Azar

1 Azar 1


Azar vive como uma besta medrosa dentro de uma cela, na prisão Nome A. da Mente, com fortes barras de ferro que essa pobre besta construiu ao longo do seu tempo, sempre reforçando e remodelando. Ate que um dia um velho de aparência estranha e morta, com olhos negros como petróleo parou para observar a pobre besta medrosa. O velho em suas roupas putrefaz se divertia com o medo da besta e morria de rir a cada vez que a besta reforçava sua prisão Nome A. da Mente. Dias se tornaram meses e o velho de aparência estranha e morta continuo a se divertir com o medo que se tornou desespero da medrosa besta, que aos poucos ia se fechando dentro sua prisão Nome A. da Mente. Ate que um dia o velho parou de rir e se aproximou das barras ferro, que agora estavam tão grosas que quase formavam um muro, e parou em frente de uma das poucas aberturas que sobraram, abertura essa que mal passava um dedo de criança. A aproximação do velho de aparência estranha e morta fez com que a medrosa besta parasse o seu interminável trabalho em sua prisão Nome A. da Mente e se encolhesse no outro canto da cela, incrédula a besta não acreditava e não entendia o porquê ele continuava ali. A besta enfurecida, numa mistura de medo e raiva, gritou desesperadamente – Velho! O que fazes aqui? Não sou seu brinquedo e muito menos seu servo para servi-te de divertimento – a besta parou por um segundo esperando a resposta do velho, mas só o silencio o respondeu, uma rajada enfurecida de emoções surgiu na face da medrosa besta e em um grito gutural deu a sua resposta ao silencio do velho de aparência estranha e morta – Vá! Vá de volta para as profundezas que o trouxe aqui e fique lá! Vá embora! Saia daqui criatura imunda e tortuosa – a besta agora sem folego e esperançosa que essa ultima represaria fizeste com que aquela coisa fosse embora, e por mais uma vez o silencio reinou na prisão Nome A. da Mente, mas rapidamente foi quebrado, uma risada fria e curta estraçalhou esse silencio e as esperanças do Azar. Desolado, esse era o estado que estava o Azar, a medrosa besta, ele não sabia que estava acontecendo ali e não queria esta mais ali por que a sua prisão não era mais segura e confortável. Então, finalmente, o velho se pronunciou. Cansado de toda aquela cena, falou calmamente e suavemente como se estivesse sussurrando – Pobre Azar, ó pobre besta amedrontada, tu não entendeste ainda quem é eu? Tu estas cego? Há muito tempo fechaste teus olhos e não conseguiste mais olhar para mim – o velho parou de falar e começou a escrever num papel e passou o papel pela pequena abertura da cela – Azar, leia isto, e quando você finalmente entender venha conversar comigo aqui fora – E o velho foi embora dando uma gargalhada fria e seca.