Atração Involuntária
2 Capítulo 2
CAPÍTULO 2
Minha mãe foi me pegar no aeroporto junto com Andy. Seus filhos ficaram em casa preparando tudo para minha chegada. A paisagem no caminho era simplesmente perfeita. Tudo tão claro e quente. A praia era fabulosa. Não via a hora de entrar naquele mar. Chegamos na casa e me surpreendi. A casa era enorme e inacreditavelmente bonita, com direito até a torrinhas de estilo vitoriano e uma plataforma-mirante no telhado. Minha mãe mandara pintá-la de azul, branco e creme, e ela era cercada de grandes pinheiros frondosos e arbustos floridos por toda parte. Com três andares, toda construída em madeira e não a terrível combinação de vidro e aço ou a terracota de que eram feitas as casas ao redor, pode-se dizer que era a casa mais charmosa e de bom gosto da vizinhança.
Andy carregou minhas malas para dentro e eu entrei com minha mãe segurando minha mão.
– Bem vinda! – três vozes masculinas falaram ao mesmo tempo. Os três porquinhos. Ri com esse pensamento.
– Suzannah, esses são meus filhos, Jake – o mais alto acenou –, Brad – outro aceno do mais forte, parecia até um gorila – e David. – Só um riso tímido. Gracinha.
Logo atrás deles, pregado na parede, havia uma faixa escrito “BEM VINDA, SUZANNAH” em letras garrafais. Eles fizeram aquilo? Ficou legal. Tá. Decidi ser simpática.
– Olá – acenei para eles também. – É um prazer conhecê-los.
Fiquei naquela sala por mais alguns minutos, minha mãe falando sobre a casa e a cidade, e de como eu iria gostar da escola nova. Eu tentei desviar a atenção quando ela começou a contar, pela quarta vez, a história de como ela e Andy se conheceram.
Depois de mais alguns minutos de conversa melosa, minha mãe me chamou para ver meu quarto que ficava no primeiro andar, bem em cima do telhado da varanda. A janela dava para a mesma vista que a varanda, aquela paisagem impressionante que abarcava toda a península. Era mesmo uma gracinha da parte deles me darem um quarto tão bom, o quarto com a melhor vista da casa.
Até que me virei para a janela e vi que alguém já estava aboletado no assento que o Andy fizera para mim com tanto carinho.
E não era nenhum dos meus novos irmãos. E eu percebi que mais ninguém estava vendo o intruso embora Andy estive a apenas dois metros dele.
Resolvi fingir que não via nada. O homem sentado também não se virou quando entramos. Ficou só olhando para fora pela janela.
– Adorei o quarto. É lindo.
– Que bom, que bom que você gostou – minha mãe disse rindo de orelha a orelha. – Eu estava meio preocupada. Isto é, sabendo como você não gosta... bem, de lugares antigos.
– Na boa, mamãe – disse eu. – Muito bom. Adorei.
Ouvindo isso, Andy começou a zanzar agitado pelo quarto, mostrando-me que as luzes podiam ser acesas e apagadas com palmas – ai, meu Deus, eu mereço! – e várias outras gracinhas que ele havia providenciado. Eu ia atrás dele, mostrando que estava encantada, mas tomando o cuidado de não olhar na direção do fantasma. Era mesmo comovente ver como o Andy queria me ver feliz. E como ele parecia querer tanto, eu estava decidida a ser mesmo feliz. Ou pelo menos tão feliz quanto é possível para uma pessoa como eu.
Depois de um certo tempo, Andy já não tinha mais o que me mostrar e saiu para começar a preparar o churrasco, pois em homenagem à minha chegada teríamos um jantar especial.
– Vou te ajudar a desfazer as malas.
– Não precisa, mãe – falei rápido, querendo ficar sozinha para dar logo um fim nisso.
– Bom, se você não quer, acho que vou ver como é que o Andy está se saindo com o jantar.
– Isso aí, mãe. Faça isso. Vou só me ajeitar um pouco aqui e daqui a pouco desço.
