Eu sei, eu sei, ja falei que deveria atualizar isto aqui com mais frequência, mas sabe como isso é difícil?

Começando com temas mais leves... a tia Rozina foi para Santa Catarina então estou sozinha em casa até quarta-feira, agora que acostumei ja esta acabando, bem, fico o dia todo com as cachorras aqui, ontem achei assustador, mas hoje a me sinto mais tranquila, hoje de manhã no colégio eu nem mesmo estava olhando para a cara do professor Bruno, que estava saindo da sala do 1º ano, acho que não contei dele aqui ainda, então la vamos nós com um parágrafo em tributo ao professor mais gato que eu ja tive, em segundo lugar esta o Henrique, mas isso não vem ao caso.

O professor Bruno me da aula de filosofia e sociologia e desde a primeira vez que eu vi aquele homem entrando na minha sala eu vi flores coloridas caindo do céu, é, ele é alto, mas nem tanto, na medida certa, tem uma barba que me faz cair de costas, isso, a barba é a chave, enfim, eu estava seguindo pelo corredor em direção a cantina quando escuto uma voz grossa falando "Eaí, Joy Division?" da para imaginar o estado em que eu me encontrei, quase que o meu estúpido "oi" não sai, sério, queria ter pensado em alguma coisa melhor para dizer, porém não foi dessa vez, e caso não esteja bem óbvio a você, leitor desses estúpidos relatos, esse homem é minha paixão platônica, e acredito que continuará assim, mas sem medo de ser punida, se eu topasse, eu topava.

Agora voltando as deliciosas melancolias diárias, tenho tentando achar no que sou boa, e olha, cada dia eu fico mais frustrada com tudo, só vejo pessoas tendo suas qualidades esfregadas na minha cara e parece que eu não tenho nada a demonstrar, nada para ser, da vontade de poupar o mundo de toda essa minha falta de significância, só estou consumindo o oxigênio de alguém que tem qualidades para viver, diminuindo a quantidade da comida que poderia estar alimentando miseráveis que são melhores que eu na África, estou consumindo a água que um dia vai fazer falta para muitas pessoas e talvez até causar uma guerra, tudo para a sobrevivência de alguém insignificante.

Hoje fazem 35 anos que o Ian Curtis se suicidou, não sei se isso contribuiu para a melancolia.