Baby, I Miss You.

3 Um jovem diferente.


Notas iniciais
Oe oe, antecipei novamente o capítulo por que sexta-feira eu realmente não teria tempo de entrar aqui e posta-lô.
Espero que gostem e boa leitura *-*
Agradeço aos meus dois leitores que comentaram, o incentivo de vocês é muito importante.
Hmmm e ao leitor fantasma espero que goste também.
Besitos.

O quê nenhum barulho, que silêncio é esse? Posso estar sonhando, mas não estou escutando música, barulho de televisão ligada, apenas alguns carros poucos deles passando em frente a minha casa, é sim estou sonhando, nossa que calmaria. – Aposto que são 10 horas da manhã – Ah sim a bagunça do meu irmão ao lado, coisa pouca, apenas o cobertor jogado no chão algumas roupas sujas na cama o tênis encardido dele ao lado e a cortina entreaberta.

– Mais um dia de sol e pelo que vejo um calor infernal. – Espremo o meu rosto como de costume, aquela espreguiçada básica e novamente o silêncio, estou ficando louca só de pensar que o silêncio está comendo minhas vísceras? Cadê minha mãe e o resto do mundo?

– Mãe? – Nem a máquina de roupas ligada.

– Mãe??? – Ah que merda!

Se eu dormir mais um pouco eu não acordo e se ela chegar da onde veio sei lá aonde, vai proferir algumas reclamações do tipo (Por que não fez o almoço? Que zona está essa casa, nem a louça você lavou Shopia? Sua preguiçosa!) eu que tenho que aguentar tais coisas já que ela some do nada e nem avisa para onde iria.

O jeito é procurar algo para comer. Avisto a geladeira e com moleza após se levantar abro lentamente sem pressa alguma.

Uma caixa de leite e ovos na porta. – Perfeito! Vou fazer um achocolatado e ovos fritos com o pão. – Eca! É o que vocês devem estar pensando, mas ovos com pão é uma delícia.

Quando mal coloco o pão em minha boca para dar a primeira mordida escuto o barulho da porta se abrindo. Não precisei me alarmar imaginando que seriam ladrões tentando furtar alguma coisa de minha casa, até por que antes de minha mãe sair ela me trancou dentro de casa, ou seja, se eu quisesse sair teria que pular a janela algo que eu realmente não faria por preguiça.


Sophia FlashBack , Inicio.


Nossa vou sair um pouco pegar um ar, vivo trancada nessa casa até parece que eu sou uma antissocial.

– Chave? –

– Porta trancada? –

– Como assim? –

Ah que merda mãe, você me trancou, eu que sou maior de idade posso sair à hora que eu quiser sem ter que dar justificativas.

– M-Mãe ... –

Não chora Shopia, tem a janela, vai até lá!

O quê? Eu não vou pular a janela, nem pensar.

– Hm! Deve ser fácil, só abrir pular e ninguém vai ver que eu estou com uma camisola de meia e chinelo e se a minha calcinha aparecer é só pular rapidinho. –

Espera eu enrosquei minha camisola.

– Ai... –

Minha perna enroscou. Que barulho é esse? Não acredito tem mais de cinco pessoas no ponto de ônibus em frente a minha casa.

– Er.. Oi? –

Parem de rir, não são vocês que estão passando por essa situação.

Shopia Flashback, Final.


– Filha?! – Que voz doce, só espero que não mude vendo a casa sendo tomada pela bagunça.


– Ah! Oi mãe, sua sumida. – Não custa tentar fazer uma gracinha.

Um silêncio perturbador, o jeito é terminar o meu pão antes que ela enfie uma vassoura em minha mão e arranque a minha querida comida.

– Comprei umas roupas para mim, quer ver filha? – Que alívio, nada direcionado a bagunça.

– Ah sim mãe, comprou algo para mim? – Não custava nada ela comprar uma blusinha qualquer coisa que fosse eu ficaria muito feliz.

– Acha mesmo que eu compraria algo para você? Você é muito enjoada e eu acabaria escolhendo uma blusa colorida coisa que não é do seu agrado. – Ah! Obrigada querida mãe.

– Tudo bem, eu perguntei já sabendo da resposta mesmo. – Só que não.