Antes de sair ela me deu um abraço.
– Espero que você seja muito feliz aqui, Suzinha.
– É claro que vou ser feliz aqui. Já estou me sentindo em casa.
– É mesmo? – minha mãe perguntou, fungando. – Jura?
– Juro. – E eu não estava mentindo, já que no meu quarto do internato também havia fantasmas o tempo todo.
Ela saiu e fechou a porta. Esperei até que não estivesse mais ouvindo os passos dela na escada e então me voltei.
– OK – fui dizendo para aquela presença no assento da janela. – Quem diabos é você?
Dizer que ele levou um susto era pouco. Ele olhou ao redor para ver se era com ele mesmo que eu estava falando depois ficou me encarando de olhos arregalados.
Mas é claro que a única coisa que havia atrás dele era a janela e, além dela, aquela vista inacreditável da Baía de Carmel. De modo que acabou se voltando novamente para mim e deve ter visto que meu olhar estava grudado no seu rosto, pois suspirou "Nombre de Dios" que me deixou arrepiada.
– É com você mesmo que estou falando! Vou logo avisando: não gosto de ninguém zanzando no meu quarto. Muito menos que já bateu as botas.
Ele me olhou como se olhasse para um ser de outro planeta e perguntou com uma voz rouca:
– O que você quer dizer com isso?
Eu não pude deixar de revirar os olhos de impaciência.
– Eu estou dizendo que não gosto de fantasmas no meu quarto.
– Não estou entendendo – disse, com ar de espanto. – Não entendo como você consegue me ver. Durante todos esses anos, ninguém nunca...
– Claro – fui cortando, pois como você já deve estar sabendo estou cansada de ouvir esse tipo de coisa. – Olha só, os tempos mudaram um bocado, sabia? Então, qual é a sua?
Ele piscou com aqueles enormes olhos negros. Suas pestanas eram mais longas que as minhas. Não é sempre que eu dou de cara com um fantasma que também é uma graça, mas aquele cara... caramba, ele devia ter sido alguma coisa quando vivo, pois ali estava ele morto e eu já estava querendo adivinhar como eram as coisas por baixo da camisa branca que usava, bem aberta, mostrando um bocado o peito, e até um pouco do abdômen. Será que fantasma também faz abdominal? Era o tipo da coisa que eu nunca tivera oportunidade – ou vontade – de explorar até então.
Não que eu fosse me deixar perturbar por esse tipo de coisa àquela altura dos acontecimentos. Afinal de contas, sou uma profissional.
– A minha? – repetiu ele.
Era evidente que ele tinha alguma coisa de hispânico, como deixavam claro aquele "Nombre de Dios" que havia soltado e a cor da sua pele, mas com certeza era tão americano quanto eu — ou pelo menos tão americano quanto podia ser alguém que tivesse nascido antes de a Califórnia tornar-se um estado.
– É – disse eu para limpar a garganta. Ele se voltara um pouco e apoiara uma botina na almofada azul claro do assento da janela, e então eu pude ter certeza de que os fantasmas realmente podem fazer abdominais. Seus músculos abdominais eram muito definidos, e cobertos com uma leve penugem de sedosos pêlos negros. Eu engoli em seco. Bota seco nisso. – Sim, a sua – disse então. – Qual o seu problema? Por que ainda está aqui?
Ele olhou para mim, sem expressão no olhar, mas interessado. Eu fui mais clara:
– Por que você ainda não foi para o outro lado?
Ele balançou a cabeça. Não sei se já disse que seu cabelo era curto e escuro e parecia bem crespo, dando a impressão de que se você tocasse nele seria muito áspero mesmo.
– Não sei o que você está querendo dizer.
– Como assim não sabe o que eu estou querendo dizer? Você está morto. Não tem mais que ficar aqui. Você não devia... estar simplesmente andando por aí.
Ele ficou olhando para mim pensativo, equilibrando o cotovelo no joelho levantado, com o braço meio vacilante.
– E se por acaso eu gostar exatamente de andar por aí? – quis saber.
