Atrás dos Ovos Dourados

1 Parte 1 – O Encontro


Notas iniciais
Era para ser um único capítulo, mas como ficou muito grande vou repartir em partes. Tenha uma boa leitura!

Em um mundo paralelo ao nosso, existem certos animas que trabalham duro para uma certa data comemorativa.

Em uma frábrica de ovos de Páscoa, todos os coelhos estão na maior correria. Já era véspera de Páscoa e nem a metade dos ovos estão prontos para o dia seguinte.

– Ai minha mãesinha eu to atrasado pra burro! – Dizia um coelhinho entrado na fabrica. Ele tinha um pelo bem branquinho. Orelhas grandes e usava somente uma jaquetinha vermelha como roupa.

– Caramba Dentinho! Tá atrasado! – Reprendeu outro coelhinho. Esse outro usava um chapéu simples amarelo. Usava também um casaco verde e usava óculos também. Seu pelo era um azul claro, claro como o mar e suas orelhas eram altas, porém, caídas pela ponta.

– Hehe Foi mal Rabinho! – Se desculpou.

– Tudo bem! Ei! você viu a narizinho? – Perguntou Rabinho.

– Ela ainda não chegou?

– Ainda não. E eu estou preocupado. Se o papai e a mamãe coelho souberem que ela se atrasou de novo...

– Vish! Nem me lembre. No ano passado, eu tinha faltado a entrega de ovos na pracinha do outro mundo e levei uma baita de uma punição.

– Pois é! Quem manda ficar dormindo até tarde quando se tem algo pra fazer?

– Vamos esquecer isso, por favor?

– Só se pararmos de papo furado e voltarmos ao trabalho.

– Tá.

E foi assim que fizeram. Dentinho e Rabinho, assim como os outros coelhos da fabrica, foram fazer suas respectivas atividades. Estava uma bagunça só, até serem chamados para um comunicado.

Todos os coelhos formaram uma fila indiana, como se fossem soldadinhos. E no topo da fabrica, aparece o Papai Coelho e a Mamãe Coelha.

– Meus filhos... – Começou o Papai Coelho. — Como todos sabem, todos os anos, criamos ovos para o outro mundo, o conhecido mundo humano chamado Terra...

– Cadê a Narizinho numa hora dessas? – Perguntou Dentinho preocupado.

– Fica quieto e deixa o Pai continuar! – Murmurou Rabinho para somente Dentinho o ouvir.

– ... E como de costume, nós somos os encarregados de trazer a alegria e a felicidade das crianças com as caças aos ovos de Páscoa. Com os nossos ovos, é claro.

– Cadê a Narizinho que não chega? – Pergunta novamente Dentinho, ficando nervoso de preocupação.

– Dentinho! Não se preocupe com a Narizinho! Ela já vai chegar! – Falou Rabinho ficando impaciente.

– Mas isso não é só devido ao nosso trabalho duro... – Agora era a vez da Mãe Coelha. – Como todos sabem, a Páscoa também é uma celebração da ressurreição de Jesus Cristo três dias após o seu sacrifício...

– Caramba... Como eu choro nessa parte... – Comentava Dentinho com seus olhos lagrimejando.

– É... É triste mesmo. Mas veja o lado bom! Agora temos uma linda data comemorativa! – Dizia Rabinho murmurando para Dentinho novamente, que este mesmo é obrigado a concordar.

– E desde do dia que a alegria da Páscoa foi confiada a nós, foi nos dado um presente mágico, para mantermos a nossa promessa feita a muito, muito tempo. – Completava a mãe coelha.

– Que traga esse presente! – Pediu o Pai animado.

Nesse momento, o portão principal da fábrica é aberto. E lá, sai um carrinho de mão, que estava sendo empurrado por, nada mas, nada menos, que a própria Narizinho. Rabinho e Dentinho ficam aliviados por saber que a sua amiga estava bem, e que tinha sido chamada para ser a Coelha a trazer esse presente mágico.

Narizinho é uma gracinha de coelhinha. Pelo amarelo e uma pequena franja na testa de sua cabeça. Suas orelhas de coelha eram caídas, lembrando um cabelo. Usava um vestidinho rosa e luvas brancas em suas mãos.

No carrinho, tinha três ovos dourados. Brilhavam como estrelas e estava dentro de uma cesta em cima de uma mesa no carrinho.

– Para os novatos que entraram na fabrica recentemente, Esses ovos são um presente dos céus. Eles trarão boa sorte e prosperidade para nós e para as pessoas na Terra. – Falou o Pai Coelho.

– Mas para que tudo ocorra bem, há uma regra que não pode ser quebrada. Se esses ovos não estiverem no lugar em questão, a Páscoa perderá toda a sua magia. E não saberemos quais serão os resultado, só que... “Serão catastróficos ”. – Explicou a Mãe Coelha. Dentinho e Rabinho engolem suas salivas de nervosismo e preocupação só de imaginar o que poderia acontecer com a Páscoa.

