Notas iniciais
-Oi gente, alguém sabe como faço para desapegar desses dois? Aiii hoje escrevi o fim dessa aventura U_U como faz??? -Lis sofre uma grande decepção com seu amor... Será que ela vai conseguir perdoa-lo? Boa leitura!!! *Sobre a crônica escrita aqui, fui que eu que escrevi e não o Fábio =P e gente eu não domino esse gênero literário, mas acho que consegui passar o que eu queria então... :D

Quem foi que disse que o homem que dorme com você uma única noite, precisa ter algum tipo de intimidade fora aquela da cama? Quem inventou isso de pedir número de telefone? Ligar no dia seguinte? Que regras tolas são essas? Suponhamos que você conheceu um cara na balada, num bar ou na padaria e vai para cama com ele assim no primeiro momento o que espera? Que ele lhe peça em casamento? Pois saiba eu vou te dizer uma verdade: Só foi sexo mesmo!

Bom acontece que hoje acordei com um cheiro agradável de café, por um breve momento achei que estava na casa da minha mãe, “só eu associo cheiro de café com casa de mãe?” ,mas o quarto estranho me fez lembrar da noite anterior. O fato é que essa moça, preparou uma mesa maravilhosa cheia de quitutes e delícias da culinária.

…

Que isso gente? Só pode ser uma psicopata encalhada atrás de um desavisado!

A psicopata acha que um café da manhã é o que? Acorda minha filha, foi só uma noite, não teve promessa sobre o dia seguinte. É sim sou homem e que atire a primeira pedra o homem que nunca disse que ligaria e não ligou no dia seguinte.

Por hoje é só até a próxima.

Telmo Siqueira.

Lis

–Não é possível...

–O que foi querida? Está tão pálida...

–Desculpa dona Cassia, eu tenho que ir embora. -levantei deixando a pasta cair pesada no chão.

–Como assim? Ainda é de manhã, achei que voltariam a tarde e o Fabinho...

–Eu acabei de lembrar que tenho que ir levar uma coisa para minha mãe, e isso não pode esperar, a senhora pode chamar um táxi para mim enquanto junto minhas coisas. – estava segurando para não cair no choro e não queria mais ler nada que ele possa ter escrito, só queria ficar sozinha.

–Claro... claro... — a mulher falou sem entender.

Quando o táxi chegou desci rápido as escadas encontrando Sandra e a mãe dele.

–Lis, porque não espera pelo Fábio...

–Desculpe Sandra é urgente, obrigada por tudo, todos vocês são muito especiais...

Engasguei engolindo o choro e sendo abraçada por elas.

–Lis, nós adoramos te conhecer, espero que volte mais vezes!

–Eu não sei, mas quero que não esqueçam que me senti parte dessa família.

–Querida está falando como se nunca mais fosse voltar, está me assustando.

–Dona Cássia, minha mãe amaria a sua torta de maçã tanto quanto eu! Quero a receita hein! – dei mais um abraço e sai apressada para que elas não pudessem me impedir.

No táxi já protegida, deixei tudo que estava sufocado sair e cai no choro relembrando cada palavra que ele havia escrito.

Fábio

–Olha mãe o peixão! Chama a Lis quero que ela saiba que sou o melhor pescador da família e de toda a região.

–Filho, ela foi embora.

Não entendi a princípio, achei que fosse alguma brincadeira.

–Embora? Está no jardim?

–Não filho, voltou para casa dela. Parece que tinha algo para entregar para a mãe.

–O que? E a senhora deixou? Como ela foi? – fiquei enlouquecido.

–Chamou um táxi, acho que ia pegar um ônibus não sei muito bem, ela saiu tão rápido.

–Mas mãe, não podia ter deixado ela sair assim sozinha. -Fui largando as coisas em cima da bancada.-Eu vou ver se alcanço ela faz tempo que saiu?

–Umas duas horas.

–Mãe! Tinha que ter me avisado! Que droga! Estava tudo certo para voltarmos a tarde, ela recebeu alguma ligação?

–Não filho, estávamos conversando sobre a sua carreira até mostrei as crôni...

–A senhora o que? — quase perdi o ar.

–Mostrei uma pasta com suas crônicas...

–Qual mãe, qual ela leu?

–Da psicopata do café, eu não acreditei que ela nunca tinha lido e...

Correndo peguei as chaves do carro e sai porta afora, encontrando com meu pai e Tiago nas escadas.

–Fabinho...

–Pai tenho que ir depois nos falamos.

–Mas....

