B De Black

20 Alguém como você


Notas iniciais
Tá pequeninho, mas é de coração!
ps: A autora está passando por momentos difíceis e pede a compreensão de todos...
Bom não vou entrar em detalhes.
Quem quiser pode ouvir o capítulo com Use Somebody, música do capítulo.

Divagando

Você sabe que eu preciso de alguém, alguém como você...

Pov Alvo

– Acho que... Que eu sou a princesa Lua!

Por um momento ninguém disse nada, mas, como sempre, Scorpius interrompeu o silêncio que havia se instalado.

– Tipo... Uma reencarnação?

– Não Malfoy! — disse Rose revirando os olhos — A profecia de Lua e Alexander relatava que na primavera que antecederia o fim do mundo, o casal de herdeiros iriam se apaixonar em meio a dor e o sofrimento, e caberia a nova princesa decidir entre o bem e o mal.

– Herdeiros...? — indaguei.

– Os descendentes deles com parentesco direto entre as filhas de seu filho, Amélia e Lyanne. — disse Rose. — Tenho quase certeza de que já vi uma Amélia em sua árvore genealógica, Al. E você provavelmente tem sangue de Lyanne nas veias, Lynx.

Encarei minha namorada... Nossa, como soa bem... bem, como eu dizia, olhei para Lynx e vi o quão preocupada estava, e não era para menos, essas revelações eram confusas e bastante complicadas de se compreender.

– Então, o que quer dizer exatamente tudo isso? — perguntou meu amigo novamente.

– Não sei... — disse Lyn — E nem quero saber no momento.

– Hey Black, as coisas não são assim... — começou Rose.

– São assim, sim! — levantou-se da cama — Vim para o passado em uma missão e não pretendo me desvia dela por causa de uma lenda estúpida, que pode nem ser comigo.

– Mas...

– Mas nada Rose — interrompeu — Eu não pretendo e nem vou fazer coisíssima nenhuma em relação a essa porcaria de história. E tenho dito.

Então ela se dirigiu para porta tempestuosamente, saindo pela mesma.

30 segundos foi o que eu tive para pensar e tudo o que veio na minha mente a última vez em que ela fugiu se afastou tanto... Não cometeria o mesmo erro uma segunda vez. Fui atrás até alcança-la num corredor deserto.

– Lynx! — chamei-a e a mesma parou.

Caminhei em sua direção e segurei sua mão apertando de leve. Seus olhos se encontravam marejados e sua boca tinha virado um fina linha, já que comprimia seus lábios para não chorar.

Com minha mão livre acariciei seu rosto e assisti um suspiro escapar por sua boca. Mordi o lábio inferior e aproximei-me beijando sua testa, sua bochecha e por último depositei uma simples, porém significativo selinho em seus lábios.

Enquanto a beijava senti um gosto salgado de lágrimas e percebi que ela chorava. (N/A: Não me diga?) Chorava de medo, tristeza, confusão... Chorava pelas mentiras, pela dor, pela insegurança.

E sem perceber o que era apenas um selinho se transformou num beijo... Não, em mais... Numa promessa. Sem palavras, uma jura muda que tinha a mesma verdade das pronunciadas, ou, atrevo-me a dizer, mais.

– Não vou te deixar nunca pequena. — disse num sussurro em meio ao beijo.

– Sei que não vai... Agora sei mais do que nunca.

E ali ficamos nós, trocando beijos e juras de amor, mesmo que mudas... Eu sentia que poderia explodir de tanta felicidade, não me importei com todas as coisas que nos cercavam: a maldita missão, a morte do meu pai, a guerra próxima... nada.

Era como se eu tivesse esperado a vida inteira apenas para sentir um amor como aquele. Se passassem mil anos eu ainda amaria, tinha absoluta certeza, mesmo que... tudo... tudo acabasse dando errado, eu a amaria. Ela era o alguém que eu tanto queria, tanto esperei.

Ela era minha e sempre seria. Eu era dela e sempre seria.

Forever and Always!

Notas finais
Comentem!!