– Eles ficaram no interior da fábrica. Se algum coelho, por um acaso, perder a vontade de fazer maravilhosos ovos, vá para o local onde se encontrar os ovos dourados, e receberam a magia e a energia necessária para fazer tantos ovos com muito carinho e muito amor. – Falou o Pai Coelho.

Após o comunicado, os ovos foram levados para o lugar que pertencem, enquanto os coelhos fazem seus devidos trabalhos na fábrica. Dentinho estava ansioso para ver os ovos mais de perto, então, chamou Narizinho e Rabinho para o local onde se encontrava os ovos.

– Noooossa! Como brilham! – Comentou Dentinho.

– É mesmo... – Comentou Rabinho.

– Pois é! Quando me chamaram para trazer essas maravilhas douradas eu quase cair pra trás. – Falou Narizinho.

– EI! Vamos lá pra ver mais de perto? – Sugere Dentinho.

– Eu acho melhor não! – Diz Rabinho.

– É! Nós não podemos. Tem até uma placa dizendo “não toque”. – Avisou Narizinho.

– Vamos lá! Eu prometo tomar cuidado! – Fala Rabinho.

– Quantas vezes eu tenho que dizer? Regras são feitas para serem seguidas! Não podemos desobedecer nenhuma, ainda mais por causa de uma vontade pessoal. Mesmo que isso nos mate de agonia, nós temos que- Rabinho foi cortado por Narizinho que puxava a sua roupa de leve.- O que?

– Rapaz... Como é macia... E pesada!! – Dizia Dentinho pegando em um dos ovos.

– MASOQ...! – Falaram Rabinho e Narizinho espantados.

– Hehe toma! É legal segurá-los. – Falou Dentinho, enquanto jogava mais um dos ovos para Rabinho. O Coelho azulado se atrapalha todo, quase não consegue pega-lo. Em seguida Dentinho faz o mesmo gesto para Narizinho, e todos ficam com os três ovos dourados em mãos.

– Como é bonitinho! – Comentou Narizinho.

– Né? – Falou Dentinho.

– E uma maravilha mesmo. Mas não podemos ficar com eles. Nós temos que deixa-los no lugar onde pertence. – Ordenou Rabinho.

– Opa! – Fala Dentinho, quando seu ovo dourado começa a tremer. O ovo de páscoa é coberto por uma luz rosa, em seguida essa luz desse pela parte debaixo do ovo, surgindo um par de penas.

– MAS O Q...! – Exclama Rabinho. Quando ver o ovo de Dentinho criando pernas e sai correndo da sua mão. De repente seu ovo faz o mesmo e logo em seguida o de Narizinho também.

Os ovos ficam correndo para lá e para cá. As vezes eles batiam na parede, outras vezes neles mesmos. O trio de coelhos fazia de tudo para detê-los, mas não conseguiam nem encostar em nenhum.

– Vamolá! PEGA PEGA! – Dizia o coelho branco. – Você é meu! – Dentinho entra numa posição de goleiro, preparado para agarra o ovo dourado descontrolado. Só que o ovo pula em cima de Dentinho e passa direto.

Enquanto os outros coelhos se encontravam na mesma situação do coelho branco. O local fica uma zona, causada pelos coelhos e pelos ovos. E quando estavam prestes a captura-los, os ovos escapam.

Dentinho, Narizinho e Rabinho estavam estáticos. Não conseguiram pegar nem um ovo sequer, e o pior é que eles ainda foram advertidos de não mexerem neles. Agora não adianta mais nada.

– Eh... Dentinho? – Chamou Rabinho.

– Sim?

– Da próxima vez que tiver uma placa dizendo: não mexa... Você NÃO MEXA! – Completou Rabinho irritado. Os três coelhos não tiveram escolha, a não ser procura pelos ovos sem serem descobertos.

Algum tempo depois.

Na Terra, o mundo humano, em uma pracinha especial, brincavam três crianças.

– Haha! Vocês não me pegam! – Cantarolava um garoto gordinho, enquanto corria de mais um menino e de uma menina.

– Devolva a minha boneca !!! – Gritava a garotinha agoniada.

– É cara! Isso não tem graça! – Gritava o garoto.

– Hehe, tem graça pra mim! – Falou o gordinho.

O garoto se chamava Daniel. Com o cabelo preto, penteado normal, camisa cinza e short azul. Além de seu tênis marrons.

A garotinha se chamava Letícia. Cabelos marrons escuros, bem bonitos. Usava uma roupinha lilás bem estilosa, uma tiara simples amarela e sapatilhas rosas.

O garoto gordinho se chama Rafá. Seu cabelo era grande e bagunçado até os ombros. Usava uma bandana preta e tinha uma cara de mau. Sua camiseta e short eram pretos também, com um sapato marrom e detalhes roxos.

