Atlantis
2 Fugimos de um Zumbi
Narração de Ben
Naquela noite nós fomos perseguidos por meu tio e sua tropa de policiais.Mas eu fiz uma coisa que eu não queria, mas significava a única saída. Darkcorner, o canto do medo. Eu sei que Paris tinha muitos mitos, e eu nem queria entrar ali porque... não, eu não tenho medo, mas eu já tinha ido ali uma vez, e demorei seis dias para sair. Aquele lugar era assustador, talvez, mas só talvez eu tenha um pouco de medo. Entrei floresta a dentro, os policiais pararam e eu ia parecendo cada vez mais distante, os policiais recuaram, enquanto eu tentava enxergar através da neblina da noite, os galhos secos de árvores que eu ia arrebentando com o carro, que já estava arranhado, sujo e fedido, com Joanne desmaiada eu não tinha muito o que fazer, e o garoto que não parava de perder sangue lá atrás.
– Onde estamos indo ? Está doendo muito- Gemeu Geovanne, com o carro se mexendo daquela maneira, deve estar doendo muito mesmo.
– Deixe que eu cuide de tudo – Pude dizer
– Joanne está bem ?
– Acredito que sim.
O carro atola, ótima hora, agora estávamos passando pelo pântano, um lugar nada agradável e que eu odiava, dali pra dentro começava realmente Darkcorner, e acredito que seja no começo ou no final, aquele lugar sempre seria o ultimo que eu queria estar.
– O carro está atolado.
– Legal, desce e empurra, eu estou com medo Ben.
– Eu também.
– Você disse que não tinha medo.
– Eu disse um tanto de coisa.
Há um barulho, eu acelero o carro, não saio do lugar, ouço barulhos na traseira do carro, e quando olho pra trás vejo um monte de lama, cobrindo o carro por fora.
– Corra Ben ! A gente vai morrer!
– Não, a gente não vai ! – Eu piso no acelerador com todas as forças, e a gente sai, depois de eu quase bater em outras três árvores já estávamos longe e seja lá o que for aquilo não ia pegar a gente. Eu acho. Dormimos no carro.
Narração de Geovanne
Eu nunca passei por tanta coisas assim, do tipo , ser preso e fugir com dois malucos pra um lugar mal assombrado em Paris, conhecido como Darkcorner. Eu acordo sentindo muita dor porque, tinha uma flecha enfiada na minha costela, ela não estava tão funda, mas fez ficar vermelha de sangue a camiseta que eu estava usando. Acordo deitado, mas a flecha não estava lá, e eu estava enfaixado, olho na janela do carro e lá estava Ben e um copo de café.
– Bom dia Geo, posso te chamar assim
– Pode. Onde a gente tá ? – A neblina deixava absolutamente tudo branco, eu só via o rosto de Ben, e o caneco vermelho na mão dele. Ele deixa o caneco em cima do carro, abre a porta de trás e me pega no colo. Vi um lugar enorme por cima, escrito no Letreiro “ H sp tal de Do c ty” deveria ser “Hospital de DownCity, o nome que davam a aquele lugar onde pessoas moravam aqui ainda.
– Venha – disse Ben – Eu conheci um médico muito legal que atendia nesse hospital, — É nessa hora que eu percebo que Joanne não estava no carro – Joanne está lá em cima no segundo andar.
Chegando lá, eu vejo ela com a cabeça enfaixada, e aquele vestido sujo de lama,com o rosto arranhado e parecia estar com sono. Depois eu vejo um cara com muitas marcas de expressão no rosto, deve ser o médico. Ele me pegou do colo de Ben e me deitou na maca.
– Vamos ver – Disse o Médico, tirando os curativos. – Quando chegaram hoje pela madrugada estavam piores as feridas. Parabéns garotinho, vou te dar um pirulito, espere.
Ele saiu. Ben sorriu com o ar de “Viu? está tudo bem” mas Ben se enganou quando achava que estava tudo bem e vimos parar aqui. Eu vi uma coisa, que pra você pode ser besteira, mas em mim causou muito medo. Um Jornal
– Ben, veja – Joanne também olhou.
– Espera, não deve ser boa coisa, onde tem jornal, tem o assassino. Gente vamos sair antes que ... – Joanne é interrompida quando o Médico volta.
– Crianças, vamos ter que esperar lá fora, porque está vazando um gás desconhe.. – Ele fica tonto, e cai numa cadeira de balanço, e começa a entortar o pescoço de uma forma estranha, sua pele estava ficando cada vez mais seca e mudando de cor, um pouco rosa, vermelho, daí foi escurecendo, para cinza preto e azul. Ele quase não tinha cabelo, mas ele foi caindo, os olhos pareciam que iam pular das órbitas e mais sei lá o que ... só sabia de uma coisa. Ele estava virando um Zumbi. Ben percebe, agarra o Jornal e diz:
– Precisamos sair daqui imediatamente. – o ar ganha um novo cheiro – Não respirem, o ar é venenoso pode transformar vocês em ... Zumb..
– Dãaanrp Gãaaa – Interrompe o Médico. – Ele se levanta e estica os braços, como num filme de terror. Ben pega sua arma, mas parece inútil porque ele só tinha duas balas e se ele demorasse só mais um pouquinho, todos viraríamos zumbis em segundos.
– Vamoooos – Ben me agarrou pela costela enfaixada e eu senti uma dor insuportável, puxou Joanne pelo Braço e ela se debruçou pela Janela lá em baixo, ela caiu em cima do carro, pude ouvir o seu grito de dor. Depois foi a vez minha e do Ben, aquilo doeu, e depois andamos com o carro amassado, mas sem destino, mais uma vez, e a gasolina não ia durar pra sempre... No colo de Joanne, que abriu o jornal, eu pude ler com marcas de sangue:
– Acharam que ia ser fácil ?
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