B.K, Game Over!
3 Novos "eu"
Notas iniciais
Acho que ficou gigante esse aqui também ._.
– Uau… — todos estavam surpresos com meu “novo eu”. Estagnei, ali, na frente da porta, para que todos apreciassem a belíssima nova aparência de “Nemite”.
– Professora… você sabe se isso é permanente…? — perguntei, sem nenhuma esperança de seguir minha vida adiante, já que, até agora, acho incrível eu não ter me suicidado, principalmente pelos absurdos em que tenho passado.– ...não faço ideia do que está acontecendo… — disse surpresa. – Quê? VOCÊ NÃO DISSE QUE CONHECIA O TAL DO “JEAT”?! — nessas horas, eu grito até com o professor. – ...o que eu quis dizer foi… — ela se aproximou. — ...é que eu não sei o que aconteceu com você. – ...você disse que eu com certeza era o tal do Jeat por causa dos olhos vermelhos né? — lembrei. — Porque meu outro olho tá AZUL!?– EU NÃO SEI! — respondeu, impondo-se. — Só conheço o Jeat!– Só eu? — o quê? Eu não quis dizer isso. Todos ficaram surpresos com minha mudança de comportamento, até a professora. — Tsc, tsc, eu sou uma espécie de lenda e só conhecem o Jeat? — ...hã, que porra está acontecendo? Eu não quis dizer isso. Sorri maleficamente. Não quis fazer isso também. — Ei, bro, me leva pro banheiro. — …o que diabos está acontecendo? AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!! — ANDA CARA! — Eu tava falando comigo mesmo ou era impressão minha? Eu tava dando ordens pra mim mesmo? A minha plateia (sim, uma plateia, porque aquilo era um show de horrores) estava só me observando com receio e medo e dúvida ao mesmo tempo. — Tá esperando o quê? — disse novamente. É melhor obedecer senão vou ficar tagarelando sem parar. Entrei. — Fecha a porta. — ordenou. – O que a gente veio fazer aqui? — perguntei pra mim mesmo. Eu parecia um imbecil.– Relaxa, só me põe na frente de um espelho. — respondeu. Obedeci, e lá estava eu, com um olho azul e o outro vermelho e um cabelo cinza claro, me encarando no espelho. — Sou lindo, fala a verdade. — disse rindo. Cara, esse Jeat é retardado. – CARACA, O SKIY também!! — falou alto e com certa surpresa. — Skiy, acorda! — eu tava falando sozinho em um banheiro, e todo mundo ouvia. Que vergonha. Eu quero morreeeeer…Esperamos alguns momentos. Não podia ficar pior do que já estava. Ah é, lembrei que não consigo me matar.– Esse desgraçado não vai aparecer? Que bosta. — reclamei, provavelmente eu estava me referindo ao Skiy. — ...aliás, quem é você, bro? — Jeat perguntou. – Caralho velho… eu realmente estou falando comigo mesmo… — suspirei. Já que o pesadelo não vai passar, melhor eu me apresentar ao Jeat. — ...meu nome é…– Massa teu nome! — alegrou-se.– Mas eu nem disse. — fiquei surpreso. Como ele sabia?– ...cara, eu tô no teu corpo, então eu sei. Aliás, sou Jeat, e parece que eu não vim só. O Skiy também veio, mas ele não quer acordar. E essa Foyoli? Onde conseguiu? — olhei pra joia, enquanto ele não parava com as perguntas. – Hã, Jeat… quem é o Skiy? — perguntei, com certo receio. Não queria ouvir coisas ruins.– Tá com medo? — é, ele realmente sabe como me sinto. — Não se preocupe, afinal meus poderes em você estão só pela metade. — quê? METADE? Eu explodi e foi só METADE?! — Afinal o Skiy também está aqui. A Foyoli, onde conseguiu? — perguntou novamente. – Hã, uma garota me deu… — respondi com mais calma. Senti os outros espiando pela fechadura.