Aventuras e Desventuras Do Amor

14 Reações Completamente Inesperadas


Notas iniciais
Eu demorei e tenho uma justificativa, mas isso não vai diminuir a vontade de vocês de me matar. Então apenas aproveitem o capítulo. Recomendo que leiam os três últimos capítulos para se situarem melhor na história, caso não se lembrem do que tá acontecendo. O capítulo contém cenas impróprias para menores de dezoito. Sobre os reviews... Li todos e me apaixonei por todos. Vou tentar responder agora, mas eu ando muuuito sem tempo, então se eu não responder, não fique com raiva. ´ Continuem mandando reviews! Boa parte da minha demora foi porque não estou sendo incentivada por vocês. Mandem reviews, lindões. Capítulo com algo que muitos queriam ~sem spoiler~ e dedicado a Luh pela décima terceira recomendação. Obrigada, obrigada, obrigada [ATUALIZADO 12:47]: Eu tentei responder os reviews, mas não sei o que tá acontecendo que não consigo :c Mais tarde vou tentar novamente.

Peeta Mellark

Ele a olhava irritado enquanto caminhava em sua direção. Fora um longo processo para abaixar a animação de seu amiguinho, já que toda vez que ela acalmava um pouco, a voz de Katniss parecia ecoar em seus ouvidos. Só tarde da noite, meia-noite, Peeta supôs, ele finalmente conseguiu controlar sua testosterona e caminhar de volta ao Cou — nome cujo os quatro tinham decidido nomear o lago e os frutos ao seu redor.

Embora Zoë estivesse ali, molhando os pés no lago, e Mark fazendo uma massagem em seus ombros; ele só tinha olhos para Katniss Everdeen, deitada no chão de calcinha e sutiã, suja de terra na barriga e olhando as estrelas com cabelos molhados jogados em seu lado esquerdo; uma visão extremamente sexy na opinião do loiro.

Quando ela percebeu que Peeta se aproximava, apoiou-se no cotovelo esquerdo, inclinou a cabeça e riu com uma expressão talvez maldosa demais até para ela mesma:

– O que fez para diminuir a vontade? — ela provocou. — Se masturbou?

Peeta apenas a ignorou. Ele estava mesmo mal-humorado e irritado com tudo isso de ser mais um brinquedinho nas mãos assustadoras da prima; ele só queria poder a abraçar e beijar dizendo o quanto seu pequeno coração batia mil vezes mais rápido do que algo daquele tamanho seria capaz sem explodir.

Ele estava realmente fodidamente apaixonado, e esses últimos dias, principalmente as últimas horas, tinham sido como uma espécie de combustível na pequena faísca que ele sentia no peito. Agora cada gota do seu sangue estava magoada por não ser correspondida.

Ele sabia e tinha consciência que quando Katniss o propôs uma amizade colorida, para ela era apenas uma amizade colorida, frisando a parte amizade e nada além da amizade, mas ele não podia se culpar pelos milhões de sentimentos que estavam confundido sua mente naquele momento; as pessoas não controlam isso.

Peeta passou direto. Entrou na pequena gruta de onde caía a água da cachoeira do lago, e ficou lá, olhando o escuro e escutando a água escorrendo calmamente sob sua cabeça confusa.

Uma figura baixinha e magra se infiltrou em seu pequeno esconderijo improvisado, que com a pouca luz que a Lua emitia Peeta reconheceu ser Zoë, com sua usual trança de lado, blusa até metade da coxa e pernas nuas.

– Por que está aqui? — ela perguntou.

– Não era você que não gostava dos meninos em geral? — retrucou Peeta.

– Sou nova demais para tomar uma decisão desse tipo — ela explicou, se sentando de frente pra ele. Peeta só era capaz de enxergar a sua silhueta e os olhos castanhos. — Sou apenas uma criança.

– Muita coisa vai mudar pra você nos próximos quatro anos.

– Eu sei. Então, por que tá aqui?

– Problemas. Não se preocupe, estou bem.

Peeta não estava desmerecendo a preocupação da Doce-Amarga para com ele, mas ela era uma criança inexperiente. Como o poderia ajudar com aquilo?

– Me conta.

– Friendzone é foda.

– Você é bonito, fofo, engraçado, e parece ser inteligente. Se ela não quer, talvez você devesse procurar outra pessoa.

– É — ele respondeu educadamente, mas sua mente não deixou de ironizar como se eu não já soubesse disso. Acontece que não é tão fácil assim, docinho. — É, talvez.

– Desculpe. Estou me metendo na sua vida, só queria...

Peeta a interrompeu com uma risada contida, e depois sorriu amigavelmente.

– Desculpa mesmo — ela implorou, como se ele aceitar aquilo fosse mais importante que qualquer outra coisa.

– Relaxa, Zoë.

– É sério.

– Relaxe — ele sorriu meio divertido. Aquela situação era engraçada.

Ela riu com nervosismo e colocou uma franja atrás da orelha. Peeta sorriu diante daquilo e pensou em Katniss fazendo o mesmo movimento. O sorriso, entretanto, causou outro efeito na mente da garota, que se jogou em cima dele. E o beijou. Zoë Doce-Amarga, de 14 anos e odiadora de meninos o havia beijado. Ele arregalou os olhos e a afastou delicadamente.

