Aventuras e Desventuras Do Amor

11 O Casal Que Compartilha Ódio e Amor


Notas iniciais
Eu vou dizer porque demorei, e é bom que TODO MUNDO LEIA ISSO AQUI! Eu tive um bloqueio criativo. Mas eu vou dizer uma coisa: pessoas como Marii Weasley, Mar137, Náthali Lima, Princesa do Olimpo, Liz, Girl Of Shadows... Entre outras pessoas, né? Alex, Filha de Atena... Outras pessoas! Estão SEMPRE COMENTANDO. E aqueles comentários com conteúdos, sabe? Comentários que têm sugestões para a fanfic, ou que dizem o que mais gostam na fanfic. Vocês não sabem o bem que me faz! Geralmente, esses são os primeiros comentários que recebo. Então eu fui escrever a parte Percabeth, logo depois de lê-los. Eu tenho MAIS de CEM leitores, e menos de vinte comentam! Como é que eu encaro isso? Como é que eu tenho inspiração? Então eu cheguei ao ponto de não saber como continuar a fanfic. Não, eu não escrevo por review, como muitas autoras desse site. Eu escrevo porque gosto. Só estou dizendo que às vezes desanima, entende? Desanima muito. Bom, era só isso. *Por conta do bloqueio criativo, esse cap só tem Percy e Annabeth*

Annabeth não falou, não o olhou, não sorriu... Não esboçou nenhuma reação quando Percy, desesperado para interagir com ela, passou o braço por sua cintura.

Percy há muito já deixara de ser um inimigo, Annabeth só não sabia o que ele era até o momento em que se beijaram.

Foi como um filme passando bem diante de seus olhos. Um filme que ela assistira milhares e milhares de vezes, mas ele estava em francês; Annabeth não sabia falar francês. Agora, as letrinhas amarelas diziam claramente o que aqueles personagens estavam passando.

Foi com o braço dele em sua cintura não tão fina assim, mas de jeito nenhum grossa, que ela analisou detalhe por detalhe da relação entre eles. Desde o momento em que se conheceram, do que ela sentiu aos 13 anos de idade quando ela o viu pela primeira vez ou quando ele sujou seu livro, até o momento que aquele navio afundou e ela estava na Inglaterra vivendo algo inclassificável.

Dia 1º de Setembro, início da sétima série, Annabeth havia acabado de começar uma amizade com Hermione Granger. Ela sempre via de longe o quanto ela, Rony e Harry eram unidos, mas nunca conversaram. Foi quando quinze dias antes das aulas, Hermione e ela se encontraram em uma livraria e começaram a conversar. Hermione havia até comentado o quanto era legal conversar com uma menina de vez em quando.

Todos estavam sentados. Katniss nessa época só falava com os meninos e meninas populares. Rony e Harry estavam uma banca atrás de Hermione e Annabeth, sentadas lado a lado, prestando atenção na apresentação da professora.

Ela era baixinha, usava óculos retangulares e prendia o cabelo em um coque, embora fosse nova, aproximadamente vinte anos. Talvez vinte e cinco. Annabeth não saberia dizer. A questão é que ela vestia uma blusa rosa e jeans, e anunciou novos alunos entrando na sala logo depois de assistirem a “palestra” com as regras do colégio.

Cinquenta minutos depois, quando ela saiu e o professor de biologia entrou, com cabelos grisalhos e cara quadrada, os novos alunos entraram. Lilá Brown, Peeta Mellark e Percy Jackson.

Quando Annabeth viu Percy pela primeira vez, seu coração falhou. Ele era lindo! Não tinha muito corpo, afinal só tinha 13 anos, mas seu rosto era lindo. Um ar quase angelical e tremenda harmonia entre seus olhos verdes e cabelos pretos, como os de Harry.

Mas não era como Harry. Os cabelos de Percy eram mais calmos e seus olhos verdes não estavam escondidos por trás de um par de óculos preto e redondo. Além disso, Percy era bem mais lindo!

