Aventura Celestial
20 Pontos de estratégia!
Notas iniciais
Nossos heróis adentram em uma sala espaçosa, cheia de bolhas que flutuavam pelo local. Todavia, não encontram nenhum ser nela.
– Que estranho não ter ninguém. — Disse a ninja observando cada detalhe do cômodo de cor azul real. – E o que serão essas bolhas? — Aproximou-se de uma delas.
– Espere um pouco Naty. — Comentou o menor interrompendo-a. – Sinto a presença de alguém.
– O que? Mas não tem ninguém aqui. — A jovem revira os olhos confusa.
– Audição aguda! — O médico leva a ponta de seus dedos para atrás de suas orelhas pressionando um ponto vital na sua cabeça, fazendo assim com que os seus ouvidos tornem-se como super sônicos, podendo escutar o mais leve sussurro. – Pressionei meu ponto vital para multiplicar minha audição. Apareça! Sei que há alguém ai!
– Muito bem rapazinho! — Ambos escutam uma voz. – Parece que eu os subestimei. — Era a voz de uma mulher. E Jack já sabe quem é... Juliane, a garota invisível.
– Naty, atire à sua esquerda. — Diz o jovem confiante.
– Ok! Estrela de fogo! — A atiradora dispara uma pedra em chamas na direção que seu companheiro ordenou, assim escutam um rugido de dor.
– Desgraçado. — A jovem transparece em cima de uma das bolhas que flutua sobre a sala. Fuzilando o Ex-Anti-Random com o olhar, a garota retruca. – Agora vocês vão ver só.
– É inútil Juliane. — Interveio o maior. – Eu conheço suas técnicas e sei que não possui nenhuma arma. Apenas a invisibilidade.
– Você acha que pode tudo só porque sabe sobre nós, está muito enganado! — levantou um leve sorriso colocando a mão dentro daquela bolha. – Já estávamos preparados para o contra-ataque de vocês membros da equipe ACD! Preparamos uma armadilha com o propósito de pegar os seus dois líderes: Hankaruko e Richter! — A jovem tirou um detonador da bolha.
– O que é isso? — A morena arregalou os olhos.
– Naty, saia de perto dessa esfera! — Gritou o médico empurrando sua companheira.
Ao apertar o botão, a bolha que estava perto dos heróis explode formando uma intensa chama ao redor. Entretanto, a atiradora assopra o fogo, desaparecendo-o.
– Mas o que... — Ao desviarem o olhar, Juja não estava mais ali. Novamente com o poder da invisibilidade e aproveitando o som da explosão, ela enganou Jack para que pudesse contra-atacar.
– Chuva venenosa! — Ao olharem para cima, outra bolha foi acionada, jorrando uma catarata de veneno.
– Ebulição! — A morena junta às mãos e dispara uma energia quente sobre o líquido, evaporando-o e transformando-o em gás. E ao estapear o ar, uma onda de gás volta contra Juja que estava acima.
– Escudo! — A inimiga aperta a bolha à sua frente que forma uma massa para se proteger do ataque.
– Já entendi! — Naty colocou a mão sobre o queixo e raciocinou. – Como você não tem uma arma, você usa essas bolhas para criarem ataques randons. — Completa a atiradora desvendando a estratégia da Anti-Random. – Pode haver qualquer coisa dentro dessas bolhas. Estou certa?
– Talvez sim... Talvez não... — Transpareceu a garota sorrindo sem graça.
– Como é esperta! — Pensou Jack fitando sua companheira.
– Você é uma péssima mentirosa. — Gargalhou Naty sinalizando a vitória.
– Não é só porque você descobriu o meu plano que poderão me vencer! — Gritou Juja irritada. – Basta eu ficar invisível e acertar todas as bolhas! Ataques variados surgirão e os pegarão!
– Isso se eu não acionasse minha audição aguçada. — Lembrou o médico. – Posso escutar os seus passos. Saberei onde está.
–... — Sem opções, Juja resolve apelar. – Golem! Conceda-me seus poderes!
