BEN 10: MULTIVERSO QUEBRADO
1 Mundo a Beira da Morte
Se você está lendo isso procurando uma história sobre um garoto de 10 anos, que encontra um relógio esquisito na floresta, e com ele se torna um herói. Sinto muito te decepcionar, mas você está na história errada. Não sou o portador do omnitrix e mesmo se fosse, não adiantaria muito contra os desastres que caíram sobre nós. O omnitrix se tornou inútil de frente a desastres naturais. Ao contrário do Ben10k, eu era só um garoto normal, com uma vida normal. Pelo menos até aquele dia.
Meu nome é Oliver Murray, tenho 15 anos e essa é minha história. A história de como sobrevivi pelos últimos meses em um mundo a beira da destruição.
Tudo começou a mais ou menos, 1 mês e meio. Era 3 de março de 2042, por volta das 4 da tarde. Eu estava em meu carro voltando para casa, fazia 24 graus com a chegada da primavera, o céu era de um azul intenso. Eu estava usando a camisa polo azul de botões, que ganhei da minha mãe no meu aniversário de 15 anos.
Ao longe eu já conseguia ver a casa da minha família-, uma luxuosa mansão de 3 andares situada no bairro nobre de nova xenon. Estaciono meu carro no estacionamento privado da família; próximo ao Bugatti Tourbillon da minha mãe. Meu carro é um Aston Martin valhalla, um presente de aniversário que recebi do meu pai. Essa belezinha é um híbrido plug-in, com motor v8 biturbo de 4,0 litros combinado com motores tadeniticos. Só existem 10 no mundo, e um deles é meu.
—Jovem mestre Oliver, a mestra está lhe esperando no estúdio. -Anunciou Maco, o mordomo chefe, assim que desci do carro.
—Já estou indo. -Respondi, fechando a porta do carro.
O estúdio, ou como gosto de chamar. o parquinho de diversões da minha mãe. Era uma sala espaçosa, repleta de quadros e pinturas por todos os lados. Esse é hobby da minha mãe-, tem vezes, que sua paixão pela pintura e pela arte a deixa meio desligada do mundo ao seu redor.
—Oi mãe. Maco disse que a senhora queria me ver.
A mulher na frente do cavalete é minha mãe. Cassia Murray, uma mulher alta e bonita por volta dos 40 anos com cabelos loiros e olhos azuis. Dizem que sou a cópia dela-, assim como ela, tenho cabelos loiros e olhos azuis. Espero também ter herdado a beleza. Ela vestia por cima de sua blusa branca, um avental já manchado com respingos de tinta.
—Oi filho, você poderia buscar sua irmã na aula de piano? Sei que acabou de chegar, mas estou um pouco ocupada agora. -Ela dizia sem desviar os olhos da sua pintura.
—Claro mãe, pode deixar.
—Obrigada.
Voltei para o meu carro.
A escola de piano da minha irmã, não é muito longe, cerca de 2 km de casa. Chegando na escola, logo sou recebido com um abraço de uma baixinha de 7 anos.
—Irmão!
—Oi baixinha. Está feliz em me ver? -Perguntei levantando-a, e segurando ela nos braços.
—Sim! Mas achei que a mamãe viria de novo.
—A mamãe está ocupada, então eu vim no lugar dela. O que foi? Não gostou? -Fingi está magoado.
—Eu gostei sim! É que, é a primeira vez que o irmão vem me buscar, então achei que seria a mamãe de novo.
—Sério? Então que tal a gente comemorar a primeira vez que venho te buscar, com um sr. Sorvete?
—Eu quero o meu de morango! -Dizia ela com entusiasmo.
—Fico com o de choco-menta então. -Sentei ela no banco traseiro e coloquei o cinto.
—Irmão, seus gostos são estranhos.
—Sua pequena encrenqueira. Vamos indo?
—Vamos!! -Concordou ela com alegria.