Tentando não babar pelo garoto, Annabeth viu de longe Lilá se sentar no fundão, enquanto Katniss corria para abraçar Peeta. O professou pigarreou e ela tentou não desviar os olhos dele, senão olharia para certo moreno algumas bancas atrás.

Naquele mesmo dia, Annabeth estava com seu livro colado ao peito, andando ao lado de Hermione, quando Percy esbarrou nela. Então aquela teoria que vi em meu livro estava certa!, exclamou mais tarde em pensamento, meninos bonitos, lindos, quero dizer, costumam ser idiotas. Percy Jackson é horrível por dentro e sua imagem por fora apodrece. Ele é horrível.

Afinal, ele havia derrubado suco em seu livro. Era um completo idiota!

Alguns meses depois, depois do Natal, Harry e Annabeth se beijaram no ônibus; o primeiro beijo da loira. Ela agora achava Harry bem mais bonito que Percy, porque Harry era gentil e doce. Enquanto o Jackson era inconveniente e mal-educado, e logo se juntou ao grupinho de Katniss.

Quando Harry e Annabeth terminaram o namoro, Harry se afastou dela, Rony e Hermione. Rony precisava de amizades masculinas, e as encontrou justamente em Peeta e Percy. Esta amizade chegou no auge praticamente na mesma época que ele e Hermione começaram a namorar.

A questão é que Annabeth e Percy, mesmo compartilhando o grupo de amigos, nunca deixaram de lado o primeiro esbarrão deles, porque é como dizem: primeira impressão é a que fica.

Katniss, Hermione e Annabeth eram inseparáveis de Peeta, Rony e Percy. Eram o sexteto que mesmo com o rompimento de Mione e Ron e o ódio de Percy e Annie, sobreviveram a todo custo.

Ódio de Percy e Annie... Pensar que todos esses anos de brigas foram causados por conta de um livro manchado, que Annabeth nem tinha mais. Tudo bem que Percy era um idiota, mas se fosse ver todos os seus amigos...

Peeta tinha jeito de gay e era um covarde, Katniss tinha jeito de puta e era atirada, Hermione tinha jeito de nerd e era bobinha demais, Rony tinha jeito de gordo e era muito desligado. Porque Percy não era aceito com seu jeito de idiota e pegador?

Porque Annabeth tinha ciúmes dele. É claro!

Todos esses anos era raiva porque ele olhava para as outras meninas, mas Annabeth sabia que ia ser rejeitada se tentasse.

Porém ela tentou.

E ele retribuiu.

Annabeth gostava dele, de verdade. Não que fosse admitir isso em voz alta e, muito menos, deixaria de ter raiva dele.

Agora era ainda pior... Ela tinha raiva dele porque ele a fez gostar dele! Isso era uma grande, grande merda. Porque ele sempre conseguia conquistar as meninas e isso dava raiva. Porque ele era legal. Por tudo, Annabeth odiava ainda mais ele.

Ou talvez, ela quisesse odiar. Ódio é como uma concha. Annabeth se escondia numa simples concha, porque dizer que sentia por ele o inverso de ódio era absurdo demais para ela.

De qualquer maneira, talvez repetindo para si mesma que Percy era tudo isso e que ela o odiava, ajudasse a abafar o que ela estava realmente sentindo naquele momento.

– Merda – ela murmurou baixinho.

– O que foi? – Percy perguntou.

O que foi? Posso dizer simplesmente o que foi. Você é idiota, mesquinho, arrogante, egocêntrico e idiota, de novo, mas eu não encaro isso exatamente como algo ruim. Na verdade, eu acho isso atraente em você, esse seu jeito despojado. A questão, Perseu Jackson, é que por causa de uma droga de beijo, você me fez perceber o que eu não percebi minha vida todinha, desde a sétima série.