Nem escutei o que ele começou a falar já estava entrando no carro e em um minuto estava na estrada, se fosse rápido chegaria no apartamento dela em uma hora, rezei para que desse tempo de concertar as coisas, pois sabia que aquela tinha sido umas das crônicas mais machistas que tinha escrito. Com toda certeza ela tinha ficado muito chateada para sair assim, tive vontade de gritar de raiva de mim mesmo, devia ter mostrado antes para ela.

Lis

Lis deixou se cair no sofá estava exausta a viagem de ônibus fora cansativa, nem bem sentou a campainha tocou, alguém tinha subido sem solicitar no interfone, devia ser uma das meninas, ela havia ligado para Nanda no caminho e contado.

–Lis! -ela não acreditou ele estava na sua porta.

–Vai embora Fábio! -tentou fechar a porta, ele impediu.

–Não por favor me escuta! -a voz dele era ansiosa.

–Não, vai embora e me deixa em paz.

–Você precisa entender... Aquilo que você leu...

–Entender o que? Que não passei de um estudo de caso nas suas mãos? Quantas crônicas me usou como personagem central?

–Não é bem assim Lis... Me dá uma chance!

–Me diz Fábio só foi aquela?

Ele demorou um pouco para responder.

–Não, tem outras que citei situações nossas...

–A doença da minha mãe está exposta em algum caderno de humor na cidade?

–Pelo amor de Deus, lógico que não!

–A Aline você usou ela em alguma crônica? Ou seu filho? Não né, você só usou a pateta aqui!

A voz fria dela o atingiu por inteiro.

–Lis... Deixa eu te explicar!

–Não! Vai embora Fábio!

Derrotado sem forças para insistir Fábio resolve ir embora, dá uma última olhada para ela, vira e sai.

Fábio

Ela está arrasada, eu estou arrasado... – Igor andava de um lado para o outro.

–Eu sinto muito pelo seu namoro...

–Cara, você devia ter contado desde o começo... Não estaríamos nessa situação.

–Eu sei tenho dito isso para mim desde que minha mãe falou que ela havia ido embora...

–Lia disse que se um de nós aparecer na frente delas vai nos matar.

–Acho justo comigo, mas você não tem culpa, Lia pegou pesado.

–Ah Fábio eu só escondi isso tudo dela né?

–Eu sou um idiota...

–Idiota só se ficar aqui remoendo, faz alguma coisa, prova para ela que não foi leviano.

–Como?

–Usa teu dom! Escreve algo, um pedido de desculpa publica e manda alguém fazer ela ler, eu já vi num filme deu certo.

–Isso não é um filme de final feliz Igor! É vida real e aqui as coisas não saem como planejamos...

Igor olhou para o amigo e lembrou de outra vez que o viu assim, com todo o peso do mundo nas costas, com o olhar aflito e vazio, as mãos trêmulas e as palavras todas de desanimo, não podia deixar ele se afundar novamente numa depressão...

–Fábio, você é meu amigo, meu irmão, escuta só o que eu vou te dizer! – ele sentou na frente do amigo e o segurou pelos ombros. -Quando a Aline morreu você não tinha o que fazer, não havia meios de apagar a briga boba que tiveram, ou de impedir que ela entrasse naquela carro... Você a amava e também seu filho, mesmo sem nem mesmo nunca ter visto o rostinho dele...

Fábio encarando o amigo sentiu o carinho nas palavras dele.

–Eu nunca vi novamente aquele olhar que tinha por ela... Mas eu vejo um olhar novo que fez com que parasse de sair com qualquer mulher, um olhar apaixonado, parece que está se repetindo tudo né?! Você e ela felizes de repente algo acontece e ponto, fim... Mas dessa vez você pode fazer diferente! Você deve!

–Como, ela não quer me escutar.... Nunca vai me perdoar...

–Ela está sofrendo, sentiu-se usada... A lia me disse ontem que nunca tinha visto ela daquele jeito pelo Lucas, claro ela não amava esse cara, mas ela ama você, por isso está tão sentindo, achando que foi tudo um erro ou uma mentira.

–Eu sei...

–Então cara! Vamos fazer alguma coisa, vamos lutar!

–Eu não tenho forças para lutar, para olhar para ela e ver a dor que vi mais cedo nos olhos dela.

–Fábio, pelo amor de Deus, a vida está de dando uma chance de ser feliz, uma mulher linda, que vive uma história triste, poxa, não se entregue de novo... Não morra, Fábio!

Notas finais
Mas gente :( será que essa história vai acabar assim! Não creio!!! Beijos