– ...te deu? Quem? — perguntou sério.– Não que seja lááá importante, mas o nome dela é Saraya. Porquê? — perguntei. Acho que esse cara tem alguma relação com a joia.– ...Saraya? Nunca ouvi falar… enfim, eu estou com o que é meu. — O QUÊ?! A FOYOLI É DELE?!– COMO ASSIM?! — gritei. Cara, isso tá muito esquisito.– ...relaxa.– RELAXAR É O CACETE VELHO! Quem é você, porra!? — exaltei. Eu realmente estava em fúria, como nunca estive antes.– Não adianta argumentar contigo né? Então tá. Vou explicar. Tintim por tintim. É o seguinte. — ar. Sim, “puxou”, porque eu não quis fazer isso. — Acho que tu ouviu que sou uma essência, correto? — ele estava certo. — É, tenho certeza, do jeito que tu tá se sentindo eu percebi. Então, eu sou uma essência. E você é um sortudo desgraçado por eu ter “caído” em você, se é que tu me entende. – Não, não entendo. Porque eu sou “sortudo”? — perguntei com pressa.– ...a parte do “muito poderoso” que a gorila disse lá é verdade. Quer uma demonstração? — perguntou. — Pensa em qualquer tipo de poder que você quis ter na vida. Fogo, água, gelo, eletricidade; enfim, só pensa. Aí, quando tu pensar no elemento ou na matéria, pense nele na forma que for e imagine ele na sua mão. – Mas e se não for uma coisa que seja possível materializar? — tinha outra coisa em mente.– Você pensou em velocidade né? Aham, é possível. — esclareceu. – Então… eu quero ir em casa e voltar. — pedi.– Certo. Aconteceu. A minha visão apenas trocou, antes eu via meu reflexo na frente do espelho de um banheiro na escola e agora estou na frente da porta de casa, nem sequer piscando os olhos. Estou em casa. Eu fiquei simplesmente parado e de repente estou na frente de casa. Voltamos e, por um momento, antes de chegar no banheiro, vi o rosto de todos, com expressões estranhas, como se estivessem fazendo uma prova sem ter nenhum conhecimento da matéria.
– Curtiu? Ajeita o cabelo. — pediu. Mexi a cabeça.– ...isso é…- disse olhando pras minhas mãos. Eu não acreditava nos poderes que eu tinha. Era surreal, uma coisa incrível. Eu nunca me senti tão bem antes. Era a melhor coisa que já tinha acontecido pra mim e eu estava tentando rejeitá-la antes. Como sou burro!Jeat riu.– ...FODA! — berrei.– NEMITE! — Dan berrou, abrindo a porta. — Você tá...bem? — perguntou de um jeito esquisito, erguendo a sobrancelha.– Cara, eu tô bem até demais. — respondi, feliz. — Mas, licença aí, tenho que falar com ele um pouco mais. — pedi. Dan confirmou e fechou a porta.– Continua. — pedi, enquanto me admirava pelo reflexo. Nossa, estou até boquiaberto.– Gostou né? — riu. — Aliás, quem diabos é Nemite? Teu alias? — perguntou.– É… eu não quis dizer meu nome verdadeiro, então inventei um.– É? E se na chamada do professor ele te chamasse pelo nome verdadeiro? Imbecil.– Nunca pensei nisso… — ele me pegou de surpresa, tenho que admitir.– Enfim, sou uma essência, blá, blá, blá… então, você tem sorte de eu ter ficado com você. E eu tenho sorte de ter ficado contigo, també-– Porque? — meu interesse em saber quem era Jeat apenas aumentava.– ...posso continuar sem interrupções? — pediu.– Foi mal… — desanimei. Eu pensei que ele fosse responder…– ...tu realmente quer saber né? — fez uma pausa. — Eu falo, sem problemas. É tudo por causa do Skiy.