Novamente aquele ser que ajuda os Anti-Randons reage. Dessa vez, ele transforma cada bolha que há na sala em dez subordinados cada. Se o local havia umas vinte bolhas, e agora cada uma se tornou em vários inimigos, temos duzentos inimigos. Eles se vestem com a roupa inteira de apenas uma cor, e no lugar de suas cabeças, possuem olhos enormes.
– Unows! Ataquem! — Ordena a garota fazendo com que todos fiquem invisíveis.
– Que droga! — Todos os monstros partem em direção aos dois elementalistas do ar. Conseguirão escapar desta batalha?
Pulemos agora para os elementalistas da terra, ambos se encontraram no terceiro andar. Richter desceu as salas acima, e quanto a Mr. L, este teve que subir alguns andares. Graças ao mapa de Saya, eles puderam se encontrar sem problemas. A sala que se encontravam tinha o formato redondo e era bem alta. Tem várias plataformas e pilares, que enfeitavam o lugar.
– Mr. L. — O mais velho cumprimentou-o. – Que bom reencontrar contigo. Juntos, poderemos realizar grandes feitos do nosso treinamento. — Sorriu.
– Ah sim. — O Black Power colocou a mão atrás da cabeça corado. – Digo o mesmo de ti. Estou curioso para ver as suas técnicas. — Sorriu. – Afinal, você é tão forte quanto o meu parceiro Hankaruko, e no treinamento não vi você muito em ação.
– Falando nisso, como ele e os seus parceiros estão? — Perguntou o rapaz colocando as mãos sobre os ombros do moreno.
– Hankaruko foi procurar Gabriel na sala de controle. Já Orange e Cobal ficaram no térreo, lá contra aquele cara que usa insetos para atacar. — Respondeu prontamente.
– Entendo. — Completa o arqueólogo se virando. – Tudo está de acordo com o plano. Onde está e quem será o inimigo nesta sala?
Ao pararem de conversar, escutam alguém gemer no canto da sala. Parece um rugido de dor, alguém está sofrendo, depois de procurarem, encontram um homem com a pele toda roxa, com inúmeras cicatrizes e rasgos no corpo, apesar de estar se escondendo sobre um manto negro, podiam ver algumas partes de seus membros. E a situação não era nada boa para aquele pobre homem.
– Ei! Você está bem? — O mais velho se aproximou preocupado.
– Vá embora! — Gritou o menor gorfando sangue.
– Que cheiro... — Mr. L colocou a mão sobre o nariz. O corpo do homem exalava um terrível odor, parecia até que já estava morto.
– Não iremos. — Afirma o elementalista da Terra ajoelhando-se. – Deixe-me te ver.
– Por quê? — Balbuciou o Anti-Random. – Sou seu inimigo! Por que sentes pena de mim?
– Porque você também é um ser humano. — Respondeu Richter olhando-o apreensivo. – Não importa se somos amigos ou inimigos, não te deixarei morrer aqui. — O mais velho segurou no braço do rapaz que estremeceu. – Contudo eu não sou médico... Vamos, te levarei para o nosso médico. Ele poderá te ajudar.
– Não! — O homem estapeou a mão do maior e se afastou. – Agora já é tarde demais para mim. Saia daqui logo, senão você vai morrer!
– O que está acontecendo? — Perguntou Mr. L confuso.
A pulsação do menor começou a bater cada vez mais forte e os seus ferimentos começaram a se abrir, logo o homem caiu sobre o chão e esperneou de dor. Ele se debatia feito louco, alguma coisa bem grave estava lhe acontecendo.
– Espere um pouco, eu vou te ajudar! — Richter tirou-lhe o manto, assustando-se com o que vira.
O homem era o Fiorani. O Anti-Random mais veloz dos inimigos. Seu corpo estava em decomposição, mesmo estando vivo. Aqueles ferimentos que viram antes em suas pernas e braços nem se comparava com os que estavam na sua face e pelo resto de seu corpo. Seu estômago estava aberto e suas costelas transpareciam. Seus ossos estavam esmiuçados e bolhas de sangue coagulado explodiam no seu corpo.
– Porra! — O Black Power não conseguiu conter o espanto.
– Você... — O detetive olhou-o com pena.