Eu não tinha muita certeza, mas estava com a impressão de que ele estava zombando de mim. E eu não gosto nada que zombem de mim. Eu ainda não estava em condições de dar um murro naquele cara – ainda não. Mas faltava pouco. Apesar de estar apenas com uma blusa de alças e uma saia de tecido leve que batia cerca de um palmo acima do joelho, eu estava com calor.
– Olhe aqui, você pode ficar andando por aí o quanto quiser, amigo. Vai fundo. Não estou dando a mínima. Mas aqui, não.
– Jesse – disse ele, sem se mexer.
– O quê?
– Você me chamou de amigo. Achei que gostaria de ficar sabendo que eu tenho um nome. Eu me chamo Jesse.
Tanto faz.
– Certo. Faz sentido. Muito bem então, Jesse. Você não pode ficar aqui.
– E você?
Jesse agora estava sorrindo para mim. Ele tinha um belo rosto. Uma cara boa. Não que ele fosse bonitinho. Não era mesmo. O que ele parecia mesmo era perigoso. E não era pouco, não.
– E eu o quê? – retruquei, sabendo que estava sendo rude, mas não dando a mínima.
– Como se chama?
Eu olhei bem fixo para ele.
– Olha aqui. Vai dizendo logo o que você quer e cai fora. Estou com calor e quero trocar de roupa. Não tenho tempo para...
Ele me interrompeu com perfeita amabilidade, como se não estivesse me ouvindo:
– Aquela mulher, sua mãe, chamou-a de Suzinha – disse ele, com os olhos negros brilhando para mim. – É apelido de Susan?
– Suzannah – eu disse, corrigindo-o automaticamente. – Agora sai do meu quarto.
Ele continuou sorrindo.
– Mas esse quarto é meu.
Essa era nova.
– Quê?
– Esta aqui é a minha casa há um século e meio. Por que eu teria de sair?
– Porque sim. Este quarto é meu. Não vou dividi-lo com um caubói morto.
Dessa vez ele entendeu direitinho. Levou o pé de volta ao piso, batendo com força, e se endireitou. Imediatamente eu lamentei ter dito o que disse. Ele era alto, bem mais alto que eu.
– Não sou nenhum caubói – informou ele, zangado. E acrescentou alguma coisa baixinho em espanhol que eu não entendi. Ao mesmo tempo, o espelho antigo pendurado sobre minha nova penteadeira começou a balançar perigosamente no gancho que o prendia à parede. E eu sabia que aquilo não se devia a nenhum terremoto californiano, mas à agitação do fantasma que estava na minha frente, cujos poderes, obviamente, eram do tipo telecinético, aquele negócio de mover coisas com a mente.
– Uau! – fiz eu, esticando os braços para cima, com as palmas das mãos voltadas para fora. – Menos! Calma aí, rapaz!
– Todos na minha família – enfureceu-se Jesse, com o dedo em riste no meu rosto – trabalharam feito escravos para conseguirem alguma coisa neste país, mas nunca, nunca houve nela nenhum vaqueiro...
– Ei! – interrompi, e foi aí que cometi o meu maior erro; muito irritada com aquele dedo na minha cara, eu o agarrei com toda força, torcendo sua mão e puxando-o para mim para ter certeza de que ele ia me ouvir dizer bem baixinho – Pare com o espelho agorinha. E tira este dedo do meu nariz. Se fizer de novo, será um dedo quebrado.
E então eu deveria ter soltado sua mão e dado um belo de um soco naquela cara linda, mas eu não consegui. Senti o sangue pulsar em resposta aquele contato. Uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo, um arrepio subindo pela minha coluna. Era como se tudo ali fizesse sentido para mim. Jesse deu um passo na minha direção. E outro.
– Você pode me tocar – ele falou, numa voz rouca.
– É – foi só o que consegui responder, um nó se formando na minha garganta.