– Skiy… porque? — isso não fazia sentido algum. – O Skiy é o cara inteligente. Eu sou o físico, enquanto ele é o mental. Somos, hm, 3 almas em você. A minha e a dele somam 66%, e você é o resto. Logo, ambos somos 33% cada e você é 34%, o que faz de você o nosso “chefe”. Ele é aquele heroizinho clichê que nunca desiste e que sempre tem uma carta na manga. É um desgraçado. — riu. O sinal de fim da aulas do dia tocou. Pensei que alguém fosse avisar para que eu voltasse para a classe, mas acho que estavam com medo demais para falarem com a gente. Aos poucos fui perdendo o sinal deles.– Hã… Jeat, eu tenho uma dúvida… — não sei se devia perguntar algo tão bobo, mas acho que eu me sentiria mal se eu não perguntasse.– Que foi?– Tu não acha meio clichê eu ser o novo aluno da escola de aliens e pessoas com superpoderes ter o maior superpoder de todos? — perguntei com certo sarcasmo.– Realmente… você tá 50% certo.– 50% certo? Como assim? — ué, 50% certo e 50% errado? Não entendo.– Você já chegou a se perguntar porque você veio pra cá? ...não... caralho… eu sou muito burro…porque eu não pensei nisso antes, agora tudo faz sentido… o fato de eu vir pra cá, um simples humano, é por…– ...não sei. Sério, não faço ideia. — ele respondeu uma pergunta que eu tinha em mente.– Jeat… tem duas coisas coisas que não entendo, mas só vou perguntar uma agora. Porque você só se manifestou agora?– Agora? — ele agiu como se eu estivesse fingindo que eu não sabia. — Não me manifestei agora.– Não? — fiquei surpreso. – Lembra do doidão da espada roxa? Foi ali que eu me manifestei. — fazia sentido! Foi por causa dele que eu fiquei vivo.– Cara, eu sou a essência física e toda poderosa. Ou seja, sou 99% imortal. — esclareceu.– E se cortarem minha cabeça? Eu morro? — sinto que deixei escapar alguma coisa.– Já me preveni sobre isso faz umas eras já. Eu meio que reforcei seu pescoço com diamante. Não vão cortá-la tão fácil. — quê? Diamante? — Não fique surpreso, porque já tentaram antes.– Já?! Como assim?! — cara… não começa a ficar estranho de novo…– Lembra que eu disse dos 99% imortal? Então, como em toda história do tal “herói invencível”, eu tenho uma ÚNICA fraqueza, que é esse 1%. — disse sério. — Você deve evitá-la a qualquer custo.– O que seria? — estava assustado, afinal, eu poderia estar em contato com essa fraqueza dele e nem sabia.– ...diamantes escuros. Agora vá pra aula, depois te explico o resto e falo mais do Skiy.– ...hã?... ok. Valeu cara. — eu me senti como se tivesse um novo melhor amigo. Meu rosto voltou ao normal. Olhos pretos, cabelos pretos. Tudo ok agora.…Ia caminhando até a sala. Corredores largos e completamente vazios, tirando alguém que foi tomar água ao fundo. Estava feliz… não sei porque, mas eu estava. Me sentia bem. Esses novos poderes… o Jeat, ele causou isso? Quando eu tiver a chance eu pergunto. Bati à porta.– ...você. — disse ela, com desgosto.– O sentimento é recíproco. — rebati. Ué, as aulas não acabaram? Porque todos ainda estão aqui? Era a professora que no meu primeiro dia de aula me arremessou junto de meu primo na parede.– Tá, eu sou a Daina. E não é pra ir embora agora. — disse, enquanto eu entrava na sala de aula e todos me viam, esperando algo de extraordinário. “Estou mais ansioso do que vocês”, pensei. Até o Mika estava angustiado. Sentei em meu lugar, que era em dupla com Saraya, no final à direita da sala na janela do segundo andar.– V ê tá em? — Saraya disse quieta, me deixando em dúvida sobre o que ela havia perguntado.– Hã? Aham. — respondi.