Notas iniciais
Eu sei que demorei e peço mil desculpas :(
Entrei hj e fiquei incrédula ao constatar que fazem três meses que não escrevo nela! O.O (é, o tempo passou rápido e eu nem percebi :S)
Bom, estou dedicando esse capítulo para a minha querida leitora: Any! Ela me deixou minha primeira recomendação, sabem o quanto estou emocionada?! *-*
Então Any, como vc me pediu no msn eu estou aqui atualizando a fic!
O capítulo foi pequeno, mas serviu para me "dar um tapa" e começar a me colocar a escrever de novo ^^
Muito obrigada Flor!
Beijos grandiosos!
Desculpem erros...

P.O.V Autora

Suzana e Pedro estavam sentados na sala de estar, a menina encontrava-se com a cabeça repousada no colo do irmão, enquanto este acariciava seus cabelos longos e sedosos.

Chamas dançavam na lareira, tornando o clima confortável e mágico.

_Acho que isso é o fim, certo?_perguntou Pedro num sussurro, os dois olhavam para o fogo ardendo na lareira, observando suas cores incomuns.

Suzana queria desesperadamente dizer que não, que tudo isso não poderia acabar do nada, mas, como sempre, a razão falou mais alto e ela respondeu o mais inaudível o possível, tentando controlar as falhas em sua garganta.

_Sim, me desculpe por ontem, eu sei que você estava fazendo o certo, fiz papel de idiota diante da sua namorada._resmungou, tentando ignorar a dor que lhe cortava o peito.

Pedro riu sem humor.

_Ela não é minha namorada._disse simplesmente, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Suzana levantou a cabeça rapidamente, se afastando um pouco do rosto do irmão, ela sabia que devia tomar as devidas medidas para não acabar seduzida pelo rosto angelical do mesmo.

Pedro olhou-a profundamente, já que esta mantinha-se calada, apenas o encarando com uma perplexidade única.

_O que foi?_perguntou rindo, Suzana sempre era muito séria, mais eram nessas momentos que Pedro detectava um certo divertimento nas feições da irmã.

Suzana sorriu de canto e falou, tão confiante que não parecia a mesma Suzana que encontrava-se perdida e destruída por dentro.

_Pedro, eu sei que vai ser difícil para nós dois, você também sabe disso. Mas esse é o único jeito de acabar com esse sentimento!_disse convicta, enquanto analisava a expressão de entendimento no rosto de Pedro.

_Mas eu não a amo._afirmou prontamente.

Suzana respirou pesadamente e fechou os olhos.

_Mas, quem sabe, é ela que pode fazer você feliz. Ela é uma garota bela, parece gostar muito de você._disse, ainda mantendo os olhos fechados enquanto travava uma luta interna.

Pedro olhou para o semblante da irmã, ele não queria esquecer esse sentimento, fora o mesmo que lhe trouxe felicidade diversas vezes, a alegria de sentir algo surpreendente quando Suzana esboçava seu sorriso, o pulo constante no peito ao detectar sua imagem, ou até mesmo a facilidade de saber quando ela sorria com os olhos...

_Você quer isso?_ele perguntou, sabia que não deveria fazer está pergunta, mas mesmo assim ele desejava desesperadamente que ela gritasse que não, que esse sentimento era puro e belo demais para ser aprisionado, para ser esquecido...

Suzana abriu os olhos e levou suas alvas mãos até as de Pedro, segurando as mesmas com firmeza e delicadeza.

_Eu não quero..., você não quer..., mas, infelizmente, tem de ser assim._disse triste, finalizando toda e qualquer esperança que pudesse ainda estar viva.

Pedro assentiu sombrio, porém decidido a fazer de tudo para arrancar este sentimento, talvez o único verdadeiro que seu coração fosse vivenciar.

_Irmãos então?!_perguntou com um sorriso de canto, mas fracassando em sua expressão melancólica.

Suzana sorriu dócil e limitou-se a abraçar Pedro, sentindo seu perfume por uma última vez, sentindo-o em seus braços pela última vez...

Ambos estavam certos que as coisas ficariam um pouco encomôdas, mas aos poucos voltariam a normalidade de sempre, porém decidiram que evitariam os toques físicos o quanto puderem, pois até mesmo o simples tocar leve de uma mão a outra poderia acender o amor escondido.

Suzana levantou-se e subiu os degraus, parando pouco antes de adentrar o corredor da antiga casa.

_Pedro, eu te amo._e sem ficar para ver o efeito de suas palavras ela sumiu na escuridão.

Pedro, ali sozinho, olhou para as chamas e deixou que às lágrimas corressem livremente, destacando o menino-homem que ali vivia.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e até a próxima;
P.s:comentários?! *-*