E, sabe aquele livro que eu li? Bem, eu sei que leio muitos livros, mas estou falando daquele A Morte Lhe Cai Bem de um menino e uma menina que se odeiam? Eu estava pensando nessa droga de livro agora e sabe de uma coisa? Eu estou com ódio de você, porque você age exatamente igual ao personagem principal, e estou com ódio de mim, porque eu ajo exatamente igual a personagem principal. Eles se odiavam até a página 75, quando percebem que estão completamente apaixonados um pelo outro!

Tem noção do quanto isso é absurdo? Eu não estou apaixonada por você.

– Nada – foi o que ela respondeu.

– Ahn, Annabeth, onde estamos indo exatamente?

Isso fez Annabeth parar de andar. Ela não sabia onde estava indo e se irritou com a pergunta dele, porque ela teria que admitir que não sabia. Ela odiava admitir estar errada ou não saber de algo.

Annabeth virou, lentamente, na direção do moreno e tirou a mão dele da sua cintura, com o olhar cinza fulminante. Percy engoliu em seco.

– O que disse?

– Perguntei onde estamos indo.

Ela queria odiar ele.

– Sei lá – Annabeth percebeu que a sua voz estava completamente na defensiva, elevando as últimas notas das frases, fazendo a voz afinar repentinamente.

– Eu estou te seguindo.

Ela precisava odiar ele.

– Eu estou andando – ela voltou a andar, e Percy a seguiu.

– Isso deu pra ver – ele murmurou.

Ela odiava ele.

– Vai começar? – ela perguntou.

– Começar a...?

– A ser ridículo, idiota, mal-educado...

– Não deixei de ser isso tudo em momento nenhum.

– Eu não sei por que ainda tento.

– Desculpa – ele pediu, sorrindo e colocando a mão na cintura dela; Annabeth deu uma tapa na mão dele. – O que foi?

– Não me toque.

– Eu passei os últimos quinze minutos com a mão na sua cintura.

– Passou?

– Passei.

– Não importa.

– Onde você está com a cabeça, Annabeth?

Ela olhou pelo canto do olho para ele, com uma expressão de incredulidade, querendo perguntar: você nasceu assim ou adquiriu a lerdeza com o tempo?

Eles haviam acabado de se beijar! O que ele queria que ela estivesse pensando?

– O que foi? – ele quis saber. Annabeth corou.

– Não é possível que você... Argh, Perseu!

– An?

– O beijo, Jackson!

– Você... Não... Ah – ele balbuciou.

– É.

Ela definitivamente não queria falar sobre aquilo; havia acabado de recolocar na cabeça que odiava ele e não estava nem um pouco a fim de admitir o quão bom aquele beijo havia sido.

Mas... Beijo é só beijo, não? O fato de ela o odiar não interfere em nada no fato de ele beijar bem e ela gostar do beijo dele. Além disso, ela o precisava ajudar a se livrar das drogas.

Era só carnal. Só beijo, enquanto ele estava viciado. Quando voltassem para os Estados Unidos e ela estivesse cursando arquitetura, nunca mais iria ouvir falar em Percy Jackson.

Francamente, ela era uma adulta agora! Que tipos de pensamento ela estava tendo? Confusa por causa de um homem?

Era sim carnal. A partir daquele momento, Annabeth tinha um plano: estava na hora de parar de planejar e sim de viver. Ela iria tirar Percy das drogas, cansar de beijar ele e depois cada um seguia seu caminho. Era simples. Sinceramente, Annabeth perdia muito tempo pensando.

Por isso, ela se forçou a se concentrar em Londres. Eles estavam em Londres!

– Jackson... – ela parou de andar, virando para ele, sorrindo.

– Você é bipolar – ele constatou, mas também sorria.

– Estamos em Londres.

– Depois eu que sou o lerdo – ele voltou a andar.

– Você não entendeu, sr. Lerdo. Nós. Estamos. Em. Londres. Londres! Escapamos do Snow! – ela sorriu, abraçando ele apertado. Quando ele, desconfiado, retribuiu o abraço, ela se afastou, sem graça. – Desculpe.

– Tudo bem – ele disse. – E se estamos em Londres, foi graças a você.