– Que bom… — ouvi um suspiro.– Agora que estamos todos aqui… — disse a professora, desta vez de camisa do Dire Straits, com um chiclete na boca. — …TESTE SURPRESA! MUAHAHA.– QUÊÊÊ?! — todos, ao mesmo tempo, quase como um coral. – NÃO FODE! — exaltei, ficando em pé. Todos viraram pra ver de onde veio a voz, e bingo! Era eu. — ...ops.– Vou deixar essa passar. — disse enfurecida. — Então, desfaçam as duplas. E sem UM pio. Ela era professora de quê mesmo? ...enfim, descobri isso no tal teste. Ela era a desgraçada de matemática, a matéria que eu mais odeio. Vi as questões e pareciam coisas de criança do maternal. Demorei apenas alguns segundos pra resolvê-las, com cálculos e tudo. Eu tinha uma certa facilidade na escola, mas não tanta assim, de resolver questões complexas em segundos. Digo, elas pareciam complexas pra qualquer outra pessoa, mas não pra mim.– Acabei fessora. — disse, levantando a mão. Todos se surpreenderam, me encarando com a típica expressão de “como ele fez isso tão rápido?”.– Boa, boa. São 8 questões. Responda as oito questões. — disse duvidando de mim.– ...sério. Eu acabei. — ratifiquei.Ela caminhou em minha direção; enquanto isso eu peguei o teste e entreguei-a, com direito dela tomá-lo meio que à força de minha mão.– … — eu vi. No rosto dela, ela ter a sensação de derrota.Todos assistiam à cena. E eu, claro, encostei na cadeira com a pose dos braços cruzados atrás, dobrando a perna e colocando o pé em cima do joelho.– Que porra é essa? — me reprimiu, me odiando com os olhos. Todos os alunos ouviram, e ela parecia não dar a mínima pra isso. Pegou uma caneta e marcou algo no papel.– ...e? — perguntei, tendo certeza de algo positivo.Me devolveu, batendo com o papel na mesa e voltando à mesa em fúria. “Que pavio curto, hein?”, pensei. Levei o braço direito até o teste e vi o resultado. Sorri.Dormi na mesa enquanto esperava os outros acabarem ou o sinal tocar. Tive um sonho esquisito, onde eu via o Skiy e o Jeat em corpos separados e conversando casualmente em um lugar vazio, parecido com um deserto, só que escuro.Sinal tocou, hora de ir pra casa. Hora de obter mais informações também. Deixa só essa multidão sair do meu redor.– Nemite-kun, quanto você tirou? — disse uma garota. Porque ela tava falando como os japoneses?– Olhe por si mesmo. — disse enquanto avançava por entre a multidão em direção à saída da sala. Mesmo fora da sala eu ouvi “Ele tirou 80?!?”, e, nessa hora, meu sorriso de glória não fugiu.– Nemite! — Saraya veio andando rápido atrás de mim.– Saraya, vá pra casa, sério. Tô querendo saber de umas coisas tão sérias quanto a morte. — pedi.– … — acho que magoei os sentimentos dela. — ...t-tudo bem… — é campeão, deixei ela triste.– ...vá ficar com seus pais. — sugeri. — Aproveite enquanto pode. — eu disse isso porque, apesar de ter superado, eu ainda queria ver minha mãe mais uma vez. … Em casa. Finalmente. Agora é só descobrir como chamar o Jeat. Fui ao banheiro e fiquei na frente do espelho.– Ei, Jeat! — chamei. Esperei… esperei… esperei… — Saco. Acho que é melhor chamá-lo mentalmente. Fechei os olhos, concentrei ao máximo. Fiquei alguns segundos assim. – ...Jeat. — abri os olhos. Meu cabelo estava cinza, meus olhos vermelho e azul. Consegui.– Boa champz. — agradeceu.– Me conta mais. Tô doido pra saber do Skiy. Passei o tempo todo pensando nisso. — a minha empolgação era gigante.