– Zoë — segurando seus cotovelos; estava pronto para dar um fora na garota. — Eu amo a Katniss.

– Isso não foi nada. Eu achei que... Desculpa.

– Eu acho que vou sair daqui.

– Sério, Peeta.

Ele desviou o olhar e saiu, encontrando Katniss de braços cruzados, virada de costas para a entrada da pequena gruta. Os seus cabelos estavam em um coque, e ela tinha vestido um short. O seu pescoço à mostra o fazia imaginar coisas que ele não queria pensar naquele momento.

Ele caminhou cuidadosamente até lá, e beijou seus ombros, mas ela não se mexeu. Quando virou de costas, seus olhos se assemelhavam a um dia chuvoso. Cinza e escuro como as nuvens, molhado e brilhante como as gotas que caíam com pesar.

– É só você ouvir um não para sexo que já começa a investir em outra garota — sua voz saiu calma, mas tão magoada quanto o coração de Peeta ao perceber ser apenas mais um brinquedo. — Acha certo iludir uma garotinha de catorze anos?

– Você... Você entendeu errado — ele gaguejou. -

– Ah, é, Peeta? E por acaso você sabe como eu entendi? — ela não piscou, mas as lágrimas se acumulavam com tanta rapidez que elas escorregaram por seu rosto. — Eu entendi que isso foi uma traição.

– Traição? — Peeta riu, agora zangado. — Essa nossa relação era alguma coisa para você? Você dá pra qualquer um todos os dias, achei que eu fosse mais um na sua pequena lista.

Ela abriu a boca algumas vezes, zangada ou magoada, mas com certeza sem saber o que dizer.

– Não mude o foco das coisas pra mim, Peeta Mellark — ela mandou, elevando a voz. — Você sabe o que eu passei na minha infância, você sabe do meu pai... Eu aguentaria qualquer coisa; menos passar o que ele passou, e você acabou de me fazer passar por isso.

– Achei que não fosse nada pra você.

– Podia virar alguma coisa. Eu conheço você, Peeta, eu sei o que passa na sua cabeça. Eu não sou tão puta, que foi do que você praticamente me xingou agora, a ponto de te iludir de tal maneira. Eu estava entregue nessa amizade colorida, mas você estragou.

– Sabe o que se passa na minha cabeça? — ele ironizou. — Se soubesse jamais estaria fazendo um chilique desses, porque sabe que eu não faria isso com você.

– Claro que faria.

– Eu amo você, Katniss — ele gritou. — E não é de um modo fraternal.

Ela franziu as sobrancelhas e ele parou de gritar, coçando o cabelo e desviando o olhar.

– Eu estava ficando maluco e perdidamente apaixonado. Quando você disse que queria ter tido os meus olhos, eu quase tive um ataque gay só porque aquilo significava que você repara nos meus olhos. Quando te vi aqui de costas, com o pescoço à mostra, eu só queria poder beijar o seu ombro e abrir a porra do sutiã e fazer muito sexo com você. Mas além de tudo, não era só sexo. Eu amo você.

Ele estava tão aliviado de finalmente conseguir falar isso que por um momento não ligou se ela iria corresponder ou não. Qualquer pedra que ela colocasse naquele caminho, ele estava tão disposto a quebrar que não se preocupou por um terço de segundo.

– Você é meu primo — ela sussurrou, com a voz falhando.

– Qualquer um se apaixonaria — ele responder. — Agora que eu já falei isso, vou dar o tempo que você precisar para digerir essa informação.

– Isso não anula — ela elevou a voz quando ele girou os pés em cento e oitenta graus. — o que você acabou de fazer, Mellark.

– Eu não fiz nada! — desesperou-se Peeta.

– Eu vi.

– Foi ela quem me beijou.

– Essa foi a desculpa mais podre que eu já ouvi, e a mais comum também. Sabe de onde eu ouvi coisa parecida?

– Da sua mãe — Peeta respondeu se sentindo culpado. — Dizendo que Sirius Black que a beijou.

– É, então...

– Então, Katniss — ele a interrompeu. — Você acredita na minha palavra se quiser. Eu já falei tudo o que eu tinha que falar. Acho que muitas vezes passei por cima de mim mesmo só por causa dessa paixãozinha adolescente pela minha prima; tá na hora de crescer e encarar os fatos.

Ele adentrou a mata sem olhar para trás, pegando um caminho completamente novo. Se ele se perdesse, jamais conseguiria entrar de novo o Cou, mas estava tão internamente irritado que não ligou para aquilo naquele momento. Finalmente conseguira se declarar para Katniss, mas foi um momento estragado por uma fedelha de 14 anos.

Ele não se importava mais. Ele não amava Katniss mais, não podia amar. A partir daquele dia, Katniss Everdeen não era ninguém pra ele.

Peeta chorava tão intensamente que seu choro propagava por quilômetros no silêncio daquela ilha, onde só a água do Cou escorrendo e o vento batendo na copa das árvores faziam barulho tarde da noite.

Peeta estava pronto para voltar, mas algo impediu o seu caminho. Arregalando os olhos assustado, um grito mudo foi a única coisa que saiu da sua boca antes de tudo ficar preto.

Hermione Granger

Hermione estalou o dedo indicador e ergueu a sobrancelha para Lavander Brown, que estava parada em sua frente. Com sua voz irritante, Lilá se virou para Rony:

– Nos deixe sozinhas, Uon-Uon.

