Notas iniciais
Cedo, não? kkkkk
To tentando compensar :P
Então, espero que gostem!
Ps eterno: Se seu personagem não apareceu ou apareceu muito pouco, não se preocupem que eles serão recompensados em outros capítulos!

Era oito horas da manhã. Híria e Zeke haviam levado os iniciados tranferidos e nascidos na Audácia até as salas de treinamento, respectivamente. Quatro estava nas dos transferidos, imóvel como uma pedra, encarando seus aprendizes com um olhar frio, opaco. Nathan avançou para lhe cumprimentar graças a sua ajuda no dia anterior, porém Híria o deteve.

– Sem bajulações, espertinho — Ela disse, balançando a cabeça — Quatro não gosta.

– Bajulação? Não, não. Eu só queria...

– Primeiro de tudo. — A voz superior de Quatro o interrompeu, enquanto Híria se afastou para a porta. — Para quem não estava presente ou não prestou atenção no jantar de ontem á noite, me chamo Quatro.

Todos tinha os olhos trincados nos lábios do rapaz, escutando cada palavra como se fosse a última. A maioria dali não sabia da elimição dos estágios da Iniciação, e foi um verdadeiro choque quando Eric o anunciou no refeitório. Grande parte, como Carlyn, demorara a alcamar os nervos e conseguir uma noite proveitosa de sono. Olheiras e bocejos involuntários iam e vinham pela platéia de iniciados.

– Vou ser o mentor de vocês daqui em diante, então se quiseram sobreviver á essa nova Facção, é bom escutarem e obedecerem cada palavra que eu disser. — Ele olhou em volta, analisando seus alunos. Seus olhos azuis escuros hesitaram um pouco mais em Nathan, Corinne e Delillah, porém a expressão dura em seu rosto perdurou — A primeira coisa que vocês precisam aprender, é como manusear uma arma.

Alex engasgou com a própria saliva. — Uma arma?!

– Sim, uma arma. Algum problema, careta? — O garoto cerrou o rosto. Eles não poderiam simplesmente parar de chamá-lo assim?

– Nenhum, quero dizer... Em que uma arma pode ajudar na nossa iniciação? — Ele olhou para os lados em busca de apoio, mas todos tinham uma expressão neutra — Não vamos ter que atirar uns nos outros, certo?

– Errado. — Quatro segurou o cabo do objeto e passou o dedo indicador pelo gatilho, se aproximando do mesmo — Vocês terão que atirar nos outros iniciantes para conseguir se erguer na tabela. Vocês terão que atirar em mim para me surpreender e provar que são merecidos pelo esforço. Vocês terão que atirar no passado, não importando o quão doloroso seja ele, e se focar aqui e agora. — Ele engatilhou a arma, e Alex recuou um passo, com os olhos arregalados. Quatro pôs outra arma em sua mão — Terá que atirar em que te apontar a arma, antes que esse alguém exploda sua cabecinha em mil pedaços. — O cano da mesma se encaixou na testa do garoto. Ele podia sentir o círculo gelado de metal pressionado contra a pele. A bala em que lá estava. Seu psicológico pareceu entrar em combustão e quando deu por conta, tinha uma arma igualmente engatilhada apontada para a testa de Quatro. Seus dedos tremiam e pareciam dispostos a atirar quando o mentor riu, satisfeito. — Você é um cara corajoso, parabéns — Comentou com uma pitada de sarcasmo, arrancando a arma das mãos de Alex que agora as encarava como se não acreditasse no que tinha feito. Ou o que os surtos de adrenalina causados pelo X9 tinha feito.

Quatro voltou ao centro da sala, pegando uma sacola plástica enorme e pesada de armamento. Ele distribuiu os objetos á todos os iniciados e ordenou praticarem o uso do mesmo em miras pintadas em murais, no fundo da sala, marcando os locais onde a bala atingiria.

– Foi bastante corajoso da sua parte ter engatilhado a arma- A garota da Erudição que ele tinha salvado no trem estava ao seu lado, mirando nos murais. Vestia uma calça escura, coturnos altos e uma regata azul-acizentada. — Se fosse esses outros bebês daqui, com certeza teriam borrado as calças.

Alex sorriu, puxando o gatilho pela quinta vez. A bala atingiu, pela primeira vez, o círculo azul.

– Nada comparado com a primeira a pular.

Angel corou, mas voltou a mirar no segundo seguinte.

– Não tive tempo de te agradecer direito por ter me segurado lá no trem — O impulso do tiro empurrou o torso da garota para trás. — Obrigada, de qualquer maneira. E aliás, meu nome é Angel.

– Disponha — O garoto recarregou o tambor da arma e retornou a atirar — E o meu é Alex.

– Prazer em te conhecer, careta. — A garota sorriu torto para ele e Alex, pela primeira vez na vida, gostou de ser chamado assim.