– Agora você é meu! – Daniel pula em cima de Rafá. Os dois caem rolando no chão. E só param depois que dão de cara com uma árvore.

– Ai meu Deus! Vocês estão bem? – Perguntou Letícia preocupada.

– Porque têm mais de uma Letícia?! – Pergunta Daniel zonzo.

– Nãaao seja bobo Dandan! Têm mais de uma boneca nas minhas oito mãos... – Dizia Rafá mais zonzo ainda.

Depois de um tempo, as três crianças se acalmam e fazem as pazes.

– Toma! – Rafá entrega a boneca de Letícia, mesmo sem vontade.

– Ai obrigada! – Agradece a menina alegre.

– Mas cara... Aquela queda foi muito loca! Podemos fazer de novo? – A pergunta de Daniel fez com que Letícia e Rafá olharem para ele espantados. – Calma... Hehe é brincadeira!

– Ô caramba! – Falou Rafá.

– Por um instante, achei que aquela queda tinha feito você perder a cabeça. – Dizia Letícia.

– Hehe. – Daniel passava a mão na cabeça pelo machucado anterior.

– Ei! Será que veio por aqui?

– Eu não sei. Vamos conferir.

– Tá! Deixa comigo.

– Os três garotos escutam vozes saindo atrás dos arbustos. Curiosos, eles se entreolham.

– Vocês ouviram isso? – Pergunta Letícia.

– É! Eu sei! Os arbustos começaram a falar! Que demais! – Falava Daniel alegre. Rafá e Letícia se olham, espantados com outra reação estranha do garoto.

– Eu posso bater nele? – Pergunta Rafá.

– Não é uma má ideia, mas pode piorar. Então não. – Concluía Letícia.

Enquanto isso, no outro lado do arbusto, Rabinho, Narizinho e Dentinho continuam a busca pelos ovos fujões.

– (Farejando) Eles passaram por aqui! – Afirmava Narizinho.

– Hehe não é a toa que você se chama Narizinho! – Falava Rabinho admirado e convencido.

– Obrigada!

– Agora vem cá Rabinho! Narizinho é chamada assim por causa do nariz dela. Eu sou chamado de Dentinho por causa do meu dente. Mas e você? Por que você é chamado de Rabinho?

– Bom! Tudo começou numa agradável tar-

– Se escondam! – Narizinho interrompe Rabinho, puxando os dois coelhos para dentro dos arbustos, assim que percebeu que algumas crianças vinham em sua direção.

– Ué? Eu podia jurar que tinha alguma coisa aqui!

– Então Dani? Tem alguma coisa ai? – Gritava Rafá ao longe.

– Não... Acho que foi por ali! – Daniel se distancia do local de esconderijo dos coelhos. Quando os mesmo conferem que a barra tá limpa, eles saem.

– Ufa... Essa foi por pouco! – Falava Rabinho.

– Foi mesmo! – Dizia Narizinho.

– Pode crê! Bom! Vamos continuar procurando? – Sugere Dentinho.

– Olha o que eu achei!

– Hã? EI! EI EI EI EI EI EI EI EI EI EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!! Me poe no chão!- Pedia Dentinho, sendo carregado por Daniel.

– Largue nosso companheiro! Ou você vai sentir a ira do coelho voador!!! – Avisava Rabinho. Fazendo uma posse de uma ave, com somente um dos pés no chão.

– Coelho-o que? – Pergunta Narizinho confusa.

– Xiu! Tô tentando intimidá-lo pra salvar o Dentinho! – Dizia Rabinho baixo, para que somente Narizinho o ouça.

– Desse jeito?

– Cala a boca! E enquanto a você meu colega! Eu largava esse coelho fedorento e o deixava paz!

– Quem você tá chamado de coelho fedorento!? – Gritava Dentinho com raiva.

– Calma... Faz parte da estratégia para ele te largar! — Avisa Rabinho baixinho.

– Olha o que temos aqui...

– Hã? O que? Me põe no chão seu brutamontes!!! – Gritava Rabinho autoritário, enquanto estava sendo carregado pelas orelhas por Rafá.

– Olha... O bichinho de pelúcia sabe fala...– Dizia Rafá se fazendo de admirado.

– Bichinho de pelúcia é a vovozinha!

– Hahaha ainda bem que eu me livrei dessa! – Comentava Narizinho entre as gargalhadas, feliz da vida.

– Olha Suzi que fofa!

– Essa não! Nyyyyyyaaaaaaaaaaai! – Foram as ultimas palavras de Narizinho, antes de ser carregada por Letícia também.

– Bem vinda ao clube. – Dizia Rabinho.

– Não enche! – Fala a coelhinha cruzando os braços.

Continua...

Notas finais
Obrigado por ler até aqui! Sugestões, erros, qualquer coisa, é só comentar! A parte 2 será postada hoje a tarde! Até lá!