A garotinha sentada no banco de trás é minha irmã clara. Seus longos cabelos pretos, e seus olhos negros, São traços que ela puxou do meu pai. Ela vestia um vestido rosa com corações e um cinto da mesma cor na cintura.
Levamos 5 minutos da escola de piano para o sr. sorvete mais próximo. O lugar estava lotado, como não havia mesas vagas, optamos por tomar nossos sr. sorvetes no carro. Eu tinha esqueci o quão grande, o apetite de uma criança em fase de crescimento pode ser. Clara tomou 4 sr. Sorvete. Não me lembro de comer tanto quando eu era criança.
Após o sr. Sorvete fomos para casa. Coloquei o carro direto na garagem, pois estava anoitecendo. Na garagem tinha mais 6 carros além do meu-, 4 eram do meu pai, um Aston Martin Valkyrie, duas Lamborghini e um Rolls-Royce Phantom modelo de colecionador movido a tadenita liquida. Meu pai tem algum tipo de fetiche por carros absurdamente caros. E os 2 últimos são da minha mãe, um Bugatti Tourbillon prateado e um Porsche Panamera Turbo S E-Hibrid.
— E então baixinha, o que quer fazer agora? -Perguntei abrindo a porta ajudando-a a sair do carro.
—Quero assisti ao filme da guerra do Ben 10k versus o exército inkurciano. -Ela segura minha mão.
—Ok.
Por fim chegamos à sala de recreação que fica no 3ª andar; uma sala cheia de brinquedos, desde bonecas a vídeo games de última geração. Mais nosso alvo era a Titan Zeus, a maior TV do mundo, com 370 polegadas e valor de US$ 1,7 milhão. A TV tem 9 metros de largura e cinco de altura. Essa é uma das vantagens de nascer em uma família rica.
Depois do filme, descemos para a sala de jantar no 1ªandar. Era 7 horas, como o filme levou 2 horas para terminar, Clara estava com fome novamente. Essa menina deve ter mais de um estomago. Resolvemos jantar mais cedo.
—Parece que hoje jantaremos em família. -Eu dizia a meus pais que estavam sentados a mesa de jantar.
A sala de jantar era bem simples. Nela não havia qualquer decoração, nada além de uma grande mesa retangular de 12 lugares. No cômodo tinha 2 portas, uma que dava acesso a cozinha e por onde as empregadas traziam a comida, e a outra, é a que eu e Clara entramos.
—Isso é bom, fazia um tempo que não temos uma refeição em família. Dizia minha mãe com um sorriso. Ela estava com seus cabelos soltos e vestia um terno de giz azul, que realçava o azul em seus olhos.
Meu pai estava vestido de forma similar, com um terno de giz preto, ele era alto e esguio e moreno, seus cabelos eram lisos e negros assim como seus olhos. Os dois estavam prontos para o trabalho na empresa da família.
Meu pai é Cash Murray, um dos maiores empresários de Nova Xênon. Sua empresa, Murray Tecnóloga, compõem mais de 70 porcento de toda a tecnologia de Nova Xênon. Tanto humana, como alienígena. E não estou brincando. Boa parte da tecnologia vendida pela empresa do meu pai, é alienígena. Nova Xênon em si, é uma cidade construída visando a harmonia entre humanos e aliens. Então é bem comum ver tecnologia alienígena por toda a cidade.
Me sento do lado da minha mãe e de fronte a Clara que se sentou ao lado do meu pai. Comemos e conversamos tranquilamente.
—Como está indo à restauração do armazém? -Perguntou meu pai colocando um pedaço de sushi na boca da Clara, que não sabia como comer com os hashis.
—Terminou hoje, amanhã vou começar a separar os estoques e as rotas de transportes.
—Muito bem, continue com o excelente trabalho.
Dois meses atrás, no dia que fiz 15 anos, meu velho decidiu que tava na hora de ajudar na empresa da família. Fiquei responsável pela restauração do antigo armazém da ala leste de xenon. -Um dia sua irmã e você vão herdar tudo, então é bom ir se familiarizando-
Antes que meu pai pudesse terminar de falar, tudo começou a tremer.