– Skiy ou Foyoli antes? — me deu essas escolhas. Que cara legal…– ...hm, a Foyoli. Gosto de deixar o melhor pro final. — informei.– ...que sorte eu ter caído em você. Tu é dos meus. — pensei a mesma coisa. — Bom, a Foyoli é uma joia extremamente rara. Já te falaram disso. Percebi aqui, vasculhando teu cérebro, que já te explicaram que é de intensificação, e que vale muita grana. Certo até aqui?– Certo… — tudo correto. Ah, lembrei de uma coisa. — ...tirando o fato de que não posso tirá-lo do braço.– Não tirar? — disse baixo. — Enfim, sabe o que significa Foyoli?– ...significa alguma coisa? O quê? — as coisas estão vindo à tona… “Na escola você vai entender”, disse Saraya na primeira vez que vi a joia.– Significa For Your Life. Em nome terrestre, claro. — “Pela minha vida?”, pensei. — Essa joia é uma combinação de todos os elementos e coisas que existem. É por isso que ela é classificada como única. Ela tem uma categoria só pra ela.– Categoria… tipo um arquivo, pra definir as coisas. — interpretei.– Exato. Você deve estar se perguntando “Oh, e porque ela vale tanto?”. É tão claro como o fogo. — respirou. — É justamente por ela ser a junção de todas as coisas que existem.– Ou seja, em outras palavras, quem tem essa joia intensifica o poder que tem. Então eu vou supor o seguinte: existem seres que possuem poderes únicos e/ou raros. Eles provavelmente virão atrás de mim por causa da joia. Estou errado? — eu me senti MUITO foda nessa hora.– Não. Perfeita dedução. A essência do Skiy já te influenciou já, pelo que percebo. — afirmou. Eu não tinha tanta certeza disso… afinal, eu era bem inteligente antes deles chegarem. — Exatamente. Existem poderes únicos e raros. Uma vez eu vi um garoto que fazia sons visuais. – Quê?! Como assim? — fiquei bem curioso.– Ele fazia enxergarmos o som. Ele gostava de flauta, então fazia uns gestos que faziam parecer que era um flautista e apareciam umas fitas vermelhas e rosas, muito lindas, dançando suavemente com a música. Foi uma das coisas mais belas que já vi e ouvi na vida. — disse.– Massa… e isso me leva a outra dedução. – A de que você é a pessoa mais poderosa que existe? Sim, você é. Por causa da Foyoli.– A sua essência tem todos os poderes. — confirmei. — Eu percebi isso quando você pediu pra eu imaginar qualquer coisa e sugeriu apenas coisas materializáveis, e quando eu pensei em velocidade, que é uma forma do tempo, você disse que era possível também. Ei, me fale dos diamantes escuros. — pedi. É melhor conhecer as fraquezas antes de ser vencido por elas.– Hm… eu também não entendo muito delas… mas eu simplesmente “perco” pra elas. Tem alguma relação com eu sentir uma extrema dor ao tentar absorvê-la.– Absorver essência… matérias também? É assim que eu acho que você tem todos os seus poderes.– Tu seria um ótimo detetive. — ele me entende como ninguém nunca entendeu antes. JEAT, EU TE AMO CARA, SÉRIO.– Ok… Skiy agora. — pedi.– Aê. Chegamos na parte que eu queria. — na que eu queria também… — Então, o Skiy é uma essência MUITO útil. Só pelo fato de tê-lo vai salvar sua vida um montão de vezes. E olha só que sorte; você com a Foyoli vai intensificar a essência dele também! Como eu estava feliz. O Skiy parece ser um bom cara também, pelo jeito que o Jeat fala dele.– Salvar minha vida… – Sim, ele é o mental, como te disse antes. Ele não vai fazer tu desistir. E como ele é o mental, todas as suas habilidades mentais/psicológicas foram “melhoradas”, digamos. Se você tentar escrever de esquerda, você vai conseguir. E outra, o cara é a pessoa mais inteligente que já conheci. Eu conheci muitas pessoas em outras vidas, pode acreditar. — declarou. — Tenta chamar o cara.