Audaciosos - Interativa

9 Devaneios de Uma Transferida


Notas iniciais
Desculpem a demora!
Ficou meio ruim pq eu fiz nas pressas, mas taí :mm
Espero que tenham gostado blá blá blá...
Até os próximos o/

Carlyn fechava compulsivamente os olhos, porém de nada adiantava. Não conseguiria dormir esta noite.

Se sentou no colchão da beliche, massageando as têmporas e dando tapas leves nas maçãs do rosto, desperta até as cartilagens.

Enfiou a cabeça no colo, raciocinando alguma maneira para emergir no sono, mas tudo que vinha era pensamentos turbulentos daquele dia que não ajudavam em nada a nào ser piorar mais ainda a situação.

Recordou-se dos pais a acordando pela manhã, tomando café enquanto metralhavam tudo que vinha á mente, como qualquer franco faria. Vestiu seu vestido branco liso e o cardigã preto, simbologia de sua Facção, e caminhou com os pais até o Eixo.

Eles não sabiam da escolha dela e provavelmente esperavam que fosse a que eles próprios tiveram. Ela mesma se sentia dividida e atordoada.

Qual escolher?

Ela escolheu as chamas.

Escolheu pular em trens e mudar o nome para um apelido masculino. Se lembrara da careta franzida que Quatro fizera, quando a recepcionou na rede e a ofereceu uma troca de identidade.

– Carl não é nome de homem?

– E Quatro não é nome de número? — O mentor folheou os lábios com um sorriso fraco.

O retruque dela fora mesmo uma tacada certeira e suficiente para encerrar o assunto.

Agora um par de olhos gelo a encaravam nos devaneios agora. Sentia-se exposta quando aquele loiro nascido na Audácia penetrava em seu crânio com um simples olhar. E o pior: Ela não desviou um minuto sequer. Era sinal de afronta e ele parecia igualmente inclinado em retribuí-lo. Ela nem ao menos sabia seu nome e já estava de marcação!

E enquanto á iniciação? Ela não fazia a menor idéia de como funcionava. A ideia a pertubou. E se ela não passasse?

Balbuciou, deitando novamente na cama e afastando os devaneios. Sua cabeça estava pilhada, mas o sobrecargo pareceu deixá-la cansada e um resquício de sono apareceu. Soterrou o corpo no cobertor e fechou definitivamente os olhos, deixando o sono a carregar até a manhã seguinte, onde fora bruscamente acordada por um ressoar de apito.

– Fala sério — Uma iniciada da erudição se remexeu na cama, preguiçosa, assim como a maioria dos outros transferidos.

– Vamos, belas adormecidas! — Híria apareceu na porta, berrando. Ao ver que ninguém havia sequer se mechido com sua ordem, o apito estridente preenceu novamente o dormitório e todos já se encontravam de pé. — Vocês têm uma hora para se arrumarem. Quando eu voltar aqui, quem não estiver pronto vai ficar para trás.

– E para onde você vai nos levar? — Alex perguntou, apalpando embaixo da cama, atrás de seus chinelos.

Híria riu. — Para os portões da nova vida de vocês.

Ela apitou novamente, apenas provocando os ainda sonolentos e fechou as portas com um estrondo alto.

– Portões da nova vida de vocês? — Corinne indagou, com a cintura enfaixada, porém bastante melhor. — O que ela quis dizer com isso?

– Quis dizer que ela é doida — Nathan respondeu, tentando desintalar os ouvidos que ficaram zunindo desde o último apito de Híria.

Mesmo assustada com o que viria a seguir, Carl não conseguiu conter um riso e no segundo seguinte, todo o dormitório a seguiu.