Você é humano ou um monstro? –Lupus perguntou em um tom mais alto.

De fato, nós não somos humanos, mas também não somos monstros. Passamos duas semanas combatendo o mal, sacrificando nossas vidas, perdendo nossos amigos na nossa frente. E é isso que recebemos de recompensa? Com certeza monstros não fariam algo do tipo! Então eu devo falar o que penso.

Mas se eu responder, eu não serei o único a morrer, se eu falar que sou um monstro, estarei dizendo que ofereço mal á humanidade, de qualquer forma, eu sei o que sou.

—Eu sou humano! –Eu respondi em alto tom.

Lupus fecha os olhos levemente e da um suspiro, ele está prestes a tomar uma decisão.

Tenho medo de qual decisão ele pode tomar.

Lupus se aproxima do botão, o botão que decidirá nosso destino, o botão que irá ativar o míssel.

Ele levanta sua mão direita sobre o botão. É agora, o míssil será disparado, nós seremos explodidos em alguns segundos, cada segundo que se passa, sua mão fica mais próxima do botão, não há mais nada para fazer. Devemos aceitar nosso destino?
Nesse mesmo momento, Mary pega na minha mão, e sai correndo em direção ao vidro que nos separa de Lupus.

—Ren! Vamos quebrar o vidro e fugir daqui! –Mary disse em um tom de desespero.

—Pare! –Eu disse.

No momento em que eu pedi pra ela parar, eu olho para o meu braço por algum motivo, nele há uma cicatriz, uma pequena cicatriz, eu não me lembro do que é.

[Pov: Narrador]
Ren não tem nada em mente, ele não sabe o que fazer agora, ele olha a cicatriz, então começa a se lembrar.

[Flashback]

Mary e Ren estão sozinhos em uma floresta escura e fria, não há ninguém por perto. Mary não deixa Ren se levantar de jeito nenhum. Esse é o mesmo sonho que Ren teve.

[Pov: Ren]

—Pare com isso Mary! –Eu disse.

—Ren. Quando voltarmos para casa, eu te mostrarei uma carta de sua mãe que eu mantinha em segredo. –Mary disse.

Eu tento me levantar, mas ela pressiona o meu braço no chão, eu realmente não entendo o que está acontecendo.

—Essa injeção vai te deixar uma cicatriz no braço, e quando você olhar pra ela, você precisa se lembrar, você precisa ir ao sótão do seu quarto! –Mary disse.

Ela está segurando uma injeção em sua mão esquerda. O que diabos ela vai fazer? Meu coração começa a acelerar, eu estou suando.

—Não tenho muito tempo para explicar isso. Apenas lembre-se disso, você precisa voltar pra casa e chegar ao sótão! Esse poder vai te ajudar em várias coisas. Essas memórias vão te ajudar a como usar o poder!

[Flashback: Desligado]

Lupus pressiona o botão e o míssil é disparado. Eu agarro a mão de Mary com mais força e mudo de direção e começo a correr em direção ao míssil. Dessa vez, eu confio em mim, eu confio em mim mesmo!

Eu começo a lembrar das coisas que a Mary havia me falado naquele flashback.

‘’Quando encontrar a sua mãe, você vai saber toda a verdade! Será um caminho difícil e doloroso, mas você tem que encontrá-la! Se você quer salvar eu e a Max, e todo mundo, você precisa, tomar controle desse poder!’’

[Pov: Narrador]

Ren parou de andar, ele da um piso forte no chão. Sua expressão facial muda, ele está completamente com raiva, sua pupila fica toda preta.

Ele estende sua mão direita na direção do míssil.

—Purple Aerials! –Gritou Ren.

Após Ren gritar ‘’Purple Aerials’’, o míssil começa a rachar, assim causando uma enorme explosão. O míssil explode. A explosão afeta toda a sala. Ren cria uma barreira de vento em sua frente para proteger ele e Mary da explosão e dos estilhaços do míssil.

Mary impressionada com o que Ren fez diz:

—Ren! Não acredito que você lembrou-se de tudo em um momento desses! –Mary disse impressionada com o que Ren fez.

—Sim... E eu vou encontrá-la! Porém o nosso foco agora é a Ordem B. –Ren disse.

Continua.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.