B + B
7 Nosso dia
Notas iniciais
Pv. Butch
Noite passada foi bem tranquila não aconteceu nada de estranho, ficamos conversando sobre o que tem acontecido nesses últimos dias, no que eu sentia atualmente por ela, e pra falar a verdade eu estava confuso já não sabia se era amor ou desconfiança. Quando sai da casa dela fiquei observando ela por alguns segundos do lado de fora, mas então fui embora porque ela tinha percebido ainda minha presença próxima a ela.
No outro dia, eu acordei de um sonho que eu queria que se realiza se, o ruim é que ela não é disso então não posso obriga-la a nada. Acordei com animo, de um jeito que eu nunca senti é como se esse dia foi feito só pra mim, tomei meu café da amanhã e fui correndo pro colégio, quando chego ao portão avisto os meus irmãos, o ruim foi que Brick fez um olhar ameaçador e entrou primeiro. Não demorei muito percebe que ela tinha chegado, então me aproximei.
– Docinho! – Acenei com animo.
– Butch, já falei pra você não me chamar de docinho – Algumas nuvens pretas e roxas se formavam atrás dela, parecia o demônio chegando.
– Buttercup, e-eu não vou m-mas te chamar de docinho – Gaguejei afastando me.
– É bom mesmo – As nuvens sumiram por completo – Então, como esta nessa manhã? – Perguntou, não mostrando entusiasmo.
– Estou ótimo, acordei de bom humor – Falei com alegria contagiando o seu sorriso – Finalmente posso ver um lindo sorriso – Comecei a rir.
– Cala a boca, Baka – Passou por mim um pouco vermelha.
– Ei me espera! – Entramos juntos. O dia foi normal, ela deu a aula e eu ainda a observa-la, no fim das contas tudo estava normal ela conversava comigo, riamos juntos, tecnicamente estávamos mais próximos, mas pra minha surpresa eu a vi algumas vezes junto com Brick, ele deve estar também a fim dela. No fim das aulas ela saiu junto comigo.
– Butch – Me chamou – Por que você fica olhando com cara feia pro Brick?
– (Droga ela percebeu) E como assim? – Ri falsamente.
– “Como assim?” eu vi o jeito que você olhava pra ele, o que houve com vocês dois? Discutiram? – Ela se preocupou um pouco.
– Apenas não estamos nos falando mais, só isso – Tentei encerrar nossa conversa.
– Mas por quê? – Continuo.
– Problemas pessoas – Desviei o olhar de seus olhos confusos.
– É só isso mesmo?
– Uhu – Não voltei a olha-la.
– Tá bom então, o que vai fazer hoje? – Perguntou mudando de assunto e fazendo sua expressão voltar ao normal.
– Hum... Vou correr, mas porque quer saber? – Perguntei já sabendo da resposta.
– Porque queria ir junto – Sorriu.
– Pode! Isso faz da gente namorados? – Perguntei entusiasmado e me aproximando dela.
– Não, o que lhe falei ontem? – me empurrou um pouco distante.
– Aai, “Estamos ainda nos conhecendo, então devíamos dar um tempo ate ter certeza do que estamos sentindo” – Repite do mesmo jeito que ela disse na noite passada.
– Isso! Bom garoto – Me acariciou como se eu fosse cachorro.
– Eu não sou um cachorro, pra você ficar me cariciando (Apesar de ser bom) – Respondi. Ela ficou rindo por um bom tempo, o sorriso dela era tão lindo e radiante que me fez ter vontade de encostar os meus lábios no dela, me aproximei rapidamente deixando o seu rosto confuso, e assim fazendo nossos lábios encostarem finalmente, alguns segundos depois já estávamos separados.
– Por que fez isso? – Me perguntou um pouco sem fôlego.
– Por que deu vontade – Sorri, olhei pros seus olhos e segurei sua mão — Mas tenho certeza que gostou – Sua expressão já não era a mesma, suas bochechas ficaram vermelhas rapidamente, seus olhos já não conseguiam me olhar diretamente.
