B De Black

21 Decisões Difíceis e Corações Partidos


Notas iniciais
Hey gente, não postei antes por uma série de problemas que prefiro nem comentar, sabe,não gosto de lembrar... mas tá tudo bem, ok?
Bom esse é o capítulo do desando, acabou só love, acabou casaizinhos apaixonados, acabou tudo.
ps: A uma citação do livro A Guerra dos Tronos,para quem não leu o livro ela se repete três vezes e está em itálico. (penúltima frase)

Decisões Difíceis e Corações Partidos



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Te deixar partir foi necessário, não fácil...



Duas semanas haviam se passado desde a chegada da Rose e do Scorpius, ou como eu preferia dizer, desde o início desse pesadelo em que estava vivendo.

Apesar das palavras do Alvo terem me consolado, uma parte de mim dizia que não podia simplesmente esquecer essa história, e a outra parte, mesmo que eu negasse, concordava, só não concordava com a decisão que eu havia tomado 7 dias atrás.

Naquela noite os pesadelos voltaram a me assombrar mas dessa vez não havia garotas mandando-me escolher, ou uma floresta.

Nesse sonho eu, quero dizer, a Lua estava parada em frente a uma lápide. Se aquilo era um cemitério, sem dúvidas também era o mais bonito que já tinha visto. A grama era verde escuro, mas diferente da que vemos nesses lugares, estava viva e brilhante. Havia flores ao redor dos túmulos, como um pequeno bosque encantado e um riozinho corria ali perto, pois era possível ouvi-lo desaguar em algum parte do local. Corujas piavam ao entardecer, e ainda que tudo estivesse lindo, o ar carregava uma áurea mórbida que transbordava pelos olhos da pequena garota ajoelhada.

Na lápide em que estava havia centenas de flores: brancas, rosas, amarelas, cremes, azuis, roxas, verdes; grandes, pequenas e médias. Mas, destacando-se entre todas as outras, tinha uma flor única ali, de beleza tão singular quanto à da dona que a puseste. Era um tanto peculiar aos olhos de qualquer estranho, mas quem conhecia a história de Lua e Alexander, saberia a importância daquela flor, mais conhecida como Dama da Noite. Negra como o céu após o pôr do sol, porém completamente salpicada de branco, como estrelas enfeitando o céu... Tinha brilho próprio e ofuscava qualquer outra planta que tentasse brilhar tanto quanto ela. Assim como a própria Lua, muitos diziam.

Um soluço cortou o silêncio que se instalava no lugar, e a dona da rosa permanecia de joelhos murmurando palavras desconexas.

Após um longo suspiro, ela controlou as lágrimas e pôs-se a cantarolar uma antiga canção:


Wouldn't it be nice if we were older

(Não seria ótimo se fôssemos mais velhos?)

Then we wouldn't have to wait so long

(Então não teríamos que esperar muito tempo)

And wouldn't it be nice to live together

(E não seria bom viver junto)

In the kind of world where we belong

(No tipo do mundo ao qual pertencemos?)

You know it's gonna make it that much better

(Você sabe que será muito melhor)

When we can say good night and stay together

(Quando nós pudermos dizer boa noite e ficarmos juntos)


O choro quis voltar com ainda mais força, mas agora que ela tinha se controlado não pararia até pôr tudo para fora. Ela tinha que falar, ela tinha que desabafar se não morreria engasgada com as palavras que nunca disse.

– Desculpe-me... – disse baixinho após um longo tempo – Foi absolutamente tudo culpa minha. Se eu não tivesse... Se eu não insistisse... – lamentou-se. – Eu fui tão egoísta, só enxerguei o meu amor, pouco me importei que você pudesse sofrer com minha inconsequência. Eu só pensei em mim. E agora, mesmo depois de tudo continuo só pensando em mim... Não sei se consigo ficar sem você, não... – um soluço interrompeu o desabafo.

– Se eu tivesse aberto mão de você ou pelo menos se nós tivéssemos fugido... Você poderia estar aqui comigo agora... Você poderia estar aqui conosco hoje... – disse pousando a mão pela barriga. – Mas meu egoísmo e minha prepotência se juntaram a sua confiança e a seu jeito sonhador. Não éramos donos do mundo afinal. Não estávamos no topo.

