Atrás dos Ovos Dourados
2 Parte 2 – A Busca
Notas iniciais
Algum tempo depois...
– Deixa eu ver se eu entendi... – Começa Daniel. – Vocês vieram de outro mundo, vizinho ao nosso, procurando por ovos de Páscoa Dourados?
– Sim. – Responde Rabinho.
– E se vocês não conseguirem achar todos eles até amanhã, a Páscoa perderá sua magia e vai ser um desastre total?
– Sim...
–E é por isso que vocês estão aqui, no nosso mundo, por que estão procurando por eles?
– Sim!
– Eita! Que mancada em cara.
– Nem me fale. Agora... Me faz um favor?
– Faço! O que manda?
– FALA PARA ESSE BRUTAMONTES ME LARGAR!!! – Gritava Rabinho, que estava sendo segurado pelas orelhas por Rafá até agora.
– Credo cara... Fica frio... Eu te Solto.
– Humf! Obrigado! – Agradecia Rabinho, de mal vontade, enquanto era deixado no chão.
– Se você tivesse pedido antes, eu já tinha te soltado faz tempo. – Falava Rafá, com um sorriso sapeca.
–EU TE PEDIR TRÊS VEZES! TRÊS VEZES! E NAS TRÊS VOCÊ NÃO ME OUVIU!
– Eu hein! Mas que trequinho mais rabugento!
– É melhor vocês pararem com isso! Tá? – Entra Letícia interrompendo a discussão.
– É! Nós temos que continuar procurando os ovos dourados. – Lembrava Narizinho.
– É mesmo... Bom, tamo indo nessa. – Falava Rabinho.
– Ei! Vocês não querem ajuda? – Pergunta Daniel.
– Ajuda? De humanos? Não é por nada não... Mas estamos indo muito bem se-
– Adoraríamos! – Dizia Rabinho e Narizinho animados.
– O QUE!!!!!!!!!!!! – Rabinho fica espantado, sem os dois coelhos perceberem, foram puxados e levados para um lugar mais afastado dos garotos. – Vocês estão malucos?! Eles são humanos! E ainda por cima são crianças!
– Sim! E daí...? – Pergunta Dentinho.
– E daí meu caro dentuço! Que isso pode atrapalhar a magia da Páscoa! E ai? Como vai ser?
– O Papai disse que os ovos só vão perder a magia da Páscoa se eles não tiverem no nosso mundo, certo? Então! Isso não tem nada a ver com eles. – Dizia Narizinho.
– É! Mas e se algum deles inventar de pegar os ovos e ficar só pra eles?
– Ah pra mim eles são bem legais! – Fala Dentinho.
– Aqueles dois sim! Mas e aquele garoto brutamontes? Como é que fica?
Enquanto os coelhos se discutem, os três garotos ficam conversando entre eles também.
– Será que vão demorar muito? – Pergunta Letícia.
– Não sei! Mas o que vocês acham? Será que os tais ovos dourados tem um gosto bom? – Pergunta Daniel, imaginando o gosto dos ovos.
– Que mané dourado o que...?! Vai ver esses “ovos dourados” são só ovos de páscoas normais com uma cor amarela. Que ver? – Dizia Rafá.
– Será?
– Meninos! Eles estão chegando! – Avisa Letícia.
– Tá bem... Nós aceitamos a ajuda de vocês. – Fala Rabinho.
– Aí! Você sabe para onde podemos procurar é... É... – Dentinho fica confuso, tentando se lembra do garoto que nem sabia.
– Daniel.
– Daniel! Então? Vamos?
– É! Vambora! – Dizia Daniel, indo para uma parte cheia de árvores na pracinha.
– Então? Você quer ir comigo? – Pergunta Narizinho para Letícia.
– Vamos! Narizinho, não é?
– É sim! – Diz a coelhinha simpática.
– Hehe O meu nome é Letícia e essa é a Suzi! – Dizia a garota apresentando sua boneca.
– Hehe Oi Suzi! – Narizinho a cumprimenta. Letícia faz um “oi” com a mão da boneca. – Então? Vamos?
– Vamos! – E as duas garotas tomam rumo à parte aberta da pracinha.
– EI! VOCÊS VÃO ME DEIXAR COM ESSE BRUTAMONTES! – Gritava Rabinho.
– Que isso... – Rafá pega Rabinho pela orelha e o solta em seu ombro. – Eu tenho nome, sabia? O meu nome é Rafá, mas para você, pode começar a me chamar de Mestre daqui em diante.
– Daqui em diante eu vou te chamar de Brutamontes! – Fala Rabinho de braços cruzados, sem ter outra opção de companhia.