Minha mãe estava encantadora, não sei se viu o passarinho verde ou foi por que conversou com sua grande amiga que vende roupas, é óbvio que foi ela senão nem teria comprado essas vestimentas.

– Então garota, lave essa louça. – Nossa! a conversa estava tão agradável, tinha que estragar mãe? Só rindo.


–


Não sei por que, mas alguma coisa me dizia que eu teria que procurar aquele “ser” na internet, mas como? Se nem o nome dele eu sabia, muito menos os amigos dele, se eu tivesse um conhecido que o conhecesse talvez facilitasse.

É inútil tentar procurar se eu não sei nada dele, quem sabe ele estude no colégio daqui da cidade ou já terminou. Só de pensar que talvez ele tenha entre 15 e 18 anos me deixa completamente insegura, não quero uma criança em minha vida estou casada de quebrar a cara com homens imaturos.

– Melhor eu fazer minhas lições – Chega de Faceboka ( rs ) .

– FILHAA – Credo precisa gritar (?)

– O QUÊ FOI? – Ok! Eu gritei também.

– Vai ao mercado fazendo o favor? – Rá, quem sabe eu encontre aquele figura novamente, nunca se sabe, é uma hipótese pouco provável, vou sonhar...

Do jeito que eu estava peguei o dinheiro e sai.

Rua vazia como sempre, pessoas de nenhuma importância caminhando na calçada, crianças gritando na praça, enfim, mercado.

Que vontade de passar na frente daquele colégio enorme e ver se eu não encontro um rapaz cabeludinho entre vários outros estudantes com o uniforme da cor azul e branca.

– Aí você quer demais né Shopia? – Nossa, esqueci que estou no mercado e o homem ao meu lado está me olhando com cara feia, calma senhor eu não sou louca e nem falo sozinha.

Chega, tenho que parar de pensar nessas coisas, vou comprar a margarina e ir embora o mais rápido possível.

–

– Pronto mãe, está aqui. – Que desanimo.

– Credo filha, o que aconteceu? – Você quis dizer o que não aconteceu né?

– Nada mãe. – Só não vi quem eu queria, mas tudo bem.

Ela riu, por que rir em uma situação dessas? Justo eu que não me preocupo em procurar por alguém que eu nunca vi em minha vida, contato nem de vista, um total desconhecido. Cai na real guria louca! Sem chance.

– Só quero ir para faculdade. –

Bati a porta do meu quarto, sem querer.

– Não precisa gritar comigo! – Melhor avisar.

– Eita garota, nem falei nada. – Bom mesmo.

Que dia motivador, só quero me arrumar e sumir daqui.

–

Não sei se vocês sabem, mas eu realmente tenho traumas com ônibus principalmente quando estão lotados, pessoas se esfregando a maioria fedendo, homens te secando com os olhos e se duvidar algum bêbado sempre aparece para atazanar a vida dos passageiros, resumindo eu odeio utilizar esse meio de transporte, porém é algo que eu não posso recusar já que é o único meio de me transportar até a minha faculdade.

Engraçado que nesse momento nada disso me fez sentir um frio na barriga ou algo parecido, sorte que estava vazio e o cobrador era o mesmo de sempre, simpático.

Esvaziar a cabeça e mais nada, a aula seria puxada já que seria prova.

Antes de ir para a faculdade o ônibus para no terminal para pegar o restante dos passageiros e com a sorte que eu tenho o local estava tumultuado, crianças correndo melhor dizendo adolescentes gritando e fazendo a folia naquele local.

É justo por que perto dali se encontrava o colégio da região.

– Será? – Ops! Soou baixo, não quero assustar ninguém nesse ônibus igual no mercado.

Não pode ser, era ele e pela minha surpresa estava sozinho. Diferente, um jovem diferente por que era o único que não estava gritando, sorrindo igual um idiota e armando encrenca com os demais colegas, apenas seguia embora, não se despedia de ninguém e estava completamente sério.

Não quero que ele me veja melhor abaixar um pouco a cabeça, mas de canto vou continuar fitando-o. Eu não posso me interessar por um garoto que pode estar no ensino médio ainda, quem sabe a idade de um adolescente de 15 anos. Shopia para de ser idiota, ele é bonitinho, mas sua vida é diferente da dele.

Esquece, desisto.



Notas finais
Eita, será que Shopia realmente vai desistir?
Reviews amores?
Até mais ;)