Notas iniciais
Olá queridos, olha eu aqui de novo com mais uma novidade. Dessa vez a fic sera curtinha, dois capitulo no máximo. Essa fic é dedicada a Mari varseau. Era um coisa que eu havia prometido a ela. Linda espero que goste. como eu te disse anteriormente, não sou adepta a esse casal, tanto que desmanchei o cap varias vezes e, ainda depois, dele pronto não tenho confiança pra dizer se ficou bom. Portanto espero que goste! A fic terá somente dois capítulos. O titulo eu tirei de um filme estilo Yuri. Desejo boa leitura a todos que passarem por aqui!

Capitulo I

Diferente... Era assim que as coisas estavam entre a gente. E eu não sabia o por que!

O que me levava, ou melhor, o que nos levava a agir daquela maneira? Não sabíamos... A única coisa que tínhamos certeza, por que eu era ciente de que ela também sabia, era que eu voltaria.

Uma hora ou outra... Eu sempre voltava!

No entanto, já estava cansando daquilo. Era sempre a mesma coisa. Sempre!

— Eu preciso sair! – Falei, passando de forma nervosa as mãos nos cabelos.

Peguei o casaco em cima do sofá. Já era noite e estava frio!

Caminhei em direção à porta. Eu podia sentir o olhar dela sobre mim. Mesmo não a olhando, eu sabia...

Ela estava com os olhos cheios d’água!

— Hyoga... Você não pode sair assim. Ainda não terminamos nossa conversa! – Ela exasperou tentando conter um soluço.

Eu já estava na porta. Não queria me virar. Não queria olhá-la. Não queria ver o que eu estava fazendo com ela.

— Não temos mais nada para conversar, Eire! – Ditei firme.

— Hyoga...

— Não me espere! – Sai e fechei a porta. Um pouco rude, confesso.

Escutei o som de algo se espatifando na porta. Talvez tenha sido o vaso ao qual a presentei no dia dos namorados. Fosse o que fosse, não importava mais!

Graças às luzes dos postes a noite estava clara. Coloquei minhas mãos nos bolsos do casaco e passei a andar. Era sempre assim. Um déjávu recorrente e sem fim. Eu e ela brigávamos e eu me refugiava naquele lugar.

O lugar que eu sabia que ela nunca iria me procurar!

Da calçada, olhei para cima constatando – pela luz acesa – que ele estava em casa.

Entrei no prédio e peguei o elevador. Apertei o botão do quarto andar. Recostei na parede fria da maquina e fechei os olhos. Não era para eu está ali. Eu já tinha prometido a mim mesmo que nunca mais voltaria aquele lugar. No fim, mais uma vez, eu estava quebrando minha promessa.

Segui pelo corredor até chegar em frente ao apartamento. Toquei a campainha e esperei.

Estava ansioso. Fazia uma semana que eu não o via. Da ultima vez nos havíamos brigado.

Lancei um sorriso irônico. Acho que devo ser muito antipático.

Toquei mais uma vez... Nada!

— Shun?! Eu sei que você está ai! – Afirmei quase gritando, no entanto, nem um sinal de vida – Sei que tem toda razão em não querer me ver, mas...

Mas o quê? Ele estava certo em não querer me ver! Quer dizer, quem iria querer um relacionamento incerto como aquele?! Quem iria querer sair com um homem que era casado e a esposa estava gravida? Quem seria esse louco?

Eu desejava profundamente que ele aceitasse! Que ele fosse esse louco.

— Shun... – Chamei e toquei a campainha de novo.

Mesmo sabendo que ele provavelmente não quisesse me ver, eu o chamava! Chamaria por ele a noite toda se fosse necessário.

Shun era um garoto adorável. Conhecemo-nos desde pequenos e recentemente nos reencontramos em uma boate! Ele é dois anos mais novos que eu. Tem o cabelo liso e comprido em um tom intrigantemente esverdeado. E aqueles olhos? Para ser alvo daqueles olhos, eu faria qualquer coisa!

Sorri lacônico, se este é o caso, então por quê não dei a resposta que ele queria quando me mandou decidir entre ele e a Eire?— Me vi perguntando.

Talvez fosse culpa. Ato de responsabilidade também podia ser, afinal, minha esposa está gravida e não quero que meu filho cresça sem pai...

Mentira!— Minha mente acusou-me. Era medo!

Medo da reação da minha família. Medo da Eire nunca me deixar ver meu filho. Medo de aquela ser a escolha errada. Medo, medo, medo. Sim, eu estava com medo! E fiz dele, do meu precioso amigo, uma válvula de escape.

