Avalanches
8 Eren
Notas iniciais
A voz saia rouca pelo travesseiro, as mãos apertavam com força minhas coxas enquanto trabalhava em excitá-lo. O membro de Eren não era grande, mas também não era pequeno; tinha um bom tamanho para um adolescente de 16 anos. Era bom de pegar, era macio, firme – não só por estar ereto –, a glande rosada de Eren parecia deliciosa, mas ele não merecia um oral. Suas notas não haviam melhorado.
Sinceramente, não sei como acabamos desse jeito, no inicio Eren era só um aluno comum do segundo ano, com notas na média, se sentava no fundo da sala e passava a maior parte do tempo olhando para a janele, ou sentado sozinho nos intervalos. Isso foi ha quatro meses, antes de finalmente resolver as coisas com Erwin. Talvez eu tenha começado a olha-lo diferente quando eu o encontrei chorando no terraço da escola. Mais uma vitima de bullying. Como professor era parte do meu trabalho saber exatamente o que estava acontecendo com ele, e ele me contou tudo. Me contou que havia se confessado para um garoto, e esse mesmo garoto riu dele, espalhando para toda a escola que “Eren era um viadinho”. Ele estava com medo de sair do terraço e apanhar daquele tal de Jean. Eren chorou em meu peito naquela tarde, e pela primeira vez entendi o que passava na cabeça daquele garoto. Eu o levei até a diretoria, contei o que estava acontecendo, os pais dos dois foram chamados; Jean foi suspenso e Eren pode respirar melhor. Seu animo melhorou, as notas não. De aluno na média, Eren passou a ser abaixo da média.
Foi quando, depois de uma demorada conversa com seu pai e o diretor, Eren passou a me visitar todas as quintas-feiras as 16h30. De simples exercícios de substantivos, a toques sutis de mãos. Um dia acabei deixando Eren me beijar. Não foi a melhor coisa do mundo.
–Professor? — disse Eren, sentado ao meu lado enquanto corrigia seus exercícios.
–O que?
–Como... Como foi seu... – ele parecia procurar as palavras – Primeiro beijo...?
–Meu primeiro beijo? Que tipo de pergunta é essa?
–É que eu estou gostando de uma pessoa... Um pouco mais velha. – ele agarrou uma das almofadas, suas bochechas estavam levemente vermelhas.
Céus... Nas últimas semanas Eren vinha agindo estranho, dizia coisas estranhas e sempre tremia quando chegava perto de mais dele. Gaguejava e evitava olhar diretamente para mim.
–Ah, você sabe Eren. Um beijo é um beijo. Línguas, lábios e saliva. – germes, bactérias.
–Ah. Sei.
–Eren, pelo menos me diga que já beijou alguém antes? – Eren nega, escondendo o rosto em uma das almofadas. O quão virgem era esse garoto? – Nunca?
–Não...! – ele enterra ainda mais o rosto na almofada.
–Isso é novo. – sorri – Vai pelo menos me dizer quem é a pessoa? – mesmo eu já desconfiando.
Puxo a almofada de Eren devagar, mantendo um suave contato visual. Ele estava mais vermelho que um tomate, os olhos verdes brilhavam quando pouso minha mãos sobre sua coxa.Foi quando ele me beijou. Era desengonçado, apressado e babado; muito babado. Ele nem usou a língua do jeito certo, ela só entrou, fez umas coisas sem graça e saiu. Era assim que os adolescente beijavam? Que chato. Eu sai de mim quando investi minha língua em sua boca, fazendo gemer de leve, empurrando-o para as costas do sofá, prendendo-o ali enquanto mostrava como os adultos beijavam. Quando o ar lhe faltou, Eren parecia desnorteado. Confuso.
–Isso é um beijo.
–Professor? – ele sequer piscava.
–O que?
–Eu te amo.
Aquilo me fez sorrir, sorrir de verdade pela primeira vez em quarto meses.