—Terremoto!!? Gritou meu pai assustado. — Oliver! pega sua irmã e vai com sua mãe para o bunker. -Ele dizia enquanto pegava o celular e ligava para alguém.
—E quanto a você!? -eu gritava, enquanto tentava manter o equilíbrio de meu corpo, o que era bem difícil.
—Não se preocupe comigo. eu vou logo em seguida. -Dizia ele com o celular no ouvido.
—Escute seu pai Oliver. ordenou minha mãe enquanto segurava Clara que escondia seu rosto no ombro da mãe assustada. — Está tudo bem. Logo vai passar. Dizia ela tentando tranquilizar minha irmãzinha.
Corremos em direção às escadas, que levavam ao bunker subterrâneo. Eu estava aterrorizado. Nova Xenon foi construída de uma maneira que não sofresse danos por desastres naturais. Por ser fã do Ben 10k eu conhecia tudo sobre essa cidade, e entendia que esses tremores nem sequer deviam estar acontecendo, e mesmo que ocorra um ataque externo, a cidade inteira é uma Fortaleza impenetrável. O que estava acontecendo naquele momento, era irreal.
Após chegarmos ao bunker, os tremores ainda continuaram por um tempo. Minha irmã chorava nos meus braços da minha mãe, e minha mãe dizia para ela cada 10 segundos que estava tudo bem. O que claramente não estava. Após 5 minutos os tremores cessaram. Foram os 5 minutos mais longos da minha vida.
—Para quem o papai estava ligando? perguntei a minha mãe enquanto entregava um doce a Clara na tentativa de acalmá-la.
—Eu... Eu não sei. -Ela dizia afagando a cabeça de Clara.
Os tremores já haviam parado, e conseguimos finalmente sair do bunker. De volta ao 1ª andar, vimos que tudo estava em desordem, os tremores causaram danos consideráveis à nossa casa. Vasos e decorações que custavam milhões estavam quebrados pelo chão. Olhei em volta à procura do meu pai mais não o via. Corri de volta para a sala de jantar a sua procura, mas ele não estava lá. No lugar encontro uma empregada tirando o que sobrou do jantar. Afinal quase tudo tava espalhado pelo chão por causa do terremoto.
—Cadê o meu pai? Ele está bem? -Perguntei a ela, tentando controlar minha respiração.
—O patrão está recebendo um convidado na sala de estar. -Respondeu a empregada ainda tremendo.
—Convidado? Quem viria com toda essa confusão?
—O prefeito. -Dizia a empregada sem rodeios.
—Prefeito? espera. O Ben10k está aqui em casa!? -Fui pego de surpresa.
A empregada gesticula com a cabeça confirmando.
—O senhor Tennyson chegou faz poucos minutos. -Ela já havia recuperado a compostura.
—Faça um lanche e leve para minha irmã e leve para o quarto dela. -Eu vou ver meu pai.
—Entendido. Quer que eu faça para o senhor também?
—...sim, vou comer junto com Clara quando voltar.
Fui rapidamente para sala de estar. Chegando lá me deparo com uma cena quase inacreditável. Ben 10k, o maior herói do universo estava na minha frente-, seus feitos estão até nos digitais didáticos.
Quando criança eu ouvia muitas histórias a respeito dele. Desde luta entre gigantes alienígenas, a guerras temporais. mais para mim, o mais extraordinário é nova xenon. Dizem que depois que Bellwood foi destruída na guerra contra os inkursianos. Ben 10.000 reconstruiu a cidade em menos de 10 ano e então abriu acesso para que alienígenas vivesse nela juntos aos humanos dando o nome de nova xênon a pedido de azmuth.
—Pai? Está tudo bem? -Perguntei.
—Esta sim. -Meu pai dizia enquanto me abraçava. -E você, está machucado em algum lugar? Cadê sua irmã e sua mãe? elas estão bem?