O ruivo franziu as sobrancelhas um pouco confuso com o que aquela garota poderia fazer com Hermione em sua ausência, mas mesmo assim entrou na sala que Hermione ocupava há alguns minutos; a única coisa que a castanha ouviu foi a voz preocupada de Rony se dirigindo a Silena.

Hermione se concentrou em Lilá, e perguntou com a maior voz de desdém:

– O que você quer?

– Que sejamos amigas — propôs Lilá.

– Eu dispenso falsidade, querida.

– Vamos fazer dessa competição algo saudável — Hermione estava extremamente irritada; queria socar a cara daquela mulher.

– Acontece que eu já ganhei, Brown, suma daqui.

– Não, fofinha, conversei com o Rony. Sabe, somos amigos novamente. Eu estou nesta guerra com você.

– Mas só uma vence.

– E serei eu.

– Lilá, eu e o Rony...

– Se beijaram — ela completou e riu com escárnio. — Eu já sei disso, meu amor. Como eu disse, eu e o Rony somos amigos, e você não pode fazer nada para evitar isso. O ciúmes não foi um dos motivos para terem terminado? Vai que ele lembra de alguma coisa? Hermione, você só está na frente nessa disputa porque está se aproveitando da perda de memória dele.

– Eu não estou fazendo isso! — Hermione se defendeu. — O que você quer, Lilá?

– Está surpresa em como sei das coisas? Eu te proponho uma disputa saudável, já falei. Contamos uma a outra tudo o que anda acontecendo. Uma amizade, Mione.

– Não me chame assim.

– Por que não? Eu sei que você vai aceitar isso.

– É loucura.

– E você não está loucamente desesperada pelo Rony?

Lilá virou as costas e começou a andar. Hermione falou:

– Não concordo com isso.

Mas Lilá continuou andando, sem se abalar com a última frase da rival.

– Você tem meu número com o Rony. Ligue quando quiser, gata.

E sumiu nos corredores da enorme pensão di Ângelo.

Hermione franziu as sobrancelhas e voltou para a sala, onde Silena ria de alguma besteira que Rony falava. Hermione se sentiu bem ao ver que a amiga estava um pouco melhor. Parou na frente do seu ruivo e entrelaçou seus dedos:

– Vamos cozinhar?

– Você não tá com ciúmes, tá? — perguntou Rony.

– O que? — ela olhou preocupada para Silena. Ela não estava com ciúmes!

– Ronald — interveio Silena. — Que paranóia. Vocês tinham combinado de cozinhar juntos, ela está apenas cobrando o combinado.

Ela soltou uma risada fraca e Hermione a acompanhou, revirando os olhos e beijando a bochecha da amiga, para em seguida puxar a mão de Rony em direção a enorme cozinha daquela casa que ambos já estavam se acostumando a chamar de lar.

Rony leu toda a receita do crepe para sua parceira de cozinha, e então começaram a fazer o prato, adicionando ingredientes extras para tentar fazer algo bom.

Hermione mexia o molho quando sentiu mãos grandes apertarem sua fina cintura e os pelos detrás de sua nuca se eriçaram como se um vento muito gelado de inverno tivesse entrado por aquelas janelas. O seu coração dançava em uma ritmada velocidade. Discretamente colocou dois dedos no pescoço e constatou que sua pulsação estava demasiadamente elevada.

Essas eram as reações que Rony causava nela. Parecia bobo e imaturo para ela, que sempre tentava ver as coisas logicamente, ter sentimentos tão abstratos como o amor de novo. Se fosse no nono ano, talvez estivesse tudo bem, mas ela era uma adulta e estar apaixonada com certeza a fazia agir diferente.

Ainda a abraçando por trás, Rony beijou seu pescoço e Hermione sentiu sua calcinha molhar inesperadamente. O som do estalo acompanhado com o toque quente da boca do Weasley em sua pele gelada aumentou dentro de si um desejo que Hermione esperava saber controlar tempo o suficiente para terminar de cozinhar; caso contrário, ela colocaria fogo na casa.

– Desliga o forno, Mione — Rony pediu no pé da sua orelha. — Eu preciso de você.

Ela arfou, tentando não se entregar ao desejo que a consumia rapidamente, mas era difícil. Ela mexeu o molho branco na panela com mais intensidade, tentando despejar ali o misto de emoções que sentia.

Imaginou-se no balcão, com Rony em cima dela, curvando o corpo para cima e para baixo, arfando e gritando sem pensar do resto das pessoas. Então sentiu o suor escorrendo em seu pescoço; ela não agüentaria por muito mais tempo.

Imaginou Rony a tocando, como costumava fazer antes, e imaginou ele abrindo demoradamente o zíper da sua própria bermuda.

Transar com ele seria um ótimo meio de vencer Lilá nessa disputa.

Hermione desligou o fogão e virou rapidamente na direção dele, como uma onça selvagem o pressionando no balcão que ficava no centro da cozinha, e o beijou desesperadamente, enquanto passava a mão debaixo de sua camisa.

– De onde veio esse fogo todo? — ele brincou.

Ela repetiu essa pergunta internamente, e mesmo sem querer, criou uma teoria aceita e lógica para a tamanha vontade que ela tinha de ter Rony ali.

