Back In Town
7 A Year Later
Notas iniciais
Um ano depois:
Serena entrou no escritório de Jack distraída. Tropeçou na poltrona e quase caiu no chão.
– You're okay? – Jack levantou uma sobrancelha para a loira.
– Yeah, fine. – continuou lendo o arquivo. – Tem falado com Abbie recentemente?
– Não, eu não falo com ela deve ter oito meses. – tinha um tom levemente desapontado. – Why?
– Nós vamos precisar de sua ajuda no caso. Como vocês conseguiram ficar tão tempo longe um do outro? – a loira zombou e o outro a fuzilou com os olhos. – Oh, c'mon, Jack! Quando eu entrei no quarto do hospital, vocês estavam quase de beijando.
– Ela só estava arrumando meu apoio de braço!
– É, olhando dentro do seu olho e com sua mão no rosto dela.
– Whatever. Por que precisamos de Abbie? – Serena suspirou pesadamente.
– O DNA de Gabriel Pilgram bateu com três casos de estupro. Inclusive o dela. – mostrou o arquivo com a foto da promotora para o outro que olhou-a chocado, pegando o arquivo.
°°
Jack entrou no tribunal um pouco cheio. Encostou-se na parede e observou a promotora trabalhar.
– Deixe-me ver se entendi bem, senhor Salgram. Você estava no parque à noite. – o suspeito assentiu com a cabeça. – Então você vê uma mulher de 27 anos inconsciente no chão. Acha que está morta. Então, você decide estuprá-la? Em que mundo isso está correto?
– Eu já disse isso bilhões de vezes, miss Carmichael. Não foi correto, eu estava bêbado, mas eu nunca iria estuprar alguém.
– Você não iria, certo? – o suspeito assentiu, novamente. – Bem, senhor Salgram, nós acabamos de achar uma testemunha. Sabe qual é a melhor parte? Ela filmou tudo, com o celular.
– Protesto, Meritíssimo! – a defesa exclamou.
– Aproximem-se. — os dois lados se aproximaram do juiz.
– Meritíssimo, a defesa não foi informada sobre essa evidência.
– A defesa não foi informada, pois eu acabei de ser informada pela detetive Benson. Pelo que entendi, a testemunha estava com medo de se insinuar, mas agora resolveu entregar a prova e vir à Corte.
– Ah, isso é conveniente, não é?
– Doutor, não acabe com o pouco de respeito que ainda tenho por você insinuando que eu não segui o protocolo. – Carmichael vociferou.
– Você liberou a fera, doutor. – o juiz ironizou.
– Eu quero continuar a interrogá-lo amanhã, Meritíssimo, para que eu possa arquivar e preparar a apresentação da prova durante o testemunho. – o barulho do impacto do martelo com a madeira ecoou na sala.
– Recesso deferido. A corte vai voltar com o testemunho de senhor Salgram amanhã de manhã. – a vitória esplandecia no rosto da morena. O caso estava ganho, principalmente com a fita da outra testemunha. Somente com a bolsa já no ombro e saindo da sala percebeu o ex-chefe encostado na parede.
– Hey, what are you doing here? – abraçou o outro, que correspondeu, mas se mantinha apreensivo.
– Hum... Preciso falar com você.
– Claro, depois de me falar o que aconteceu com você. Está todo machucado! – o promotor realmente tinha hematomas no rosto: um olho roxo, cortes bem feios, nariz e braço quebrados.
Suspirou pesadamente e abraçou a outra, que encostou a cabeça em seu peitoral, pela diferença de altura. Um preocupado com o outro: Jack se preocupava em como Abbie iria reagir, afinal, havia algum tempo que não tocavam nesse assunto, e ela se preocupava sobre o que havia acontecido para que ele arranjasse tão feios hematomas.
– Eu estou cuidando de um caso agora, serial killer. Bem, agora descobrimos que é um serial rapist, também. – os dois andavam para fora da Corte. – O DNA combinou com outros seis casos, sem contar com o atual. Achamos que evoluiu, já que não matou nos três primeiros estupros.
– Okay, onde eu entro nisso? – seu olhar era uma mistura de curiosidade, confusão e preocupação. O mais velho olhou em volta e puxou a morena para a escada de incêndio. Sentaram-se encostados na parede. – Jack, o que está acontecendo? – McCoy suspirou.
– Aqui estão suas vítimas. – entregou a pasta com os sete arquivos para a outra.
Carmichael passou os arquivos, lendo cada um com certa repulsa em seus olhos, até chegar em seu próprio arquivo, daí seu olhar abrigava surpresa e certo temor. Os olhos começaram a marejar.
– I was his first victim? – o olhar doloroso que ela lhe deu foi o bastante para fazer-lhe desmoronar.
– Come here. – abraçou-a, trazendo-a para seu colo. Esse era o estado mais vulnerável que já a vira.
Abbie escondeu o rosto no vão de seu pescoço, deixando as lágrimas caírem silenciosamente. Jack sentiu seu paletó ficar molhado, o que o fez começar um leve cafuné em seu cabelo.
Sua reação não era estranha. Fora a polícia, Jack foi a única pessoa com quem ela compartilhou isso. Palavras dela: "Eu era caloura na faculdade de Direito. Ele era um veterano de 30 anos. Nós estávamos em um encontro. Nunca falei com ninguém, me culpei. Nunca mais." Se lembrava como se fosse ontem. Junte isso ao choque e à forma como ela fez de tudo para esquecer isso, e considere que tudo veio de uma vez.
Ouviu um suspiro vindo da promotora em seu colo.
– Está melhor? – fez leves carinhos no braço da promotora.
– Yeah, thanks. – passou a mão pelas bochechas limpando as lágrimas. – O que aconteceu com você? – colocou as mãos no rosto do amigo, olhando a grande quantidade de hematomas e cortes.
– Ah, foi só mais um caso de gangue.
– Por que eles fizeram isso?
– Well... Vamos dizer que eu sabia o paradeiro de uma testemunha crucial no caso, e eles não. Certa localização que não daria por bem.
– Oh my God, Jack... Eles te torturaram?
– Sim, mas o importante é que Lennie e Ed me acharam em tempo. – ao perceber o olhar ainda alarmado da promotora, deu-lhe um beijo na testa. – Hey, I'm fine, I'm here.
– É só... Muito de uma vez. – o outro abraçou-a mais uma vez, mas desta vez não houveram lagrimas em seu paletó, ela só o abraçou forte, tendo certeza de que ele realmente estava ali.
Jack suspirou, fazendo leves círculos nas costas da promotora com o braço quebrado.
– C'mon, vou te levar para casa.
– Você não vai dirigir!
– Não vou deixar você dirigir nesse estado. – anunciou. A promotora levantou a sobrancelha.
– E eu não vou deixar você dirigir nesse estado. – apontou para o braço quebrado do outro.
– Cab?
– Cab it is.
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