– Baka... – Sua voz foi baixa ao falar. Andamos de mãos dadas ate o nosso destino, ao saber que estávamos nos dando bem a minha felicidade aumentou.
[Voz da Autora]
Não muito longe do local onde o futuro casal está, uma sombra de pessoa sai de um beco não tão escuro, e começou a falar com um tom sombrio.
“Isso não vai ficar assim, você vai ver que os seus sonhos vão apenas virar cinzas assim que você derramar a primeira lagrima”.
Depois voltou pro escuro ainda encarando os dois.
Pv. Buttercup
– Assim, queria perguntar uma coisa referida a sua carreira, posso? – Já tinha me acalmado com o acontecimento anterior, e voltado a minha expressão normal.
– Pode – Respondeu com o mesmo sorriso positivo que é impossível odiar.
– Porque você quis virar professor? – Estive com uma sessão de já ter feito essa pergunta antes.
– Por que eu queria ser professor da escola que me acolheu quando criança – Olhou para o céu se lembrando de seu desejo já realizado.
– Hum, você esta adorando ser professor? – Estava começado a pensar que ele ia se cansar das minhas perguntas.
– Estou! – Disse alto, deixando eu sem duvidas.
– Que ótimo por que eu também – Sorri pra ele, tendo o seu sorriso de volta.
– Agora me diz de você, porque virou professora? – Olhou pra mim encantador.
– Por que essa escola que trabalho foi minha infância e quando soube que ela tinha fechado eu não recitei e falei com o senhor prefeito, o ex-proprietário faliu e não tinha como continuar no colégio, então pedi pro senhor prefeito um único favor para mim, que investi se um pouco de dinheiro para o colégio e o colégio só foi reinaugurado graças a uma pessoa anônima – Disse lembrando – E com a escola funcionando novamente decidi virar professora e continuar com a escola.
– Mas essa pessoa anônima, como ela entregou o dinheiro se nem por um momento mostrou seu rosto? – Perguntou não tão preocupado.
– O anônimo deixou o dinheiro na conta do prefeito – Falei ainda caminhando ao seu lado.
– Hum... Tá ok – Encerrou nossa conversa. O Butch estava incômodo pensava que estávamos sendo seguidos, de vez em quando ele olhava pra traz só pra ter certeza.
– Já falei que não tem ninguém nos seguindo – Parei de andar, e olhei pra traz.
– Eu juro que tem alguma pessoa nos seguindo, eu sinto isso – Olhei pra ele.
– Pronto! Agora você tem um sexto sentido... – Fiquei com cara de bunda.
– Tecnicamente sim... – Sorriu um pouco bobo.
– ... – Estava sem palavras pra dizer, eu também estava suspeitando – Deixa pra vamos acelerar os passos e continuar, se não, vamos chegar tarde – Cruzei os braços e fiz uma cara não tão brava.
– Certo, mas eu ainda vou virar pra traz – Disse andando ao meu lado.
– Mas vou pensar que você esta olhando pra alguma mulher – Olhei pra ele desconfiada.
– Espera ai, você esta com ciúmes de uma pessoa que não sei se é homem ou mulher? Você acha que vou trair o amor da minha vida por desconhecida? – Quanto mais ele perguntava mais eu ficava vermelha, pelo menos ele não estava mas olhando para traz.
– Quem disse que estou com ciúmes?! – Me irritei imediatamente.
– Ninguém, da pra perceber em seu rosto – Ele disse num tom mais romântico. Balancei minha cabeça e desviei a minha atenção dele.
– Não, isso aqui? N-não é nada – Tentei disfarçar a timidez. Ele se aproximou com um olhar divertido.
– Mas é isso que eu gosto, tímidas – Riu e voltamos a andar, foi um dia como o daqueles, quando cheguei em casa ele foi se trocando, pós sua roupa de academia e eu a minha, não demoramos muito a começar a correr, eu via como uma competição ele como uma corrida de brincadeira, no final quem se cansou fui eu de tantos esforços e quem ganhou foi ele.
