Ausência

7 Infortúnio


Notas iniciais
Chegueeeeeei!! Eu bugando vocês. Não gente, hoje não é sexta kk é quarta-feira mesmo. Mas eu pedi ao meu editor pra postar um cap hoje, mas só se eu conseguisse deixar mais caps adiantados, e eu consegui!!! Victory!!! O cap 8 ainda está de pé na sexta-feira ok? kk não se preocupem. Ah, vai ter uma parte do capítulo em que vou falar o nome de uma música, e eu sugiro ouvir ela pra ler essa parte específica. Vocês vão entender. Beijos doces e boa leitura!

Funny you're the broken one

(É engraçado, você é quem está destruído)

But I'm the only one who needed saving

(Mas eu sou a única que precisava ser salva)

'Cause when you never see the light

(Porque quando nunca se vê a luz)

It's hard to know which one of us is caving

(É difícil saber qual de nós está desabando)

Stay — Rihanna

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Adrien foi surpreendido naquela manhã de segunda-feira, ao receber outra chamada de Marinette, além da ligação de “bom dia” que eles faziam de vez em quando.

— Esqueceu de me dizer algo mais cedo, minha linda? — Atendeu com divertimento, não tendo ideia do que ela iria dizer, ou o porquê de estar ligando, já que eles se veriam em poucos minutos. O carro já estava a caminho da casa dela, para levá-la à escola com ele.

— Adrien? Oi, querido, é a Sabine. — Adrien assustou ao ouvir a voz da mulher, e precisou retirar o telefone do rosto para conferir se havia visto o nome errado no visor, mas não, era o telefone de sua namorada mesmo. — Só queria avisar que pode ir direto para a escola. Marinette não vai hoje.

— O quê? Não, eu vou sim! — Ouviu os protestos de Marinette no fundo, tornando a situação ainda mais confusa.

— O que houve? — Teve que perguntar, já sentindo uma pequena ansiedade crescer em seu estômago.

— O quê? — Sabine precisou perguntar, a discussão de Marinette e Tom ao fundo parecendo dificultar que ela o ouvisse.

Adrien conseguiu ouvir pequenas palavras como “minha menina” e “proteger” vindo dele. O que não ajudou em nada a sua compreensão da situação.

— Aconteceu alguma coisa com a Marinette? — Resolveu mudar a pergunta, e disse um pouco mais alto, o coração acelerando.

— Não, está tudo bem... — Sabine parecia receosa em dizer, sem saber explicar. — Bom, mais ou menos.

Até que a voz de Tom sobressaiu pelo telefone.

— Estamos levando ela para o hospital! — O homem gritou, e parecia apavorado.

Não serviu como explicação, mas serviu para apavorar Adrien, também.

— Ótimo, querido, vai assustar o garoto. — Ouviu a represália das duas mulheres no carro, mas apenas entendeu a de Sabine, que estava com o celular.

Ouviu Marinette dizer algo ao fundo, então um barulho de movimentação, até que finalmente, o celular foi passado para a namorada, e pode ouvir a voz dela claramente.

— Oi, Adrien. — Ela cumprimentou, amorosa.

Mas o estrago já estava feito, Adrien estava assustado, e já cutucando Gorila para parar o carro.

— Marinette? Para qual hospital está indo? Já vou avisar ao Gorila, estou indo agora! — Falou sem pausa.

— Não, amor, eu só torci o tornozelo. Não se preocupe. — Ela tentou tranquilizá-lo. — Vamos apenas checar se não quebrou nenhum osso, enfaixar e pegar alguns analgésicos. — Terminou a explicação de forma calma.

Mas Adrien agora, só queria estar com ela.

— Me diz pra onde está indo. — Suplicou, apenas para a ouvir bufar do outro lado do telefone.

— Adrien! Vá para a aula. — Disse, de forma firme, porém doce. Como se estivesse feliz por saber que ele se importava com ela. — Eu te encontrarei lá, só vou chegar atrasada.

— Não vai, não! — Tom retrucou ao fundo.

Adrien tentou clarear a cabeça, ela estava bem, estava com os pais. Seria tratada e logo estariam juntos de novo. Mas, apenas por precaução, perguntou novamente, agora já mais calmo.

— Tem certeza, minha linda? — Sentiu seu carinho ser recebido por ela, pois Marinette emitiu um sorriso antes de responder.

— Tenho, meu amor. Nos vemos depois. — Então ela desligou, e Adrien desabou no banco, largando o celular, pedindo à Gorila para seguir em direção à escola.

Mas ele estava preocupado. Não apenas por esses machucados recentes, Marinette sempre foi meio desajeitada, mas ultimamente ela parecia bem mais distraída. Isso, para não dizer, desanimada.

