BAD GIRL: Selvagem

12 Sacos de areia e kama sutra.


– Si... Sim — Gaguejou. — A... Acho que eu... Eu deveria ir pra casa. — Disse ela antônita.

– Oh. Obrigada pelo curativo. Eu te acmpanho até a sua casa se quiser. — Uma total mentira, agora que mar estava em casa, havia ficado totalmente demotivada de sair.

– Não precisa, mas poderia me acompanhar até a porta. Meio que entrei na caverna dos ursos e não posso sair sem proteção.

– Okay.

Marina deu tchau para Wendy no seu portão. Wendy pareceu aliviada ao sair da casa. Marina no entanto pareceu mais chateada ao ter que ficar lá, naquela casa, onde tudo lembrava a sua mãe, desde a louça até o cheiro da casa. Sentiu algo tremer em suas nádegas. Era seu celular. No seu celular estava escrito o nome de Davi, seu rosto se iluminou mais uma vez e depois ela chorou antes de atender à chamada de seu amado irmão.

– Ei Mar!

– E aí Davi?

– Como foi tudo por aí?

– Tranquilo e aí?

– Nada tranquilo. Queria ter te ligado mais cedo, só que estava sem crédito e eu não posso mais faltar as aulas, trabalho e o resto... Sabe como é né?

– Sei, não precisa me explicar. De você eu não duvido.

– Que bom ouvir isso. — Ele tinha um tom malicioso em sua voz.

– Idiota. E o Matheus?

– Ele tá puto da vida com você, comigo, com seu pai e com sua avó. Mas ela tá mais puto comigo. — Ele fez uma pausa demorada. — Nós fomos suspensos. Ele me deu uns socos e chutes e eu devolvi.

Mar levou um par de segundos ao pensar em seus amados amigos brigando. Por culpa dela. Era difícil digerir aquilo. Sem contar que eles poderiam ter sido expulsos, assim como ela. — Me desculpa Davi. Não deveria ter te contado sobre...

– Não se desculpe. -Ele a cortou. — Eu vou cuidar direitinho desse encrenqueiro aqui. Não se preocupe. — Ele disse tentando consolar a garota que já estavam com os olhos marejados. — Ah e Mar. — Disse ele em um tom de alerta, lembrando-a do que ela deveria fazer em Brasília. — Conquiste a nova escola. — Outra pausa e completa com a chave de ouro. — E o congresso também.

Marina riu. — Okay.

– Tchau ondinha — Disse ele em um tom provocativo. Marina odiava quando Davi ou os outros a chamavam assim. Ela sempre quis ser forte e poderosa quanto o mar e não como uma pequena onda.

– Se eu estivesse aí te daria um chute em cheio no meio das suas bolas.

–Não duvido disso, mas você não está e eu te amo e você me ama. E preciso ir, tchau. — Ele desligou o telefone na cara dela sem esperar ela perguntar sobre a vadia da Rafaela ou sobre seu pai e detalhes sobre o que aconteceu entre ele e Matheus. Marina ficou puta após isso. Ela precisava descarregar um pouco essa energia e decidiu que seria jogando já que ali não havia um saco de areia para dar alguns belos socos e chutes.

Há poucos meses descobriu um jogo na internet chamado League of Legends, ou conhecido popularmente como LOL. E se descobriu boa nele, muito boa na verdade, conseguindo até patrocínio e outras coisa a mais. Descobriu que jogar esse jogo poderia lhe trazer dinheiro. Agora ela tinha setecentos reais ganho com o jogo, anteriormente planejava dar um festa com o dinheiro ganho no jogo, agora seus pensamentos haviam mudado, esse dinheiro lhe serviria para ganhar a vida na luta. Decidida e se desestressar arrasou em suas três de muitas contas durante três horas, até notar que já estava escuro. Parou com seu jogo vicioso e desceu as escadas para achar algo pra comer. Descendo encontrou sua avó e Dante com um saco de areia vermelho parecido com o que tem em casa.

– Onde eu boto ele Marina? — Dante perguntou.

– No meu quarto.

– Dante chame os garotos para te ajudar a carregar. — Disse Antônia.

Os gêmeos desceram e ajudaram, mas antes tinham uma condição. Eles também usariam o novo brinquedo escarlate preenchido de areia.

André apareceu no quarto da prima mais uma vez. Ele tinha o longo cabelo escuro molhado ainda pingando. Usava uma regata preta e short esportivo preto. Se ele não tivesse acabado de tomar banho Mariana podia jurar que ele estava lá para experimentar o seu novo entretenimento. Seu primo sentou em sua cama inclinado para trás apoiando as mãos na cama.

– Que presente legal, hein ondinha? -Disse André, o desagradável, pensou Marina. Quando ouviu ondinha mais uma vez, Mar descontou toda a raiva do comentário anterior somado a essa, em seu primo. Ela chegou perto dele. Tão perto que podia sentir seu hálito. Ele olhou para sua boca e ela sorriu com aquilo e afundou o seu joelho nas bolas dele que o fez gritar e a xingar.

– Sua cadela! — Ele gritou agonizando enquanto Marina lhe dava seu sorriso sorrateiro de garota má e afundava mais ainda seu joelho. Ele empurrou ela o mais longe que pode. — Louca! Você é doente garota. — Ele saiu puto do quarto da prima enquanto gritava enquanto ela ainda sorria.

– Me diga algo novo, querido primo! — Ela gritou para as paredes, ele já estava na cozinha indo pegar um gelo pra aliviar a dor e a ereção ali em embaixo enquanto ela se encontrava em um novo acesso de risos loucos.

Mariana estava contente, Dante instalou o saco de areia em seu quarto, em frente ao espelho. Assim ela tinha uma boa visão de como seus golpes pareciam. Não que ela quisesse que eles fossem bonitos e graciosos ou coisa do tipo. Talvez que fossem bonitos como os golpes da Ronda. O que tivesse o mesmo impacto de inspiração. A verdade é que ela sempre imaginou aqueles homens do UFC como casais homossexuais, as posições na luta da qual eles assumem durante a batalha são tão sugestivas quanto kama sutra. Talvez fosse por isso que a luta era algo tão atraente quanto sexo. Ela aproveito seu presente por mais ou menos uma hora, depois tomou banho e desceu, janta estava sendo posta por Sara na mesa. Ela sentiu o cheiro e presumiu que seria bife, arroz, feijão e outra coisa da qual ela não sabia o que era.

– Gostou do presente? — Marina levou a mão no coração ao se assustar com a voz da avó que chegou sorrateiramente por trás.

Notas finais
Caso alguém tenha alguma dúvida em relação a esse capitulo. Uma imagem vale vais que... Tudo mundo já sabe o resto, enfim. http://blogredacao.blog.uol.com.br/images/lulu3.jpg http://intrometendo.com/wp-content/uploads/2010/03/ufc-undisputed-2010.jpg http://blogredacao.blog.uol.com.br/images/naoe1.jpg