—Estamos bem. -Eu dizia tentando me soltar do abraço aperto do meu pai. -Mais, o que o Ben 10k veio fazer? Eu tentava de todas as maneiras manter a compostura.
—Olá garoto. -Cumprimentou Ben 10k com um leve sorriso. -Você cresceu bastante. E pode me chamar só de Ben.
O Ben 10k que via na minha frente era um homem por volta dos 45 anos, cabelos castanhos com alguns fios brancos da velhice, barba desgrenhada também de cor castanha, e olhos verdes. Vestia uma camisa manga comprida branca, com um 10 verde no canto direito do peito e uma calça militar marrom com bolsos.
—O senhor me conhece?... Não, não é hora para isso. -O que foram aqueles tremores? Me atrapalhei todo por causa do nervosismo.
—Oliver. Interrompeu meu pai. -Agora não é o momento. -Mais tarde conversamos está bem?
—Vai com calma com o garoto, ele só está preocupado. -Dizia Ben de forma relaxada. -Respondendo suas perguntas Oliver, ainda não sei a causa dos tremores, o que sei é que não estão acontecendo só em xenon, mais em todo o planeta. no momento tudo o que podemos fazer é esperar que esta seja a primeira e última vez que aconteça.
Porém, Ben foi otimista demais. Na manhã do dia seguinte os tremores recomeçaram em uma escala ainda maior, e não cessavam por um longo tempo se repediam dia após dia. O perigo se tornou evidente. Os tremores eram tão violentos que se tornou inviável sair do bunker subterrâneo, onde provavelmente seria o lugar mais seguro naquela situação.
Dia –10 de março de 2042 (12:24h da tarde/7 dias desde o início do colapso.)
Uma semana havia se passado. Eu estava no meu novo quarto, no bunker abaixo da mansão. Meu pai decidiu que por segurança devíamos nos mudar para o bunker. O que não era tão difícil de se fazer. -O bunker era grande o suficiente para acomodar até dez pessoas, sua estrutura foi projetada de forma circular, com a cozinha no seu centro e os cômodos adjacentes ao redor. Três dos cômodos foram convertidos em quartos, um para meus pais e os outros dois para mim e minha irmã.
—Irmão, vamos brincar. Chamava Clara entrando no meu quarto. Ela vestia uma calça jeans azul e uma blusa rosa com desenhos de pintinhos.
—Tudo bem, do que você quer brincar? -Seguro ela no colo e a levo para fora do quarto. -Clara, você engordou? -Brinquei.
—Não! O irmão é malvado! -Ela dizia enquanto abraçava meu pescoço tímida. -Irmão.
—O que é?
—Quero volta para escola, estou com saudade dos meus amigos. -Sua voz estava embargada, preste a chora.
Em poucos dias todo o planeta ficou um caos, tremores violentos aconteciam 2 a 3 vezes por dia, enchentes destruíam cidades ao redor do mundo, tufões de magnitudes nunca visto devastaram quase toda a Ásia, a internet e redes de comunicações pararam de funcionar dois dias após o início dos tremores, no quarto dia um blecaute geral ocorreu em todo mundo.
Nova xênon se mantinha com energia solar, mas isso não durou por muito tempo -no sexto dia o clima fechou radicalmente, fortes chuvas começaram tornando os painéis solares inúteis. Nós deixando dependentes de geradores.
—Que tal comermos um sanduiche? -Ela gesticulava com a cabeça em meu ombro concordando.
Na cozinha encontro meus pais sentados a mesa.
—Parece até um Déjà-vu. -Eu dizia colocando Clara em uma cadeira e me sentando ao lado dela. Comemos em silencio.
Dia-14 de março de 2042 (4h da manhã/11 dias desde o início do colapso.)
Acordei na madrugada do dia 14 com um frio fora do normal. Me sentei na cama assustado -, meu corpo tremia e meus dentes rangiam, a sensação térmica era de –5 graus, sentia como se eu estivesse congelando. Abri o guarda-roupa e vesti o casaco mais grosso que encontrei-, um branco felpudo feito de pele de animal. Sai para fora e fui em direção ao quarto de clara. Minha irmã só tem 7 anos, eu não conseguia ficar tranquilo deixando-a sozinha com o que estava acontecendo.