O dia na sua casa saiu como ele havia planejado, e a namorada pareceu se divertir bastante, apesar de ter ficado bem quieta durante o filme, alheia às conversas e comentários que ele, Alya e Nino estavam fazendo. Quando perguntou se ela estava bem, só respondeu que era cansaço. Uma resposta plausível, já que o dia fora bem intenso.

Mas, ainda assim, o loiro não conseguia deixar de sentir que alguma coisa estava errada.

Porém, se Marinette não queria contar a ele o que era, não iria pressioná-la. Esperaria até que ela estivesse confortável para compartilhar.

Só esperava que isso não demorasse tempo demais.

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— Oi, oi! — Marinette anunciou, chegando na cafeteria da escola usando muletas.

Viu várias cabeças do lugar se virando em direção a ela. Mas Adrien foi o primeiro a se levantar e ir em sua direção.

— Amor, o que aconteceu? — Perguntou, todo preocupado, o que ela achou super fofo.

O namorado já estava pegando em sua cintura, a auxiliando até chegar à mesa. Que rapidamente ficou rodeada com seus colegas da antiga escola.

— Ah, nada de mais, eu só me atrapalhei descendo as escadas lá de casa, hoje cedo. — Respondeu com um sorriso tímido, se sentando na cadeira que Adrien puxou para ela. E agradeceu com carinho, antes de voltar sua atenção aos demais. — Não precisam se preocupar!

Era vergonhoso só de lembrar. Nem soube direito como aquilo aconteceu. Estava descendo as escadas, apressada como de costume para não se atrasar, e quando deu por si, estava caindo nos degraus em direção ao chão, e uma dor começou a irradiar de seu tornozelo.

— Marinette! Precisa tomar mais cuidado. — Juleka disse aflita.

— Se quiser, posso arrumar um óleo de lavanda para você. É bom para passar em torções, ele diminui o inchaço. — Mylenne sugeriu, toda atenciosa, como sempre. Marinette concordou com a cabeça, e viu a amiga abrir um sorriso.

— Só você, Mari, para se machucar com algo que você usa todos os dias. — Nino disse.

Ela deu uma risada sem graça, junto com os colegas.

— É amiga, tem que tomar mais cuidado! — Sentiu o olhar de Alya pesar sobre ela. Claro que ouviria um sermão da amiga. A Ladybug de muleta? Que piada ela devia estar agora.

Sem falar do roxo que estava no quadril dela, daquele dia da piscina. Ela havia caído mais feio do que imaginava, pois o enorme hematoma pegava toda a lateral do quadril esquerdo. Não quis mostrar a ninguém por medo de os preocupar. E agora, havia isso. Seu tornozelo estava inchado como uma bola, e começando a ficar roxo também. Não que alguém fosse ver, com ele coberto pelas ataduras.

— Vai ficar tudo bem. O médico disse que preciso ficar sem forçar o pé por alguns dias, e depois estarei nova em folha.

Na verdade, ele havia dito mais de três semanas, mas Tikki explicou que, usando os brincos, qualquer machucado curaria mais rápido que o normal. Porém, não tão rápido a ponto de ser suspeito, o que significava que ainda teria alguns dias com o pé e tornozelo enfaixados.

Estava se sentindo uma heroína ridícula. Totalmente ridícula.

Passado o susto inicial, os colegas voltaram às suas mesas, desejando melhoras, e deixando os quatro sozinhos ali.

O namorado puxou a cadeira dele para mais perto dela.

— O que acha de ir lá para casa, hoje a tarde? — Adrien sugeriu, aproximando o corpo e olhando para ela. — Acha que seus pais vão concordar? Prometo, que vou cuidar bem de você.

Marinette tentava, mas era impossível não sentir as bochechas esquentarem, quando Adrien falava assim. Ainda mais, quando a encarava de forma intensa, como estava fazendo agora.

Engoliu em seco antes de responder.

— Não vou atrapalhar suas aulas? — Ficava receosa com isso. Odiava atrapalhar as pessoas, principalmente, o namorado.

Mas ele apenas suavizou o olhar, antes de sorrir em direção a ela.

— Sabe que, agora, só as faço porque gosto. Além do mais, quero ficar com você hoje. — Aqueles olhos verdes esmeralda. Nenhuma garota seria capaz de resistir.

— Então vou sim. — Se permitiu alegrar com aquilo. Ultimamente, seus melhores momentos eram quando estavam juntos.

Melhor do que ficar sozinha, presa com seus pensamentos, e fazer algo que estava virando hábito ultimamente: revisitar suas memórias com Chat Noir, e o quanto a falta dele a estava machucando.

Havia feito isso muito no dia anterior, mas quem poderia julgá-la? Era domingo, e ela estava sozinha em casa, com dor no quadril, e com nada de muito interessante para fazer. Ela entrou no Ladyblog, e baixou várias fotos do Chat Noir. Temia que Alya fosse apagá-las logo que fizesse seu anúncio ao resto da equipe, e não queria esquecer ele.

