Notas iniciais
tá curto u_u tô stressada.
Capítulo 03 — Reita\\\'s P.O.V.

Eu já estava ficando paranóico. Porque... não era possível. Eu me negava cogitar a simples possibilidade de Uruha estar me mandando aquelas cartas de conteúdo... proibido para menores de idade. Realmente impossível.

— Rei? Tudo bem?

Olhei para Ruki, meio perdido. O pequeno estava encostado na mesa, um copo de água na mão. Me olhava preocupado. Eu sorri, tentando tranqüilizá-lo, e até abri a boca pra dizer alguma coisa. Mas eu até esqueci o que eu ia dizer.

O copo deslizava por aqueles lábios desenhados, lentamente. Brilhavam levemente por causa da água. E só o que eu tive consciência depois é que eu estava prensando Ruki contra a mesa, o copo sendo jogado no chão de qualquer maneira.

Minhas mãos estavam em sua cintura, um tanto brutas, puxando-o pra mim com avidez, os lábios quase se machucando. Senti as mãos de Ruki rasgando minha camisa, as pernas enlaçando a minha cintura.

Parecíamos dois desesperados. E eu nem lembrava de quando foi a última vez que havíamos feito amor assim de forma tão... selvagem? Essa palavra é muito pervertida. E também não me lembrava da última vez que havíamos usado a mesa para esse fim.

E era tão bom explorar aquele corpo de novo, por mais que eu já tivesse decorado cada curva, cada linha. Aquele corpo que era meu e de ninguém mais. Sentir suas unhas nos meus braços, marcando com força. Sorri, mordendo seu pescoço e apreciando o gemido mais alto que ouvi. Porque não importava realmente quando ou onde. Só estar com ele era bom.

O teto. As aranhas do teto. E nada de sono chegar. Suspirei, os dedos ainda correndo pelas costas de Ruki, que dormia confortavelmente acomodado ao meu corpo. Eu precisava dormir. Realmente precisava. Mas não conseguia. Não enquanto aquela maldita idéia não me saía da cabeça.

\\\'Ta que pariu. Não podia ser Uruha. Merda, não podia! E... eu não sabia como perguntar. Ia chegar no outro e dizer "Ah, Uru, então! Tem escrito cartas pervertidas ultimamente?". Que horror. Justo o Uruha, que era meu amigo te tantos anos. De MUITOS anos.

Droga, já amanheceu. E eu aqui, parecendo zumbi. Nem quero pensar em olheiras. Já passava das oito da manhã. É, seria melhor eu ir tomar algum calmante ou coisa do gênreo. Pelo menos não teria que ir ao estúdio. Abençoada folga.

Deixei Ruki na cama com cuidado para não acordá-lo, indo até a cozinha, o mais silencioso que pude. Mas parei na sala, ao ver que a correspondência havia sido entregue. E daquela distância eu já via o maldito. O maldito envelope vermelho. Grunhi, com uma certa raiva. Fui até a porta, pegando o envelope e abrindo, já me preparando para o que viria.

Deixe-me fazer seu corpo se mover...

Deixe-me te levar pro meu quarto

Velas queimando em toda parte

Deixe-me fazer seu corpo se mover

Eu quero que você toque minha pele

Eu quero que você sinta o gosto da minha carne

Você está aqui pra me entreter

Você está aqui pra ser meu escravo

Deixe-me fazer seu corpo se mover...¹

...

Puta que pariu.

PUTA QUE PARIU.

Assim... me diz como alguém consegue ser assim tão pervertido? Meu rosto ficou até vermelho. Eu disse vermelho? Errei. Ficou roxo.

Tudo bem que, dos rapazes, quem tem mais fãs no Japão sou eu², mas... Tudo tinha um limite. E ainda por cima entregaram no endereço daqui. Isso que era mais intrigante. Dobrei a carta de volta, colocando dentro do envelope e jogando de qualquer jeito em cima da mesa de centro.

Voltei pro quarto, me jogando na cama e abraçando Ruki, ainda adormecido. Afinal, aquele era o meu lugar. E não haveria carta pervertida no mundo que me fizesse mudar de idéia.

Continua...

Notas finais
¹ Trecho da música "Body Move", do BlutEngel.
² Isso é fato, okkay? O.o Quem tem mais fãs dos gazeboys é o Reita, no Japão o_o' Que coisa. ô_o As japonesas devem gostar de um bad boy 8D