Atlantis

8 Escritório do Terror


Notas iniciais
Vou tentar postar mais Frequentemente, por favor, não deixem de acompanha a história :x

Narração de Joanne.

Eu vi a arena. Eu vi Robôs sujos, faltando partes do corpo. Eu vi sangue escorrendo pelo chão. Eu ouvia gritos mas não sabia se eram de medo, de dor ou sei lá. O tal do locutor parecia conhecer Roy, mas naquela altura do campeonato eu não poderia confiar em mais ninguém.

– Geovanne, espero que você esteja bem – Eu disse, me certificando.

– Roy, o que está acontecendo ? – Ben disse, então o Locutor mandou que todos se achegassem no centro.

– Venham garotos, vai ser ótimo jogar com vocês. – Disse o Locutor

– Alfred, seu problema é comigo, Poupe Liah e os outros! – Roy gritou de volta.

– Ah – disse Alfred, — Então não quer que sua namoradinha se machuque ? Pois eu tenho uma surpresinha pra você. Nesse Broken Free, recebi uma visita, a caso se vocês aparecessem, eu teria de entregar, .. isso! –

Ele puxou uma cordinha bem ao lado dele que o chão se abriu e em uma espécie de escada rolante que vinha do solo, uma caixinha chegou, em cinco segundos , ela explodiu, um pedaço daquela madeira, veio a minha perna, onde rasgou, Ben também levou uma na cabeça e deve ter doído, mas Liah que estava na frente não teve um arranhão, mas nada era mais estranho do que tinha dentro da caixinha. Um Jornal.

– Isso é .. – Geovanne foi chegando perto enquanto eu segurei o braço dele. Olhei pra trás, e Dare... Não.. espere.. Dare, onde estaria Dare ? O Locutor interrompeu meus pensamentos, dizendo:

– Sim, procuram o amiguinho de vocês ? Tenho certeza que ele deve ter sido útil, porque vocês estão aqui agora,o que quer dizer que são meus.

– Não somos seus – Ben Tirou a espada

– “Lutarremos ate a mort se pudermos” – Ash pareceu mais um lagarto do que tudo.

– Se querem assim – O Locutor sorriu. Pude perceber que ele tinha os dentes todos de ouro e o terno verde que ele usava deixava ele gordinho, com aquele chapéu, e eu percebi também o charuto entre seus dedos, como o poderoso chefão. Dois robozinhos de tamanho médio surgiram do chão, passando sobre o Jornal e fazendo ele em pedaços.

Roy foi incrível quando ele também ativou as serras nos seus braços e numa giratória conseguiu cortar os dois braços do robô. E girou de novo aceitando o peito de lata do outro que girou a cabeça duas vezes e caiu.

– Isso é tudo que você tem ? – Gritou Roy, mas logo mais seis robôs surgiram, um em cada porta lateral sendo dois de cada. Peguei minha arma. Apontei para a cabeça de um e bum! Já se fora um. Quando menos esperei, um robô que mais parecia um tanquinho de guerra atirou alguma coisa cheia de espinhos em mim. Eu não esperava. Pegou na minha coxa, e eu sentia uma dor indescritível como se espinhos atravessassem minhas pernas e furassem todas as minhas veias, uma a uma. Ben me viu caída do chão e disse :

– Você está bem ? – Ele se atracava com outro robozinho chato, aos socos conseguiu derrubá-lo então correu pra me ajudar.

– Estou, cuidado! – Como num reflexo ele girou a espada para trás e acertou as pernas de um robô que entrou em curto circuito.

– Tudo bem agora. – Ele me disse, os olhos verdes dele, atravessavam os meus. Não pude com isso. Eu sei que não era hora, e nem tinha porque eu fazer isso, mas involuntariamente eu passei a mão por trás do pescoço dele, chegando meu rosto bem perto, fazendo carinho com o meu, meus lábios se encostaram nos dele,e minha língua deslizou fazendo carinho no céu da sua boca. Ele respondeu, me segurando pela cintura, como quem diz “Está tudo bem, estou com você”. Durou exatamente cinco segundos no céu, pra quem estava assistindo, não foi nada. Até que me esqueci completamente da minha fratura na perna.