Esquecer os detalhes dele, que já estavam ficando embaçados em sua mente. Não sabia se era por conta da renúncia, e esse esquecimento era algo da magia dos miraculous o apagando de sua mente. Esperava que não.

Queria lembrar de tudo, vividamente.

Os cabelos loiros dourado.

A roupa preta, com as adoráveis orelhas de gato.

O cinto que ele amava tanto.

Seu bastão de pole dance.

Mas, principalmente, os olhos verdes felinos, que ela não poderia encontrar em nenhum outro lugar.

Estava se sentindo um pouco estúpida por ter feito isso. Mas Marinette era uma garota muito visual, consequentemente, seu mural de fotos era muito precioso pra ela, e gostava de mantê-lo cheio com imagens das pessoas importantes de sua vida.

Mas sentia culpa, porque, agora que estava namorado Adrien, queria mais ver fotos de outro garoto do que as fotos dele. E fotos que nem podiam ir para o mural sem causar suspeita.

No entanto, ela já era uma mentirosa, então isso não era novidade. O diferencial é que, todos os segredos que mantinha escondido de Adrien, eram para o bem dele.

Menos esse.

Esse segredo era apenas seu, e para proteger seus próprios sentimentos.

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Uma rápida mensagem dele para Nathalie, e uma ligação de Marinette para os pais, e os dois estavam a caminho da mansão Agreste, ao final das aulas.

— Cuidado. — Ele pediu ao ver a namorada saindo do carro com dificuldade, por conta do tornozelo machucado. Estava segurando uma das muletas dela, enquanto auxiliava com a outra mão, a segurando pela cintura.

— Adrien, eu só torci o pé, não estou debilitada. — Ela reclamou, mas não iria adiantar nada.

Não permitiria que ela machucasse ainda mais o pé ou, Deus os livre, que ela caísse novamente. Marinette já não era uma pessoa exemplar no equilíbrio com os dois pés bons, que dirá com só um deles em bom estado.

Entraram na mansão, Gorila os seguiu com suas mochilas de escola, e ao chegar no pé da escada, Adrien a ergueu nos braços.

— Adrien! O que está fazendo? — O rosto dela ruborizou instantaneamente.

— Quero chegar no meu quarto hoje, e são muitas escadas. — Ele respondeu, simplesmente, tentando não se divertir tanto com a vergonha dela.

Chegando no quarto, colocou a namorada sentada na cama, antes de pegar as mochilas com Gorila parado à porta, agradecendo antes do homem sair.

— Então, o que quer fazer? — Perguntou enquanto se aproximava

Marinette parecia meio deslocada, olhando ao redor do seu quarto com curiosidade. Apesar de ter passado vários dias com ele ali na mansão durante as férias, era mesmo raro terem momentos assim.

Sozinhos.

— O que estaria fazendo? — Ela finalmente perguntou, voltando a atenção em sua direção. — Se eu não tivesse vindo aqui? — Terminou por esclarecer.

— Acho que praticaria piano, ou iria ler o livro que trouxe. — Respondeu sem pensar muito, mostrando o livro de trigonometria que havia pegado mais cedo na biblioteca. Estava apostando na área de exatas naquela semana.

Riu com a careta que tomou seu belo rosto.

— Trigonometria, que morte lenta. — Ela reclamou para si mesma, mas alto o suficiente para ele ouvir.

Aproveitou o momento de descontração para sentar ao lado dela no colchão, e Marinette lançou um olhar desconfiado.

— Sabe que posso estudar depois. — Passou a mão em seu rosto, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela.

E isso era ele se segurando, pois vontade que tinha mesmo, era de soltar o lindo cabelo azulado, mas que ela insistia em manter preso.

Estava absorto em todos os detalhes do rosto da namorada, quando a sentiu puxar o ar com força, como se tivesse ficado sem respirar por alguns segundos.

A viu umedecer os lábios antes de falar.

— Por que não toca piano para mim? — Os olhos azuis dela estavam grudados nos seus, e por mais que não quisesse mais sair dali, ele concordou com um aceno, abrindo um sorriso ao ver o rosto levemente corado dela.

O ar parecia mesmo ter esquentado alguns graus.

Inclinou para frente, depositando um beijo na testa dela, antes de levantar da cama.

— Algum pedido especial? — Perguntou, levantando a tampa do piano, e se sentando no banco em frente às teclas.

— O que você quiser tocar. — Ouviu-a responder, com carinho, e depois, pegar uma das muletas para mancar lentamente, antes mesmo que Adrien pudesse ajudá-la, ela escorou no piano.

Adrien então pensou nas músicas que conhecia, querendo escolher uma que pudesse agradá-la.