– Eu tentei… quando eu chamei você, eu também tentei chamar o Skiy…- esclareci.– Aliás, a joia brilha quando alguma de nossas essências está em ação. Você deve ter percebido quando ficou nervoso, envergonhado ou alguma coisa do tipo, certo? É ela nos intensificando.– Ele pra psicológico e tu pra físico… eu lembrei da segunda coisa que queria te perguntar antes de ir pra aula. — falei. – Pó falar. – ...você era do mal antes? — perguntei.– …sim. — respondeu seco. — Mas relaxa. Eu sou uma essência neutra, por isso sou poderoso para ambos os lados, como destruir e curar, por exemplo.Isso aconteceu por causa do hóspede, que era meio pirado das ideias. – E quem era ele? — perguntei, com medo da resposta.– ...foi o cidadão que criou a Foyoli. Ele tentou aumentar os poderes para controlar a galáxia, o que é bem clichê e óbvio quando se tem muito poder. E vi aqui nas suas memórias que tem uma garota chamada Tamiris, que falou “uma Foyoli”. Não existe “uma Foyoli”, existe “A Foyoli”. Como eu disse antes, ela é única. Não existem outras. Aliás, porque você não tira ela de vez em quando? Não incomoda o pulso? — ele sabia disso, que incomodava. Mas eu jamais tiraria por 2 motivos. Nobres.– Nunca vou tirá-la. – Porque? Tu é meio estranho às vezes. — ele se sentia meio diferente. Não sei descrever ao certo.– Porque foi a Saraya quem me deu. E porque, provavelmente, sem ela, eu não te conheceria. — acho que eu não deveria ter dito que foi a Saraya quem me deu.– ...entendo. – Acho que ela quer me ver bem, entende? Acho que ela me ama. — isso foi um tanto quanto romântico de minha parte. – Não tenho certeza. — afirmou. – Ah é? Explica pra mim.– Ela só teleporta quando você MORRE, imbecil. Isso é querer ver alguém BEM? — hm, ele tava certo… ri alto depois dessa. — Enfim, já que o Skiy não apareceu… ah, tem outra coisa. Acho que essa é legal de te contar. Eu sou destro. — não entendi.– Mas como uma essência é destra? — ele tinha que ter percebido que foi uma pergunta idiota.– A maioria das pessoas é destra, e as minhas hóspedes antes, na maioria, eram destras… então a gente acostuma. Eu disse que o Skiy influenciava até no seu braço dominante né? Então, agora eu sou ambidestro em você! — sorriu glorioso. — Aliás, porque você não fala seu verdadeiro nome pras pessoas?– Porque não gosto dele… — respondi. — Acho que preciso de um novo… que tal…Jeaki… Skeat… Jet Ski… hã. — nossa, que coisa idiota. — Acho que vou continuar com Nemite.– Isso. Não precisa de nome novo. E o olho do Skiy é VIOLETA, não azul, como você continua achando. — esta é uma informação útil e inútil ao mesmo tempo.– Tá… não é exatamente uma informação útil. — definitivamente inútil.– Ok, vou embora. Se precisar, é só chamar. E toma cuidado com os bounty hunters. A Foyoli vale dinheiros no plural, entendeu? Adeus…Depois dessa conversa, meu corpo se sentiu fraco e eu quase caí. Me olhei no espelho e eu estava com os cabelos e olhos pretos novamente. Então, o resumo é: Fui parar numa escola de aliens, conheci uma garota que me deu uma joia valiosíssima e tenho dentro de mim duas essências especiais, o que me faz ser a pessoa mais poderosa que existe. É… é realmente clichê. Mas, fazer o que né. Acho que pra mim é Brain Kill, Game Over.
Notas finais
Terceiro capítuloooo =3 Nunca pensei que eu fosse publicar tanta coisa assim xD
Então, comentem e avaliem! Valeuze õ/
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