— Shun, por favor, — Murmurei tocando mais uma vez a campainha e dessa vez, para minha alegria, ouvi o trinco da porta ser desfeito.

Meu coração estava quase saindo pela boca! Algo dentro do meu estomago dava saltinhos de alegria e minhas mãos suavam.

Ele vai me atender... – Vibrei.

Queria contemplar a visão que somente sua imagem me propunha. Sentir o cheiro que desprendia dos cabelos e sentir a textura da pele. Mais uma vez, eu seria alvo daqueles belos e grandes orbes esmeraldinos e...

Parei de pensar quando a porta foi aberta e um homem totalmente diferente apareceu diante dela. Aquele não era o Shun. É claro que não! Era uma visão grotesca demais. Tanto que fiquei um pouco assustado e, recuei alguns passos.

Não que o homem em questão fosse feio. Isso com certeza não! Muito pelo contrario...Ele era bem bonito. Na verdade, gostosamente lindo!

Eu mencionei que fiquei de boca aberta? Pois é, eu fiquei!

O homem era aqueles típicos modelos de grife, famoso. Aquele em que você só encontra em revista por assinatura. Gostoso ao estremo e, estava desnudo ao estremo. Sim, desnudo.

Ele, meu modelo de grife, estava parado em meio à porta, vestindo um calção azulado (Não sei como ele consegue ter tal ousadia. Vir atender a porta naquele estado). O botão e o zíper estavam abertos e eu podia ver a cueca branca com detalhe preto. O dorso totalmente exposto e os curtos, porém rebeldes, cabelos pingando. Ele tinha uma toalha em volta do pescoço, talvez fosse por isso que não tivesse atendido antes, ele estava no banho. Eu não precisava de provas para constatar isso, pois, além dele estar com gotículas nos cabelos e no dorso – que eu tinha visão privilegiada, diga-se de passagem — eu podia sentir o cheiro do sabonete que ele havia usado.

— Posso ajudá-lo? – Ele perguntou. Eu tremi! Sim, eu literalmente tremi com o timbre rouco e sensual que desprendia do interior dele.

A voz do homem era simplesmente... Excitante! Imagina só ele falando “coisas” a meia voz com alguém? Senti meu corpo inteiro eriçar com esse pensamento.

— Oiii? – Ele estalou os dedos em frente aos meus olhos. Eu olhei-o meio confuso.

Será que ele notou que eu o estava secando? – Me vi indagando. Minhas bochechas ardiam com tal possibilidade – Esperai... Eu corei? – Indaguei, novamente, assustado.

— É serio, você vai falar ou não o que quer? – Ele perguntou já se irritando.

— Ah, claro. Desculpe-me – Formulei rápido – Acho que me enganei de apartamento! Queria tocar a campainha do 402.

Ele olhou para mim com a face meio risonha e formulou.

— Então você tocou certo!

— Toquei?! – Eu parecia um bobo falando.

— Tocou! Esse apartamento é de propriedade de Shun Amamiya.

— Isso... Quer dizer, é por ele que estou procurando. Ele está?

— Não!

— Ah, então volto mais tarde! – Falei sem graça.

— Ele também não vai estar mais tarde!

— Não? – perguntei surpreso.

— Não! Shun está de mudança para a Grécia. Ele vai morar comigo!

Não sei por que, mas, aquilo, aquela noticia não me agradou muito.

— E você é...?

Ele cruzou, de forma displicente, os braços. Deu um sorriso de meia boca e indagou...

— Não está me reconhecendo não? Pato?

Eu ergui uma sobrancelha. Pato? Ele me chamou de pato? Onde estava a educação daquela criatura?

O mais estranho era que eu sentia como se o conhece. Sabe aquela sensação de déjávu? Aquela sensação que se tem quando você passa por um caminho que já passou antes? Ou quando encontra alguém que você nunca viu na vida, mas que de alguma forma você se lembra com perfeição do rosto dela? Pois é, eu tinha essa sensação diante daquele homem.

Aquela pele amorenada, eu já a tinha vislumbrado antes. Também já tinha tocado naqueles cabelos um tanto rebeldes que, somente em uma segunda avaliação, eu notei que era azulado. Um azul anil e profundo. E aqueles olhos? Eu já me senti quente ao ser alvo daqueles olhos. Azul noturno, meio violáceo.

Der repente eu me lembrei de algo, e foi como se jogassem um balde de agua fria sobre a minha pele.

Eu o conhecia! Não o via há algum tempo, mas o conhecia!