O que chamou sua atenção foi à espada que Fiorani carregava. Era a espada mística de Cax. Tubos saiam dela e adentravam no corpo do jovem. Ela estava presa ao corpo do Anti-Random.
– Já sei! — Richter bateu uma mão sobre a outra após relembrar de algo importante. – Isso que deve ser o elemento renegado! É quando alguém não tem um elemento que combate com a sua arma... Algo assim que esteja familiarizado... Pode ter efeitos contrários.
– Como assim líder? — Perguntou o amigo sem entender.
– Ele não tem elemento nenhum e está usando a espada que apenas os elementalistas místicos podem manipular. — Afirmou o arqueólogo sério. – Mesma coisa com alguém que não possui um elemento combatente com a arma. Por exemplo, se nós, elementalistas da Terra pegássemos em uma arma que apenas os elementalistas do fogo pudessem manusear provavelmente nos queimaria. Agora se eles pegassem a nossa arma, ou ela se tornaria areia e eles não conseguiriam pegá-la, ou pesaria muito. De qualquer forma, não conseguiriam usar.
– Nossa. — O moreno ficou pasmo com a notícia. – Então, apenas o Cax ou o Joel podem usar a espada mágica...
– Sim. Temos que tirar dele agora. — Sem mais delongas, Richter tentou puxar a espada do corpo do rapaz, que gritou mais ainda. Sem saber, se ele ou outra pessoa tentasse tirar o objeto, isso só aceleraria mais ainda na mutação e dor do usuário. O único que poderia tirar sem problemas, é alguém do elemento místico. E ao redor, só há dois elementalistas... Da terra. – Droga! Por que não sai? Temos que cortar esses tubos ligados ao seu corpo?
– Pare! Por favor, pare! — Clamou Fiorani com um olho maior que o outro e sua face toda inchada. – Me desculpe... Mas tire-me esse sofrimento! — Uma lágrima de sangue escorreu sobre o seu rosto.
– Merda! — Richter esmurrou o chão, fazendo uma enorme cratera se abrir. – O que eu posso fazer?!
– Socorro... — Agora o jovem mal conseguira falar. Seu corpo começou a estufar como se fosse explodir, e todos os seus membros cresceram de tamanho. Logo, o Anti-Random havia se tornado um monstro enorme, formado e controlado pelo poder místico, que saíra controle da espada mágica. Agora as únicas palavras que ele dizia, eram rugidos estranhos. Sem reconhecer os elementalistas da Terra que tentaram ajudá-lo, o inimigo contra ataca. Como será o desfecho dessa batalha?
Vejamos agora os outros dois elementalistas da escuridão: Hankaruko e Gabriel. Ambos se encontraram a sala onde estava o conselheiro da equipe Anti-Random: Droops. Este inimigo, por sua vez, é diferente dos outros que eles já enfrentaram. Não digo isso pelo fato de ele ter um corpo horrendo, mas sim por ele ser sagas, deveras, o mais sábio do esquadrão da alegria.
O local onde se encontram, é uma sala de pouca luminosidade. Há vários televisores e painéis de controle suspensos no ar. O chão do local é coberto de terra, ossos e destroços. Parecia que eles nem estavam em uma torre, e sim em um campo de batalha ao anoitecer.
– Olhe Hankaruko! — O músico apontou para um dos televisores que mostrava o primeiro andar; a cozinha. – Diddy e Saya estão lutando contra aquela elfa rosa! Ou roxa... — Coçou a cabeça.
– Provavelmente esta é a sala de controle. — Afirmou o menor ignorando os televisores e fitando alguém em linha reta. – Que tal parar de se esconder e aparecer?
– Interessante... Você descobriu que eu estava aqui mesmo nessa escuridão. — Respondeu em tom sarcástico.
– Não preciso te ver para saber onde você está. — Retrucou prontamente. – Eu posso sentir a sua energia vital.
– Como é corajoso! Não recuaste diante do perigo? — Subestimou o inimigo levantando um leve sorriso.
– Nada é perigo para mim. — O taichou bateu no peito e gargalhou. – Como pode dizer isso, se tem medo de aparecer? Você sabe que não é páreo para mim e fica dando uma de misterioso metido, no fim é apenas um covarde amortecido.