Ela se levantou devagar e antes de sair, virou-se mais uma vez dando voz a toda sua culpa:

– Se eu tivesse te deixado partir, nada disso teria acontecido...

E foram essas palavras, essas malditas palavras que me assombraram durante sete dias, foram essas palavras que me fizeram mudar de opinião e tomar a decisão mais idiota e importante da minha vida.

Olhei mais uma vez o bilhete na minha penteadeira, era Scorpius querendo saber se eu levaria o plano adiante. Scorpius... Se não fosse por ele eu já teria surtado... Ele estava me apoiando e também participando do plano maluco que tive, consequentemente sofreria as consequências junto comigo. Fui bem egoísta ao pedir isso a ele, mas não conseguiria se não fosse.

Peguei uma pena e respondi sua carta com um simples, porém objetivo “Sim”, enfeitiçando o papel a fim de que chegasse as mãos do Corp .

Olhei-me mais uma vez no espelho constando o quão irônico era, afinal, agora mais do que nunca parecia com a Lua...

– Bom, chegou a hora Lynx! – murmurei para mim mesma.

Saí do quarto encontrando o salão principal comunal vazio, já que todos estavam no baile de encerramento das aulas, mais uma ideia brilhante dos marotos professores. Desde o maldito sonho tenho evitado os outros de todas as formas, o que foi bem difícil já que tínhamos todas as aulas juntos, porém não podia mais. Hoje era o dia D. Provavelmente me arrependeria depois, mas sempre teria uma vozinha no fundo da minha cabeça para me lembrar que era certo:

– Se eu tivesse te deixado partir, nada disso teria acontecido...

Balancei minha cabeça expulsando os pensamentos. Saí do salão comunal indo direto a área do baile. Um música alta tocava no horizonte e pude identificar como Transylvania do McFly, algo me dizia que isso tinha dedo da Rose, ou como ficou decidido que ela iria se chamar, Roseley.

Assim que cheguei aos portões, pude ouvir Lies começar... Bom, era hora do show.

Andei com passos firmes até em direção à porta e a mesma se abriu. Todo barulho e conversas se encerram dando inicio a um burburinho chocado, soltei uma risada forçada beirando a sínica.

Senti os olhos dos meninos babando em mim e também senti os das meninas me queimando, mas o que realmente me balançou foram os olhos dele.

Se eu olhar para trás, estou perdida.

Estava confuso, perplexo e encantado e isso foi o que mais me machucou. Por um momento quase fraquejei, mas por ele me mantive firme.

Continuei caminhando em passos largos e confiantes em sua direção, mesmo que por dentro estivesse me destruindo.

Meio metro me separava do Alvo... E quando vi já estava a sua frente.

Respirei fundo e disse da maneira mais arrogante que pude:

– Com licença!

Vi a boca de todos se arregalarem inclusive do meu namorado, mas ignorei passando pelo seu lado e indo a direção do Scorpius que já me esperava.

Se eu olhar para trás, estou perdida.

Parei em sua frente e suspirei ao ouvi-lo dizer:

– Tem realmente certeza de que quer fazer isso?

Confirmei pela cabeça forçando mais um sorriso malicioso.

Ele passou uma das mãos pela minha cintura e deu um sorriso sacana que nem parecia mentira, pelo menos era um bom ator. A outra mão foi até minha nuca puxando-me mais para perto. Joguei minhas mãos ao redor de seu corpo e selei meu sacrifício.

Beijei-o e ouvi o salão arfar. Foi a única forma, lamentei-me em pensamento, só assim ele acreditaria. Só assim ele partiria como tinha que ser.

Se eu olhar para trás, estou perdida.

Não, eu já estou perdida.


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Beijo Corp e Lynx: http://24.media.tumblr.com/tumblr_mdi6axCfIw1r1gceto1_500.gif


Vestido da Lynx: http://www.polyvore.com/lynx/set?id=96472492

Música: http://www.vagalume.com.br/mcfly/lies-traducao.html


Notas finais
Comentem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.