– Hehe Vamos! – E dito isso, Rafá e Rabinho se dirigem seguindo um caminho ao lado de uma lagoa na pracinha.
Enquanto isso, com Dentinho e Daniel...
– Então... Você poderia me dizer como é esses Ovos Dourados? Pergunta Daniel para Dentinho.
– Bom... Eles são que nem ovos, só que dourados...
– Ah é mesmo. O pergunta besta que acabei de fazer cara...
– Ah! Me lembrei de mais uma coisa! Esses ovos tem pernas e ficam correndo por ai.
– P-p-pe-p-PERNAS???
– Isso mesmo que você ouviu! E não me pergunte como por que até eu não sai!
– Caraca... É cada uma. Viu?
– Pois é! E se agente não encontra-los antes de alguém da fabrica souber... Estamos lascados!
– Xi... Então é melhor encontrarmos logo antes que isso aconteça.
– Relaxa fera. Temos até amanhã para acha-los.
– Hã? Mas você não acabou de dizer que podem descobrir?
– Hehe Eu disse. Mas eu também deixei algo lá que vai nos ajudar a distraí-los enquanto nós procuramos sossegados.
– É mesmo? E o que é?
– hehe...
Enquanto isso, na Fabrica de Ovos...
Alguns coelhos iam contemplar os Ovos de Páscoa Dourados, para admirá-los um pouco.
– Nooooooooooossa! Como Brilham! – Dizia um coelho.
– É! Mas tem alguma coisa de diferente neles... – Dizia outro coelho.
– Diferente? O que?
– Não sei dizer... Parece que eu estou olhando para uma pintura. – Dizia o coelho, olhando para um desenho bem mau feito dos Ovos Dourados.
– Do que você tá falado? É claro que isso não é uma pintura! Não tá vendo o brilho cara, O BRILHO!
– Tá, tá, eu entende! Vamos logo voltar para o trabalho que a gente ganha mais! – E dito isso, os dois coelhos retornam aos seus afazeres.
De volta com Daniel e Dentinho.
– Olha! Achei o ovo! – Exclama Dentinho.
– Onde? Onde?! – Pergunta Daniel feliz da vida por ter encontrado tão rápido.
– ALI! Bem em cima da árvore... – Dentinho começou falando animado, mas depois seu tom diminui para chateado, por causa do tamanho da altura que se encontrava o ovo na árvore.
– Beleza! Deixa comigo! – Daniel começa a subir na árvore. Não tinha muito onde pegar e não demora para o garoto, mesmo agarrado a árvore, escorregar até o chão.
– Olha, eu posso subir lá sem problemas.
– Não precisa amiguinho. Eu sei que consigo! – Daniel tenta de novo, mas a cena repete.
– Cara, sério, eu posso ir lá e-
– Na, na, na, na, não! É só uma questão de pegar o jeito! – Antes de Daniel subir na árvore novamente, o garoto fica de frente a frente a mesma se concentrando. – Você consegue! Você consegue! Você consegue! – E Daniel volta a subir naquela arvore imensa.
Caiu uma três...
Quatro...
Cinco vezes.
Depois de varias e varias tentativas depois, Daniel chega a uma conclusão.
– Eu não consigo! – Dizia Daniel, se deitando ao chão de tanto cansaço.
– Não era melhor eu ter ido pelos galhos da árvore, subido lá, pegar o ovo e trazer de volta, como eu acabei de fazer? – Pergunta Dentinho mostrando seu Ovo Dourado em suas mão.
Daniel fica um tempo em choque, até finalmente cair na real.
– Então você já tinha pego o ovo, ficou bestando com ele, enquanto eu me arrebentava, tentando subir nessa ÁRVORE?!
– Eh... Sim! – Logo após a resposta do coelho, Daniel desmaia no chão de tão cansado que estava.
– Ei! Veja o lado bom! Pelo menos temos o ovo, né? – Dentinho ergue o ovo de páscoa dourado para o alto. Mas assim que o fez, uma águia passa como um vulto, roubando o ovo de Dentinho em sua mão. – Ué? Mas o q...
– Vamos lá! – E num pulo Daniel volta ao normal, fazendo com que os dois saiam correndo atrás da ave ladrona.
Enquanto isso, com Letícia e Narizinho...
– (Fareja) Eu sinto o cheiro de um ovo por aqui...
– Nossa Narizinho! Você é incrível! Não é Suzi? – Pergunta a garota para a boneca, admirada com a coelha.
– Hehe obrigada.
– Ei! Não é aquilo ali? – Letícia aponta para uma certa direção. E quando Narizinho confere melhor, confirma.
