Awkward

12 Trotando, trotando, trotando, cara!


Notas iniciais
Certo, esse capítulo deve ter ficado meio sem graça, mas é meio que pra compensar os dias em que não postei e que também não vou postar. Só pra avisar, não postarei amanhã e provavelmente nem domingo porque irei viajar. E é a partir de agora que Gill vem à toma! Boa leitura ^^

Minhas mãos estavam trêmulas. Esta era a quinta vez que eu discava o número de Justin e, em seguida, apertava o botão vermelho. Eu não conseguiria fazer aquilo, pelo menos não agora. Eu estava tentando há dias, de verdade, mas minha respiração acelerava toda vez que ouvia a voz dele. Alguns dias atrás, minha coragem estava grande. Disquei o número dele, e, quando escutei sua voz, minha respiração acelerou e eu apenas joguei o telefone pela janela. A parte boa disso tudo é que meu celular ainda funciona, mesmo com alguns arranhões.

– Ainda tentando terminar com ele? — Anne entrou no quarto e sentou em minha cama — Por quê não faz isso de uma vez? É tão simples!

– Não, não é tão simples. Você não conhece Justin tanto quanto eu conheço. Ele é um garoto complicado, nunca vai entender.

– E quem disse que ele precisa entender? — ela sorriu, pegando meu celular e discando o número dele — É, eu sei o número do celular dele. Eu vivia passando trotes.

– Era você? — eu estava surpresa. Todos os dias Justin recebia trotes. Uma vez, ligaram dizendo que ele estava preso por gritar com uma velhinha no aeroporto. Justin chorou e disse que estava arrependido do que havia feito — mesmo não tendo feito nada. A pessoa continuou ligando todos os dias, e ele sempre caia — Você precisava ver a cara dele toda vez que você ligava. Era hilário!

– Bem, porque não fazemos isso juntas? — ela me olhou com uma cara um tanto maligna. Talvez pudesse ser divertido.

Anne discou o número de Justin rapidamente — obviamente, por fazer isso todos os dias. Quando ele atendeu, ela passou o telefone para mim. Respirei fundo antes de dizer:

– Alô? — falei, com uma voz grossa — Aqui é a Harper. Recebemos uma denúncia de que o senhor anda maltratando garotinhas com onze anos de idade por aí.

– O quê? — a voz dele parecia um pouco mais fina desde as últimas vezes que nos falamos — O que está dizendo?

– Se continuar com isso, teremos que prender o senhor.

Justin começou a chorar. Aquilo era hilário!

– Ei, meninas — Will entrou no quarto e logo ficou quieto quando percebeu o que estávamos fazendo — Mas isso não é le... — Antes de terminar a frase, ele sorriu.

Anne pegou o telefone. Ela faria o papel da garotinha maltratada.

– Seu moço — ela disse, com uma voz super irritante de uma garota de onze anos — Por quê você fez aquilo comigo? Agora eu não posso mais brincar com meus amiguinhos, seu moço. Acho que vou — e ela começou a chorar.

Aquilo tudo era muito ridículo, mas mesmo assim, não deixava de ser engraçado.

Anne desligou o celular e o estendeu para mim. Disquei novamente o número de Justin. Meu coração acelerou novamente quando ele atendeu.

– Georgia, oi — disse ele, com voz de choro.

– Está chorando? — perguntei, rindo muito por dentro.

– Não, é claro que não — ele respirou fundo — Precisamos conversar.

– Tudo bem.

– Olha — ele suspirou — Não podemos mais ficar juntos. As coisas não estão dando certo. E é isso.

– Tá legal — respondi, com a maior empolgação.

– Tá legal? — ele repetiu — Fácil assim?

– Sim. Até mais.

As coisas haviam sido fáceis. Ele havia terminado comigo, e eu tive certeza de que eu não guardaria rancor algum. E era assim que minha história com Justin havia terminado. Simples assim.

Ao anoitecer, Anne foi embora com seus pais. Todos choravam, pois, provavelmente, se veriam apenas no próximo Natal. Will sorriu para mim, fazendo com que eu sorrisse para ele. Tínhamos mais alguns dias juntos, e poderíamos aproveitar tudo, afinal de contas, começando com uma maratona de três horas de alguns episódios de uma série que eu nem sabia o nome.

Notas finais
Reviews?