— Ikki... – Murmurei meio desfocado.

— Você fez um esforço enorme não foi? – Ele falou tirando sarro.

— Não enche! – Ralhei – Você quer o quê? Eu não te vejo há século, sabia?

— Á década! – Ikki me corrigiu.

— Como?

— Você não me vê a década. Fazem onze anos que não nos vemos Hyoga.

Onze anos. Parecia bem mais tempo do realmente parecia.

Ikki era irmão mais velho de Shun e era um ano mais velho que eu. Da ultima vez que nos vimos, eu tinha quinze anos. Era um pirralho cheio de espinhas e de pele e corpo totalmente desproporcional.

Esperai... Ele tirou uma comigo de novo!

— Você voltou bem engraçadinho não foi, Ikki? – Indaguei irônico.

— Se você está dando brecha, o que posso fazer se não aproveitar?! – Ikki falava em um tom bem sínico. Ele deu uma tapinha no meu rosto.

— E onde está o Shun? – Perguntei, vacilante.

— A essa altura? Na Grécia! – Ele respondeu me dando passagem.

Eu me assustei com aquela noticia. Eu gosto do Shun, quer dizer, não chega a ser amor sabe? Nós nos damos bem. Entendemo-nos. Transamos quando Eire e eu estamos em crise.

É algo surreal o que acontece entre a gente. Tipo, eu conheço cada detalhe, cada gosto, cada gesto que ele deseja fazer na cama e ele interpreta os meus muito bem. É uma coisa de pele...

— Er... E você saber o porquê disso? – Adentrei ao apartamento. Havia varias caixas no local. Algumas fechadas, outas um pouco abertas.

— Na verdade, não sei muito! – Ikki sumiu por uma das entradas. Eu sabia aonde ele tinha ido. Como eu disse, aquele era o meu local de escape – Ele só disse que estava cansado do Japão e que queria respirar novos Aires.

— Serio? – O segui até a cozinha. Ele tirou da geladeira duas latinhas de cerveja.

— Você bebe? – Perguntou-me, estendo uma para mim.

— Aceito, se for só uma! – Peguei.

Rimos e voltamos para a sala. Ikki sentou no sofá e eu ao seu lado

— E então, o que você queria conversar com o Shun?

— Coisas – Falei informal.

— Coisas? – Ele perguntou como se essa resposta não fosse o suficiente.

Eu sorri suspirando. Esse era o Ikki. Quando algo envolvia diretamente o irmão mais novo, fosse bom ou ruim, ele sempre se metia.

— Quando vai deixar de ser mega protetor Ikki? – Perguntei fazendo graça – Shun não é mais um pirralho e você se surpreenderia com o que ele é capaz de fazer.

Ele me olhou meio enviesado (Algo que só piorou quando as latinhas acabaram) Como se perguntasse: o que é que você tem a ver com isso?

— Shun é uma pessoa muito gentil. – Afirmou serio. – Não vou deixar de protegê-lo. Nunca!

— Já notei. – Falei com descaso. Não queria puxar briga com aquele leonino louco. Ikki era um cara legal. Meio esquentado, mas bem amigo. No entanto, tudo o que se tratasse de Shun, ele levava ao extremo – Mas e então? O que você anda fazendo?

— Eu...? – Ele me lançou um olhar estranho – Bem, eu ando fazendo muitas coisas e nada ao mesmo tempo.

— Como assim?

Um suspirou cansado irrompeu de seus pulmões.

— Sou professor de literatura em uma universidade grega.

— Literatura? – Me espantei. Era difícil imagina Ikki fazendo parte de um corpo docente. Sem falar que literatura parecia algo fora do alcance do leonino.

— Sim, literatura!

— É difícil te imagina fazendo isso!

— Também achei estranho no começo. Mas um amigo me deu uma força.

— Um amigo? – Estranhei. Ikki também era um cara bem antissocial – E você faz amigos Ikki?

Ele me olhou com desde, mas acabou por sorrir.

— É, faço! Agora, pelo menos... – Ele disse meio distante – E você? O que tem feito da vida.

— A minha não está tão boa quanto a sua. – Brinquei. – Mas vou levando.

— Que conversar?

Foi a minha vez de suspirar.

— Lembra-se da Eire? – Ele franziu o cenho, fazendo força. Resolvi ajuda-lo. – Vamos lá. Ela era uma garota loirinha que veio junto com minha prima da Rússia?

Disse e quase puder vislumbrar uma luz no alto da cabeça dele.

— Sim... A Eire. O que tem ela?