O que era isso que estava acontecendo? Ele é um fantasma, Suzannah. Um Fantasma! Mas sua respiração tão próxima ao meu rosto tirou todos os pensamentos da minha mente. Ele estudava meu rosto sem reservas, um estudo que seguiu pelos meus ombros e passou a percorrer todo meu corpo. Seu olhar se assemelhava a uma carícia física e eu me peguei esperando essa carícia. E em todos os lugares que seu olhar pousava eu sentia minha pele queimar, meu corpo enrijecendo. Sua outra mão acariciou meu rosto com uma delicadeza que me deixou completamente entregue. Soltei um gemido involuntário. Eu não percebi o movimento. Num minuto ele estava parado, no outro as mãos estavam sobre meus braços. Os dedos fortes me tiraram do chão e me puxaram contra o peito musculoso. Antes que eu pudesse respirar, os lábios dele cobriram os meus com ferocidade contida.
Minhas mãos se ergueram involuntariamente, agarrando o tecido da camisa em busca de equilíbrio e planejando um potencial protesto. O protesto prentendido nem chegou a germinar, porque o corpo másculo projetava sua força nas curvas do meu quadril, mais suave e suplicante. Ele era esguio, dono de músculos definidos e prefeitamente desenhados, e podia sentir nele a vibração da vida. Masculinidade e potência. Podia sentir essas características em toda parte daquele corpo. As mãos de Jesse eram firmes e seguras em seus movimentos, mantendo-me colada em seu peito.
A boca dele parecia queimar a minha com sensualidade, uma mistura equilibrada de natureza e talento. Ele me beijava com agressividade, provocando e exigindo ao mesmo tempo. Sentia vertigens, ondas de calor e alterações de freqüência cardíaca. Meus seios formigavam e a metade inferior do corpo ardia em chamas. Estava inundada pela adrenalina, tomada por um desejo sensual que jamais imaginara que existisse. Eu relaxei os lábios contra os dele, o coração disparado.
Ele aceitou o convite instintivo. E aceitou com uma ousadia erótica, a língua invadindo minha boca úmida e quente. Senti uma onda de calor brotanto da essência do meu corpo, espalhando-se em todas as direções. E agora, tomada por aquele fogo incontrolável que fazia arder a pele, deduzi que Jesse sentia o mesmo. A minha língua buscou a dele. A boca dele busca a minha com desespero. Eu sentia como se fosse a última mulher da terra, a única que merecia ser beijada. Os dedos de Jesse percorreram minha coluna, subindo e descendo.
Ele gemeu quando a minha boca se abriu um pouco mais, convidando-o a exploração. Saber que eu fazia ele sentir prazer aumentou ainda mais o fogo. O instinto assumiu o controle enquanto as mãos percorriam meu corpo. Me tocava do ombro até a cintura, descendo um pouco mais para tatear o início da curva das minhas nádegas. Era como se eu me encaixasse perfeitamente nas suas mãos. Os dedos apertaram um glúteo, me erguendo do chão e me puxando para um contato ainda mais completo com seu corpo.
De repente ele interrompeu o beijo, arfando. Era como se estivessemos enroscados um no outro. Seus olhos estudaram meu rosto, me analisando como se eu fosse um enígma. Eu me agarrava a ele, colada como estava ao corpo poderoso e forte. Ele se inclinou, os lábios roçando no meu pescoço. Era um gesto erótico e eu senti meu corpo responder imediatamente. A língua deslizava pela minha pele, os dentes pressionando a região sensível. O estímulo causou um arrepio que eu não consegui conter.
Jesse sentiu o tremor. Um som rouco brotou de sua garganta e os lábios buscaram os meus mais uma vez. Eu gemi outra vez, sem conseguir conter, e o som pareceu levá-lo a loucura.
De repente, ele passou um braço pela superfície da mesa do computador, jogando papéis e bonecos de decoração para longe. As mãos urgentes me tiraram do chão e me colocaram na mesa. Sentada, eu afastei as pernas naturalmente.
Eu nem me dei ao trabalho de pensar na minha inexperiência, no fato de nunca ter feito isso com ninguém. As mãos dele seguravam minha cabeça, os dedos tocando seus cabelos com reverência e ansiedade.