– Assuma sua posição e meça suas palavras antes de dizer alguma coisa. — Apontou para o menor que o fuzilava com o olhar. – Eu não te dei essa liberdade.
– Não preciso de permissão alguma sua, eu falo o que eu quiser, ajo como quero e onde quero. — Sorriu calmamente. – Agora se você não tem capacidade intelectual para interpretar o que eu digo meu amigo... Você é quem não deveria estar aqui.
– Ei isso aqui... — Interveio Gabriel sem graça.
– Interpretar ou não, essa não é a questão. E já que não demonstra respeito perante as autoridades, eu o farei ter a força. — A escuridão continuava envolvendo o seu corpo. E não confunda as coisas... Eu não sou o seu amigo.
– Lhe mostrarei respeito a partir do momento que me mostrares respeito. — Bateu o pé irritado. – Você continua batendo na mesma tecla, você não tem respeito por se esconder e ficar se achando o máximo. E só pra constar, esse seu argumento foi inválido. Só porque eu disse “amigo” não quer dizer que estou te chamando de companheiro ou parceiro. Não contorça o que eu digo, nem fale o que eu faço, faça o que eu mando. — Fez sinal com as mãos e começou a sugar a densa energia negra que envolvia o corpo do maior. – Já que tens medo de se mostrar, eu vou te fazer aparecer à força.
– Por que fazes tanta questão de me ver? — Disse puxando a energia negra de volta para si. – Apenas aqueles que estão à altura do meu poder, podem me ver.
– Então por que não vem logo para cima, ao invés de ficar ai se van glorificando?
– Porque não perco o meu tempo com lixo.
– É vai fugir... Não passa de um fracassado. Fato.
– Ei... — O músico interrompeu-os novamente. – A gente não veio aqui pra conversar...
– E você fique calado! — Responderam ambos fazendo o jovem se encolher.
– Ok. — Juntou os braços e olhou-os sem graça.
– Tudo bem! — Droops parou de se esconder e se revelou. Vestia-se com um terno negro e seus cabelos eram vermelhos, espetados para cima. Também estava montado em um cavalo negro, cujo lombo era cingido de vermelho, com enfeites de ossos. – Já que insiste tanto... Mostrar-lhe-ei o meu poder!
– Certo. — Cruzou os braços esperando. – Desça logo e me enfrente.
– Não preciso descer do meu cavalo. Pode vir à hora que quiser. — Chamou-o.
– Que desaforo. — Bufou o menor dando de braços. – Cachorro que muito late não morde.
– E você já ouviu o ditado, quem mexe na merda, só faz feder mais ainda? — Agora o conselheiro também cruzava os braços.
– Então isto é uma confissão. — Debochou o taichou. – Você disse tudo agora! Está se superando cada vez mais!
– Aaah! Não agüento mais! — Gritou o guitarrista irritado já com o tempo perdido. – Duendes noturnos! — Abrindo um cancioneiro, passou a chamar estranhas criaturas que surgiam na escuridão, elas cantavam e saltitavam aproximando-se do inimigo.
– Malditos! — Droops bateu o punho contra um painel e o chão todo estremeceu. Um barco viking, todo apodrecido apareceu navegando sobre um mar de sangue, no final da sala. – Se realmente não vocês não têm medo da morte, venham para o meu navio. — Ignorou os monstros invocados pelo menor e saltou para o barco que velejava na escuridão.
– Já vai tarde. — Hankaruko e Gabriel foram para o barco enfrentar o conselheiro dos Anti-Randons.
Como será essa batalha? Parece até que Droops também é um elementalista da escuridão! Voltemos nossas atenções para os elementalistas do ar, que batalhavam contra Juja. A imperatriz do grupo inimigo. Ora, nossos heróis estavam cercados daquelas criaturas estranhas que a moça pediu para que Golem invocasse. Sem contar que todas elas estavam invisíveis e não podia saber de onde viriam seus ataques.
– Droga, se isso continuar assim nós perderemos! — Completou Jack tentando atacar o nada.
