Notas iniciais
Voltei genteeee! Se você não sabe, vou deixá-los avisados que essa segunda parte que se inicia não segue filme ou livro nenhum, é inteiro de minha criação, claro que peguei algumas referências do livro. Espero que gostem, principalmente dos novos personagens que entraram a partir de agora. Boa leitura!!!

Aslam sumiu, ele não era um leão que ficava muito tempo em um lugar, ele era livre. O reino de Nárnia estava a governo dos filhos de Adão e das filhas de Eva já havia pouco mais de um mês, eles ainda estavam se acostumando com aquele mundo onde eles eram da realeza, mas, para Lúcia estava sendo um sonho, a pequena já estava acostumada a acordar cedo, pôr seu vestido e dar bom dia para todos os seres do castelo.

Pedro era um bom rei, respeitado e admirado por todos, treinava muito na sala de treinos junto com Cass, Ed, Floy, Emma e outros soldados convidados. Nessa tarde Pedro lutava com Cass com novas armas para aumentar sua especialidade, Ed e outro saldado acompanhavam, os quatro lutando com bastões de madeira.

Ed tinha acabado de aprender alguma coisa com bastões e seu rival estava pegando leve com ele, mas de um momento para outro, o soldado Tayte gira o bastão nos pés de Ed e ele caí para trás.

— Cuidado com os pés, majestade. — Tayte diz estendendo a mão para ajudá-lo.

— Observe o mestre dos bastões! — Cass diz animado enquanto lutava com Pedro.

Ed riu vendo o moreno quase perder o equilíbrio quando Pedro atacou rapidamente com as duas pontas do bastão.

— Mestre do desequilíbrio só se for. — Pedro diz rindo, seu cabelo louro começava a grudar na testa por causa do suor.

— Estou pegando leve com você, não quero machucar o meu Rei! — Cass diz tentando acompanhar o ritmo de Pedro.

Sem demora nenhuma, Pedro fez o mesmo que Tayte e derrubou Cass no chão da sala. Ed e Tayte seguram o riso quando o moreno solta um suspiro no chão.

— É por isso que queria Emma comigo. — Pedro diz, se apoiando no bastão e olhando o horizonte pela enorme janela.

— Você quer dizer, que queria a Emma treinando com você. Certo? — Edmundo diz se aproximando do irmão.

— Isso, é claro... — Pedro olhou o mais baixo — Ela é a única que não pega leve comigo, ela luta pra valer.

Cass levantou do chão olhando para Ed com um olhar sugestivo e um sorrisinho de lado, depois olhou para Pedro.

— Então, se queria ela "treinando" com você, porque não pediu que ela ficasse? — Cass perguntou e Pedro o olhou.

— Ela está caçando os ogres que fugiram da Batalha de Beruna, não posso impedi-la. — Pedro deu de ombros segurando o bastão em posição de defesa.

Cass revirou os olhos cansado, mas ergueu o bastão em posição de defesa.

— Você é o rei, Pedro. Pode mandar outra pessoa na caçada por ogres. — Ed diz se sentando no chão enquanto Tayte pegava água.

— Eu sei. — Pedro deu sua última olhada para Ed e começou a atacar Cass com o bastão. — Mas a Emma é a general, eu dei esse cargo a ela porque sabia que ela protegeria o castelo e o povo da melhor forma. Se ela decidiu que ela deveria ir na caçada, então eu confio nela.

Aquilo era verdade, Pedro confiava na liderança de Emma nos soldados, ainda mais na caçada pelos Ogres que estavam se escondendo na floresta ou saqueando aldeias por Nárnia. Mas, Pedro também não conseguia fazê-la ficar no castelo, porque sabia que ela gostava do que fazia, ele não impediria ela de ser livre, por mais que gostasse de sua companhia.

— Com licença, majestades. — uma linda mulher de cabelos ruivos e pele clara entra na sala com um vestido branco com azul.

Pedro e Cass param para olhá-la, ela chega a ficar envergonhada mas deu dois passos para dentro da sala.

— Tudo bem. — Pedro sorriu gentil. — O que a trás aqui na sala de treinos, Elin?

— Majestade, desculpe interromper seu treino. Mas, por acaso sabe onde sua irmã, a Rainha Lúcia, está? — Elin pergunta.

— Lúcia? — Pedro indaga pensativo e Ed riu baixo. — O que foi, Ed?

— Não sabe onde Lúcia está? — Ed pergunta ao irmão com um sorriso no rosto.

— O castelo é enorme, o que você acha? — Pedro diz.

— Já procurou na cozinha, Elin? — Cass pergunta, ele mal tirava os olhos da ruiva desde que ela tinha entrado.

— Na cozinha... ah, claro! — ela sorriu colocando a mão na testa como quem se lembrava de algo importante. — Muito obrigada, soldado Chadburn.