Resolveu tocar Icarus, de Tony Ann, que tinha se tornado uma de suas favoritas ultimamente. Era bem diferente das músicas clássicas que seu pai o mandava treinar.

E treinar até a perfeição.

Agora, Adrien estava com uma coletânea de novas músicas, e músicas que ele gostava mesmo de tocar e praticar. Além de se manter afinado para a banda.

Então iniciou as notas, com calma. Sentindo a melodia ganhar vida ao vibrar em seus dedos, preenchendo todo o seu ser.

Estava concentrado nas teclas, quase fechando os olhos, a música já sendo tão conhecida por ele.

Estava aproveitando o ascendente da canção, quando resolveu olhar em direção à Marinette.

E a encontrou com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

Os dedos pararam abruptamente.

— Minha linda, tem alguma coisa errada? — Levantou rápido, caminhando para ela.

Só então a garota pareceu se dar conta do que estava acontecendo, tocando as próprias bochechas e as secando, com um sorriso tímido.

— Ah, não. — Ela se explicou rápido. — É só que… essa música é muito bonita. Me emocionou.

Mas Adrien não sentiu sinceridade nela.

Marinette não estava bem, e não estava há algum tempo já. Por isso, a levou de volta à cama, a colocando sentada no colchão, antes de se ajoelhar à sua frente. Segurou sua mão, que ainda limpava, nervosamente, o rosto.

— Amor, sabe que pode falar comigo, sobre qualquer coisa. — Enfatizou, com verdade, as suas palavras. Torcendo para que ela pudesse senti-las e se sentisse confortável para se abrir com ele.

Adrien esperou, e viu quando ela hesitou em responder. Estava pronto para ouvi-la, quando ela disse.

— Eu sei disso, obrigada, Adrien. — Então a viu abrir um sorriso, que não parecia falso, mas não era verdadeiro, também. — Mas está tudo bem.

Ela ainda não estava pronta. Adrien podia entender, mas isso não queria dizer que não ficava um pouco decepcionado por vê-la tão melancólica e não conseguir fazer nada.

Soltou um suspiro e pôs-se em pé, uma ideia surgindo em sua mente.

— Vou pedir à Gorila para fazer um lanche. — Viu uma centelha de animação acender no rosto dela. — E enquanto isso, vamos jogar.

O sorriso que Marinette abriu foi o maior que Adrien tinha visto em seu rosto, em todo aquele dia.

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Já estavam em sua terceira partida, quando Gorila entrou no quarto com uma bandeja. Nela havia croissants de queijo e fatias de bolo, acompanhados de uma jarra de suco e uma de leite.

— Obrigado, Gorila. — Adrien depositou a bandeja na mesa, voltando rapidamente para a partida, após o homem acenar com a cabeça.

Marinette não havia nem mesmo parado de jogar, completamente concentrada.

O pé machucado dela estava em cima da mesa de centro, apoiado em uma almofada. Marinette começou a sentir dor depois de um tempo com ele para baixo, e Adrien quase correu com ela pro hospital, antes da mesma rir e pedir por uma simples almofada, que resolveu o problema.

— Obrigada, Gorila! — Ela gritou à distância.

Os dois estavam competindo online, por isso, sem pausas. Sem falar que, agora, eles jogavam em dupla. Adrien preferia assim.

Eles eram melhores jogando juntos, do que um contra o outro.

— Acho que jogamos videogame demais. — Comentou, pegando o próprio controle e voltando sua atenção novamente ao jogo.

Viu a namorada olhar de escanteio em direção a ele, antes de bufar, de forma divertida.

— Você fala como se fosse algo ruim.

— Não é. — Um sorriso abrindo em seus lábios com o jeito dela. Marinette parecia ter sido feita, exatamente, para ser um par perfeito para ele. — Amo isso nosso, mas não foi assim que minha mãe me criou.

Não falava muito da mãe, mas percebeu que estava ficando cada vez mais fácil falar dela sem sentir a dor da saudade, mas com apenas um enorme carinho.

— Com assim? — Marinette pareceu ficar mais interessada na conversa naquele momento.

— Que mesmo amando jogar, sinto que preciso fazer coisas mais românticas com você. — Sua mãe era uma romântica incorrigível, afinal de contas, e sempre o disse para ser esse tipo de homem, quando encontrasse uma menina que gostasse de verdade.

“Abra a porta do carro, Adrien, beije a mão dela. Leve-a para encontros e passeios turísticos, mesmo sendo considerado algo brega pelos seus amigos. Valorize os interesses dela, não se importe apenas com o que você quer fazer. Diga como ela é linda, em qualquer situação.” — Conseguia ouvir a voz de sua mãe, ainda vívida, em suas memórias.

