Até Que Meu Coração Pare De Bater...
8 Liberdade de expressão...
Notas iniciais
Obrigada as lindas e maravilhosa leitoras/amigas que me deixaram lindos e belos comentários *-*
_Suzana, está de saída?_perguntou-me Lúcia no café enquanto analisava minhas vestes.
_Estou sim._respondi com indiferença enquanto enchia uma caneca de café fulmegante, segundo Edmundo eu não deveria tomar café tendo em conta que já era espalhafatosa demais.
_Mas hoje é sábado!_protestou indignada, como se fosse algo realmente pertubador.
_Lúcia, não é só por que eu não trabalho aos sábados que não posso sair, tomar um ar fresco e me diverti por breves horas._disse sorrindo, embora meu coração ainda estivesse fraturado com a dor dilacerante da noite anterior eu tinha que admitir que pensar em recomeçar e esquecer tudo o que havia ocorrido dera-me um ânimo novo, como se fosse a resposta e a melhor solução para apagar tudo o que acontecera.
_Mas você não é assim Sú, quer dizer, você não é de sair muito desde..._ela parou abruptamente, pareceu lembrar-se o caminho que estava tomando e parou ali mesmo, desejando, pela sua expressão, não ter falado nada.
Suspirei calmamente, Lúcia e eu nunca, de fato, conversamos sobre Caspian, e agora que ela encaminhou o assunto para este eu vi a necessidade de começar a falar com mais liberdade sobre ele, afinal Pedro era o meu ouvinte nesse assunto e eu jamais pensaria em voltar a pronúnciar as lamúrias e angústias que a ausência de Caspian me causava, pelo menos não para meu irmão.
_Lú, não tenha medo de falar sobre Caspian comigo, de verdade._Lúcia olhou-me aliviada e espantada ao mesmo tempo, era certo que quando momentos em que o nome de Caspian acabava por fazer-se presente na conversa eu encerrava o assunto ou simplesmente ignorava o deslize, mas agora eu queria deixa-la falar, queria criar esse laço com minha irmã, eu precisava do mesmo...
Lúcia encostou-se na bancada, encarando seus próprios pés como se ela não soubesse como continuar a conversa...
_Eu sei que nunca falamos nele, principalmente quando vocês voltaram de Nárnia daquela vez..._eu parei com o semblate levantado, enquanto me aprofundava nas lembranças que invadiram minha mente.
"_Vocês foram para Nárnia? E levaram o Eustáquio consigo?_perguntou Pedro animado enquanto Edmundo encarregava-se de dar detalhes importantes da história, principalmente os que ele liderava como o grande Rei que era de Nárnia.
Eu manti-me o mais afastada o possível, fingindo olhar uns papéis que nada continham, tentando fazer com que a voz de Edmundo fosse bloqueada de minha mente, impedindo-me, assim, que a dor de ouvir a citação do nome de Caspian se aprofundasse ainda mais a medida que a história ecoava pela velha casa.
Senti uma cadeira ser arrastada ao meu lado, em seguida o cabelo ruivo e ondulado de Lúcia brilhou e ela conectou seu olhar em meu rosto.
_Suzana, apenas siga em frente, ele também seguiu..._e falando isso Lúcia levantou-se e juntou-se aos meninos para uma conversa animada e tentadora.
O papel que estava em minha mão começou a ser amassada por conta da pressão que meus dedos exerciam em volta dele.
Lúcia não deu-me detalhes, porém a lógica na sua frase era contudente: Caspian havia me esquecido, ou pelo menos seguido sua vida naturalmente ao lado de uma mulher que lhe daria filhos e momentos únicos ao seu lado.
Uma lágrima silenciosa escorreu, e num segundo foi limpada por dedos macios e gentis.
Eu não o olhei, mas sabia que quem envolvia meus braços era Pedro, pois ele não precisava de explicações, o simples fato de ver que eu necessitava ser consolada era o suficinete para ele.
Segundos mais tarde outros pares de braços juntaram-se ao nosso abraço.
Sorri em meio às lágrimas, lembrando-me que apesar de tudo eu ainda possuía irmãos, tais que me amavam e me apoiavam acima de tudo."
_Suzana?_chamou-me Lúcia receosa.
Eu sorri e fiz um gesto com a mão, indicando que não era nada.
_Então, bom..._ela mordeu o lábio inferior apreensiva, tentando encontrar palavras semelhantes para combinar em uma frase coerente.
_O nome de Caspian deve e pode ser pronúnciado nesta casa Lú._disse francamente, eu realmente queria me livrar de minhas tristezas, e manté-las para mim não era o jeito mais fácil e nitído de fornecer-me felicidade.
Lúcia sorriu ainda em dúvida.
_Acredite, quero seguir em frente, assim como ele fez!_disse confiante pela primeira vez.Lúcia sorriu resplandecente, iluminando a cozinha com sua alegria.
_Eu tinha certeza que Aslam apaziguaria essa perda Suzana, era só uma questão de tempo._disse ela feliz, movendo-se até mim e abraçando-me com força, como se pela primeira vez pudesse expressar seus sentimentos sem medo.
Eu beijei o topo de sua cabeça e peguei meu casaco, encaminhando-me para o frio das ruas desertas.
_Espera!_a voz de Lúcia gritou antes que a porta se fechasse atrás de mim.
Coloquei a cabeça entre a fresta que restava na porta semi-aberta e esperei que ela falasse.
_Se me permiti saber onde está indo...?_perguntou curiosa, deixando aquela Lúcia envergonhada para trás.
Eu ri e falei rapidamente fechando a porta para que perguntas indiscretas não surgissem no momento, e principalmente porque eu queria ver a animação contida na hora em que eu voltasse e encontrasse a mesma na sala, pronta com um questionário.
_Um encontro._e assim corri para fora da casa e algumas quadras, enquanto os gritos espantados e indignados de Lúcia ficavam a metros de distância.
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Notas finais
Obrigada pessoal!
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