— Estarei sempre a sua disposição, senhorita Elin. — Cass sorriu fazendo uma breve reverencia, a ruiva ficou com as bochechas vermelhas, quase desaparecendo com suas sardinhas.

— Obrigada. E me desculpem novamente pelo incomodo. — ela diz, fazendo reverencia e saindo da sala.

— "estarei sempre a sua disposição"? — Ed pergunta com um risinho saindo. — Porque não a convida logo para um passeio no jardim?

— Eu tenho princípios, alteza. — Cass diz se apoiando no bastão. — Para convida-la a um passeio tenho que fazer alguns cortejos antes. — Cass deu um sorriso bobo.

— Cortejos? — Pedro e Ed perguntam com o cenho franzido.

— É, por exemplo, uma poesia, flores, elogios... e então, se ela gostar e não me pedir para largar do pé dela... então eu a convido para um passeio. — Cass estava todo bobo enquanto explicava e Ed ficou segurando o riso.

— Você está parecendo a Lúcia falando. — Ed diz se levantando do chão.

— Falando em Lúcia... — Pedro olha para o irmão. — O que ela estaria fazendo na cozinha do castelo?

— Nossa irmã arranjou um novo amiguinho, já que o Sr. Tumnos só vem visitá-la uma vez por semana.

— Esse amiguinho novo é um garotinho bem bagunceiro, se eu vejo ele na minha frente, vai levar uns bons de uns cascudos! — Cass diz fazendo Pedro e Ed rirem.

Dona Sigrid se empenhava em amassar bem a massa dos pães sobre a mesa, cantarolando uma cantiga narniana distraidamente. Lúcia e o garotinho de mesma altura que ela, com cabelos escuros e olhos azuis, estavam espionando a mulher por trás de um balcão de madeira. Os dois se olham e acenam, juntos os dois caminham para a ponta do balcão sem fazer barulho algum e pegando morangos de um cesto.

— Vai, vai! — sussurra o garotinho enquanto Lúcia tentava correr silenciosamente para a saída da cozinha.

— Alteza? — antes de sair pela porta, Lúcia escuta a voz de Elin e logo a ruiva abre a porta. — Alteza, procurei você por todo o castelo!

Lúcia tinha as mãos juntas em conchinha segurando vários morangos, o garotinho logo atrás usava a blusa para carregar o dobro que a Pevensie.

— Folkie! Garoto, eu não acredito que está pegando morangos de novo! — Sigrid diz ao se virar e ver o filho cheio de morangos.

— Eu e a Rainha Lúcia vamos fazer um piquenique no jardim, mamãe! — Folkie exclama, dando ênfase no título de Lúcia para que pudesse sair dessa sem um puxão de orelha dessa vez.

— Você está usando a Rainha para fazer suas confusões, menino! Isso não se faz, Folkie! — Sigrid diz com as mãos na cintura.

— Desculpe senhora Sigrid, eu não queria incomoda-la apenas para pegar alguns morangos. — Lúcia diz com sua carinha de meiga, Folkie segurou o riso olhando a cena.

— Ah, majestade, não precisa se desculpar. — Sigrid suspira. — Pelo menos levem os morangos em uma cesta.

A senhora pega um cesto vazio e Lúcia e Folkie colocam os morangos no cesto.

— Obrigada, Senhora Sigrid. — Lúcia sorriu.

— Obrigada, mamãe. — Folkie diz com um sorriso forçado e já começa a puxar Lúcia para saírem logo de lá.

— Ei, ei... calminha ai. — Elin que estava na porta parou os dois. — A Rainha Lúcia precisa ir na prova dos vestidos e escolher os tecidos.

— Ah, Elin, não dá pra fazer isso mais tarde? — Lúcia pergunta.

— É Elin, o piquenique não pode esperar mais! — Folkie diz revirando os olhos.

— Tudo bem, mas só meia hora. A Senhora Margarida não gosta de adiar os compromissos. — Elin diz saindo da frente da porta para que os dois passassem.

— Lúcia é a Rainha, essa velhinha tem que esperar. — Folkie diz puxando Lúcia para correrem para o jardim.

— Mais respeito menino! — Sigrid grita.

Susana sentia o ar fresco enquanto lia um livro sentada em um banco de mármore no jardim do castelo, a leitura estava agradável demais para ser verdade. Logo dois pequenos saltitantes e barulhentos chegaram como um furacão no jardim e Susana bufou.

— Você viu a cara da minha mãe quando saímos? Foi hilária! — Folkie diz rindo.

— Você deixa qualquer um louco, Folkie. — Lúcia riu seguindo o menino.

— Os dois podem fazer silêncio? Ou irem para o outro lado do jardim? — Susana pergunta.

— Desculpe, alteza. — Folkie parou de rir assim que viu Susana, o menino podia fazer qualquer brincadeira com qualquer um do castelo, mas ele morria de medo de Susana.

— Susana, só estamos passando. — Lúcia diz. — Aceita um morango?

— Roubaram da cozinha de novo? — perguntou pegando um do cesto que Lúcia estendeu.

