Notas iniciais
Olá, queridos leitores!
O prólogo que escrevi é apenas uma introdução à história, feito em terceira pessoa, apenas para apresentar à vocês os dois personagens principais: Raven e Jayden.
Sem ele, ainda é possível entender a história. Porém, para que vocês tenham uma ideia melhor de como era/é a vida dos personagens, é interessante perder um tempo para ler essa introduçãozinha.
Os próximos capítulos terão um maior número de palavras.
Enfim, espero que gostem, desculpe qualquer erro e boa leitura!

A verdade é que a sua vida nunca vai estar completamente perfeita. Você pode ter o emprego dos sonhos, os melhores amigos do mundo, a família mais unida, a melhor situação financeira e amorosa. Mas sempre vai ter alguma coisa impedindo-lhe de dormir tranquilamente, algo que irá lhe preocupar e fará você ter ataques de raiva.

Não importa o quanto você tente, ter problemas é algo inevitável, e, embora não pareça, isso é algo maravilhoso. Os dias seriam pacatos e sem graça se não fossem corridos, se não tivesse um problema desafiando-lhe a o resolver.

Jayden é um dos exemplos disso. Não, ele nunca teve a família mais unida, na verdade é bem o contrário. Seu pai pediu divórcio quando percebeu que havia casado com uma mulher ranzinza que só pensava em status e dinheiro. Desde então, o menino foi criado pelas empregadas e pelo dinheiro de sua mãe, que vivia viajando graças ao seu emprego numa empresa multinacional.

Até seus quinze anos, sua vida era perfeita. Tinha dinheiro até não querer mais, muitos amigos – embora poucos fossem verdadeiros –, estudava num bom colégio e tirava notas ótimas. Visitava seu pai a cada quinze dias, e os dois tinham um bom relacionamento. Sua mãe e seu péssimo humor era seu único problema, que era resolvido rapidamente quando ela viajava para os Estados Unidos por conta da empresa.

Ia em festas todo final de semana, tinha uma namorada que o amava e um motorista ao seu dispor. Sem contar de seus aparelhos tecnológicos, que faziam sua felicidade. Todos de ultima geração, Jayden adorava exibi-los para seus amigos e colegas. Um computador novo? Ele tinha. O celular que fora lançado na semana passado? Ele tinha. E aquele skate elétrico caríssimo? Acabara de ser comprado.

Mas, de repente, sua vida mudou completamente por conta de três palavras infelizes: leucemia linfoide aguda.

Fora diagnosticado com leucemia, e logo percebeu tudo se esvaindo. Seus amigos já não o convidavam para as festas, teve que sair do colégio para poder se tratar, sua namorada decidiu terminar o relacionamento e seus aparelhos de ultima geração já não eram sua prioridade. Agora, ele deveria preocupar-se com os horários das pílulas, as visitas semanais no médico que ele detestava e com a vontade de sua mãe de obrigá-lo a fazer quimioterapia.

Seu problema agora era a doença, e ele não podia ignorá-la. Até porque ela não iria viajar para os Estados Unidos a cadê três semanas.

A vida de Raven era bem diferente. Nunca teve uma família unida ou rica. Seu pai havia morrido antes de seu nascimento e, desde então, sua mãe só havia namorado mais dois caras. Ela dizia que não, mas a verdade era que nunca havia superado a morte de Carlos, seu grande e verdadeiro amor.

Raven estudava numa escola não muito boa, e suas notas eram medianas. Tinha alguns amigos, mas nunca fora um exemplo de pessoa descolada que ia em festas todas as semanas. Havia namorado algumas vezes, mas nunca teve uma paixão verdadeira capaz de quebrar seu coração e fazê-la chorar por dias.

O fato de sua mãe trabalhar em um hospital como enfermeira a impedia de ter os melhores celulares, o computador de ultima geração ou qualquer coisa do tipo, e, embora nunca tenha feito questão, não podia negar que queria ter aquele skate caríssimo que valia mais do que seu rim.

Seus maiores problemas eram suas notas, a preocupação com a escola e os trabalhos que já estavam se acumulando. Bem, eram esses até sua mãe lhe apresentar para um garoto com feições angelicais que precisava de seu sangue para livrar-se da doença que poderia lhe matar.

Nunca ouvira falar de leucemia linfoide aguda, mas era disso que o garoto loiro sofria, e, por ironia do destino, seu sangue era compatível com o dele, e não demorou para sua mãe oferecê-la para doar sangue, sem nem mesmo lhe consultar.

E então seu problema era conhecê-lo e tentar se convencer que a coisa mais sensata a se fazer era doar sangue, mas logo o problema era esquecer-se do tamanho da agulha, e logo depois era saber se ele estava bem ou não. Até que o problema transformou-se em algo bem mais complicado: tentar tirá-lo da cabeça.

Notas finais
E essa foi o prólogo. Espero que vocês tenham gostado e que isso tenha lhes deixado curiosos para saber o desenrolar da história!
Não se acanhem e já comentem o que acharam, suas teoria e tudo mais. Toda crítica é bem vinda!
Até o próximo capítulo! ♥