—Clara, está acordada? -Chamei, mas não ouve resposta. — Ei! baixinha abre a porta! Ainda sem resposta.
O medo tomou conta de mim, o pensamento de que algo de ruim havia acontecido inundou a minha mente.
—Clara!! Está me ouvindo!! Clara!! -Eu batia violentamente na porta de seu quanto. -Baixinha!! Abri a porta por favor!! As lagrimas escoriam dos meus olhos, o desespero tomava o lugar do medo.
Olhei para a porta a minha frente-, uma grande chapa de aço com 10 cm de espessura, seria impossível abrir a força, nem mesmo com a ajuda do meu pai, e Clara fechou a porta por dentro, eu estava sem tempo e sem alternativas.
—Oliver! Aqui o cartão de acesso reserva! -Gritou meu pai atras de mim, ainda colocando seu casaco.
Abri a porta e corri para dentro-, minha irmã estava tremando de frio em cima da cama, seu lençol no chão do lado da cama. Peguei seu lençol e a embrulhei com ele, segurei Clara em meus braços como se estivesse segurando um bebê, eu a abraçava tentando aquecê-la com o calor do meu corpo, aos poucos sua temperatura subia e ela parava de tremer.
—Como ela está? -Perguntou minha mãe trazendo um casaco e lençóis para Clara.
—Ela está bem agora. Mais... cadê o papai?
—Ligando o aquecedor. -Ela dizia enrolando Clara com mais um lençol, lagrimas escorria de em seu rosto.
10 minutos mais tarde.
A temperatura no bunker já havia se estabilizado um pouco-, estávamos os quatro sentados na cozinha, todos devidamente aquecidos graças ao aquecedor e muitas roupas de frio.
—Quando ele vai chegar? -Perguntei já sem paciência.
—Logo. -Respondeu meu pai colocando um pouco de sopa na boca da minha irmã.
Um som é emitido por todo o bunker.
—Ele chegou. -Dizia minha mãe indo abrir a porta do bunker.
Momentos depois um alienígena coberto de rocha e plasma entrava na cozinha ao lado de minha mãe. Era Ben transformado no chama, um alienígena da espécie pyronita.
—Estão todos bem? -Ben perguntava ainda transformado no chama. Provavelmente para se proteger do frio.
—Estamos. Mais o que está acontecendo com a temperatura? -Questionou meu pai com um tom tão calma que estava me irritando.
—Não sabemos. Mas, isto não está acontecendo só na terra, muitos outros planetas estão sofrendo com o mesmo problema-, Picciss congelou matando aproximadamen-te 90 porcento da vida no planeta, Kinet simplesmente parou porque os kinaceleran não conseguiam se mover com os terremotos frequentes. Gwen tentou achar uma resposta com magia mais não deu em nada.
—E existe alguma solução? -Perguntei um pouco rude.
—Desculpa Oliver... sem saber a causa não conseguimos achar uma solução. -Ele dizia com pesar.
—Então o que está fazendo aqui!? Por que não está procurando por uma!? -Esbravejei irritado com o que tinha acontecido com Clara.
Todos olhavam para mim com espanto. Nunca fui de me deixar levar por minhas emoções, mais, com tudo o que vinha acontecendo eu cheguei no meu limite, minhas emoções explodiram como um vulcão em erupção, e o homem a minha frente se tornou o alvo perfeito para essa enxurrada de emoções.
—Oliver se acalma. O senhor Tennyson está fazendo tudo o que está a seu alcance. -Dizia minha mãe tentando me acalmar.
—Não, ele está certo. A verdade é que estou sem escolhas, e optei por salvar o máximo de pessoas que eu conseguir. -Ben dizia de forma impotente.