– Período fértil — ela respondeu.- É tipo uma TPM, só que positiva.

– Positiva como? — ele sussurrou no ouvido dela e desceu a boca para o seu pescoço. Hermione arfou baixinho.

– Não deixe a marca muito visível — ela pediu, preparando-se para o chupão que Rony daria. — A mulher, no período fértil, está mais propensa a esse tipo de coisa.

Rony sugava o pescoço dela e esbarrava em objetos no meio da cozinha, a fim de sair dali e se trancarem no quarto; era isso o que Hermione pensava. Entretanto, no meio do caminho, acabaram por esbarrar em alguém e se separaram assustados.

– Desculpe — pediu Draco.

Hermione se acalmou um pouco, tendo um pouco de culpa porque nunca pensara em fazer nada do tipo com Draco. Ela deu espaço para o loiro entrar na cozinha e quando ele o fez, Rony voltou a beijá-la. Com selinhos, Hermione se separou devagar dele.

– Acho melhor terminarmos de cozinhar.

Hermione esperou a caixa torácica de Rony aumentar e diminuir diversas vezes, até que ele tivesse coragem de concordar com ela.

– Fomos longe demais.

– Isso.

Não que não tivessem feito isso antes, Hermione pensou enquanto voltava para a cozinha, mas aquela ocasião era outra completamente diferente. Ela corou, ao ver Draco colocando o copo de água na pia e se dirigiu diretamente ao fogão, acendendo-o e começando a mexer o conteúdo na panela novamente.

Dessa vez, Rony apenas esperou sentado.

Terminaram a comida em um silêncio perturbadoramente constrangedor. Ou talvez não, já que nenhum dos dois estava prestando atenção no fato de não emitirem nenhum som. Eles estavam perdidos demais com suas vozes mentais para se preocupar com outra coisa.

Quando Rony finalmente terminou de enfeitar o prato, Hermione tomou coragem para perguntar:

– Ainda está de pé nossa saída hoje à noite?

– Use aquele vestido, aquele salto e aquele brinco que essa saída acontecerá quantas vezes quiser — disse Rony afobado e Hermione riu.

– Não sei andar de salto.

– Não precisará de longas caminhadas — ele garantiu e ela corou.

– Vou no salão com a Lena essa tarde, então.

– Você não precisa disso pra ficar linda, você já é.

– Tão fofo! Nem parece que caga — Hermione repetiu a piada que ele havia feito antes.

Ele revirou as órbitas azuis, e Hermione saiu da cozinha, convocando a todos para o almoço. Todos se sentaram a mesa para desfrutar a refeição preparada pelo lindo casal de pombinhos que residia ali, menos Draco.

Hermione abriu cautelosamente a porta do loiro, perguntando se ele não ia, e a resposta que obteve foi um não mal-humorado. Ela entrou no quarto, trancou a porta e se sentou na beirada da cama.

– Me conta.

– O que? — ele olhou nos olhos dela.

– O que você tem, Malfoy. Está tão estranho!

– Não quero ser motivos para brigas suas com o Rony, é melhor você sair daqui.

– Rony não costumava ser ciumento. Além disso, somos amigos e ele sabe disso. O que aconteceria aqui? Para de me ignorar e me conta o que tá acontecendo.

– Astoria e Cato não estão mais juntos, isso vem me deixando confuso.

– Por quê?

– Porque não estou sentindo a alegria que imaginei que sentiria.

– Você a ama, é óbvio que está triste com a tristeza dela.

– Não é isso. Não é nada.

– Você precisa melhorar seu humor, Draco, sério.

– Se eu for almoçar você vai me deixar em paz?

– Talvez — ela sorriu travessa. — Vamos logo.

Ela o puxou pelo pulso e destrancou a porta, arrastando-o corredor abaixo para se sentar na mesa onde todos conversavam alegremente. Clarisse contava animadamente as histórias do seu livro para Silena, que parecia estar com um humor bem melhor. Daphne e Astoria estavam do lado oposto da mesa a Cato, que parecia bem mal. Bianca comia silenciosamente, assim como Nico. Hermione se sentou entre ele e Rony, e Draco entre Rony e Daphne.

– Está muito bom! — elogiou Bianca, com seu sotaque britânico carregado.

– Cadê minha mãe? — perguntou Rony. — Ela precisa ouvir isso! Sempre me julgou incapaz de cozinhar.

Hermione franziu as sobrancelhas para ele, que deu de ombros:

– Venho me lembrando de algumas coisas.

– Olha, Mione, cobre direitos autorais! — gritou Silena, do outro lado da mesa.

– Por quê? — ela perguntou, depois de rir fraco.

– Estou pensando em adicionar romance culinário em meu livro — disse Clarisse.

– Adicione um romance culinário pervertido — brincou Draco.

– Estavam fazendo besteira lá? — maliciou Neville e Hermione corou.

– Jamais faríamos isso na casa respeitada de Bianca di Ângelo — desconversou Rony. — Sério.

– Me elogiar não melhora sua situação, Weasley — falou Bianca, revirando os olhos.

– Ou elogiar sua casa — falou Daphne.

– Que por acaso é minha também — murmurou Nico, mas talvez só Hermione tenha ouvido.

– Falando em coisas pervertidas, vocês já ouviram falar de sexo nasal? — perguntou Cato.

