Atlantis
3 Sociedade dos Futuristas.
Notas iniciais
Narração de Joanne.
Eu não posso mentir que entrei nessa sem querer, mas estava feliz porque tinha Ben. Eu aceito ir a qualquer lugar se ele for. Não foi mencionado, mas tinham algumas frutas no carro que o Médico tinha dado a Ben antes de virar zumbi. Quando saímos do hospital, ele acelerou de uma torrente como se fosse a ultima coisa que ele tinha que fazer. Eu fiquei reparando o jeito dele de fazer as coisas, quando apoiei a minha mão no braço dele, sinalizando pra ele parar. Ele foi parando aos poucos. Silêncio no carro, até que eu pego uma frutinha bem pequena, parecia a cor dos meus cabelos, eu comi a frutinha. Mas mais uma vez sou surpreendida pelo cuidado de Ben:
- Está todo mundo bem ? –Ben diz
- Estamos, mas se o zumbi vier atrás da gente ? – Geovanne parece ter medo.
- Ele não virá – Ben responde – Mas o assassino com certeza virá.
Eu tenho medo do que ele quer dizer. Estamos em 2050, e você deve ter visto que eu não citei extremas tecnologias,eu não citei nada, eu queria habitar na velha paris, naquela que espantava as pessoas e não era escrava dos computadores. Mas uma coisa é certa, jornais não existem mais. A coisa mais estranha do mundo é se ver um jornal. Passamos meia hora comendo e conversando, eu tentando tirar a sujeira da minha roupa e arrumar o meu cabelo, atrapalhado pela adrenalina.
- Joanne, está sentindo ? – Ben me diz, ele torce um pouco o nariz eu demoro um pouco para responder.
- Sim, o cheiro... espere, o cheiro! – digo
- Geo, feche as janelas traseiras, e tampe o nariz, Joanne, feche a sua janela que eu fecho a minha, rápido, o gás está chegando ate nós.- Ben pisa no acelerador enquanto eu noto alguma coisa. Uma péssima notícia. Estamos sem gasolina.
- Mudança de planos, saiam todos do carro, e não respirem. – Ben diz, e numa fração de segundos ele corre até o porta malas, coberto de lama e pega uma picareta, ele corre, e nós vamos atrás dele. Então eu vejo que ele vai fazer alguma coisa não muito agradável, ele abre a tampa do esgoto, talvez ficaríamos seguros.
Primeiro desço eu, e depois Geovanne, por ultimo Ben, e ele fecha a tampa do esgoto. Um belo esgoto, um cheiro horrível, eu senti meus pés molharem, que nojo, mas o bom é que não tinha cheiro de gás nenhum. Ele tinha uma lanterna com ele também, outra coisa que eu não havia notado. Ele ascende a lanterna e vamos andando. Andamos por dez metros até ouvirmos um barulho, não era tipo de ratos, nem mesmo jacarés. De repente , todas as luzes se ascendem, e apesar de muito nojento, era um esgoto luxuoso. As paredes cinzas, sem qualquer tipo de sujeira a água não era preta nem verde e agora, nem fedia tanto assim. Mas alguma coisa que eu vi além do esgoto bonitão,um cara de máscara, portando uma arma enorme e com um porte físico muito, muito bom. Não pude ver seu rosto, e nem a cor de sua pele, mas ele era de um tom de voz bem grave:
- Quem são vocês e o que fazem aqui ? – Diz o moço
- Sou Ben Flarter, estudante de jornalismo e sou de paris – ele começa – Esses são meus amigos, Joanne e Geovanne, bem... nós... ficamos perdidos, e fomos parar aqui.
- Darkcorner ? vocês estavam lá em cima ? e estão vivos ?
- Sim senhor – diz Ben, — Vivos.
- E por acaso sabem que o ar lá em cima é toxico, e extremamente venenoso ? – O homem era desconfiado, e por fim, não ia matar a gente. –Vocês tem que vir agora, imediatamente. – Ele tira a Máscara, eu vejo que ele é moreno, careca, e tem uma cara de ser muito bravo. Nós vamos com ele.
E andamos por um bom tempo, espero que esse tempo seja válido, porque todos estamos cansados. Ben continua a falar:
- Se o ar é venenoso, porque estamos vivos ?
- Isso que eu quero saber – Diz o homem
- Onde está nos levando ? – Pergunto.
- Não se preocupem, é seguro, sou Max Hatturi, um.. agente.
- Você é da polícia ? – Ben parece surpreso, quando o Max, para de uma vez.
- Não exatamente polícia – Ele tira um cartão do bolso e levanta pra cima, e de repente a parede esquerda do esgoto se abre e também se forma uma ponte da calçada a outra permitindo que nós passemos sem nos molhar – Molhar mais – o lugar era enorme , com gente de todo tipo, coisas de tecnologia, que fora proibido há muito tempo na frança por um presidente. O presidente queria preservar a França já que o mundo estava se modernizando e mudando, mas sei lá, eu senti um frio na barriga, para entrar tinham duas portas que eram semelhantes a casa do Bob Esponja, uma atrás da outra, creio para evitar que o tal ar venenoso entrasse ali, com o cartão Max abre a porta, e entramos. Ele diz:
- Bem vindos a Sociedade dos Futuristas!