– É! É ELE MESMO! VAMOS! – Empolgada, Narizinho corre em direção ao ovo dourado, mas não percebe que permanece no mesmo lugar, sendo segurada por Letícia. – Eeeeeeeiiii por que me parooooou?
– Olha ali! – Leticia aponta em direção a um cachorro que aparentava ser bem bravo, que estava perto do ovo dourado.
– Ai minha santa coelhinha... E agora?
– Agora nós temos que rezar e esperar ele sair de perto do ovo para nós podermos pegá-lo, certo?
– Certo!
E foi o que as duas fizeram. Ficaram quietinhas esperando o bicho sai de perto do ovo de Páscoa. O cachorro não tinha percebido o ovo dourado até então. Ele se aproxima mais do objeto e logo em seguida, faz algo que deixa a garotinha e a coelhinha perplexas.
O cachorro levanta uma de suas patas de trás e começa a mijar no ovo.
– Ah não...
– Caramba Narizinho...!
A garotas continuam no lugar em que estão. Enquanto o cachorro assim que acaba de fazer suas necessidades, fica de quatro patas novamente e começa a fazer o número 2.
– Ah mas assim não dá...!
– E agora Narizinho?!
– E agora? Agora que eu não pego nesse ovo de novo! Adeus Páscoa! – Narizinho não tinha a menor vontade de obter o ovo novamente. Letícia volta seu olha para o cão. Assim que o animal acaba, ele se deita perto do ovo, acabando com mais algumas chances de ter o ovo de volta.
Enquanto isso, com Rafá e Rabinho...
– Então? Achou alguma coisa? – Pergunta Rafá para Rabinho, enquanto o mesmo se encontra em cima da cabeça do garoto, para ter uma visão mais precisa do ambiente.
– Não... Nada ainda! Se nós tivéssemos o nariz de Narizinho...
– Heh Quem precisa de uma coelhinha de araque quando se tem tudo isso aqui...! – Dizia Rafá se referindo a ele mesmo.
– Eu. – Falou Rabinho.
– Ah mas você é um chato! Devia se soltar mais!
– Para a sua informação, não tenho tempo para “me soltar”! Tenho mais o que fazer!
– Como o que...?
– Como procurar certos ovos dourados de Páscoa, Entende?
– Não! Não entendo não! – Falou Rafá o provocando. Rabinho logo olha para o garoto perdendo a paciência e com os braços cruzados. – Calma... É brincadeira! Só para descontrair um pouco.
– Você não entende! Se nós não achamos esses ovos até amanhã, não vai ter Páscoa. Muito menos uma casada aos ovos. Sem falar no castigo que vamos receber se descobrirem antes.
– Castigo? E que castigo? – Rafá sente Rabinho estremecer só de lembrar do tal castigo.
– É algo horrível...! Não desejaria algo assim nem para o meu pior inimigo!
– Ah caramba... Você tá me dando medo...! O que mais! – Pergunta Rafá animado, curioso para saber que tipo de castigo é esse.
– É... É... É...!
– É o que?!
– É você ficar amarrado em uma cadeira, enquanto tem um monte de cenouras bem na sua frenteeeeeeeeeee! – Fala Rabinho horrorizado. Enquanto Rafá fica sem reação. Tudo o que o garoto faz é pisca os olhos duas vezes. O garoto pensava que era algo mais assustador, mas não estava mais enganado.
– É SÓ ISSO!!! Achei que era algo mais irado!
– O que? Não tem nada mais torturante para um coelho do que ficar sem cenoura. Vocês humanos não fazem ideia!
– Ei ei! Xiuuuuuuu olha lá... – Rafá encontra um ovo dourado em cima de uma pedra, que estava no meio do lago cheio de pequenos peixes.
– Wohoo! Nós encontramos! – Fala Rabinho alegre.
– OPA! Correção: “Eu encontrei”!
– Será que eu chego lá...?
– EI! – Falou Rafá sendo ignorado por Rabinho, enquanto o coelho estava perto da margem.
– Não fique parado ai! Me ajude aqui!
– Com prazer... – Rafá aproveita a distração do coelho com o ovo e faz uma brincadeira de mal gosto. O garoto derruba o coelho para dentro do laguinho. Mesmo sendo pequeno para Ráfa, era muito grande para Rabinho. Mas antes de ser levado pela correnteza, Rafá pega a mão de Rabinho mas não o tira de lá.
– Oras... ME TIRA DAQUI!!!!!!!!!!!!!!
– Hehe Não estou afim! – Dizia Rafá sem se mover um músculo para tirar o coelho da água.
Continua...
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