Ben era muito ágil. Ele conseguiu me beijar e ao mesmo tempo se esquivar de vários golpes de robô, quando finalmente conseguimos nos separar um do outro, com ele me deitando levemente no chão e ainda conseguindo me tranquilizar. Não existia mais nenhum robô na arena. O Locutor Alfred deixou escapar nas suas expressões “Oh céus, isso não poderia ter acontecido.” Todos tínhamos fraturas expostas e estavam expostas. Minha ferida tornou a doer quando voltei a realidade, vi que estávamos completamente perdidos com robôs que queriam assistir a nossa morte. A luz apagou. Meu coração parou a medida que eu queria saber se os meus amigos estavam todos bem. Eu estava no chão. Quando de repente, uma luz muito, muito forte começou a brilhar, eu tampei meus olhos antes que pudesse ficar cega. Frankie ! Porque ele sempre aparece na hora certa ? Portões Abertos, todos se recuperando da longa luz, então eu desmaiei por não conseguir processar o que estava acontecendo



Narração de Ben

Poderia escrever um livro inteiro só das coisas que me chamavam a atenção nela, porque ela era maravilhosa. Tinha cortado minha testa, mas ela se machucou na perna, então eu peguei ela no colo no momento certo em que Frankie entrou em ação. Ele era um garoto muito misterioso, espero um dia saber da história dele, mas não é momento pra isso. Vi uma porta aberta, Joanne desmaiada em meus braços e eu tentando fazer com que minha espada não a machucasse. Todos corremos pela mesma saída, até que o Locutor Alfred se recuperou e logo disse :

– Eles estão fugindo! Peguem – nos.

Tarde demais. Quando saímos não vimos mais do que um vazio. Espere, não. Mais do que um vazio. Corredores sujos e cheios de lodo pelas paredes, com aquele cheiro de lodo. Não queria escorregar logo naquela hora, fiz o que pude para não cair. Uma porta enorme se abriu depois de corrermos bastante. Ninguém veio atrás de nós.

Quando vi, existia uma passarela grande de pedra, com dois abismos do lado, e lá em cima, outra porta. Saímos de um lugar apavorante e entramos em outro.

– Vocês estão todos bem ? – Perguntei

– Dare. – Disse Liah num tom sóbrio. – Dare era um traidor.

Fazia sentido. Tudo para que acabássemos mortos de um jeito ou de outro. Parecia que todos os vilões do subterrâneo sabiam onde estávamos. Passamos a passarela do abismo um por um, tentando não cair. Quando outra porta enorme de pedra abriu.

Jornais. Mais Jornais. Sangue. E um pouco mais de Jornais. Uma bicicletinha velha com cestinha na frente estava encostada, com vários sacos de Jornais. Fotos de crianças espalhadas por portas retratos nas paredes. A sala era completamente branca, a todos os lugares. E parecia mais um escritório de um advogado do que sei lá o que era aquilo. Era bem, bem estranho. Mas seja lá o que for, era melhor não chegar muito perto daqueles jornais porque o dono poderia ser bem estressadinho. Documentos em cima da mesa, fotos de coelhos – Isso mesmo, coelhos, e pra variar, olhos vermelhos — e canetas. Mas eu vi uma coisa que me chamou atenção. Notícias espalhadas dizendo “Assassino Misterioso ataca Paris”, e as datas. Mais em baixo tinha fotos – das vítimas, parece.Fotos de uma moça bonita, branca do nariz achatado. Outra de um cara que parecia atuar em filmes de ação, algumas crianças. Mas mais do que isso, o que eu bati o olho e realmente me assustou. A foto de uma garotinha. Era ruiva como Joanne e seu sorriso brilhava como o dela. Era uma linda garotinha, eu ainda tentava definir a sua idade. Tinha uma data, um Jornal e antes que eu pudesse analisar para saber do que se tratava realmente, eu finalmente caí na real. Caí na ficha. Aquela garotinha, não era Ninguém mais ninguém menos que a irmã de Joanne.

Notas finais
Como disse, levem em consideração o trabalho que tenho pra tentar postar o mais frequente possível, a história está chegando a uma nova fase agora.