– Você estava competindo? – Butch estava suado, e suas respirações aceleradas.
– Lógico, eu sou competitiva – Ele levou um susto pelo jeito que eu falei.
– Então eu ganhei como você se sente? – Ele perguntou brincalhão.
– Você ganhou porque eu deixei — Ele não se conteve e começou a rir – Que você ta rindo? Você ganhou por que... Eu me esqueci de alongar antes – Tentei arranjar alguma desculpa mas ele já sabia que era mentira.
– Hahaha! Ok... Vamos eu vou comprar alguma coisa pra você – Ele virou as costas para mim – Ou você vai querer fazer uma pequena corrida ate a Supermercado? – Ele disse em posição de corrida, me olhando desafiador.
– Hum... – Olhar de confiante – Eu vou, mas eu quero que não pegue leve comigo dessa vez.
– Ora? Você percebeu? – Ele ria.
– Sim e espero que não faça isso nunca mais – Fiquei ao seu lado – Só porque eu sou uma mulher? – Ele olhava pra mim meio bobo.
– Ta bom, e você como fica? Atrás de mim? – Ele ia rir, mas segurou.
– Não, vou estar 3 metros a sua frente – E corri disparada pra chegada.
– Ei! Você esta... — Começou a correr – deixa pra lá hahaha.
Corremos, corremos ate alguém estar na chegada, adivinhe quem ganhou? Assim, foi o Butch. Eu tinha que admitir que mesmo atrás ele consegue terminar em 1°, ele deve correr muito pelo jeito, aproveitamos o dia e descansamos no Supermercado, e dessa vez a gente foi na casa dele, não era tão rica mas era muito linda como posso dizer era parecida com a minha, mas o dele era feita no estilo japonês totalmente em japonês, ele me prometeu que não ia fazer nada contra mim, significa, sem perversões desse Hentai.Passei praticamente o dia todo na casa dele, mas ele não estava a vontade.
– Butch, porque você esta calado olhando o tempo todo pra mim? – Eu ia rir da cara que ele fazia quando me olhava. Ele estava sentado ao meu lado, tomando uma xícara de café que ele tinha servido pra nos.
– É por que... – Ele fez aquela pausa dramática novamente – Porque estou louco pra te beijar – Ele me olhava serio e percebi que não era uma das brincadeiras dele, o pior que sou tímida nesses tipos de coisa.
– Mas Butch eu... – Eu não sabia o que dizer, já estava ficando vermelha novamente – Eu tenho medo.
– Medo de que? – Ele perguntou, deixando sua xícara na mesinha em sua frente, eu larguei o meu também.
– Eu não sei te explicar esse medo – Eu esfregava minhas mãos e tentava não olhar em seus olhos.
– Então posso? – Ele já estava diferente, não era o mesmo Hentai que conheci, não era o mesmo lutador que lutei, não era a mesma pessoa que sentia ciúmes dos outros e nem o amigo que competia comigo durante o dia, eu não sei explicar o estatos dele.
– Pode... – Foi uma resposta voluntaria, respondi do nada. Ele levantou meu rosto fazendo eu olhar pra ele por alguns segundos, aproximou seu rosto e quando encostamos nossos lábios, eu me perdi no jeito em que ele era carinhoso e bem devagar, cada segundo em que nosso beijo permanecia era como jogar basquete, no sentido em que jogamos a bola pra baixo fazemos força mas assim que ela sobe, a facilidade em que temos de pega lá era como carinho de duas pessoas, eu não queria deixa-lo. Eu me inclinei pra trás levando ele junto comigo, eu sabia o que estava querendo, ele se assustou um pouco.
– Buttercup, você disse que não queria? – Ele ficou confuso, ainda em cima de mim.
– Me desculpe, mas mudei de ideia – Voltei a beija-lo. Ele não ficou feliz nem entusiasmado apenas deixou levar, ele não parecia um pervertido por prazer, percebi que ele não era o que eu pensava desde inicio.
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