– Deixa comigo amigo! Já sei o que fazer! — Afirma a atiradora tirando alguns pergaminhos explosivos juntando-os com outros metais. – Estoure criptonita! — Ao bater seu punho contra a bola negra, esta se expandiu para todos os cantos da sala, cabendo ao médico controlá-las. – Vai agora Jack! Quando elas relarem em algum ser vivo, explodiram junto com ele!
– Boa idéia Naty! — O Ex-Anti-Random faz vários sinais com os braços, puxando várias correntes de ar, fazendo aquelas bombas quicarem por todo o local, explodindo em todos os monstros invisíveis.
– Malditos estrategistas! — Clamou Juliane desesperada enquanto desviava das bombas.
– E agora para completar... Bolsa de poeira! — A morena disparou uma bomba de pó no chão, que ao ser controlado pelas correntes de ar que o médico emitia, puderam perceber onde Juja estava, visto que a poeira tomava a forma de seu corpo.
– Desgraçados! Me deixaram toda suja! — A maior debatia-se irritada.
– É agora! Punho atmosférico! — Naty contra-atacou a Anti-Random com os componentes do ar.
– Espiral de vento! — E Jack deu uma voadora na coitada ao mesmo tempo em que sua parceira a atacou, esmagando-a contra a parede.
– Vitória! — Ambos bradaram em alegria.
E assim Juja a imperatriz dos Anti-Randons foi derrotada. Continuemos nossa jornada e voltemos nossas atenções para o terceiro andar, onde Richter e Mr. L em uma tentativa completamente fracassada em ajudar Fiorani a se recuperar, agora eles têm de enfrentar o Anti-Random que se fundiu aos poderes místicos da espada mágica.
– Mr. L cuidado! — Disse o mais velho levantando do chão uma barreira de areia, defendo-o de ser golpeado pela enorme criatura.
Fiorani estava irreconhecível. Parecia um enorme órgão vivo, cheio de tubos e tentáculos.
– Obrigado Richter. — Agradeceu enxugando o suor. – Ele não nos reconhece? E será que podemos trazê-lo de volta ao normal?
– Não sei. — Respondeu o outro. – O que sei é... O único que pode tirar a espada mágica dele é alguém que tenha o elemento místico. Por enquanto, vamos imobilizá-lo. — Disse já se preparando para contra-atacar.
– Finalmente verei o outro líder da equipe em ação. — Pensou o moreno consigo mesmo.
– Abalo sísmico! — Richter moveu o seu martelo e golpeou o chão, criando uma enorme cratera ao redor da criatura, deixando-a sem chance de escapatória. Então o homem da um salto mirando acertar outro desses no inimigo.
Todavia, este se defende com enormes tentáculos prendendo o elementalista da terra. E com a mão que segurava a espada mágica, dispara o ataque anel de Saturno, criando um plasma ao redor do jovem indefeso e explodindo-o com gases de Saturno.
– Essa não! — O menor correu ajudar seu companheiro jogando uma enorme rocha contra o monstro visando esmagá-lo. Entretanto não obteve sucesso, pois o monstro destruiu a rocha facilmente com um buraco negro e este se aproximava cada vez mais perto do Black Power.
– Não se preocupe comigo Mr. L! — Pode-se ouvir a voz do rapaz em meio às fumaças de Saturno. – Eu me defendi dos gases com o meu caixão de areia. — Richter transpareceu no meio das explosões envoltas de um escudo de areia. – Fúria do deserto! — Os olhos do mais velho começaram a clarear, então com sua grande força física, este conseguiu quebrar o anel de Saturno que o prendia e contra-atacou Fiorani com punhos gigantes feitos de areia. O arqueólogo controlava e dava forma na areia graças ao seu imenso poder e concentração. Depois de dar vários socos e tabefes na criatura, o jovem faz um movimento visando um chute, que retorna em forma de areia esmagando o inimigo.
– Então é assim a força de um nível A... Também da pra notar que ele é bem confiante e calmo mesmo perante o perigo. — O moreno estava boquiaberto, tão pasmo que até se havia se esquecido do buraco negro que se aproximava deste sugando tudo ao redor.
