B + B
6 Esclarecimento
Notas iniciais
Pv. Buttercup
–“Se a vida te da um limão, faça uma limonada” que frase idiota – Me levantei do sofá e guardei o livro – Limonada? Estranho (Pensando todos os dias e me perguntando onde ele estará não é normal ele sumir do nada, de qual quer coisa eu vou ter que procura-lo).
Peguei minha bolsa e fui imediatamente para colégio, eu tinha a chave do portão então não tinha problema. Ao chegar à frente do colégio me dei conta de que o portão só estava encostado então pensei que o diretor estava pelo menos não estava sozinha, entrei na sala do diretor e nenhum sinal dele no caso deveria ser algum professor então, fui à sala dos professores e abri meu armário foi quando uma carta caiu, não tinha absolutamente nada escrito na frente, mas tinha um objeto dentro quando abri era uma chave presa em uma corrente de aço, eu não sei se aquilo era um presente, mas de alguma forma achei bonito, depois disso eu não me lembro do motivo de eu estar no colégio, à chave era do formato como a das outras, porém ela tinha algo que mantinha a sua diferença era um pouco maior e possuía pequenas esmeraldas cobrindo a, foi algo também que me chamou atenção, eu fui ao ginásio e percebi que não estava sozinha eu só queria saber, quem?
– Docinho? – Me assustei com uma voz masculina de alguém que conhecia – O que você es- O interrompe com uma abraço que por ele não esperava.
– BAAKAAAA! – Gritei permanecendo abraçada a ele – Você não tem noção do quanto estive preocupada?! – Perguntei meio chorosa.
– Buttercup... Gomen – Sua voz não soava como antes – Não queria preocupar-te – Retribuiu o abraço.
– Ehe... – Me dei conta no que estava acontecendo então me separei dele, e fiquei um pouco distante – Porque você deixou a portão destrancado?! – Tentei puxar um assunto diferente sem ser a minha preocupação.
– E-eu me esqueci – Ficou um pouco distraído lembrando – E você? P-porque está aqui? – Ele perguntou escandaloso.
– Eu? Bem... Eu só vim aqui... Por causa... Por que... – Tentei achar alguma resposta pro meu esquecimento – Isso pra mim não importa.
– Mas pra mim importa! – Disse determinado e também escandaloso.
– Eu... Eu... – Estava pensando.
– Você...?
– Eu não me lembro! – Exclamei confusa.
– Não precisava gritar, e como não se lembra?
– (precisava sim, a gente estava conversando em longa distancia) Eu simplesmente não me lembro... – Abaixei minha cabeça.
– Uh – Deu uma pequena risada disfarçada – Ta bom, eu já vou então não se esqueça de trancar a porta – Disse dando as costas para mim e dando o fim em nossa conversa.
– Espere! – Gritei, o fazendo parar de dar pequenos passos para fora – Eu queria que você respondesse uma pergunta minha.
–... – Pensou – Dependi.
– O que foi que eu fiz? – Perguntei.
– Não posso dizer – Falou serio – Era só isso?
– Não! – Pensei em mais outras perguntas em que eu fazia quando estava em momentos silenciosos – E que erro você se referia quando estava falando com você pelo celular? – Minha expressão irritada permaneceu.
– Hãn? Você não sabe? Você que contou não percebeu? – Ele ia rir no em tanto ficou serio.
– Como assim? Quando foi que cometi um erro em minhas palavras?
–Você mentiu pra mim e é desde sempre – Me encarava incomodado.
– (Odeio essa expressão dele) Mas eu não sou de mentir! – Estava ficando cada vez mais irritada.
– Eu queria que você percebesse, mas to vendo que você nem tentou – Tentou dar um fim em nossa conversa com suas ultimas palavras.
– Eu tentei! E foi nisso que andei pensando ontem o tempo todo – Não suportava do fato de ser considerada mentirosa que me fez derrubar uma lagrima.
– Buttercup... — Baixou seu tom de voz – Não sabia que você era tão sensível... – Desviou seu olhar de mim.
– Eu não sou sensível! – Ele me irritava.
– Então era só isso?
– Não... – Olhei pra ele novamente – Porque você não foi pro nosso encontro ontem?
– Já falei, não estava com bom humor – Relaxou.
– Então você passou o dia todinho de mau humor? — Desconfiada.
– Tecnicamente – Esclareceu – Já acabou com as suas perguntas?
– Não! – Estava fazendo o possível para conseguir minhas respostas – O que você fez ontem que era muito importante? (Eu percebi que estava perguntando de mais e que eu parecia à mãe dele, ele deve achar que sou irritante).
– Não tem nada haver com você – Esnobou – Eu vou embora já que você não tem mais perguntas, Adeus.
– (“Adeus”? ele disse “Adeus”?) Como assim adeus? Eu não vou mais ver você? – Me preocupei. O clima ficou como um filme de suspense.
– Sim.
– Pra onde você vai?
–Não é da sua conta.
– É sim!
– Não é.
– É sim... É sim por que... Por que... – Baixei minha cabeça novamente, mas a minha expressão era diferente estava chorando.
– Buttercup... Você esta chorando? – Ele se aproximou devagar e bem preocupado comigo.
– Você sempre me irrita! Você sempre tenta chamar minha atenção! Você esconde sua dor! – Ele estava se aproximando e não parecia que estava serio ou preocupado, estava triste – Você disse que gostava de mim! Você sempre fica ao meu lado! É TUDO VOCÊ! – Eu só parei de gritar com ele quando senti seus braços a colher-me – Butch...?