E ele gostava de pensar que era esse tipo de homem, não só por saber que sua mãe se orgulharia, mas porque Marinette merecia esse tipo de amor.

E ele também.

Amores puros e sinceros eram raros hoje em dia. Ele sabia da sorte que tinha por ter encontrado um. Por isso cuidaria bem dele, todos os dias.

Ouviu quando o controle escapou das mãos da namorada, ainda surpresa com suas palavras, o que lhe deu a responsabilidade de finalizar a luta sozinho. Sorriu por ter conseguido.

Só assim para ser melhor do que a Marinette naquele jogo.

Acabado a disputa, ele virou o corpo em direção ao dela, no sofá.

— Quando você melhorar, vou planejar um final de semana de encontros. — Continuou, já que Marinette ainda estava em silêncio, boquiaberta em sua direção.

Procurou a mão dela com a sua, antes de depositar um beijo em seus dedos. E ficou feliz ao ver os cantos dos lábios dela se levantarem, à medida que ia falando.

— E primeiro, vamos ao André sorveteiro. Só fomos lá uma vez depois de namorar oficialmente, e eu nem ao menos pude tomar o sorvete com você.

Adrien lembrava de ter que sair correndo para o baile Diamante, que ele nem chegou a ir. Aquele dia todo havia sido um desastre.

Marinette estava com os olhos brilhantes em direção a ele. E Adrien amou isso.

— Eu gostaria muito. — Marinette soltou as mãos dele, apenas para pegar um dos croissants na bandeja. Continuando a falar após a primeira mordida. — E seria bom, fazer as pazes com ele.

— Por que diz isso? — Perguntou sem pensar muito, também pegando seu próprio croissant ao vê-la comer o dela.

— Acho que ele ainda está chateado comigo, mesmo indo lá com você depois — Estava terminando de mastigar, quando viu Marinette tensionar o corpo do seu lado. A olhou confuso, até que ela explodiu. — Ai, tudo bem. Eu nunca te contei isso, mas eu fui com o Chat Noir lá, uma vez, e o André não ficou muito feliz.

Ela despejou frenética, em um só fôlego.

Adrien tomou um choque ao lembrar daquele dia.

Por Deus, ele não queria, mas agora, precisava implicar com ela por isso.

— Marinette! Você foi a um encontro com o Chat Noir?! — Colocou suas melhores habilidades de ator para fingir seu choque.

O que deu muito certo, pois Marinette estava tão nervosa, que nem foi necessário tanto esforço da parte dele.

— Ai, não foi assim. Quer dizer, foi, mas foi rápido. Não que eu quisesse que tivesse demorado. Não, quero dizer, a gente nem tomou o sorvete!

Estava sorrindo internamente. Era maldade fazer isso com ela, e sabia, mas não conseguia se segurar. Além do mais, não era como se ele pudesse ficar chateado, ou mesmo inseguro, com essa situação.

Era ele quem estava lá, afinal de contas.

— Você gostava dele? — Interrompeu o balbuciar confuso dela. Ainda se sentia culpado por aquele dia, temia ter machucado muito seu coração. Sabia que Marinette amava ele hoje, por isso não via problema em fazer essas perguntas.

A namorada murchou ao seu lado, terminando seu croissant, antes de pegar um copo para servir o suco. Adrien, rapidamente, pegou a jarra para ela, servindo ele mesmo.

— Foi complicado. — Ela respondeu, antes de tomar um gole.

Adrien também se serviu, bebericando antes de recostar no sofá.

— Não sabia que ele era seu tipo. — Comentou, reflexivo, olhando para a janela.

Marinette começou a engasgar ao seu lado, o olhar dele suavizou em sua direção, enquanto a ajudava a pegar um guardanapo.

— Era. Quer dizer, não é, ou foi. — Viu Marinette balançar a cabeça, como se as ideias estivessem emboladas em sua mente, e precisassem de uma sacudida para organizar.

— Ele gostava de você? — Adrien questionou, querendo descobrir o que ela havia pensado dele na época.

Se aproximou dela no sofá, pegando uma de suas chiquinhas e enrolando no dedo em meio aos fios escuros.

Muitas vezes, tinha vontade de soltar os cabelos dela. Ela ficava tão linda com as mechas soltas.

Marinette o encarou, piscando algumas vezes antes de desviar o olhar para baixo e responder.

— Não sei, provavelmente não.

Adrien então pegou o queixo dela com seus dedos, mergulhando em seu olhar.

— Como não gostar de você, Marinette? — Declarou, acariciando a pele de porcelana, sentindo a respiração dela falhar. — Eu o entendo bem.

A boca dela se abria e fechava, sem emitir som, atônita, antes de responder.

— Bom, o que importa é que não deu certo, não era para ser. — Ela terminou com um sorriso torto.

Foi quando ele decidiu dar a cartada final. Abriu um sorriso ladino antes de perguntar.