– Terremoto! — Contudo, o homem não mantinha o foco apenas no inimigo como também em seu parceiro. Ele sabia que este corria perigo, então se precaveu para ajudá-lo. Empunhando o martelo megaton e concentrando sua energia no mesmo, ao batê-lo no ar, faz surgir uma quebradiça como se tivesse quebrado um espelho. As linhas de destruição seguiram até o buraco negro dispersando-o de vez. – Excelente.
– Puxa! Você sabe como parar todos os ataques! — Exclamou o Black Power surpreso.
– Que nada... — O outro sorriu sem graça. – Eu usei o terremoto no buraco negro apenas por chute. — Afirmou, fazendo o menor cair de bunda no chão.
– Caramba! — O jovem arregalou os olhos e apontou para frente. – Richter! O monstro está se reerguendo.
– Imaginei que não seria derrotado assim tão facilmente. — Virou-se para Fiorani fitando-o sério. – Acho que já está bom como aquecimento, agora vou lhe mostrar um pouco da minha verdadeira força. — Riu o detetive.
– O quão forte os líderes de Rank A podem ser? — Disse o mais jovem confuso.
Porém, o monstro começa a exalar uma gosma roxa e esverdeada. A espada mágica, em uma tentativa de destruir seus inimigos, iria se autodestruir para tentar levar os nossos heróis junto.
– Droga. — Richter rangeu os dentes e voltou sua atenção à Mr. L. – Vamos sair daqui, ele irá explodir!
– E vocês iriam abandonar a minha espada assim é? — De repente, alguém surge. – Que problemão ela está causando hein... Mas seu verdadeiro dono já está aqui. — Era Cax, aparecendo no meio da batalha como um herói destemido, em um momento de aflição. Fogos de artifícios explodiam atrás do construtor. – Não deixarei que ela se autodestrua sem a minha permissão! — E correu pegar a espada do inimigo.
– Como é que ele veio parar aqui? — Richter e Mr. L se entreolharam confusos.
– Ele usou o teletransporte. — Ao virarem-se para trás, vêem o cozinheiro fitando-os. – Ele nos transportou até aqui.
– E finalmente...! — O construtor saltou na criatura e escalou-a até chegar a sua espada. – Cá estou eu novamente! Aparecendo em dois capítulos seguidos! — Gargalhou vitorioso. – E esta idéia nem estava na mente do criador! Virei aqui, e salvarei ambos os elementalistas da terra! — Sem problemas, o jovem de poderes psíquicos arranca a espada mágica das mãos do monstro. – Yahoo! — Bradou alegremente.
A espada mística reconheceu o seu verdadeiro dono e largou aquela forma monstruosa, fazendo com que o Anti-Random volte ao normal. Assim todos comemoram a vitória, apenas Fiorani que está inconsciente, porém, completamente são e salvo. Para finalizarmos, vejamos agora o que deu o caso Hankaruko e Gabriel VS Droops. Ambos os três travavam a luta em um navio em destroços.
– Gabriel, terei que derrubá-lo daquele cavalo... Espere um instante. — Dizia Hankaruko fitando o homem montado no cavalo, analisando o seu corpo. As deformações e vísceras que eram penduradas no mesmo, entretanto, não dava muita importância para isso.
Uma cortina de energia negra começou a se dispersar de seu corpo, ficando um pouco densa. Da mesma, em direção ao homem, era disparado o braço de energia negra do elementalista da escuridão ia se dividindo em vários. O Anti-Random cria a foice em seu braço direito, e começa a cortar os braços de energia que vem em sua direção, rindo, enquanto gritava em tom sarcástico.
– Não tem a capacidade de me tirar daqui, então tentará me atacar? Venha com tudo! — Então, um tranco é realizado no lado esquerdo do corpo de Droops, e ali estava Hankaruko. Toda a metade esquerda de seu corpo estava coberta de energia negra, havia usado a mesma para passar despercebido. Apenas seu olho direito e parte da boca estavam perceptíveis.
– Se preocupa tanto com a foice de seu braço esquerdo... O Direito não possui nada? — Disse, em tom irônico, enquanto segurava o braço do conselheiro com seu braço direito, seu único braço saudável. – Ele ainda tem um veneno, que preparei exatamente para você!