- Espera, isso é proibido! O único lugar do mundo que não pode se moderniz..
- O Entregador de Jornais – Max interrompe Ben – É atrás dele que vocês estão ?
- Talvez – Ben diz, meio sério.
- O que é isso em suas mãos ? Um jornal ? – Ben entrega o jornal e Max olha com cuidado, e depois nos encara.
- Ben, sobrinho do delegado – Max diz.
- Você conhece meu tio ?
- Seu tio é um idiota, Ben. E vocês pensam que é um cara que faz vítimas, sendo que ele pessoalmente nunca matou alguém, — ele pegou uma bolinha preta com uma pontinha, e espetou na nuca de um loirinho que ia passando, o loirinho parou , e parece que estava hipnotizado, Max pega um controle remoto, e começa a guiar o loirinho – Ele não mata, ele faz testes, pra saber se você aguenta o gás e se é um bom zumbi ou não.
Aquilo me aterrorizou, mas eu andei reparando o lugar, era enorme. Luzes piscavam e vários pessoas trabalhando de jaleco branco manuseando fórmulas químicas, outras portando armas, outros, com cortes de cabelo engraçado dando facadas em bonecos, e vi alguém que me chamou atenção. Era um cara muito branco, com olhos castanhos como os meus, cabelo espetado, parado por cima de um caldeirão de formula química, ele estava agachado olhando diretamente nos meus olhos, enquanto o homem que misturava a formula dentro de caldeirões pedia pra ele sair, e num pulo de dez metros ele caiu bem na minha frente, pegando nas minhas mãos e as beijando
- “Parrazer Senhorrítt “ – disse ele num sotaque mais que engraçado, a pele dele parecia metade humano, e metade lagarto, quando pude perceber, ele era um lagarto.
- Pare de se exibir e volte aos treinos – Max disse para o lagarto, e num pulo ele voltou, e entrou em um lugar que eu não podia enxergar, mas acompanhei ele com os olhos enquanto pude.
- Quem são essas pessoas ? – a curiosidade permitiu que eu perguntasse.
- São experiências. Alguns deles passaram nos testes de resistência, ou seja, não são transformados em zumbis facilmente, outros, não aguentaram algum tipo de fórmula, como foi que aconteceu com Ash.
- Ash ?
- Sim, Ash, o lagarto, que acabou de sair. Apesar de ser um mutante, ele trabalha em campo e é muito útil para nós. Aliás... – Ele fixa os olhos em mim, depois estuda Geovanne, que não disse uma palavra depois que entramos ali. — Acho que deveriam fazer o teste de resitência...
- Se a gente passar ? – Geovanne diz, esperançoso.
- Vocês serão caçadores de Zumbis.
- E se a gente não passar ? – Geovanne retruca
- Aí tem dois caminhos, ou vocês morrem, ou são transformados em criaturas, animais, vocês podem ter uma cauda, um chifre ou até seis braços, depende muito da fórmula que vocês consumirem, e como o corpo de vocês vai reagir.
Como num reflexo, Ben , diz:
- Eu farei o teste.
Eu tentei correr atrás dele, e dizer que ele poderia se em um transformar um monstro e tal, mas ele não me ouviu. Até que eu disse:
- Se você fizer, eu farei também.
- Ok, então vamos – Fiquei decepcionada, com ele, com tudo, acho que ele nunca se importou.
— E eu ? – Geovanne diz
- Se você quiser, você faz, a escolha é sua – Diz Max
- Se eles vão, eu vou, não posso deixa-los.
(...) Entramos em uma sala, até que um cara de terno roxo, cabelos vermelhos penteados para trás com bastante gel e uma rosa branca no bolso nos cumprimenta
- Sou Skinny, o estilista. – Ele sorri, mas não dizemos nada. Então nos leva para salas diferentes.
Na sala que eu entro, eu vejo uma meia arrastão com bainha para portar uma arma, na perna esquerda e na direita, eu já usava a minha faca, mas aquilo era útil, a saia, rodada e com pregas, mas em cada prega, uma lamina, que poderia ser arrancada e atirada facilmente. Corpete preto de couro, e com um decote que não me agradou, o cinto, com uma caveira no meio e um laço com laminas, para usar na cabeça. Ele se retirou e foi a sala dos meninos, confesso que fiquei com medo de vestir aquelas roupas, — blindadas – pelo que eu via, ela era bem pesada, como uma armadura. Saí pra salinha principal, pude ouvir Geovanne dizer “Uau” e também vi como Ben olhava pra mim.
Geovanne estava muito elegante, com um colete preto, junto com um arco e flecha com laminas fatais nas pontas, e também levava uma arma. Agora Ben ? Ben estava impecável, com um sobretudo e uma espada por baixo, a espada era cheia afiadíssima e claro, muito elegante, ele também tinha uma arma.
Foram nos dado 15 minutos para pensar se queremos mesmo fazer o teste. São nos sugeridas novas armas, e eu só com duas pistolas, uma em cada perna. Arrisco uma espada. Fomos levados para um lugar com uma porta enorme de madeira, a porta se abre, e meu coração quase salta da boca quando eu vi o teste que iríamos enfrentar.
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