– Sexo nasal? — Silena quase cuspiu a comida de tanto rir.

Excusez-moi? — uma figura baixinha irrompeu aquele ambiente.

Ouais? – respondeu Bianca se levantando. Elas saíram conversando da sala e eles retomaram a conversa:

– Quem será? — perguntou Neville.

– Provavelmente uma francesa que quer se hospedar — disse Nico. — Sempre confundem nossa pensão com uma pousada.

– O papo tá bom, mas tenho que aproveitar minha inspiração para escrever — disse Clarisse, levantando-se da mesa.

– Quem vai lavar a louça? — perguntou Daphne.

– Eu vou — responderam Draco e Astoria juntos. Hermione sorriu.

– Concordo — falou Rony.

– Rony! — Molly apareceu. — Você tem médico às cinco. Vamos logo.

Ele se levantou, mas no meio do caminho voltou, meio desajeitado e deu um selinho em Hermione, causando olhares interrogativos em sua direção.

– Até mais tarde — ele sussurrou.

– Estarei contando as horas para isso.

Annabeth Chase

Um estalo foi ouvido quando Percy interrompeu o beijo.

– Não posso fazer isso, Annabeth — falou Percy. — Eu posso ser um canalha, mas sou um canalha educado.

Annabeth riu e pediu:

– Explique.

– Você é virgem. Não posso tirar isso de você, só para que eu me esqueça das drogas.

– Quer dizer que só porque sou virgem eu sou incapaz?

– Eu não disse isso.

– Disso isso sim — ela teimou, largando ele e dando um tapa na sua cara. — Eu estou tentando te ajudar e você...

Percy a calou com um beijo. Annabeth recusou aquela língua nojenta na sua boca, colocando em mente que Percy era desprezível. Não valia a pena o tentar ajudar se ele não valorizava aquela ajuda. Levantou a mão para empurrá-lo, mas ele era bem mais forte. Todas suas tentativas de se afastar eram falhas.

Finalmente Percy a soltou, colocando um fio dos seus cabelos dourados atrás da orelha.

– Você fica mais bonita calada.

– Me solta!

– Annabeth — ele segurou nos dois lados do rosto dela, forçando-a a olhar bem fundo na imensidão verde dele. — Eu disse que você é bem capaz, inclusive. Você me dá prazer só alisando minha barriga, loira, e eu não controlo meus instintos sexuais. Não quero fazer você perder algo que deve ser especial.

Annabeth corou diante daquelas palavras; Percy a respeitava. Ela beijou o rosto dele, no mesmo lugar que tinha dado um tapa há alguns segundos atrás.

– Desculpa.

– É realmente um grande avanço na ciência — brincou Percy. — É o segundo perdão que você pede em um dia, Annabeth. Estou tão orgulhoso!

– Vai a merda, Perseu.

– Você pedindo tão carinhosamente assim — ele riu.

Ela também sorriu, mesmo não querendo; e olhou pra ele zangada. Percy parecia um mendigo. Com o tornozelo inchado e a cara suja, a roupa rasgada e suja também. Ela devia estar pior. Tentando melhorar sua imagem, e ao mesmo tempo se livrar do calor, prendeu os cabelos loiros em um coque alto na cabeça.

– Agora vamos na polícia — ele falou.

– Você ficou maluco? — Annabeth riu. — Se eles descobrirem que você tá envolvido com drogas aceite a ideia de ver a vida quadrada, porque eles vão te levar preso. Você não está na América, Perseu, aqui é tudo diferente.

– Estamos em Londres — ele sorriu bobo. — Meu sonho eterno.

– Foco, Jackson, foco. O que faremos agora?

Ele pareceu pensar, andando de uma maneira engraçada semelhante a um pinguim andando, com seus cabelos negros suados e pregados a sua nuca. Annabeth riu baixinho e o seguiu, encarando os traços preocupados formados no rosto sexy de Percy Jackson.

– Eu conheço um lugar.

– Você tem família aqui?

– Não. Eu realmente sou apaixonado por Londres e vivia vagando pelas ruas daqui no Google Earth.

– Isso que é riqueza.

– Tem um prédio perto da Camden Town que foi evacuado, porque tem risco de desabamento. A entrada dele não é vigiada... Podemos ficar lá.

– Você descobriu tudo isso no Google Earth?

– Também assistia o jornal daqui.

– Estou impressionada — ela desviou o olhar, com vergonha de estar elogiando alguém como ele.

Percy passou o braço pelos ombros de Annabeth e começou a conduzir a garota pelas esquentadas ruas daquela cidade. O silêncio era quase constrangedor, mas Annabeth não se atreveria interromper aquele momento tão incomum quanto um Hitler abraçando um judeu.

Quanto mais se aproximavam do bairro dos hippies, mais grupos de amigos Annaabeth encontrava; e como se não bastasse sua preocupação com Hermione, Katniss, Rony e Peeta, agora estava preocupada com o que havia acontecido com Madge, Luna, e inclusive Rachel. Talvez a ruiva não fosse realmente uma má pessoa, no fundo, e Annabeth precisava ser racional quanto a isso; ciúmes de alguém não é motivo para ter ódio de outro alguém.

Chegaram a uma construção acabada. De frente a ela, havia um arbusto de flores rosas e uma banca de jornal não muito movimentada, onde o dono gorducho dormia preguiçosamente em meio aos seus produtos.