— Se beijaram?

Marinette praticamente pulou do sofá. Ou ela teria pulado e levantado, se não fosse pelo tornozelo machucado.

— Adrien! Eu não devia falar sobre essas coisas com você. — Ela colocou ambas as mãos sobre as bochechas, escondendo o rubor.

Adrien sentou-se mais relaxado, já havia se divertido o bastante, agora iria acalmar ela.

— Tudo bem, quer dizer, ele é um super-herói, acho que até eu entenderia. E também, aconteceu antes da gente ficar junto.

— Sim, foi antes…

— Era. — Disse então, a interrompendo ao sentir a nova realidade o açoitando sua mente como um chicote, com espinhos nas pontas.

— O quê? — Ela perguntou, ainda confusa pela interrupção.

— Ele era um super-herói. — Adrien explicou, de forma reflexiva. — Nino me contou que ele renunciou ao Miraculous. — O que não era mentira. Enquanto Marinette estava no hospital naquela manhã, Nino havia chegado com a notícia “bombástica” para ele.

Nino explicou como a Ladybug havia contado à Alya, que contou para ele, e ele contou para Adrien.

Não sabia o motivo da Ladybug ainda não ter divulgado, talvez com esperança de que ele voltasse, mas logo, todos deveriam estar sabendo. Chat Noir não existia mais. Por isso, não viu importância em contar à Marinette.

Mas de repente, sentiu o clima mudar.

Saindo de sua imersão interna, percebeu Marinette congelada e tensa, ao seu lado. Com um olhar vazio, olhando para o nada.

— Está preocupa com ele? — Perguntou apreensivo. Não saberia o que fazer caso Marinette ainda tivesse sentimentos pelo herói. Não sentimentos românticos, ela não era esse tipo de pessoa. Mas de carinho.

Se tivesse, então Chat Noir estava prestes a machucar seu coração, mais uma vez.

— Eu? Não, quer dizer, eu sou só uma fã. Mas eu não estava sabendo disso. — Ela entrelaçou as mãos no colo, mexendo nervosamente os dedos. — Vi no noticiário que ele não participou das últimas lutas. Mas talvez ele ainda volte.

Adrien imaginou que a maioria das pessoas pensaria isso. Mas elas precisavam começar a pensar o contrário.

Principalmente Ladybug.

Começaria implantando essa ideia em seus amigos, e com Marinette.

Colocou as mãos sobre as suas, atraindo o olhar dela sobre ele.

— Não acho que ele vá voltar, minha linda. — Disse sério.

Marinette, imediatamente, desviou o olhar para a janela.

— Então, só espero que ele esteja bem. A Ladybug deve estar preocupada.

Pensar na heroína causou um aperto no peito dele.

— Acho que ela deve estar bem. — Precisava acreditar nisso, e torcia, todos os dias, para estar certo. — Provavelmente, ela é a única pessoa que o entende, e que deve saber o porquê dele ter feito isso.

Marinette o encarou com surpresa, por alguns segundos, antes de responder, parecendo bastante desanimada.

— É, talvez.

Então um silêncio se instaurou entre os dois.

— Está quase no pôr do sol, preciso ir para casa. — Ela disse, de forma abrupta, já tentando se levantar, e quase desequilibrando ao esquecer das muletas.

Adrien ficou um pouco atordoado, havia planejado levá-la daqui a poucas horas, mas ela parecia determinada, então, lhe restou apenas concordar.

— Ah, tudo bem. Eu te levo.

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A volta para casa não foi boa. Estavam os dois em silêncio no carro, a atmosfera pesada. Marinette conseguia sentir o olhar de Adrien queimando nela. Mas era inútil, agora não conseguia mais parar de pensar no assunto. Não conseguia mais disfarçar sua própria miséria.

Havia conseguido se sair bem durante o dia todo. As aulas que pôde ir, após seu atraso, foram bem proveitosas, mesmo com seus colegas de artesanatos dando uma atenção a mais hoje, por conta da sua lesão.

Depois, com Adrien, estava sendo tudo mágico. A forma como ele cuidou dela, seus olhares, os toques. O choro ao som do piano foi, apenas, involuntário. Sentia que estava segurando tantas coisas, que ao mero som das teclas, pode sentir o som do toque delas perfurando seu coração, e todos os sentimentos dela transbordaram para fora, sendo puxados em forma de lágrimas. Ela nem ao menos percebeu o que estava acontecendo, até ver Adrien se aproximando com o semblante aflito.

Se repudiou por fraquejar daquele jeito, e temeu ter arruinado o dia. Mas Adrien, que deveria, simplesmente, ter saído direto de um sonho, conseguiu contornar a situação com louvor.

Então estavam se divertindo. Estava tudo perfeito.

