Baby, I Miss You.
2 O primeiro olhar.
Notas iniciais
Antecipei o capítulo por que estou muito empolgada então devo aproveitar esse momento.
Boa leitura.
Amanheceu um dia incrivelmente lindo, não costumava acordar cedo e nem fazia questão, mas só de olhar para a janela do meu quarto e ver refletidos nela pequenos reflexos do sol me animou para prostrar de pé.
E como de costume minha mãe gritou para que eu acordasse e quando eu abri a porta do quarto ela se admirou quando me viu de pé e com um sorriso no rosto.
– Nossa posso saber que animação a fez acordar as 8:00 horas? — Disse ela não acreditando muito em tal feito.
– Ora mãe! Apenas me senti bem ao acordar e ver que o tempo está bonito, tirando o fato que eu nunca gostei do sol, mas hoje eu confesso que ficar dormindo é perca de tempo. -
– É minha filha, justo hoje que você vai comigo e com o corretor para avaliar o terreno, lembra-se que eu comentei com você ontem né? -
Suspirei fundo, eu estava animada, entretanto para sair não me animava nenhum um pouco, iria para faculdade logo de tardezinha e queria aproveitar a manhã fazendo lições e a tarde curtindo (A casa).
– Ah mãe, eu tenho que ir mesmo? Você pode muito bem ir e me deixar sozinha em casa. -
Alterando o tom de voz minha mãe suplicou para que eu fosse e com a paciência que eu estava assenti com cabeça um sim.
– Muito bem filha, esteja pronta às 14:00 horas, marquei com o homem no terminal. -
– No terminal? Ele não vai vir aqui em casa para buscar a gente? — Não estava gostando da história.
– Largue mão de ser preguiçosa minha filha, o terminal daqui de casa não dá nem 5 minutos. — E riu deixando-me sozinha no quarto.
O dia começou perfeito pensei, mas não liguei para o fato de sair com a minha mãe e um homem desconhecido, sabia que ela queria o mais rápido possível vender o terreno que não é nada pequeno por um preço banana. Se ela aumentasse o valor do terreno, poderia comprar uma casa melhor já que morávamos de aluguel.
Ignorei a manhã toda a preocupação de me arrumar e aproveitei fazer as lições que certamente iriam comer o meu tempo. Dito e feito passei a manhã inteira cercada de livros e abas abertas na internet, vários sites um mais complicado que o outro, assuntos intermináveis. Quando terminei dei graças, não aguentava mais estudar.
Fui almoçar e para aporrinhar minha concentração minha mãe soltava perguntas chatas do tipo “homens, paqueras.” Certamente respondi como se não estivesse escutado nenhuma das perguntas.
– Mãe, deixe disso. Eu não me interesso mais por homem nenhum. -
Como eu imaginava, ela arregalou os olhos e perguntou aflita – F... Filha, você é lésbica? -
Não aguentei com tal pergunta e soltei uma gargalhada, me expressei errado e isso gerou dúvidas nela.
– Claro que não mãe, pare de ser boba. -
Encerrei a conversa após o termino do almoço, não queria que ela me incomodasse com questões afetivas, além do mais isso iria acabar atrapalhando a minha vida acadêmica.
–
Como eu imaginava, o céu estava azul sem nenhuma nuvem, encerrando o indício de chuvas para o dia, o que animou minhas expectativas para uma saída tranquila. Poucas pessoas passavam na rua e estas minha mãe fazia questão de cumprimentar, achava desnecessário já que não tinha contato com essas pessoas e ser simpática nunca foi o meu feitio, porém respeitava os modos de minha mãe.
– Apresse seus passos filha, que estamos atrasadas e o corretor deve estar nos esperando. -
Dei de ombros, queria aproveitar o momento admirando o lugar, tempo, clima, sentindo o sol penetrar em meus poros, além de que suar não fazia parte do plano.
– Deixe que espere, e também ele nem deve estar nos esperando sendo que saímos uns 10 minutos antes, pare de se preocupar atoa. -
Era como se entrasse em um ouvido e saísse pelo outro, de nada adiantava as minhas palavras. Pegou em meu braço e puxou até ela para que andássemos em mesma sincronia. Só queria que acabasse toda aquela pressa para que eu ficasse tranquila sem falar um A o dia todo.
Estava tão distraída que não percebi que um carro estava vindo em direção a mim e quase me atropelou, na verdade parou bruscamente para que eu apressasse os passos e reclamou me mandando prestar mais a atenção ou senão iria morrer. Minha mãe não perdeu a oportunidade de me atazanar.
– Presta atenção guria, está querendo morrer? -
Fechei a cara e respondi.
– Além de você, o motorista também quer que eu apresse os passos, tá louco, não tenho sossego mesmo. -
Ela riu do meu comentário e falou mais algumas coisas que eu simplesmente ignorei, ou melhor, não escutei, meu foco era em alguns rapazes que estavam vindos à mesma direção que a nossa. Não consegui identifica-los e com certeza não os conheciam, pois não me lembrava da feição de nenhum.
Ambos viraram a rua em direção ao terminal e apenas um me olhou.
– Olha lá filha, devem morar por aqui não é mesmo? -
Não respondi, minha concentração estava voltada para aquele olhar, olhar correspondido, diga-se de passagem, mas era fixo como o meu digno de ser prolongado por mais alguns segundos nem mesmo a vergonha me deixou virar o rosto. Duraram poucos segundos e o mais perturbador por que eu não conseguia entender o que me motivou a fita-lo daquela maneira, era como se estivesse hipnotizada, enfeitiçada. Só acabou depois que o jovem virou o rosto e seguiu em direção ao terminal sumindo de vista logo depois.
– Filha, está tudo bem? -
Voltei-me ao estado normal de antes, um pouco boba depois do ocorrido. Balancei a cabeça como que querendo se livrar de algo e abri um sorriso para ela.
– Estou muito bem mãe! Olha o homem está lá não vamos o deixar esperando. -
Sem entender muito bem a minha reação, ela afirmou com a cabeça e seguimos até o corretor.
O dia foi confuso, estava perdida em vários pensamentos e um me levava até aquele olhar, indagava-me o porquê de ter despertado uma curiosidade grande sobre aquele jovem. Na faculdade levei vários beliscões de minha amiga que tentava inutilmente fazer me concentrar na aula. De corpo eu estava em classe, mas os pensamentos estavam em outro lugar.
Notas finais
Hm, não sei, só vou saber no próximo capítulo rs.
Reviews? *-*
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