Notas iniciais
Esse ficou maiorzinho u.u

Após uma longa discussáo sobre quem iria passar a noite no hospital, Abbie ganhara. Preparava o sofá com um travesseiro e um cobertor, fornecidos pelo hospital. Ouviu um pequeno gemido de dor vindo do promotor.

– O braço ou a perna?

– O braço ou a perna o quê?

– Um deles está doendo, não está?

Nah.– a morena lhe lançou um olhar duvidoso. — Maybe a little.

– Eu vou chamar a enfermeira. – anunciou, saindo do quarto.

– Se sentindo desconfortável, Jack? — a enfermeira entrou no cômodo.

– Um pouco, Emily. — suspirou, enquanto a outra aumentava sua morfina.

– Se precisar, é só me chamar. Okay, sweetheart? – saiu do quarto.

Thanks.– deu de cara com uma Abbie de braços cruzados e uma sobrancelha levantada.

Sweetheart?

– Oh, hum... Ex- girlfriend– esclareceu, ruborizando levemente.

– Oh. — a promotora apagou as luzes e se deitou no sofá. — Posso te perguntar uma coisa?

– Claro.

– Como você sabe que eu fiz pressão no seu ferimento?

– Ah, essa é uma pergunta interessante. — Jack começou. — Eu tive pequenos pedaços de memórias. Uma delas foi você fazendo pressão.

– Isso é interessante. — comentou. — Eu vou dormir, boa noite.

– Boa noite. – tinha um tom desapontado

– Você não vai dormir, não é mesmo? — Abbie ligou as luzes pelo interruptor próximo ao sofá, ainda deitada.

– Provavelmente não, eu dormi praticamente a tarde inteira. — respondeu, pensativo. — Isso não significa que você não pode. Se eu te conheço bem, você está acordada desde 5 a.m. Já são 11 p.m. — disse, percebendo os olhos vermelhos de cansaço da promotora.

– Sem problemas. Já fiquei acordada por mais tempo. — sentou-se na poltrona em frente a Jack, ainda com o cobertor.

– Sim, eu me lembro. – o comentário fez os dois sorrirem.

– Me conte a história do tiro. — pediu, colocando os pés sobre a cama.

–Bem, foi em Corte. Era um caso de neonazistas, estava acusando-os do homicídio de cinco judeus. De alguma forma, um deles conseguiu trazer uma arma para o tribunal. Acredita-se que algum guarda fazia parte do movimento. — começou, mas quando olhou para Abbie, já estava apagada na cadeira. Sorriu levemente, ajustando o cobertor da promotora.

°°

O barulho irritante do despertador encheu o quarto. Abbie levantou num pulo e Jack simplesmente desligou o despertador, bocejando.

– Jack! What the hell?!– exclamou, alarmada.

– Ah, eu preciso adequar meu horário novamente.

– Então você acorda às 7:30 da manhã de domingo? — a promotora riu, pegando o controle da TV.

– Sim, eu tenho que ir para a Corte às 6:00, amanhã. — Abbie percebeu o outro fechando os olhos novamente.

– Jack?

– Só estou meditando... — disse, junto com um suspiro. – Abs?

Yeah?

– Acho que meu apoio saiu do lugar. – apontou para o ombro.

– Deixe-me dar uma olhada. — quase atravessou a cama para arrumar o suporte, um braço do lado de sua cabeça. Jack se encontrou embriagado por seu cheiro. — Melhorou? – continuou na mesma posição.

Yeah. Abs, I missed you. – tinha que admitir: disse isso com a intenção de criar um clima. Aparentemente havia funcionado, já que Abbie deu um sorriso meigo e tímido.

I missed you too. – foi a vez do outro sorrir e colocar a mão em seu rosto.

– Jack... – Serena entrou no quarto, vendo os dois na posição que se encontravam. Abbie levantou-se num pulo. A outra levantou uma sobrancelha para os dois, que começaram a balbuciar coisas como “ela só estava arrumando o apoio de braço”. – Yeah, I can see that. – a loira ironizou. – Jack, nós temos uma pista no caso da gangue. – entregou o arquivo para o promotor, que começou a lê-lo apreensivo. Carmichael sentou-se no sofá e fingiu prestar atenção na TV.

°°

Okay Jack, see you later. – Serena despediu-se dando um sorriso malicioso para os dois. – Bye, Abbie. – os outros dois se despediram em uníssono, levemente ruborizados. – Enjoy yourselves!

Bem, agora ela conseguiu fazê-los ficar vermelhos igual a pimentões. O silêncio tomou conta do quarto. Um olhava para o outro somente com o canto do olho, eventualmente.

Honnie, pronto para ir embora? – a enfermeira Emily entrou no quarto. Abbie inconscientemente revirou os olhos, o que não passou despercebido por Jack, fazendo-o sorrir somente com a ideia de Abbie com ciúmes dele.

– Sim, vou ter alta hoje?

– Sim, você vai. – colocou o almoço sobre a mesa móvel da cama. – Então, se tiver tempo livre...

– Ele não vai ter. – Abbie disse um pouco mais alto do que pretendia. Os outros dois olharam para ela: Emily com um olhar levemente indignado e Jack tinha um olhar divertido. Carmichael simplesmente ignorou-os, mudando o canal da televisão.

– Bem, parece que não vou ter. Mas se acontecer de eu ter, eu te ligo. – Jack disse, a enfermeira sorriu e saiu do quarto. A morena mais uma vez revirou os olhos. McCoy sorriu: objetivo completo – Abbie.

Yes?

– Venha aqui, por favor.

– Aqui aonde?

– Aqui, onde você vai me encarar pela primeira vez nas últimas duas horas. We need to talk. – ainda não havia encarado o promotor desde a chegada de Serena.

– Conversar sobre o quê?

– Você sabe sobre o quê.

– Tem que ser aqui? Eu não quero sua namoradinha entrando e interrompendo tudo. – bufou.

You know, essa declaração só faz a conversa mais urgente.

– Nós conversamos quando tiver alta, okay?

– Não. Venha cá de uma vez! – Abbie suspirou pesadamente, mas se levantou e deitou-se ao lado de Jack na cama.

So...

So... – mais silencio desconfortável. – Talvez devêssemos conversar quando eu tiver alta. – a morena riu e o outro sorriu. Passou o braço ao redor de seus ombros, trazendo-a para mais perto.

°°

Jack assinava o papel de alta, Abbie ao seu lado, pelo menos até ver Emily se aproximando.

– Eu vou te esperar no elevador. – Jack olhou-a curioso, mas assentiu. Logo entendeu a razão, percebendo Emily se aproximando.

Hey Jackie. – Jack levantou uma sobrancelha.

That's kinda gay. – Emily sorriu e o outro pegou a muleta. – See you.

Andou até o elevador posicionando-se ao lado de Abbie. Silencio constrangedor. De novo.

– Pode me deixar em casa e ir descansar, você está acabada.

– Você me lisonjeia com suas palavras. – Jack riu. – Mas de jeito nenhum vou te deixar sozinho somente com o braço direito e perna esquerda funcionando.

– Você fala como se estivesse paraplégico. – foi a vez da outra rir.

Seriously. Nós vamos passar na minha casa, vou pegar as coisas para passar a noite e vamos para a sua casa. Amanhã de manhã vou te levar para a Corte.

Okay, você que manda.

Notas finais
R-E-V-I-E-W-S