— Me casei com ela!

— Serio? – ele pareceu surpreso.

— Serio! – Afirmei desanimado – Meu tio me obrigou a casar depois de saber que eu e ela tínhamos transado.

— Seu tio é meio ultrapassado.

— Concordo! O pior não é nem isso.

— Tem mais?

— Sim, ela agora está gravida.

— Ou seja, você se ferrou!

— Totalmente!

— E você veio conversar sobre isso com meu irmão? – Ele chutou.

— Er... Sim! Shun sempre me ajuda e aliviar o peso desse relacionamento. Você não faz ideia de como é difícil. – Disse.

— Deve ser mesmo, difícil... Mesmo não sendo o pai vai ter que assumir. – Ele falou de forma tranquila, porém com um sorriso bem sínico.

Fiquei indignado. Como ele tinha audácia de falar aquilo? Quer dizer, claro que eu era o pai. Eire me amava. Ao menos era isso que eu achava.

— Como assim “mesmo não sendo o pai?”

— Calma pai do ano. – Ele brincou – Só falei por falar.

— Não faça esse tipo de brincadeira. É irritante! – Ralhei.

— Quanta TPM masculina. – Ikki levou o indicado ao meu rosto e eu estranhei aquele ato. Estranhei mais gostei. Não me culpem, estou precisando liberar minha tensão. O engraçado é que ele também pensava assim. Pois a frase a seguir foi – você está precisando liberar essa tensão.

— Eu sei! – Formulei – Mas a pessoa com quem eu costumo conversa... (ah me poupem, vocês não acham que ia dizer “a pessoa com quem eu costumo transar para aliviar” sendo que a pessoa com eu estou falando nesse momento é irmão dele? Não sou louco sabiam) não está aqui e você é péssimo para conversar.

Ikki me lançou uma olhar ladino e um sorriso malicioso.

— Você tem razão, não sou muito bom em conversar. Mas sou ótimo em outra coisa!

Não sei se foi uma má interpretação minha, mas o tom de voz do Ikki estava diferente. Talvez fosse só meu cansaço que tivesse me fazendo interpretar as coisas de um modo diferente.

Claro, eu gostaria de estar certo! Tipo, eu gostaria sim de ser pego por aqueles braços fortes e bronzeados que pertenciam ao Ikki. A possibilidade de ter minha boca devora por aqueles lábios carnudos me fez tremer. Por favor, não me tenham como uma cadela no cio por querer que aquilo acontecesse com o irmão do meu amante. Primeiro porque eu tinha ido ali atrás de sexo. Confesso que premeditado. Afinal, eu planejava transar com meu melhor amigo.

No entanto, ele não estava. Por algum motivo desconhecido, resolveu se mudar de país. E ali, na minha frente, naquele instante, estava uma pessoa que eu não via há exatos onze anos. Uma pessoa que há algum tempo atrás era como eu. Um adolescente totalmente desproporcional para idade. Ikki nunca teve espinha como eu, mas era bem parrudo sabe? Esses típicos adolescentes que mal saíram das fraldas e já tem músculos bem definidos. Pois é, Ikki era um desses. Bem diferente de agora.

Não que ele não tivesse mais os músculos, mas agora tudo era gostosamente proporcional. O rosto de bad boy estava diferente, pois havia ganhado traços másculos. Os lábios cheios e o sorriso sacana. Olhos penetrantes e cabelos estilo inferninho azulado, deixava qualquer um/uma louco para tê-lo na cama. E foi o que pensei assim que o vi.

“Quero tê-lo!” – Foi exatamente o que pensei.

E a oportunidade surgiu quando ele soltou aquela frase meio dúbia, de modo que agora tudo o que eu preciso fazer é atiçar.

— E o que seria essa outra coisa? – Instiguei-o de forma bem maliciosa.

Ele sorriu e se levantou. Eu fiquei um pouco frustrado. Não havia dado certo.

— Quer mesmo saber? – Ele perguntou, as sobrancelhas franzidas no alto da testa. Seu sorriso liberava um misto de malicia e excitação.

Ikki Amamiya era a coisa mais sensual que eu já vi na vida!

Nem preciso dizer que a essa altura nem Eire nem Shun permeavam mais meus pensamentos. A única coisa que eu queria ter, pegar, tocar e fazer tudo e um pouco mais, estava ao alcance de minhas mãos, isso claro, se eu tivesse decifrando com exatidão suas ações ambíguas.

— Se você puder e quiser me mostrar! – Retruquei ainda no mesmo lugar.