A cozinha foi tomada por um silencio torturante. Não podíamos dizer uma palavra se que para contestá-lo. Se o maior herói da terra não conseguia resolver este problema, pessoas comuns como nós não teria nenhuma chance de fazê-lo.
Dia-18 de março das 2042 às 2:40h da tarde (15 dias desde o começo do colapso).
Faz 3 dias desde o ocorrido com Clara. Nesse meio tempo a temperatura subiu um pouco ficando por volta dos 5 a 8ºc-, com a ajuda do aquecedor conseguimos ficar aquecidos sem precisar de casacos e roupas de frio. Decidi dormi com minha irmãzinha depois dos últimos acontecimentos. Clara e eu estávamos na cozinha lanchando um sanduiche simples com pão, queijo, presunto e ovo. Não é o melhor já comi, mais, na situação que estamos vai servir.
—Está gostoso? -Perguntei vendo Clara com as bochechinhas cheias com o sanduiche.
—humrum. -Ela tenta falar mais falha porque sua boca está muito cheia.
—Come devagar baixinha, ninguém vai te tomar.
A sirene soa por todo o bunker sinalizando que a alguém estava na entrada do bunker-, como meus pais estava dormindo, deixei clara na cozinha comendo e fui ver quem veio nos visitar.
Na entrada, ou saída no meu ponto de vista. Ben estava na minha frente, coberto de neve. Sua barba e seus cabelos castanhos estavam desgrenhados, as olheiras ao redor de seus olhos revelavam que ele não dormia a dias, sua aparência estava horrível, seu semblante estava abatido, parecia que ele tinha envelhecido dez anos nos últimos três dias. Não existia qualquer vestígio do herói que um dia foi.
—O que aconteceu? -Perguntei limpando a neve de seus ombros.
—Posso entrar? Preciso falar com seu pai.
—Claro. -Sinalizei para que entrasse.
Descemos as escadas em direção a cozinha. Meu pai estava na cozinha montando um sanduiche para se.
—O que houver? -Perguntou meu pai preocupado ao ver o amigo.
—Ontem perdemos contato com azmuth, e hoje o omnitrix se desligou totalmente. com isso, a última linha de comunicação com as bases encanadoras em outros planetas foi cortada. Ben dizia mostrando o relógio verde em seu pulso direito que agora não emitia mais brilho algum.
—Então...estamos perdidos, não é? -Eu olhava fixamente nos olhos do homem a minha frente. O verde em seus olhos já não tinha mais cor. -Morre congelados ou soterrados, são ótimos jeitos de morre não acha? -Eu dizia com sarcasmo.
—Oliver chega, nós vamos conseguir superar essa situação, não é mesmo senhor Tennyson? -Minha mãe tentava amenizar os ânimos entre nós.
Ben permaneceu em silencio por um tempo antes de responder.
—Vamos ter que nos virar com o que nós temos em mãos. Sei que vai ser difícil, mais, se nos organizarmos e montarmos uma tática para sobrevivermos de forma adequada e consistente podemos de alguma maneira remediar nossas circunstâncias. -Ele dizia enquanto olhava para omnitrix, agora desativado. -E para isso preciso de toda ajuda possível, posso contar com a ajuda de vocês?
—Claro. -Respondeu meu pai imediatamente. -Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance.
A conversa se estendeu por um bom tempo. Com isso consegui informações sobre o mundo lá fora-. Segundo o Ben, os frequentes tremores causaram o desabamento de prédios e casa por toda xenon, e depois da queda repentina na temperatura 8 dias atras, as chuvas e tempestades cercaram dando lugar a neve e o frio.
Fiquei esperançoso com o rumo que a conversa estava indo. Um plano foi traçado, se tudo for como planejado finalmente poderei sair desse bunker. O resto da tarde foi bem tranquilo-, Ben ficou para jantar, bom, jantar entre aspas; arroz com ovo e batata não é bem um jantar na minha opinião, mais vida que segue.