— Não roubamos, a senhora Sigrid permitiu. — Lúcia diz.

— Isso porque Elin atrapalhou tudo. — sussurrou Folkie de cabeça baixa.

— Vocês dois... — Susana riu mordendo o morango. — Lúcia, sabe alguma coisa sobre a Emma?

— Não, também queria saber. Ela e Floy já estão fora a alguns dias. — Lúcia responde com o cenho franzido.

— Que tal a gente mandar uma mensagem pra ela? — Susana pergunta com a sobrancelha erguida.

— Se isso for fazer ela voltar, por favor, mande logo. — Folkie diz, recebendo a atenção das duas. — Ela prometeu que me ensinaria a usar um tchaco. — o menino deu de ombros.

— Tudo bem. — Lúcia suspira largando o cesto de morangos e se virando para uma árvore de folhas amarelas. — Olá, eu poderia pedir um favor?

O vento bateu nos galhos e as folhas amarelas voaram e se juntaram em frente os três em uma forma de mulher com "cabelos" esvoaçando no ar.

— Qualquer coisa, vossa alteza. — responde Dríade, a ninfa dos bosques e das árvores.

— Poderia dizer a Emma que estamos com saudade? — Lúcia diz.

— E que eu preciso dela urgentemente. Caso de vida ou morte. — Folkie diz.

— Vida ou morte? Vai assustá-la assim. — Lúcia fala.

— É pra ela vir o quanto antes!

— Não, não. — Susana se vira para Dríade. — Apenas avise que queremos ela de volta ao castelo o quanto antes.

— Como quiser, vossa alteza. — responde se curvando com um sorriso.

O vento bateu e as folhas amarelas voaram para longe como uma revoada de pássaros no céu. Susana, Lúcia e Folkie olhavam se afastarem, pensando até onde chegariam, onde estaria Emma agora e o que ela estaria fazendo.

Em algum lugar ao arredor do país de Arquelândia, em uma pequena aldeia cercada da floresta, Floy corria depressa, com passos largos e o peito descendo e subindo com a respiração ofegante.

— Vêm me pegar, cachorrão! — Floy grita olhando rapidamente para trás, vendo os olhos ferozes do enorme lobisomen peludo atrás de si.

Ao sair na aldeia e adentrar na floresta, o lobisomen quase o alcançando, Emma cavalgando sobre seu cavalo Brutos, desce uma colina, correndo ao lado do lobisomen e alcançando Floy, pegando sua mão o fazendo subir no cavalo junto com ela.

— Mais um pouco e ele me arrancaria um pedaço! — Floy diz em uma respiração agitada, se agarrando a cintura de Emma para não cair.

— É a minha hora. Mande se prepararem pra captura! — Emma diz.

A Aurora entrega a corda do cavalo para Floy e se atira para o lado, caindo de cima do cavalo para o chão, rolando com classe, se ajoelhando e olhando para o lobisomen que parou de seguir o cavalo e olhou para trás. Emma sorriu travessa, colocando as mãos de cada lado da cintura onde tinham dois punhais de prata.

— Por minha rainha, eu vou estraçalhar você! — o lobisomen diz, sua voz grossa e grave.

— Vou dar duas opções pra você, lobinho. — Emma se levanta, girando os punhais no ar de forma despreocupada, o lobisomen rosna irritado cravando as garras no chão de terra. — Ou você se rende e seja obediente aos seus novos Reis e Rainhas de Nárnia, ou morrerá, como sua "rainhazinha".

— Jamais serei obediente a um filho de Adão! — o lobisomen rosna.

Ele avança em um salto para cima de Emma, e com um único chute na barriga o lobisomen cai pra trás.

— Agora! — Emma grita, e de cima do barranco surgem quatro soldados com uma rede de prata jogando por cima do lobisomen.

— Não vai aguentar muito tempo! — um dos soldados grita, cravando uma das pontas da rede no chão para segurar o lobisomen que estava irritado.

— Não vai demorar muito. — Emma diz, correndo e saltando em cima das costas do lobisomen e cravando os dois punhais nas costas dele.

Após a morte do lobisomen, eles guardam o corpo para enterra-lo, enquanto isso Emma limpava seus punhais, e colocava sua capa vermelha sobre os ombros.

— Qual o próximo? — Floy questiona, se aproximando de Emma com um cantil de água na mão.

— Boa pergunta! — Emma riu.

Logo um vento sopra e os dois olham ao redor, eles sentiam o cheiro de magia. Junto com o vento venho as folhas amarelas em conjunto e se materializaram em sua frente em forma de uma mulher.

— Emma Sallow, trago um recado das Rainhas para você. — diz a ninfa.

— Olá, Dríade! Qual o recado? — Emma sorriu dando um aceno.

Notas finais
Deixe seu comentário, ficarei feliz de saber que quem está acompanhando esteja gostando da leitura. Até o proximo!