– Jackson, espera — ela pediu, caminhando até o homem de aparentemente meia idade. — Senhor? Com licença, senhor.

– Ahn...

– Senhor, pode me dar uma informação?

– Oh, sim, sim. Perdão. O que quer saber, querida? .

– O senhor sabe as pessoas que sobreviveram ao recente naufrágio?

– O Jornal atualiza a lista todos os dias, senhorita. Gostaria de comprá-lo?

– Estou sem dinheiro — ela fez uma cara triste. — O senhor poderia apenas me dizer se há alguma Hermione Granger ou Katniss Everdeen entre os reconhecidos?

– Tome o jornal, querida — ele presenteou. — Aceite isso como uma caridade.

– Não sou uma mendiga.

– Sei que não — ele riu. — Meu nome é Dionísio.

– Tipo o deus do vinho.

– É, tipo ele — o homem sorriu. — Agora sumam daqui antes que eu recolha o jornal de volta.

Annabeth sorriu em agradecimento e Percy a puxou para o bequinho lateral daquele prédio em que se hospedariam; era sujo, pequeno, e o calor ali parecia se intensificar de tal maneira que se o pingo de suor que escorria o pescoço de Annabeth caísse no chão, ele se transformaria em vapor por meio de calefação. Subiram juntos a escada de incêndio e a única coisa que a garota se perguntava era quantas aranhas já não haviam passado por ali.

– Quinto andar está bom pra você? — perguntou Percy.

– Está ótimo — ela concordou e entrou, com a ajuda de Percy, pela janela. — Não é tão ruim.

– Quanto tempo vamos ficar?

– Até você ter controle do que entra no seu corpo — ela ordenou. — Agora... Por favor, o nome deles estão aqui?

Percy pegou com certa hesitação o jornal da mão da loira e o abriu, correndo os olhos verdes rapidamente pelas páginas do jornal de folhas desgastadas. Sua expressão foi de culpa.

– Não consigo ler.

– Sua dislexia... — murmurou Annabeth. — Eu tinha esquecido, desculpa.

– Tudo bem.

Annabeth foi ao lado dele, apoiando-se em seu ombro, e procurou os nomes dos amigos naquela lista. Granger, Hermione e seus olhos se encheram d’água. Weasley, Ronald.

Annabeth se jogou no chão, com a mão na boca e chorando. Seus amigos, ou dois deles, estavam bem! Não sabia o alívio que estava sentindo. Ela precisava falar com Hermione naquele momento, precisava ouvir a voz da amiga para saber que era real. Levantou-se e pulou a janela, descendo as escadas e indo até a banca de Dionísio novamente.

Percy não a acompanhara, mas ela não estava preocupada com ele agora.

– Senhor? — ela chamou.

– Oi, querida.

– Pode me emprestar seu telefone? — sua voz estava mais chorosa do que poderia imaginar.

– É rápido? Não tenho muito crédito.

– Eu lhe pagarei assim que puder, juro ao senhor.

– Seja breve — ele entregou o telefone e Annabeth caminhou para o outro lado da rua.

Discou com as mãos nervosas e unhas já sem esmalte o número da casa de Rony. Lembrava com clareza daquele número.

– Alô?

– Jorge? — ela reconheceu a voz.

– Não, é o Fred.

– Desculpe, Fred.

– Annabeth? — ele perguntou e Annabeth soluçou. Que saudades dos gêmeos Weasley!

– O Rony ta aí?

– Annabeth, você está bem?

– Por favor, Fred — ela começou a chorar. — Eu preciso falar com o Rony.

– Eu vou dar esse número a ele agora.

– Obrigada, ruivo.

E desligou.

Agora era esperar.

Ronald Weasley

Rony já estava entrando no táxi para ir para o médico quando recebeu a ligação do Fred. Ele não entendeu muita coisa, já que lembrava de poucas coisas sobre os amigos, mas voltou correndo para casa e arrastou Hermione para fora da mesa.

– Tenho uma surpresa para você.

– O que? — ela sorriu apaixonada.

Ele não respondeu, apenas discou rapidamente o número que Fred havia dado. No primeiro toque, uma voz controlada, mas mesmo assim com um tom choroso atendeu. Rony não respondeu, apenas passou o telefone para a castanha.

– Quem é, Ronald? — ela perguntou.

– Fale oi.

– Quem é?

– Apenas fale.

– Alô?

Annabeth Chase

– Hermione? — ela começou a chorar, sentando no encostamento da rua.

– Annabeth? Annabeth, onde você está? Você tá bem? Eu amo você.

– Eu também amo você, sabe-tudo — ela disse chorando. — Estive tão preocupada. Eu amo você!

– Também amo você! — pela voz, era perceptível que Hermione chorava também.

– Chega, Mione, isso tá gay.Você está bem?

– Estou ótima. Você está bem?

– Não. Minha vida está tão confusa, Hermione!

– Você precisa me contar.

– Esse telefone não é meu, não posso demorar. Mas estou tão aliviada de ouvir sua voz. Me deixa falar com o Rony.

– Ele não lembra de nada.

– Como nada?

– Perdeu a memória. Ele sabe quem é você porque eu contei.