Certo, eu estava afim de sexo. Ikki estava soltado indiretas de duplo sentindo (isso na minha concepção) e a atmosfera pareceu conspirar ao favor de uma... Copulação! No entanto, eu não ia me mostrar desesperado, certo? Se rolasse bem, se não... Eu, com certeza, voltaria frustrado para casa e para Eire.

Ikki sorriu de uma forma bem sacana e me chamou com indicador. Me levantei e caminhei até ele. Assim que me aproximei ele pegou minha mão e saiu, praticamente, me arrastando cômodo adentro.

Reconheci imediatamente o lugar por onde passávamos. Conhecia aquele apartamento como a palma da minha mão. Chegamos ao quarto onde eu costumava tomar, furiosamente, o irmão dele. Será que as coisas mudariam se ele soubesse disso? Melhor nem pensar nessa hipótese.

Nem precisa dizer que estou agido como um canalha, mas com certeza me entenderiam se estivessem próximo de um homem gostoso com aquele.

— O que estamos fazendo aqui? – Me fiz de inocente.

Eu sabia exatamente o que ia acontecer. Quer dizer, pelo menos uma noção eu tinha, só restava decidir quem de nos tomaria as atitudes “certas” se é que me entendem.

— Ainda nada! – Ele falou me puxando quarto adentro.

Havia algumas coisas empacotadas dentro do cômodo. O armário já estava desmontado e tinha algumas coisas fora do lugar. A cama estava um pouco desarrumada, mas isso não impediu que Ikki me jogasse em cima dela.

— Ikki o que pretende...? – Indaguei demonstrando uma expressão confusa.

Às vezes penso que eu me daria bem como ator sabe? Enfim, depois dessa minha pequena cena, Ikki praticamente se jogou em cima de mim e me beijou com uma certa agressividade. Confesso que gostei desse jeito impulsivo dele. Dessa forma um tanto agressiva e possessiva. Um jeito carnal como eu nunca havia visto antes. Nem parecia irmão do Shun.

Não me entendam mal, eu adoro transar com o Amamiya mais novo, mas ele não é, ou melhor, não faz eu sentir, em uma transa toda, o que Ikki fez eu sentir com apenas um beijo.

Talvez seja, sei lá, o jeito diferente como ele fez. A forma tão madura e tão contraditória a forma pueril com que eu faço... Fazia com Shun.

O Amamiya mais velho com apenas um beijo fez-me sentir quente! Bem mais que febril, pegando fogo.

A língua dele adentrava sem pudor algum em minha boca, vasculhava cada canto. Instigava minha língua a seguir a dele. As mãos grandes e firmes, porem bastante atrevidas me apalpava por cima da roupa. Levantava minha blusa. Seus dedos procuravam o cós da minha calça. Procurava uma brecha, uma forma de adentrar e encontrar a pele.

— Ikki... – Gemi louco de excitação. Não queria que ele parasse, mas também não podia me entregar assim... Com tanta facilidade – O que pensa que está fazendo?

— Realizando seu desejo! – Volveu ele, sínico. Eu franzi o cenho – Ah, Hyoga, por favor, eu notei como você olha pra mim desde o momento em que chegou aqui.

Senti minha face queimar. Então ele havia notado?

— Ikki... Eu...

Shiii

Ele pôs o indicador em meus lábios e levou os lábios dele até meus ouvidos.

— Não precisa ficar constrangido. Sei que está precisando liberar a tensão que o atormenta. Eu também tenho frustrações e quero liberá-las e nada melhor que sexo casual para isso. Então, que tal nos ajudarmos? – Olhei-o confuso – Será somente sexo!

Apenas maneei mecanicamente a cabeça. Mesmo que ele não tivesse colocando daquela maneira, fazendo aquela proposta absurda, não dava mais para voltar atrás e desistir de ter aquele homem. Meu corpo tremia! Agora eu sabia como era a sensação de tê-lo falando “coisas” em meu ouvido.

Um sorriso malicioso sibilou em seus lábios e antes de voltar a me beijar, Ikki retirou minha blusa. Meu corpo todo passou a receber uma espécie diferente de atenção. Meus lábios ardiam... Minha pele queimava. Ele apertava meus mamilos e aquilo me enlouquecia.

Finalmente, eu havia achado a diferença: Mesmo ainda estando nas preliminares, Ikki conseguia arrancar sensações que Shun nunca havia arrancado. E isso era somente por que o Amamiya mais novo nunca havia se imposto daquele jeito, ou seja, nunca tentou me possuir. Sim, eu sabia. Quem tomava as rédeas da situação era aquele que proporcionaria o prazer. E eu queria sentir esse prazer. Só não entendo por que nunca dei oportunidade para Shun agir daquela maneira comigo.