***
por incrível que pareça na noite anterior, eu consegui dormir bem, sem tremores para atrapalhar minha noite. Sim, os terremotos são pontuais, eles vêm duas a três vezes por dia, e durão cerca de 2 a 5 minutos, e para caçoar da minha cara, vez ou outra acontecem a noite quando estou dormindo. “Que raiva!!”
Só fui acordar de manhã com abraço bem apertado que recebi de Clara.
—Bom dia irmão!
—Bom dia baixinha. -Bocejei ainda sonolento. -O que você quer para o café da manhã?
—Hum... omelete! Quero omelete. -Ela abria um sorriso de orelha a orelha.
—Então vamos de omelete! -Eu dizia a pegando no colo. seguimos para a cozinha.
Na cozinha encontro meu pai sentado à mesa sozinho, nos cumprimentamos com um bom-dia, e seguir com meus a fazeres; peguei ovos e bacon na despensa, Clara se sentou na cadeira de uma das pontas da mesa retangular de 6 lugares. Ela cantarolava enquanto esperava o café da manhã.
Eu estava tenso, meu pai me observava enquanto eu fritava o bacon. Ele me olhava como se eu fosse o novo funcionário da empresa em período de teste, eu conseguia sentir seu olhar mesmo estando de costa para ele. Era assustador, parecia que eu seria demitido se cometesse o menor dos erros.
—Cadê a mãe? Ainda está dormindo? -Perguntei tentando descontrair um pouco.
—Ela continua dormindo, ontem tivemos que preparar muitas coisas a pedido do Ben. -Sua voz era suave e calma.
Quando finalmente terminei de preparar as omeletes e o bacon, minha mãe já tinha acordado e me ajudou a preparar a mesa. Comemos normalmente. Quando Clara acabou de comer (pela 3 vez) e saiu deixando-me a sós com meus pais. Parecia que eu estava em uma entrevista de emprego e o entrevistador era o mais rígido possível. Me levantei e tentei sair de fininho o que obviamente não deu certo.
—Oliver, podemos conversar um pouco? -Perguntou meu pai, enquanto minha mãe ia lavar a louça.
—Claro. -Responde automaticamente.
—Ontem ficou acertado que ajudaríamos o Ben, mas, não estou muito seguro quanto a deixar você sair do bunker.
—Espera, o que quer dizer com isso? Pai Eu não sou mais uma criança, sei cuidar de mim mesmo.
—É exatamente o que ouviu, é perigoso e você não está preparado sair lá fora.
E mais uma vez me deixei levar por minhas emoções.
—Se é perigoso para mim! Também é para você! E o que significa eu não está preparado!? -perguntei
—Não se preocupe. -A voz dele era calma, como se esperasse essa reação. -E não estou dizendo que você não vai, só que você não está preparado.
Isso deixava as coisas ainda mais confusas.
—E como exatamente devo me preparar? -Perguntei olhando para os dois meu pai e minha mãe que agora estava sentada ao seu lado.
—É muito simples. -Dizia milha mãe erguendo a mão direita e fazendo uma pequena chama surgi em sua mão. -Com magia.
Me surpreendi com o fato de minha mãe saber magia, isso nunca passou pela minha cabeça.
—Então minha mãe é uma maga?
—Anodita na verdade. -Ela dizia como se isso não fosse mais surpreendente ainda.
Os anoditas puros estão quase extintos e os mestiços são poucos mesmo em nova xenon.
Respirei fundo e tentei reorganizar meus pensamentos; "minha mãe é uma anodita de sangue puro e meu ja sabia. Isso é obvio. Agora, como nunca descobri isso? Minha mãe sempre foi... tão normal. Se fosse eu já teria usado meus poderes para facilitar minha vida.
—Pai, você também-
—Não, não. Eu sei magia mais não sou um anodita. -Respondeu ele.
—Isso é... é incrível! Quando começo a aprender magia? -Perguntei ansioso.
—Amanhã mesmo. Diz minha mãe se levantando. -As 4 da manhã começamos.
Pelo resto do dia fiquei brincando com a Clara na sala de recreação ou assistindo algum desenho com ela.
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