Até… falarem dele.

Sim, foi ela quem começou aquele assunto. Mas lembrar de Chat naquele dia específico, trouxe inúmeras lembranças boas. Os dois estavam tão felizes, tão bem, mesmo com os problemas que tiveram no final.

Sem saber que, aquilo que os aguardavam no futuro, era bem pior.

Foi quando Adrien contou que sabia da renúncia dele, que ela ficou verdadeiramente mal.

Sentiu algo se rasgando em seu interior. E era apenas o início do seu declínio.

As pessoas estavam começando a saber.

Era só questão de tempo até todos saberem, e consequentemente, aceitarem, que ele não voltaria mais.

Sentia que todos, eventualmente, seguiriam em frente. Menos ela.

Às vezes, Marinette pensava em como o Chat estava agora. Sua vida civil estava mais fácil? Sua namorada agora era mais feliz, ao perceber que o namorado não sumia de repente? Os dois observavam o pôr do sol, juntos, enquanto ela patrulhava sozinha?

Chat, ao menos, pensava nela? Ou havia a deixado para trás completamente, depois daquela noite no telhado?

Ele via o sol se pondo e se perguntava se ela estava lá, vigiando a cidade?

Ele a procurava pelos telhados, assim como ela ainda, teimosamente, insistia em procurá-lo?

— Minha linda, chegamos.

Marinette piscou para voltar ao presente. E os encontrou já estacionados, em frente à padaria de seus pais.

Começou a desabotoar o cinto, e forçou uma risada.

— Ah, sim, claro. Desculpa, estava divagando. — Se virou para ele, esperando que o semblante em seu rosto estivesse melhor.

— Tudo bem. — Adrien respondeu. Mas ela viu os olhos verdes franzidos em sua direção. Ele estava preocupado com ela.

Saber que ela o deixava mal, era quase tão ruim quanto sua própria miséria.

Adrien precisava de seu apoio e não disto, o que quer que seja, que era sua presença agora.

Então, ele a ajudou a sair do carro.

— Quer ajuda para ir lá para cima? — O namorado perguntou, enquanto a entregava suas muletas.

— Não, pode deixar. Meu pai, provavelmente, já está me esperando para me carregar até lá em cima. — Ela respondeu, olhando para trás, para o pai dentro da padaria, se lembrando do quanto ele parecia feliz em oferecer a ajuda dele naquela manhã. — Acredite ou não, ele está amando isso, apesar do susto que tomou.

Ouviu Adrien soltar uma pequena risada, e voltou sua atenção para ele.

— Acredito sim. — Então ele se aproximou dela, colocando uma mecha de cabelo escuro para trás de sua orelha. — Então, nos vemos amanhã?

— Sim. — Ela soltou um suspiro, enquanto analisava todos os detalhes do belo rosto do garoto. — Obrigada pela tarde, Adrien, de verdade. Foi maravilhosa.

— Não foi nada, minha linda. Sabe que amo passar meus dias com você. — Então o namorado fez uma pequena reverência, enquanto pegava sua mão e plantava um beijo em seu dorso.

E a outra mão dele estava para frente, não atrás das costas.

Amava saber o significado disso.

— Eu também amo. — Ela disse de volta. Então Adrien se levantou, e se despediu com um singelo, mas doce, selinho em seus lábios, antes de abrir a porta da padaria para ela entrar. E com um suspiro encantado, ela se despediu. — Tchauzinho.

— Cuidado nas escadas. — Aquele comentário a fez abrir um sorriso, um de verdade, desta vez.

— Elas não vão me pegar de novo. — Ouviu ele rir de volta.

Então ela andou, ou melhor, mancou para dentro da padaria.

— Marinette! Que bom que chegou filha!

Nem ao menos percebeu quando o pai havia saído da cozinha e ido ao encontro dela. Mas quando deu por si, ele já estava a carregando para dentro de casa. Subiu as escadas, e a levou até a sala, a depositando no sofá.

— Obrigada pai. — Agradeceu com um sorriso, ao ver a satisfação no rosto do homem, por poder ajudá-la.

Sabine então apareceu na sala, olhou alguns segundos em sua direção.

— Tom, pode terminar os chouquettes lá embaixo, por favor? — Marinette sabia que, quando a mãe dispensava o marido, era porque uma conversa séria vinha aí.

— Sim, querida. — Então o pai saiu, deixando as duas sozinhas. Sabine foi em direção à cozinha, mas continuou a conversar com ela.

— Como foi seu dia com o Adrien? — A mãe estava guardando as vasilhas, mas Marinette conhecia ela bem o bastante para saber que sua atenção estava voltada toda para ela.

— Foi bom, mãe. Obrigada por convencer o papai a me deixar ir. — Foi necessário, de fato, de muito convencimento para o pai deixá-la sair de casa hoje.