– Olha, preciso desligar. Amo você! E amo o Rony também. Estou tão feliz que estejam bem. O Percy está comigo. Em condições piores, mas está bem. Não fale pra polícia. Vou anotar esse número e dou um jeito de ligar depois, ok?

– Ok, meu amor. Fique bem.

– Você também — e ela desligou.

Não estava emocionalmente bem. Com certeza não estava bem. Ou melhor, estava tão bem que parecia não estar. Um peso enorme havia saído de seu peito. A preocupação com sua melhor amiga finalmente se dissipando. Hermione estava bem! Isso era fantástico.

Annabeth entregou o aparelho a Dionísio, agradecendo mil vezes pelo homem ser tão prestativo e subiu novamente as escadas de emergência. Percy estava caído no chão, com uma cara de dor.

– O que houve, Percy? — ela correu, preocupada.

– Por que você tá chorando? O que houve com eles?

– Rony e Mione estão bem. Rony perdeu a memória. Eu falei com a Mione, Percy.

– Você falou? — ele chorou e riu ao mesmo tempo. Annabeth também riu.

– Eu sei. Ela está bem!

– Obrigado, Deus! — ele agradeceu e chorou mais um pouco, recebendo um abraço de Annabeth. Soltou um gemido de dor.

– O que você tem?

– O pé. Eu aguentei o dia todo, mas ainda dói.

– Se distraia.

– Como?

– Assim — ela se inclinou para os lábios dele.

E foda-se se eles se odeiam: ela estava extremamente feliz. Os dois estavam. E ela gostava dele. Até quando negaria? Ela sentou no colo dele e começou a massagear seus ombros, enquanto intensificava mais ainda o beijo. Ela estava completamente desejosa. Ela precisava daquilo. Dezoito anos sem nunca transar com ninguém, e nunca estivera tão pronta.

– Acho melhor pararmos – sussurrou Percy. – Você... Eu quero que você perca... Não precisa fazer isso por mim, Annabeth.

– Do que você tá falando? — ela sussurrou de volta.

– Eu quero que você perca a virgindade com alguém que você goste.

– Eu não sou suas coleguinhas que fariam qualquer coisa para ter uma noite com você, Percy, inclusive perder a...

– Você está fazendo só para que eu esqueça a dor do pé. E juntou isso ao seu plano maluco de me fazer esquecer as drogas! – ele a interrompeu, acusando-a.

– Eu não sou idiota! – ele gritou. Desviou o olhar, abaixou o tom e continuou: — Se eu estou dizendo que tudo bem é porque... Tá tudo bem.

– Primeira vez é algo importante, Chase.

– Eu acho até fofo esse seu cuidado por mim, mas... – ela corou antes de continuar. – Argh, Perseu, eu sei disso.

– Então porque ainda tem essa ideia na cabeça?

– Eu não... Eu... Bem... – ela se embolou nas palavras. – Você não poderia ter raciocínio rápido uma vez na vida?

– Foi mal – ele riu, colocando um fio de cabelo dourado atrás da orelha dela. Ele fazia muito isso.

Annabeth abriu um dos mínimos dos sorrisos e murmurou:

– Eu entendo que essa coisa de primeira vez é pra ser com alguém especial, alguém que você goste... E... Eu sei disso. Passei a minha vida com isso na cabeça e... Acho que... – ela desviou o olhar.

– Annabeth – silêncio. – Annabeth, olha pra mim.

E foi quando os olhos se encontraram, aqueles verdes que Annabeth havia aprendido a odiar brilharam de um modo que ela nunca tinha visto. Um sorriso acabou escapando dos lábios de Percy.

– Você gosta de mim.

– Eu não disse isso! – ela se esquivou, saindo do colo dele. – Eu nunca, em toda a minha vida, vou gostar de você, Jackson.

– Você já gosta.

– Você pode parar de ser convencido?

– E você pode parar de ser orgulhosa?

– Não.

– Sendo assim, eu também não gosto de você.

Annabeth franziu a testa e quando a onda de reconhecimento a atingiu, ela também deixou um sorriso escapar. Tinha quase certeza que tinha o mesmo brilho nos olhos.

– Gosta de mim, Percy?

– Eu não disse isso.

– Virou papagaio? – ela ironizou e Percy acabou rindo.

– Do mesmo jeito que você não gosta de mim – ele se aproximou de Annabeth.

– Eu não gosto de você – ela sussurrou.

– Você vai ter a melhor noite da sua vida, Chase – ela sentia o hálito quente de Percy batendo em seu rosto. Annabeth estava perdendo o fôlego.

Lentamente, ele começou a desabotoar a blusa xadrez de Annabeth, blusa que havia conseguido lá no Snow. Botão transparente por botão transparente, até que sua barriga e seu sutiã estavam visíveis aos olhos de Percy. Ele encarou os seios da loira por longos segundos, até que desviou os olhos para observar os dela.

Sem fechar o olho ou piscar ou desviar, ele tirou a blusa do corpo de Annabeth. Ela sentia o coração batendo rapidamente e um frio no pé de sua barriga. Sentia-se tão estupidamente nervosa! Mas, mesmo assim, sabia que era a escolha certa a se fazer.