– Você não percebeu ainda? – Ele estava contente mesmo eu não podendo ver seu rosto, eu podia sentir pelo seu abraço caloroso.
– P-p-percebe o que? (NÃO! Esta acontecendo de novo gaguejei!) – Tentei me livrar dos braços dele, mas ele é mais forte do que eu.
– Que você me ama – Ele me largou e ficou olhando pros meus olhos – E eu te amo – Correspondeu com um sorriso também.
Eu fiquei sem palavras depois desse esclarecimento, mas de qualquer forma não queria admitir.
– Eu não estou! – Meu rosto ficou vermelho depois que ele terminou de falar.
– Esta sim – Ainda sorrindo.
– Não, não estou! – Desviei o olhar dele, mirando o meu rosto para o chão.
– Você esta fazendo novamente.
– O que? – Fiquei confusa.
– Esta mentindo para mim, aiaiai você não muda mesmo.
– Mas eu nã- Fui interrompida pelo seu beijo, que me fez calar imediatamente, me fazendo lembrar o porquê eu estava no colégio. Estava surpresa, mas também aliviada, correspondi ao seu beijo mesmo eu sendo uma idiota nos separamos em seguida por falta de ar, foi longo o nosso beijo – Baka... – olhei pra ele meio envergonhada.
– Hum... Por quê? Minha “Docinho” – Ele riu.
– Já falei pra não me chamar de docinho – Fiz cara de boba mais também o esnobando.
– Então... Quer que eu lhe acompanhe pra sua casa? – Perguntou meio envergonhado.
– Pode... – Ainda estava vermelha, não podia parar de pensar no que tinha acabado de acontecer.
Pv.Butch
Eu estava quase desistindo de tudo, mas ela tinha que voltar a me atormentar já não era o bastante o que ela fez pra mim? Ela é muito idiota, mas também a pessoa perfeita, porque não podia ser uma mulher diferente? Eu to começando a pensar que foi uma péssima ideia me apaixonar por ela. Eu espero me acostumar com o estilo dela.
Estávamos caminhando em seguida em direção de sua casa, eu poderia pensar em coisas pervertidas só no fato de eu estar levando ela de volta pra sua casa, acho que ela nem desconfia de eu estar pensando nesses pecados.
– Ei docinho! Você comeu alguma coisa? – Chamei atenção dela que estava alguns metros a minha frente.
– Nada – Sua barriga fez um barulho esquisito e irritante em seguida.
–... – Olhei em volta se tinha alguma lanchonete ou algo do gênero, e no caso bem próximo a sua casa – Olha, tem uma lanchonete bem ali em frente da sua a esquerda – Apontei pro local.
– Então você vai pagar? – Parecia que esta que estava com um olhar ameaçador, droga!
– Eu vou... – Concordei com desanimo. Ficamos lá por um tempo quando terminamos de comer ela olhou para relógio que marcava 04h00min em ponto.
– Nossa o tempo passa rápido – Se levantou – Bom, tchau Butch foi bom te ver novamente – Quando ela se virou para começar a caminhar em direção a sua casa eu me levantei um pouco e segurei o seu pulso.
– Você não vai me convidar pra entrar em sua casa? – Dei um pequeno sorriso malicioso.
– N-não, porque eu iria te convidar? Hentai! – Gritou comigo mostrando a língua, mas ela não sabia que eu era rápido. Inclinei-me pra frente e dei um selinho em seus lábios.
– Por favor, não se faça de durona – Sorri.
–... – Pensou, com as suas bochechas vermelhas – Esta bem, mas não pense que vou fazer “aquilo” – Ela esnobou em seguida. Levantei minha mão em forma de promessa.
– Prometo – Olhei com confiança e com um sorriso simpático, acho que ela esta um pouco incomodada com a minha mudança de humor. Quando ela me guiava para sua casa me lembrei do que a lindinha me disse: “É só você ir no fim dessa rua, virar a esquerda e você entra numa casa que tem o símbolo de luta na porta”, eu me esqueci do símbolo é muito a cara dela.
– Ué? Porque ta rindo? – Ela perguntou quando fiquei pra traz dando pequenas risadas.
– Não é nada, lembrei-me de algo engraçado – Ainda estava rindo, ela abriu a porta e eu entrei primeiro.
– Sinta se em casa, mas não muito em casa – Falou com um tom de desconfiança.
– Calma eu só vou ficar um tempinho aqui, a não ser... – Puxei seu braço contra meu corpo deixando ela imóvel – A não ser que você queira que eu fique – Assustei ela com o tom de voz malicioso que fiz bem próximo a sua orelha.
– Não... Baka! – A libertei de meu abraço caloroso, porém não tão confortável.
– Assim queria lhe perguntar uma coisa, posso? — Distanciava dela para me sentar no sofá.
– Pode – Confirmou, sentando ao meu lado.
– Você foi ao nosso encontro ontem? – Perguntei mesmo sabendo da resposta.
– Fui – Ela falou seria tirando sua atenção de mim.
– Mas você ficou me esperando sozinha? – Perguntei meio preocupado, virando meu rosto em sua direção.
– Na verdade eu fiquei lhe esperando, mas o seu irmão Brick apareceu e me acompanhou para o jantar – Disse meio sorridente. Meu irmão Brick? O que ele fazia naquele local? E como ele poderia saber que ela estava lá, esperando por mim? O Brick esta querendo virar inimigo da pessoa errada, eu não suporto só de pensar no que ele tinha feito ou no que ele queria ter feito.
Fale com o autor