Então, depois de ficar claro que Eren era completamente apaixonado por mim, seu professor de francês, aqui estávamos nós: Eren completamente nu sobre minha cama, recebendo uma masturbação que, pra ser sincero, até mesmo Erwin escondia o rosto quando eu fazia, era muito boa; aguentando firmemente meus dedos dentro dele pela primeira vez.
–Rivaille... – gemeu ele – Acho que...
A voz dele morreu quando pressionei mais um dedo em sua entrada, em busca de sua próstata. O que fazíamos depois das aulas de reforço era o que ele mesmo chamou de “treino”.
Pois é, Eren era completamente virgem. Masturbação não conta como sexo, eu até estava pensando em comprar uns brinquedinhos para ele. Seria interessante vê-lo gemendo com um vibrador.
–Eren, eu nem a encontrei, aguente mais um pouco.
–Mas...- choramingou, apertando o travesseiro contra o rosto.
–Controle a respiração, Eren, – me inclino sobre ele, que geme um pouco mais alto quando os dedos vão vai fundo – relaxe e apenas sinta, não tenha pressa.
Eren estava completamente cansado, havia exigido muito dele hoje. Mas eu não ia parar agora. Sua respiração batia rápida e ofegante em minha orelha, o calor de suas bochechas era tão intenso que conseguia sentir. As unhas marcavam meus ombros com força, deixando vergões. Eren me beija tímido na intenção de abafar seus gemidos; abro meus dedos dentro de Eren que acabou mordendo meus lábios. Teria volta. Brinco um pouco mais com sua ereção, o rosado de sua glande estava ficando vermelho.
–Rivaille... – foi quando encontrei.
A contração no interior de Eren puxava meus dedos para dentro, contraindo e relaxando de tal modo que simplesmente escorregava para fora devido a lubrificação – afinal, seu pré-gozo escorria e se tornava uma vitima da gravidade, a posição de meus dedos apenas ajudou a cair no lugar certo.
Ele não sabia o quanto isso era sexy.
–Por favor... – gemeu manhoso, passando os braços por meus pescoço.
Acelero os movimentos, fazendo-o tremer. Seu corpo afundo nos travesseiros e ele sussurra meu nome, implorando. Seguro seu membro com um pouco de força, masturbando com rapidez enquanto meus dedos iam e vinham lentamente, torturando. As pernas dele tremem, as mãos apertam minhas coxas com força, seu peito subia e descia rápido. Ele estava quase lá.
–A-ah! Rivai... Rivaille...! – a voz mal saia de sua garganta – Está-ah...!
–Goze devagar, Eren. – sussurro, mordiscando sua orelha. – Se controle, prolongue.
Então ele o faz, se desfazendo em minhas mãos quando acerto sua próstata, tocando várias vezes, fazendo-o gozar do jeito que eu queria.
Sua respiração demora a normalizar, as mãos tremiam quando afastaram o cabelo de meu rosto. Tiro os dedos de sua entrada sem perder contato visual. Suas bochechas coram gradativamente quando levo a mão com seu gozo até seus lábios, incentivando-o a lamber.
–Não... – reclamou – Tem um gosto ruim.
–Como sabe que tem um gosto ruim se nunca provou?
–Mas...
–Eren... Por mim. – sussurro.
Ele fecha os olhos com força, abrindo a boca devagar e lentamente; mordo os lábios quando sinto a ponta fria de sua língua passar por entre o anelar e o dedo médio. Chupando e depois os engolindo. Enquanto Eren chupava meus dedos, beijo seu pescoço e peito, lambendo os mamilos ainda duros, desço por suas costelas, mordiscando o baixo ventre. Eren se engasga quando acabo enfiando os dedos mais fundo em sua boca.
–Qual seu gosto, Eren?
Ele cora violentamente, virando-se na cama para não me olhar; agarrando a maior parte dos travesseiros ele esconde o rosto.
Crianças.
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