Senti a lateral do meu abdômen ser arranhada e meu pescoço ser mordido com força.

— Ikki... – Reclamei meio sem força. Aquilo iria deixar marca e Eire com certeza iria ver depois.

Sem se importar com a minha reclamação, desceu e abocanhou um dos meus mamilos e continuo a apertar o outro. Mordia, soprava e chupava. Eu senti aquela área sensível arder, mas estava gostando. Ele fez isso com os dois e eu já não me importava se iria ficar marcado ou não. Passei a gemer alto e a me contorcer de prazer.

Ikki era bom naquilo. Em dar prazer. E eu queria sentir mais, cada vez mais do que ele poderia me dar. Minha barriga foi mordida, meu umbigo foi penetrado com a carne úmida de sua cavidade bucal. E cada vez mais ele descia.

Arrancou minha calça e minha cueca. Mas uma vez, o sorriso sacana apareceu no rosto amorenado. Eu estava exposto. Ele podia me ver. Podia me ter. Eu estava entregue.

Fechou uma das mãos grandes em torno da carne quente que pulsava entre minhas pernas. Passou o polegar ao redor na glande e eu estreitei meus olhos. Minha visão estava desfocada e a cor do cabelo azulado dele se fez mais forte. Flamejava, igual quando você acende um dos fogos do fogão e aquela chama azul toma conta de tudo. Era assim que eu estava vendo Ikki.

Eu havia o acedido e agora ele me queimava. Brincava comigo sem medo algum. Eu também não estava com medo de me queimar naquela chama que ele havia se formado.

— Ah, Hyoga, se você pudesse se vê agora. – Ele baixou até meu ouvido e sussurrou – Aposto como se apaixonaria por você mesmo.

Não entendi o que ele quis dizer com aquilo, mas eu novamente tremi.

— Ikki, – Murmurei – Me beije – Pedi.

Ele atendeu meu pedido. Beijou-me, dessa vez, porem, mais calmo. Soltei um muxoxo. Não queria daquele jeito. Queria como da primeira vez. Firme, forte, agressivo.

— Mais... Ikki, por favor, mais! – Murmurei entre o beijo. Ele entendeu o que eu queria, sorriu belicoso e me beijou com volúpia.

Eu gemia entre nossas bocas e ele chupava e mordia meus lábios, sem nunca parar de mover sua mão em meu membro. A mão de Ikki gerava fogo. Fogo que me queimava e me fazia derreter. O Amamiya mais velho parou de me beijar e faz sua cabeça sumir entre minhas pernas. Começou passando a língua na fenda do meu membro e logo em seguida me engolindo por completo.

A sensação causada por aquele ato me fez gritar seu nome e segurar seus cabelos com força.

Ikki me envelopava de forma cadenciada. Levar-me a loucura havia se tornado seu pequeno hobby a aquela noite. Eu já sentia a proximidade do gozo. Principalmente por que, além de me envelopar, Ikki também me aterrava. Algo que só vim notar depois de sentir meu corpo descer de encontro a seus dedos. Quando ele os havia colocado ali dentro de mim, não sei dizer. Só senti naquele momento, pois, estava acertando lá. Lá onde eu ainda não sabia. Só sabia que era bom. Que era gostoso.

E que eu queria mais...

Mais rápido, mais forte, mais firme.

— Mais... Hum... Ikki mais – Me vi pedindo.

Os pelos do meu corpo eriçaram pela minha voz manhosa, rouca, falha. Meu corpo estava em estado de êxtase. Queimava, crepitava e para o meu alivio, Ikki me dava mais. Mais rápido, mais forte, mais firme. E me dava isso duplamente, pois, de acordo com que seus dedos me penetravam, sua boca me chupava. Um borrão alaranjado trouxe-me o prazer e o espasmo, fazendo meu corpo soltar um liquido esbranquiçado e melar toda a face de Ikki.

Confesso que, mesmo o achando adorável todo melado, fiquei um pouco constrangido. Sensação essa que foi dissipada quando ele me beijou novamente. Foi como se religassem o gás e acedesse uma faísca, pois tudo passou a pegar fogo novamente.

Levei uma das minhas mãos a sua nuca. Enfiei meus dedos naquele inferninho azulado e o puxei mais. Era minha vez de deixa-lo louco. Enlacei a cintura dele com as minhas pernas, apoiei minha mão livre na cama e fiz força para frente e inverti nossas posições.