Ele estava legal! Annabeth não queria estragar o bom humor agora que tinha ficado livre, mas mesmo assim... Ele não estava facilitando no quesito “eu preciso odiar ele”.

Tudo bem, sem pensar muito, apenas agir.

– Pode parar com isso.

– O que?

– Me elogiar.

– O que tem?

– Só porque rolou... Você sabe bem o que rolou... Enfim, só porque rolou não significa que tem que me elogiar.

– Puta que pariu... – ele murmurou, fechando os olhos com força. – Annabeth, você pode deixar de ser chata uma vez na vida?

– Você nunca deixou de ser chato, então não.

– Acabamos de conseguir liberdade e você realmente quer ficar brigando? Olhe, meu sonho de vida toda sempre foi vim pra Londres e...

– Não me importo – ela o cortou, curta e grossa.

Passou a olhar as ruas.

O Sol estava em seu ponto máximo agora e estava tão quente que ela sentia o vestido sujo e rasgado colado em suas costas. As pessoas que passavam por ela conversavam animadamente e ela soltou uma risadinha, ouvindo o sotaque britânico mais pesado que o de Hermione (ela não era britânica, mas aos onze anos decidira que preferia o sotaque dos ingleses ao dos americanos, então passou a treinar tal sotaque. Entretanto, Hermione não tinha um sotaque tão forte, pois era americana). Aquelas pessoas pareciam com um ovo dentro da boca! As ruas eram limpas e as pessoas eram bem mais magras que as pessoas dos Estados Unidos. Sem falar na arquitetura e urbanismo do local!

– Se você realmente não se importa, porque quer que eu pare de... Você sabe...? – Percy perguntou, interrompendo o início dos pensamentos arquitetônicos de Annabeth.

– Tudo bem, desculpe – Annabeth cedeu. – Desculpe.

– O que disse? – ele brincou. – Annabeth pedindo desculpas? Meu Deus, que grande avanço na ciência.

– Idiota – ela deu um soquinho nele.

– Promete que não me chama de lerdo se eu perguntar uma coisa?

– Não.

– O que quis dizer com “seja minha droga”?

– Lerdo.

– Em?

Annabeth suspirou impaciente, repassando o plano na mente: iria odiá-lo mais que tudo, descontar sua raiva dos beijos, livrá-lo das drogas, voltar para os Estados Unidos e viver uma vida longe de Perseu Jackson.

– O que você sente quando... Cheira aquelas coisas? – ela perguntou.

– Sei lá. Prazer momentâneo?

– Uau, a resposta foi... Enfim, prazer, certo? E se... – ela parou de andar.

– Se o que? – ele também parou.

Annabeth hesitou. Percy era capaz de sentir prazer com ela? Ou melhor, ela seria capaz de dar prazer a alguém? Ela esperava que ele dissesse felicidade, paz, mas... Prazer? Isso era bem quente.

– Se eu fizesse isso? – ela perguntou, colocando a mão por baixo da camisa dele e arranhando sua barriga. Era dura.

Percy recuou um passo, mas Annabeth não estava disposta a recuar.

– Eu diria que você ficou maluca.

– Se você colocasse a mão aqui – ela pegou a mão dele e as colocou em seu quadril, ignorando o quanto aquilo era repugnante e ao mesmo tempo prazeroso. – Enquanto eu...

– Já entendi – ele a surpreendeu, sorrindo maliciosamente. – É, eu sinto prazer.

– Ótimo – ela sorriu, sentido Percy puxar seu corpo e colar ao seu. – Era disso que eu estava falando.

Então eles se beijaram. Um beijo quente nas calorentas ruas de Londres.

Notas finais
Eu trouxe esse capítulo só em homenagem a Mellod, que me veio com a 11º recomendação! Obrigada *-* E também, venho com um pedido de desculpas a Náthali! Eu sei que tinha te prometido uma coisa, mas acabei não cumprindo. Desculpe! Então é isso ^^