O braço do inimigo possuía dois furos, no qual uma fumaça de coloração roxa começava a sair em direção ao rosto do taichou. O ceifador, coberto pelas sobras, com seu olhar de indiferença, realizou um sorriso meio psicótico, então, alguns braços de energia saíam da parte escura de seu corpo, incluindo rosto e costas.
As maiorias dos braços seguram o braço de Droops, outras se encostam ao cavalo, e começam a corroer o que tocam. O Anti-Random, desesperado, ajeita o braço com a foice e tenta cortar os braços negros fora, porém, não estavam solidificados, então, a única coisa que restou a Droops fazer seria cortar seu próprio braço.
– Está louco? Olha o que você fez?! — Gritou o inimigo saltando de seu cavalo, praguejando por seu braço cortado, enquanto mais vísceras escorriam do mesmo, com uma grande quantidade de sangue, que logo parava de cair.
– Eu vou parar o cavalo, portanto, não me atrapalhe. — Hankaruko se levantou, e então, a escuridão ia saindo de seu corpo, e a névoa dissipando, voltando para seu braço esquerdo. Enfiou a mão esquerda na cabeça do cavalo, enquanto a energia negra fazia o cavalo abrir a boca forçadamente. Enfiou o membro cortado do conselheiro na boca de seu próprio cavalo, enquanto o veneno se espalhava pelo organismo dele. O cavalo começa a se contorcer, então cai, se debatendo, até parar de se mover.
O braço de Droops se regenerava, enquanto sorria maleficamente. — Não pode me derrotar, sabe que posso me regenerar. Cada membro do corpo cortado pode ser criado novamente! Não sou que nem seu braço, que tem de ser substituído por energia, seu fracasso!
– Você pode se regenerar, mas isso não te impede de sentir dor! — Dizia Gabriel, segurando a guitarra em suas costas, como se fosse um machado, enquanto energia negra saía pela mesma, como se estivesse impregnada.
– Maravilha. Gosta muito de sua guitarra, não é, Gabriel? Então use-a como sua arma mais poderosa, sem medo de quebrá-la. Atacaremos ele os dois, de uma vez. — Hankaruko possuía um sorriso psicótico no rosto, parecia que a luta havia despertado mais uma vez seu lado que não estava preocupado com nada. Disparou em direção de Droops, mirando socá-lo com sua mão esquerda. A energia negra da mesma formava alguns espinhos pequenos, no punho.
O homem se esquiva para trás, fazendo poucos movimentos. O menor seguia-o com uma seqüência de golpes, usando praticamente seu braço esquerdo, e alguns chutes, porém, Droops, fazia movimentos simples para trás, subestimando cada golpe desferido pelo ceifador.
Então, em um breve momento, Gabriel estava atrás do mais velho, e sua guitarra havia algumas modificações, tornando-a semelhante a uma foice. Desferiu um golpe certeiro nas costas de Droops, fazendo um corte um pouco fundo. O Anti-Random salta para o alto, então, a foice correria o risco de acertar Hankaruko diretamente no rosto.
Sem perder seu semblante psicopata, o taichou pula em direção do ataque do músico. Segura na lâmina da foice dele com sua mão direita. Gabriel muda a direção do corte para cima, disparando Hankaruko para o alto. O mesmo, ao voar, retira sua foice das costas, com a mão direita, desferindo golpes diretos e brutos, sem nenhuma técnica.
Droops tentava desviar, portanto o ar o impedia de se mover com toda a velocidade, não estava próximo do chão. Hankaruko acerta os ataques na direção do peito do assassino. Procurou ser o mais bruto possível, para causar mais danos.
O conselheiro era disparado em direção ao chão, sangrando muito, até que, próximo de encostar o solo, Gabriel o surpreendia, com um golpe direto de foice em sua cabeça, o disparando para uma montanha de corpos, e explodindo.
– Golem... Já sabe o que fazer... — Implorou o jovem para o ser que estava à alguns andares acima. Este por sua vez, possuía um brilho no olhar e ouviu o pedido de seu companheiro.