Agora era ele quem estava em baixo. Era ele que estava sob meu domínio. O liquido branco... O meu liquido branco ainda manchava sua pele. Minha língua coçou e um desejo louco me bateu.

Então, como se entendesse o que eu queria fazer, Ikki sorriu de um jeito que me fez tremer novamente e disse:

— Faça!

Aproximei-me devagar de seu rosto e o lambi. Deixei-o totalmente limpo e depois o beijei. Compartilhei meu gosto com ele. Ikki era selvagem, gostosamente libertino na cama. Enfiou seus dedos em meus cabelos e puxou-os com força pra trás. Novamente deixava marcas em meu pescoço. Voltava para minha boca. Fazia-o de forma sequenciada.

Consegui me solta e em um ato de travessura, retirei-lhe o calção e a cueca. Agora era ele quem estava exposto. Era ele quem estava sob meu olhar. Mesmo assim, ele não se encontrava constrangido, muito pelo contrario. O sorriso sacana não deixava o rosto dele.

Não me admirei com aquilo. Ele sabia que tinha que tinha “potencial” se é que me entendem. Ikki era enorme. O que deixava a conversa de que japonês tinha o pinto pequeno como um mito.

— E então? O que vai fazer agora? – Ele indagou me instigando.

— Vou tirar esse sorriso sínico do seu rosto – Respondi.

— Ok! – Ele falou displicente. – Acho que dois podem jogar o mesmo jogo. Faça sua jogada. – Acho que ele não acreditou no que eu disse. Então eu iria fazer minha jogada.

Finquei minhas unhas no peito dele. Seu olhar não mudou muito, apenas uma pequena expressão de dor. Algo que durou pouco. Beijei e lambi o local arranhado. Olhei para ele e sua expressão ainda não tinha mudado.

Ok, era hora de um desempenho melhor. Claro, não podia se melhor que a dele, afinal, eu queria ser devorado naquela noite. Ainda mais depois de ter visto a arma com a qual Ikki Amamiya jogava.

Deitei em cima dele. Nossos membros se roçavam. Nossos peitos estavam colados. Podíamos sentir o calor um do outro. Passei a beijá-lo. Calma e lentamente. Abracei-o por baixo de seus braços.

Ouvi um gemido rouco escapar de seus lábios quando me movimentei um pouco e nossas carnes rijas se friccionaram. Ele me abraçou pela cintura. Eu desci os beijos por seu rosto até chegar ao seu ouvido. Mordi-o ali e ele tremeu. Sorri vitorioso. Tinha achado um ponto sensível.

Desfiz seu abraço e, assim como ele havia feito comigo, passei a descer meus lábios por todo o seu corpo. Mordia, chupava, aranhava com meus dentes, enfim, marcava-o como podia.

Peguei a carne rija que se encontrava entre as penas dele e passei a estimula-la. Vi-o fecha os olhos e aproveitar a singela caricia. Afastei uma de suas pernas e, ainda masturbando-o, passei a dar leves chupões nas coxas firmes que ele tinha.

Escutei um gemido abafado deixar seus lábios quando cheguei até sua virilha. Foi a minha fez de sorri sacana. Eu não era tão perito quanto Ikki, mas não há homem no mundo que não goste de ser chupado.

Parei com o vai e vem que fazia com as mãos e o abocanhei. Ele deixou um gemido rouco sair. Ele estava deleitado com aquilo e eu iria tirar mais dele. Alternei entre brincadeiras com a ponta da língua – na aureola da glande – e chupões em toda sua extensão. Senti, mais uma vez, as mãos de Ikki em meus cabelos, dessa vez, cadenciando o movimento em que ele queria.

Senti aquele enorme pedaço de carne pulsar dentro da minha boca. Um gosto agridoce se fazer presente. As estocadas em minha boca aumentaram e eu sentir algo subir pelas veias daquele majestoso órgão. Afastei minha boca depressa e o apertei.

Ikki espremeu o olhar e apertou os lençóis da cama.

— Cretino! – Ele me acusou. Foi a minha vez de sorris jocoso. Ele queria goza. Eu podia sentir isso em minhas mãos. O membro dele pulsava com força.

— Não quero que goze agora. – Murmurei beijando seus lábios. Fazendo-o recuperar o folego.

Fiz com ele sentasse e sentei em suas pernas. Nossos membros se encontraram.

— Me segure. – Ordenei e ele obedeceu. Com uma de minhas mãos eu o masturbava e com a outra me preparava para recebê-lo.

