Antes de começar a contar os feelings dos ultimos dias tenho que admitir que estou um tanto quanto surpresa com 231 visualizações neste diário em que eu acreditava firmemente que ninguém leria, enfim, fico agradecida a quem lê, e ficaria mais se alguém fizesse comentários sobre isso, deixando claro que nada do que acontece aqui é aumentado ou diminuído, são os simples e tediosos fatos nus e crus.

Para começar falarei do melhor fim de semana da minha vida, bem, não fim de semana, mas domingo e segunda-feira, enfim, a saída ja foi um sofrimento, o sábado foi dia de preparativos, o dia todo arrumando isso e aquilo e aquilo outro, na maior ansiedade para visitar São Paulo e presenciar o festival mais louco de toda a história do rock, depois de todos os preparativos chegou a hora de ir, mas então quando estamos na rodoviária para embarcar me informam que não tem como viajar sem o RG original, sei la por que motivo abestalhado eu decidi que não podia levar o original, na verdade acredito que o motivo foi o medo de perder a identidade e não poder fazer o PAS, mas no desespero para sair, o ônibus pronto para partir, minha mãe não encontrava o RG para entregar a mim, então depois de minutos de agonia ela trouxe minha certidão de nascimento, nisso o ônibus ja tinha partido em direção a Alto Paraná onde faria mais uma parada para pegar mais passageiros, então com o carro a toda velocidade fomos até la, com os nervos a flor da pele e pegamos o ônibus, foram os momentos onde ja comecei a chorar de medo de perder o melhor dia da minha existência.

A noite dentro do ônibus foi um tanto quanto sofrida, passei frio e nada de dormir, por esse aspecto foi terrível, mas fora isso tinha a ansiedade, que com toda certeza atrapalhou meu sono também, quando chegamos em São Paulo admito que eu estava com certo receio de roubo e coisas desse tipo, mas mais para frente vai ver que eu tive foi um pressentimento, continuando, visitamos o estádio do Palmeiras, o estádio do Corinthians, andamos de metrô, bem, estou usando o plural pois estava junto com o Marcelo, prefiro chama-lo assim, mas ele é meu pai, fomos ao show 14h:00 mas nesta hora não tinha nenhuma banda interessante ainda, mas enquanto assistíamos a um show tedioso olho para trás e tenho um primeiro momento mágico do dia, o Bruno Sutter, mais conhecido como Detonator, o filho do Deus Metal, estava disfarçado assistindo o show atrás de mim, SIM! eu quase caí no chão de alegria, obviamente eu tirei foto com ele, até aí estava tudo bem, mas como nem tudo são só flores, meu pai começou a beber la dentro e puxar meu cabelo e me machucar, o que eu fiquei brava e ele achou que eu estava sendo chata e ainda para completar ele derrubou a câmera e quase estragou-a, mas isso eu cotarei mais para frente com detalhes, umas 16h:00 eu abandonei o bêbado chato e fui em busca da grade para assistir o show, e sim, passei mais ou menos umas 9 horas de pé, sem comer, beber água ou ir ao banheiro, eu estava esgotada, ja tinha dormido mal, andado um monte durante a manhã e enfrente aquele mundo de gente muito mais alta que eu para ir ao show foi muito difícil, eu admito, mas eu mantive minha cabeça em pensamentos positivos do tipo "eu verei o Accept e o Kiss, este é o tanto que eu gosto e me importo com esse tipo de coisa" e assim fiz, sinceramente em vários momentos pensei em desistir, mas me mantive firme, aquilo vale a pena para mim, não me arrependo de nem um minuto, eu nem estava tão interessada em ver Judas Priest mas eu admito que depois daquele show eu estou in love com a banda, quero ver de novo, pois foi incrível, a curiosidade de ver Accept foi saciada com aquele show mesmo eu ainda estando um pouco perdida e sozinha durante o concerto, mas de resto foi tudo incrível.

Ao final do show, totalmente cansada e destruída fui encontrar o Marcelo próximo ao banheiro feminino que era nosso ponto de encontro desde o princípio, então ele vem e me diz que foi roubado e que levaram o celular dele, na minha cabeça eu estava tão feliz pelo show e tudo mais porém ainda consegui ficar com raiva dele, tanto por mais cedo como por ter bebido e ter sido "roubado", vou usar aspas pelo motivo de: ele estava bêbado e até afirmou para mim não ter certeza de que foi roubado e que pode ter só perdido o celular.

Na saída do show, quando estava sentada em um pilar na avenida e frente ao Anhembi, um moço de cabelos longos e negros, muito bonitinho por sinal, sentou do meu lado e puxou papo, perguntou de onde eu era e tudo mais, trocamos umas ideias, porém eu estava tão cansada e apressada que esqueci de perguntar nome ou qualquer coisa para procurar no Facebook depois, passou direto, uma pena, mas tudo o que eu queria naquele momento era uma cama para descansar meus pés que não paravam de doer, eu não conseguia andar nem 10 metros, aí então veio outra luta, conseguir um táxi para ir ao hotel, sim, foi difícil, acho que sem brincadeira foram uns 30 minutos até conseguir um, quando conseguimos eu deu graças aos deuses, então quando chegamos no hotel, pelo meu estado de empolgação pelo show eu fiquei até umas 3h:30 da madrugada acordada olhando redes sociais e afins enquanto o Marcelo só deitou na cama e apagou, mais uma prova do nível de "cú cheio" em que ele se encontrava.

Tive uma noite de sono muito tranquila e gostosa, acordei no dia seguinte e fomos para o centro da cidade, eu não conhecia nada de São Paulo até essa viagem, agora pelo menos no centro eu sei andar, pegamos vários metrôs, almoçamos na liberdade, fomos na Galeria do Rock, mas eu estava cansada demais do dia anterior então acabou que não acabei aproveitando tanto meu dia em São Paulo, eu andava duas quadras e queria sentar por 30 minutos, sim, esse era o nível do meu cansaço do show, a noite pegamos o ônibus para voltar.

Enquanto voltávamos o Marcelo começou a falar dele bêbado no show, de perder o celular e eu simplesmente disse o que eu achava, que ele fica chato quando bebe e que eu tinha sim razões para ficar emburrada quando ele começou a fazer graça de bêbado, resumindo, ele esta bravo comigo, mas eu não ligo muito para isso não, eu não acho que estou errada, por enquanto ele é assim, daqui a pouco vai querer bater em mim e aí a situação é diferente, juro que se ele encostar um dedo em mim um de nós não amanhece mais dentro daquela casa. E agora ele ainda esta atormentando a minha vida para eu voltar a morar na casa com ele e com a Edinéia, mas eu não quero, me recuso, por mais que seja um inferno essas atormentações que ele faz na minha cabeça sobre um zilhão de coisas se eu estivesse morando com ele seria pior ainda, terei de aguentar firme e depois ninguém entende por que eu desejo fortemente fazer 18 anos para ir o mais longe possível de tudo isso, viver no meu mundinho longe de tudo e todos.

Eu sei, eu sei, cada dia eu pareço mais emo, juro, não era minha intenção, mas eu sou assim, sei la se isso deve se chamar realmente melancolia, mas acontece sempre eu ja acostumei e para mim esse é o meu feliz.