Droops possuía seu tamanho aumentado, explodindo por entre os corpos. Um pequeno exército de mortos era controlado pelo Anti-Random, que avançavam rapidamente em direção aos nossos heróis. Gabriel tocou sua guitarra, com uma sinfonia que acordou os mortos que não eram controlados, e os reforçou com energia negra, fazendo os cadáveres lutarem entre si.
– É hora pra eu experimentar uma coisa... — O ceifador estava ainda com seu sorriso sarcástico, então, seu braço de energia negra começou a crescer, e entrar pelo solo.
– Seus ataques não passam de meros cortes pequenos para mim! — Droops ria monstruosamente, enquanto seu braço esquerdo disparava veneno por todo o local.
Uma rajada de energia negra foi em direção ao rosto de Hankaruko, tapando seu nariz e rosto, produzindo uma espécie de máscara, cobrindo seu nariz pra baixo. O mesmo aconteceu com Gabriel. Uma rajada de energia saía do chão e se enrolava em seu rosto. – Acalme-se, sou eu. — Retrucou o menor.
Do chão, entre as pernas de Droops, saía uma espécie de 'minhoca' gigante. Sua boca era circular, e possuía milhares de dentes pontudos. Foi se enrolando nas pernas do conselheiro, e prensando-as, visando quebrá-las, e derrubar o gigante.
A minhoca, por final movimento, abocanhou a cintura do inimigo pelo lado esquerdo, perfurando-o, e atravessando sua cintura. Logo, a criatura se converte em cordas de energia negra, enrolando Droops das pernas pra baixo.
O guitarrista continuava tocando seu instrumento, controlando os monstros, e, ao mesmo tempo, a música parecia fortalecer seu parceiro das trevas, estimulando-o inconscientemente a produzir cada vez mais energia.
Alguns dos mortos controlados por Gabriel escalavam o corpo de Droops e iam esfaqueando o homem. Hankaruko também disparava, enfiando a foice em pontos do pescoço e rosto do gigante, apenas para enfraquecê-lo, por diversão.
O jovem começou a tocar seu solo mais rápido. As palhetadas pareciam não acabar, e estavam numa velocidade imensa. Alguns fios de energia negra saíam de sua mão, e o ajudavam a palhetar, embora isso não fosse necessário. Uma espécie de caixão gigante de energia negra ia se formando em volta de Droops, que começava a se debater, tentando escapar.
Alguns braços gigantes, criados pelo taichou iam saindo do chão também, e segurando Droops nos braços, pernas, pescoço, e cintura, pressionando e fazendo terra entrar em seu ferimento, o imobilizando totalmente.
O caixão se fecha com Droops e alguns mortos dentro, enquanto Hankaruko dispara para o alto. – Continue tocando, não podemos apenas prendê-lo, vamos nos livrar dele — Disse o ceifador. E assim foi feito. Gabriel tocava cada vez mais rápido, enquanto o suor escorria por seu rosto. O solo era de fato difícil de manter. À medida que tocava, milhares de correntes prendiam o caixão, pareciam não ter fim. Enquanto seu parceiro concentrava seus poderes em espinhos, que iam se formando dentro do caixão.
Algumas lâminas de energia negra perfuravam o caixão, e só era possível ouvir o som de carne rasgando, e gritos abafados. O que ocorreu lá dentro... Cabe a sua imaginação concluir. Hankaruko caiu ao lado de Gabriel. Seu sobretudo na região do braço esquerdo estava rasgado, enquanto o resto da roupa estava bastante sujo. Seu olhar agora era sério e indiferente. O músico guardou a guitarra nas costas. Rasgou parte de seu sobretudo e enrolou na mão direita, que estava sangrando um pouco, cortada devido as palhetadas muito rápido.
– Pensei que seria mais difícil... — Sorriu o maior, terminando de enrolar o que restou do tecido na mão esquerda, onde as pontas dos dedos, que pressionavam as cordas também estavam um pouco machucadas.
– Fracos desde sempre. — Bufou o ceifador com um ar arrogante. – Não precisa se preocupar. Vamos para o próximo andar.
Encerrando então, ambos os elementalistas da escuridão avançam para o próximo andar. Continua...
Fale com o autor