Awkward
13 Quer sair comigo?
Notas iniciais
Era noite de vinte e sete de dezembro, e por incrível que pareça, Will e eu estávamos brincando de verdade ou desafio, com apenas duas pessoas. Isso tornava o desafio do jogo um pouco maior. Will não era do tipo que prometia contar toda a verdade no começo do jogo ou que brincava com coisas mais pessoas. Ele apenas fazia perguntas bobas, mas que faziam sentido para ele. E eu gostava disso.
– Está gostando de alguém? — perguntei, assim que ele escolher verdade.
– Acho que sim. Ou não. Não sei.
– Will...
– Tudo bem, tudo bem — ele suspirou, e olhou para mim — Verdade.
Eu tinha curiosidade em saber quem era a pessoa. Eu queria perguntar a ele quem era a garota, como ela era e o que fez para conquistar o coração dele, mas... Eu não sei. Não queria fazer aquilo. Seria constrangedor demais.
– Sua vez — disse ele, depois que ele me perguntou algo.
– Certo — pensei por um momento o que eu iria perguntar — O que acha de mim?
Ele parou por um momento. O jogo era verdade ou desafio, mas não era o que parecia. Estava mais para um interrogatório, e eu realmente queria saber o que ele achava sobre Georgia Geoffrey.
– Sobre você? — ele pensou por um momento, e até abriu a boca algumas vezes para responder — Não sei ao certo. O que exatamente quer saber?
– O que exatamente quero saber? Não sei ao certo. Diga apenas o que acha de mim.
Ele suspirou e pensou por mais algum tempo, e logo em seguida, disse:
– Confesso que quando conheci você, fiquei com um pouco de medo.
– Medo? — respondi, não parecendo realmente surpresa — Medo do quê? Acho que eu não mordo.
Ele riu, antes de responder:
– Eu tive medo do seu jeito, sabe? — balancei a cabeça, em afirmação — Você tinha todo aquele jeito egoísta e chato, e logo pensei que você fosse super arrogante. Na verdade, eu estava certo, mas você mudou assim, do nada, e eu gostei disso. Gostei de realmente conhecer você, Georgia. Lá no fundo, você é uma pessoa legal.
Não pude deixar de sorrir com as palavras.
– Posso perguntar uma coisa?
– Claro? — confirmei com a cabeça também. Ele suspirou.
– Não é bem uma pergunta, mas... — ele parecia nervoso — Quer sair comigo?
E eu logo estava explodindo arco — iris, principalmente após confirmar de leve com a cabeça. Eu não queria parecer feliz ou coisa do tipo. E para melhorar a situação, meu estomago havia começado a doer ou algo do tipo. Essa era uma sensação nova para mim, mas mesmo assim, era uma sensação feliz. Vinte e oito de dezembro, meu primeiro encontro. E sei que seria inesquecível.
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