Podia notar que Jesse agia impelido pelo impulso, movendo a boca contra a minha e refletindo com cada movimento a necessidade imperiosa de gratificação. As mãos encontraram meu quadril e me puxaram para a frente, para a beirada da mesa, enquanto meu corpo mergulhava entre suas pernas. Outra vez eu não contive um gemido ao sentir a força com que ele comandava meu corpo, e depois gemi baixinho quando senti a ereção no centro da minha feminilidade. O corpo de Jesse era duro e só as barreiras das roupas impediam que ele encontrasse o que buscava. O som que brotou da minha garganta era de abandono e prazer, e os movimentos que eu executava contra o corpo másculo o convidavam a me possuir. Meus dedos acariciavam suas costas, tocando-o e sentindo seus músculos poderosos.
Ele gemeu de prazer e me beijou, ofegante. Eu me afogava em paixão e desejo, hipnotizada pela rigidez do corpo másculo e pela boca que parecia querer me devorar. Ele se movia contra meu corpo como se quisesse acariciar meu corpo por inteiro. Os dedos buscaram ávidos a pele sob a blusa que eu usava, tocando minha cintura e subindo até encontrarem um seio. O toque era habilidoso, uma manipulação experiente que combinava pressão e suavidade. Ele pegou entre o polegar e o indicador um mamílo túrgido, roloando-o e provocando sensações indescritíveis. Eu gemia, inclinando as costas e impulsionando o corpo na direção dele. Gemi novamente quando os dedos encontraram o outro seio, provocando um calor que subia e descia por todo meu corpo. Eu interrompi o beijo para aproximar a boca do pescoço dele, lambendo a pele macia do pescoço largo e musculoso. Ele murmurou por entre os dentes uma frase em espanhol, seu corpo estremecendo.
– Fale – eu exigi ofegante. De repente, com uma ousadia que não sei de onde surgiu, eu ergui o corpo, e retirei a blusa num gesto urgente, sem parar para pensar em como o gesto podeira parecer convidativo. Olhei para baixo, para meus seios pálidos e expostos, para as mãos que os tocavam e acariciavam. Pousei as mãos sobre as dele e o guiava e incentivava a prosseguir com o carinho provocante, aumentando a pressão. – Fale – repeti com a voz rouca, provocante.
Seu corpo todo respondia ao meu.
– Você é minha – ele murmurou com voz rouca. E me beijou apertando meu corpo ao seu fazendo meus seios se encontrarem com seu peito musculoso. Ele sabia que podia me possuir ali mesmo e não encontraria resistência.
Então eu ouvi uma batida a porta.
– Suzinha, o almoço está pronto.
Jesse se afastou como se tivesse levado um choque, me encarou como se só agora se desse conta do que estava fazendo, falou algo em espanhol num tom que parecia que estava pedindo desculpas e sumiu. Droga. Droga. DROGA!
– Suzinha...
– Já vou! – gritei, talvez muito rude e tratei de consertar o erro antes que minha mãe entrasse ali e me visse naquele estado, quase nua. – Estou indo, mãe.
– Não demore.
– Ok.
Saí rápido de cima da mesa e vesti minha blusa que estava no chão. Não. Aquilo não ia adiantar. Precisava de um banho. Frio. Estava completamente suada e arfando. Parei em frente ao espelho e analisei minha imagem. Quase não me reconheci. Meus cabelos estavam emaranhados de um jeito totalmente sensual – ou talvez eu pensasse assim por que sabia como ele tinha chegado naquele estado – meu rosto estava corado e meus lábios inchado pelos beijos.
Meu Deus, Suzannah. Agora você enlouqueceu de vez. Onde já se viu? Eu era uma mediadora e quase tinha feito sexo com um fantasma. Eu ri de um jeito estranho, as imagens voltando a minha mente e me deixando sem fôlego novamente. Ok, Suzannah, já para baixo do chuveiro! Ordenei a mim mesma.
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