Ele pereceu gostar daquilo, pois enterrou sua bocar em meu pescoço e passou a mordê-lo. A causar novamente sensações perturbadoras. Senti-me úmido. Levantei um pouco e guiei o membro dele até minha entrada. O bom de estar por cima é que se pode guia a precisão das coisas. Fui sentando devagar. Acolhendo minuciosamente cada pedaço da extensão do mastro dele.

Não era a primeira vez que eu fazia aquilo. No entanto, já fazia algum tempo que eu não era passivo então não vou mentir... Doeu um pouco. Dessa vez, porém, foi uma dor quase insignificante. Que passou assim que Ikki conseguiu adentrar completamente em mim.

Lenta e meticulosamente, era forma que eu subia e descia. Eu havia conseguido. Tinha tirado o sorriso besta dos lábios morenos. Agora, ao invés de sorrir, ele os tinha abertos, em busca de ar. Concordo com ele, estava difícil de respirar!

Mas quem precisava respirar em hora dessas?

Em meio a beijos tresloucados, fiz Ikki deitar. Mantive uma das minhas pernas dobradas ao lado da cintura de Ikki e outra estirei na lateral da cama apoiando assim um dos meus pés no chão. Depois disso, um cavalgar desenfreada passou a ser executada. Minhas mãos estavam na altura no peito dele e minhas unhas marcavam de acordo com a intensidade do ato. As mãos dele estavam em minha cintura e me ajudava a ir e vir. A subir e a descer.

Gemidos ensandecidos ecoavam pelo quarto. O suor brotava de nossas testa. O cheiro de sexo pesteava o ambiente. Meu coração batia acelerado e minha pupila dilatava. Ikki estava com os olhos fechado. Fechei os meus também. Passei a aproveitar aquela sensação maravilhosa que fazia a força das minhas pernas sumirem. O ar dos meus pulmões faltarem.

O ponto que antes Ikki havia tocado com os dedos, agora, eu o sentia ser pressionado de forma insistente e mil vezes mais forte. Eu praticamente pulava em cima de Ikki. Senti minhas costas, assim como minha cintura, serem rasgadas pelas unhas. O fogo consumia-me. Senti novamente algo subindo pelas veias do órgão que estava dentro de mim.

Minhas costas foram de encontro ao colchão e uma estocada violenta fez meu corpo treme e retesar. Senti meu corpo puxar o membro de Ikki. Também ouvi o grito extasiado que ele deixou escapar. Um liquido quente me inundava ao mesmo tempo em que outro molhava nossos abdomens.

O êxtase havia chegado...

Ikki apoiou a cabeça em meu peito e eu passei a acariciar seus cabelos.

Seria tão bom se pudéssemos ficar assim – Me vi pensando. Claro, me assustei com tal pensamento. Ikki percebeu.

— O que foi? – Ele perguntou, me olhando com aquelas belas ametistas azuladas.

— Nada de mais! – Respondi. Ele se levantou.

— Preciso de outro banho! – Falou. Sem se importar com a nudez, atravessou o quarto e entrou no banheiro.

Senti-me estranho. Uma sensação de vazio se apossou de mim. Era estranho sentir aquilo. Com Shun, aquela sensação nunca havia existido. Levantei-me também e passei a me vestir. Sairia dali antes que Ikki terminasse de tomar banho. Por algum motivo, eu não me sentia seguro para falar com ele depois desse ocorrido. Ainda mais por que ele havia deixado bem claro. Será apenas sexo! – foi o que ele disse e eu não tinha que me iludir com nada e nem criar expectativas descabidas.

E por que eu criaria expectativas? – Me indaguei mentalmente.

E dai se ele gostou. Se eu gostei. Que conseguíamos nos encaixar com perfeição. Nada daquilo importava. E eu tinha que sair dali antes que meu pensamento mudasse e começasse a criar qualquer expectativa. Abri a porta de saída. Uma sensação estranha deixou meu peito pesado. Mesmo assim, eu não precisava mais ficar ali. Já tinha conseguido o tinha ido buscar e agora era hora de partir.

Eire esperava por mim. Ela sempre me esperava e eu sempre voltava. Dessa vez, porém, senti que não estava voltando completamente!

Continua...

Notas finais
E ai lindos (as) gostaram? Espero que eu tenha pelo menos agradado. Por favor, aos fãs deste casal, perdoe-me qualquer erro ou falta de coerência. Posto próximo capitulo na próxima semana! Um super beijo a todos e ate...