Com a peça jogada no chão, ele tirou a própria blusa lentamente, torturando Annabeth até seu último fio de cabelo loiro, que gostaria de ver o corpo de Percy à mostra. Sem tempo de analisar seu abdômen nem tão musculoso assim, ele se inclinou, em mesma velocidade que as ações anteriores, e beijou a bochecha de Annabeth. Depois o ouvido e o pescoço. Percy chupou o pescoço de Annabeth.

Ela não queria gemer. Não queria soltar nenhum som que demonstrasse aprovação no que estavam fazendo, mas quando Percy disse que ela era gostosa, em meio aos sussurros, e depois beijou seu maxilar, ela arfou.

Percy soltou uma risada e ela lhe olhou feio.

– Desculpa, desculpa.

– Eu odeio muito você.

Ele não queria ser xingado, ou foi o que Annabeth imaginou, então ele a beijou. Ele segurou firmemente a cintura dela e a colocou em cima de si enquanto se beijavam.

Quando as posições foram invertidas, e ele estava em cima, ele começou a beijar o colo de Annabeth. Ela mordia o lábio inferior, apenas para não dar nenhum gostinho a Percy.

– Você não vai conseguir ficar de boca fechada a noite toda – ele sorriu.

– Claro que vou.

Ele colocou a mão direita por cima do sutiã branco de Annabeth e apertou. Era tão bom ser tocada por ele, que Annabeth acabou suspirando.

– Acho que não.

– Você é um miserável.

Ela não conseguiria descrever quanto prazer estava sentindo naquele momento. A cada toque de Percy, ela sentia arrepios. Por incrível que pareça, mesmo quando Percy se livrou da peça branca que lhe cobria os seios, ela não corou ou se intimidou. Na verdade, fez o inesperado. Quando Percy passou a chupar seu seio esquerdo, ela gemeu:

– Ah, Percy...

Ela se inclinava pra cima, com certeza morta de desejo, prazer e satisfação, enquanto ele contornava a língua de saliva quente por toda a extensão do seu seio. Eram beijos delicados e chupões suaves que estavam fazendo Annabeth revirar os olhos de prazer.

– Percy, nunca pare de me tocar.

– Tocar como? – ele perguntou, quando largou o seio esquerdo. Pousou as duas mãos ali. – Assim?

– Você sabe que não é só assim.

Ele apertou os dois ao mesmo tempo, ouvindo Annabeth gemer. Ela não sabia qual era a sensação para Percy, ter suas mãos ali, mas sabia qual sensação estava sentindo. Se aquilo eram apenas os preliminares do sexo, ela gostaria muito de se bater por ter perdido tanto tempo para fazer isso.

Começou a sentir sua intimidade latejando, pulsando de necessidade por algo ali. Ela sentia o amiguinho de Percy animado, roçando em seu short. Como ela queria estar sem aquelas peças.

– Tira a bermuda, Percy.

– O que?

– Agora.

Ele riu, mas mesmo assim obedeceu. Os dois ficaram completamente nus. Percy estava em cima dela, mas apenas deixando suas intimidades roçarem. Parecia que ele estava querendo torturar Annabeth.

– Você está pronta, Annabeth? – e mordiscou um de seus mamilos.

– Fodidamente pronta — ela respondeu.

– Olha — ele se afastou, e levantou. — Você tem certeza? Pra mim tudo bem se...

– Percy, não me faça implorar.

– Vai doer um pouco — ele avisou. — Olhe nos meus olhos e me machuque o quanto quiser.

– Não me deixe nervosa, Jackson.

– Eu gosto de você.

– Droga — ela praguejou. — Eu gosto de você também.

Ele foi devagar e cuidadoso, sem desviar os olhos verdes do dela. Aquilo era maravilhoso, exatamente como ela esperava. Percy estava sendo incrível. Seus olhos tinham desejo até aquele momento, mas o sentimento foi substituído por ternura. Seus olhos eram dóceis e gentis. Annabeth sentia tanta confiança ali, naquele mar verde, que sorriu. E quando ele a penetrou, ela fechou os olhos com força, gritando de dor e prazer.

Era dolorosamente prazeroso.

Ela cravou as unhas nas costas dele, sentindo-o sair de dentro de si e entrar novamente. Ela gemia desesperadamente, e ele apenas sorria divertido.

Ele lhe deu um selinho.

– Você fica maravilhosa assim.

– Percy, não para.

– Não vou. Grita meu nome, Annabeth.

– Porra, eu tô satisfazendo todas as suas vontades. Não vou fazer isso.

Ele entrou e saiu mais rápido e com mais força e ela gritou. Dolorosamente prazeroso.

– Desculpe — ele pediu.

– Tudo bem. Isso é bom.

– Annabeth — ele sussurrou. — Você é tão inteligente, gostosa e linda. Maravilhosa. Sexy.

Ela não queria gozar antes dele, mas foi inevitável. Ela gemeu o nome do moreno, que diante disso também gozou. Saiu de dentro dela e a colocou no colo novamente, beijando seu colo e parando em sua boca. Com os lábios roçando, ele disse:

– Eu não sei o que eu estou sentindo agora. Foi especial para você?

– Foi muito especial pra mim.

– Pra mim também.

Ele a beijou, e Annabeth manteve em mente uma ideia. Finalmente os dois haviam se acertado.

Notas finais
E foi isso, gente. Foi o que consegui escrever. Espero que tenham gostado e por favor, reviews e recomendações. Vamos lá, pensem: "por que não?" Beijão!