BAD GIRL: Selvagem

11 Wendy na toca dos lobos.


Mar pensou que em Brasília só tinha pessoas esnobes e chatas, no entanto ela ficou um tanto feliz que estava errada, sobre loiras e Brasília. Bom, pelo menos aquela loira era gente boa e ela morava em Brasília, o que a deixava mais em casa. Se perguntou se seriam amigas. Ela sempre esteve em volta de garotos, seria tão estranho estar em volta de uma garota tão bonita e feminina, e principalmente tão educada. Mas se ela continuasse sendo tão educada, Mar pensou em não se importar com o resto. Precisava de aliados pra sobreviver a essa cidade da qual a deixava angustiada. Tudo lá a fazia lembrar de sua mãe.

Wendy acompanhou Marina até a casa de sua avó. Chegando em frente ao portão e cerca viva Wendy fez uma expressão de surpresa ao chegar lá perto. — O que foi?- Curiosa Mar perguntou.

– Bom, é que essa é a casa dos gêmeos Riviera.

– E minha também.

– Hã? -perguntou ela confusa. Okay. Obviamente ela sabia onde os primos de Mar moravam, e obviamente estava relutante em entrar na casa. — Você mora aqui?

– Sim. E os gêmeos babacas são meus primos. Me mudei essa madrugada.

Mar apertou o interfone, Sara atendeu e abriu o portão para as garotas entrarem. Wendy reparou em cada detalhe da casa. Estava descrente que estava entrando em território inimigo. E acabara de virar amiga da prima do inimigo. Quando entrou na enorme casa, reparou os detalhes minunciosamente. A sala era toda branca, menos os móveis que eram em design colonial escuro. O sofá tinha coloração creme estampado de pequeninas flores azuis marinho. Em outro ambiente separado por um quadro, uma pintura gigantesca havia... André. André deitado no sofá assistindo Velozes e Furiosos. Parecia algum nobre da Roma antiga esperando a uva ser colocada em sua boca. Um sofá enorme aveludado, também de cor creme. Ele não pareceu notar sua prima e a convidada subindo as escadas até o andar de cima. Wendy respirou aliviada.

– Sabe... Eles latem mas não mordem. — Ela disse para Wendy. Marina sabia como os primos eram babacas quando eram mais novos, no entanto ela sempre reinou sobre eles. — Não pra mim. — Disse ela exibindo um músculos do braço super orgulhosa. Posso perguntar o que houve entre você e os meus primos?

Wendy fez uma careta, ela se sentia insegura naquela casa. Mais insegura ainda sobre a prima dos caras que a torturaram durante bastante tempo sendo agradável com ela. Isso realmente lhe dava medo, mas ela parecia diferente deles. Totalmente na verdade, ela tinha até um leve sotaque carioca, sotaque do qual Mar sempre se orgulhou, não era tão puxado, era algo misturado, sotaque carioca e brasiliense, o que não é tão irritante quando o sotaque normal carioca, com seu s puxando pro sh... Wendy decidiu não contar muita coisa sobre o assunto, já que ela era prima deles, também poderia estar com eles.

– Nós... — Hesitou por um segundo. — Nós meio que não nos damos bem.

Mar abriu um grande sorriso pra Wendy ao terminar de ouvir a sua confissão. — Gostei de você. Preciso de alguém que não gosta dos babacas, porque normalmente essas idiotas caem de amores por eles. — Wendy levou um soco direto pelas palavras de Mar, no entanto não estava afim de compartilhar mais informações sobre suas ilusões e desilusões do mundo para a estranha não tão estranha, já Mar estava super feliz por achar alguém que compartilhava aparentemente da mesma ideia que ela tinha.

Mariana abriu a porta branca que dava no seu enorme quarto. -Wow! Belo quarto! — Exclamou Wendy.

–Não é?! — Respondeu Mar orgulhosa pela nova amizade e que ela tenha gostado do quarto. — Da pra fazer uma festa aqui. -Comentou.

– Com toda certeza. — Afirmou Wendy.

Mar abriu a porta do guardo roupa e depois entrou no banheiro que havia ali dentro. Mar havia arrumado as suas coisas nele naquela manhã e havia colocado os seus Posters na parede perto de sua cama. A única coisa da qual ela se arrependia amargamente de não ter trago era o seu saco de areia, o que seria bastante difícil de trazer até lá. Wendy olhou o banheiro e notou que o dela talvez fosse um tanto infantil em relação aquele. O banheiro de Wendy era todo rosa, assim como as paredes de seu quarto e os lençóis da cama e os móveis, mas sempre alternando o tom de rosa. Fez uma nota mental em relação ao seu banheiro, ela iria reformá-lo, já bastava o seu quarto ser todo rosa. E os delírios de uma criança de seis anos não deveriam ser levados em conta, pensou ela.

Marina pegou a caixinha em formato de livro onde guardava seus medicamentos e coisas pra primeiros socorros, band-aids e afins. Tirou de lá uma água de vinte, gaze, esparadrapo e um remédio pra cicatrização, não era cicatricure.

Wendy cortou os esparadrapos enquanto Marina jogava um pouco de água de vinte no machucado. Marina se contorceu um pouco com a ardência e Wendy fachou o machucado com a gaze e o esparadrapo. Repetiram o processo no outro, as duas caladas, o que deixou o clima pesado. Pra descontrair Wendy falou:

– Você vai estudar na mesma escola que os gêmeos?

– Aham. — Afirmou Mar com a cabeça. — Infelizmente.

– Eu também estudo lá... sabe.

De repente o rosto de Mar se iluminou com a notícia. — Isso é ótimo. Acho que é a primeira notí... Não essa é a segunda notícia que me dexiou menos chateada desde ontem. Como eu não quero ficar perto desses babacas você será a minha guia amanhã.

– Okay. Só não sei se sou boa nisso. E tem certeza disso?

– Absoluta! — Exclamou Marina.

– Então... Porque veio morar em Brasília? — A pergunta do século foi feita.

– Fui expulsa. Eu briguei com um professor imbecil. — Disse Mar olhando fixamente para Wendy que não parecia tão chocada quanto Mar imaginou. — Eu meio que xinguei ele bastante, ele fez o mesmo é claro, mas como eu tenho uma má fama que me acompanha levei suspensão. Aí quando eu saí da sala da diretora uma cadela muito mal comida encheu meu saco e eu deu uma bela de uma surra nela. — Agora sim Wendy se surpreendeu.

– Wow!

– Pois é! E se alguém te encher o saco me avisa que eu acabo com ele. — Avisou Mariana.

Liam apareceu na porta e Wendy congelou, ficou pálida como um fantasma. — Dona Antônia me mandou perguntar se queria dar uma olhada em alguma academia.

– Fala pra ela me comprar um saco de areia e com o resto eu me viro.

– Okay super lutadora. — Liam deu seu sorriso encantador pra prima e deu uma encarada cabulosa pra Wendy. Ele não a reconheceu o que deixou Wendy mais do que feliz.

Mar reparou que Wendy perdeu a cor. — Você está bem?

Notas finais
A Wendy é uma fofa. Em breve vamos descobrir o que aconteceu entre ela e os gêmeos. Obrigada por lerem mais um capítulo.