— Não foi nada, querida, você sabe, com seu pai eu sei lidar. — Então a mãe sentou ao seu lado no sofá, e Marinette estranhou. — O Adrien tem te tratado bem?

Se assustou com aquela pergunta.

— Quê? Que pergunta é essa, mãe? O Adrien sempre me trata bem. — Era algo tão ilógico, apenas de pensar, em Adrien fazendo o contrário disso.

Mas então Sabine suspirou fundo e balançou a cabeça.

— Você está diferente, Marinette. Eu não sei. Chame de instinto de mãe.

A garota precisou desviar o olhar para baixo, longe dos olhos incisivos da mãe. Começou a mexer em uma costura do sofá, enquanto respondia.

— O Adrien é perfeito mãe, maravilhoso. Eu sou o problema.

Ouviu Sabine soltar um arquejo espantado, antes de pousar uma mão em cima da sua.

— Querida, não diga isso!

Não sabia como explicar sua situação à sua mãe, e estava a evitando nos últimos dias, justamente, por causa disso. Sabine era uma ótima para analisá-la, a prova estava ali, bastou alguns segundos com a guarda abaixada para a mãe descobrir que algo estava errado. Mas apesar de ser uma conselheira incrível, seria necessário saber como pedir esses conselhos, em primeiro lugar.

— Tem um amigo meu, ele foi embora. — Tentou esclarecer, de forma bem vaga. — E não consigo parar de pensar nele.

— Você sempre teve o coração muito grande, Marinette. Essa sempre foi uma das coisas que mais amei em você. — A mãe começou a narrar, de forma tranquila, fazendo um carinho em sua franja. — Mas, cuidado filha, para que Adrien não ache que está perdendo o espaço dele, aí dentro.

Marinette analisou a mãe por alguns segundos. O rosto sereno dela em sua direção.

Como a faria compreender, que apesar de se sentir péssima quando estava perto de Adrien por conta disso, a ausência do outro continuava sendo o problema principal?

Não sabia. Então, apesar de não ter valido de muita coisa, abriu um pequeno sorriso.

— Pode deixar, mãe. E obrigada.

Sabine pareceu ficar satisfeita com a resolução da conversa, e ofereceu sua ajuda, quando Marinette pediu para ir para o quarto.

E ao se ver sozinha com seus kwamis, precisou fazer algo.

Sentou-se em seu divã e tirou o celular da bolsa.

— Luka, oi, sou eu. Não, meu tornozelo está bem. Foi a Juleka que te contou? Não foi nada de mais, pode ficar tranquilo. — Então respirou fundo, para reunir coragem antes de voltar a falar. — Luka, pode me fazer um favor?

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Já havia feito a ronda do dia sozinha novamente, nenhuma surpresa nisso. Até conseguiu se distrair um pouco, ao ajudar um homem que perdeu o controle da bicicleta e caiu no rio Sena.

Olhou profundamente para o ioiô aberto em sua mão. Se perguntando se valia a pena se machucar de novo.

Se considerava uma fraca por apertar o botão. Mas já não importava mais tanto quanto antes, quando fez isso nas primeiras vezes.

Você ligou para o Chat Noir, deixe sua mensagem após o bip. Biiip

Já havia decorado o recado, de tantas vezes que o repetiu. A voz dele estava tão alegre na mensagem, tão leve, tão… diferente da voz que ele tinha, da última vez em que se viram.

Fechou o ioiô e abraçou os próprios joelhos, sentindo o vento noturno acariciar seus cabelos.

— Uma Lady no telhado, tão sozinha, sem seu gatinho… — Cantou baixinho, para si mesma, admirando outro pôr do sol, e a Torre Eiffel, brilhando sozinha, tão solitária quanto ela própria.

Notas finais
Glossário: *Chouquettes: ou "petits choux" são pequenos pedaços de massa francesa choux, constituídos em pequenas esferas, açucaradas e assadas. Ai, quase chorei com esse final. Quero nem imaginar como foi pra vocês. Quero sim, contem tudo! Ah, vamos comentar também em como é maravilhoso imaginar o Adrien tocando piano? Juro kk eu fiquei vendo o tutorial da música Icarus (e ela parece ser bem difícil de tocar), mas fiquei imaginando as mãos do Adrien na teclas e fiquei toda "awwn que lindo!!!". E pode ser maldade, mas eu amei que na fanart do piano o Adrien tava nem o anel kkkk ta difícil achar fanarts assim aqui pra fic. E gente, eu gastei muito tempo tentando achar qual episódio tinha a Ladybug ligando pro bastão do Chat e dando na caixa postal, e não achei kkk então inventei o recado. Mas se alguém souber o ep, posso mudar isso depois. Beijos doces! E até sexta-feira animação! Teremos akumatizados no próximo cap!