Até As Nerds Sabem Lutar!

1 Capítulo 1 - Conheço um VELHO amigo do meu pai


Notas iniciais
A nova fic está aí! Esperem que gostem!


fazia 12 anos que a minha mãe, Rosellie Shane Johnson, havia
falecido. A morte dela tinha trazido dor não só a mim como a meu
pai também. Sentíamos falta dela. Queríamos que ela estivesse com a gente.



...


Meu
pai, no dia anterior, havia me avisado que iríamos nos mudar.
Iríamos ser transferidos para uma cidade chamada Bellwood. A ideia
de nos mudar, não me agradava muito. Eu adorava minha casa, ela me
trazia boas lembranças de minha mãe. Mas, ordens são ordens. E é
como se diz: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.


Arrumei
minhas coisas com calma. Sem pressa. Quanto mais eu demorasse, mas
tempo passaria naquele lugar maravilhoso. Foi quando meu pai apareceu
na porta dizendo:



Vamos Lana! Vamos acabar nos atrasando! O voo é às 6 da tarde, já
são 5 horas. Se demorar mais, perderemos o voo.



Já estou terminando. – eu disse – Pai eu posso fazer-lhe uma
pergunta?



Mas, você já fez uma! – meu pai disse rindo



Sem graça! – eu disse mostrando a língua para ele – E a escola?
Como vai ficar? Aonde vou estudar? Estamos no final das férias de
verão! Achar uma escola vai ser difícil!



Não se preocupe com isso! Já cuidei disso! Matriculei você em uma
escola particular em Bellwood. Você começará a estudar na
segunda-feira. Já informei a escola o nosso novo endereço. O ônibus
irá buscá-la todo dia às 07h30min da manhã.



Como conseguiu?



Tenho minhas fontes! Estou brincando! Tenho um velho amigo que mora
em Bellwood. Eu passei os nossos dados a ele e ele fez a matrícula
para mim. A neta dele estuda lá. Então não foi tão difícil para
ele.



Hum... – eu disse terminando de arrumar a mala e a fechando –
Estou pronta! Já podemos ir!



Já pegou tudo? Não está esquecendo nada?



Não! Está tudo aqui! Roupas, sapatos, objetos pessoais... Ai
caramba!



O que foi?



Como pude esquecer?


Peguei
uma pá e corri para o jardim. Meu pai foi atrás de mim e confuso
perguntou:



O que você está procurando?



O bracelete e os objetos mágicos da mamãe! – eu respondi –
Enterrei-os no jardim com medo que alguém roubasse!



Você o quê?



Enterrei-os no jardim – eu disse envergonhada – Eu tinha só 5
anos, não sabia o que eu estava fazendo.



Você ainda se lembra onde os enterrou?



Não sei como, mas eu lembro!


Cavei
o lugar onde eu me lembrava de ter enterrado as coisas. Não demorou
muito e achei uma pequena bolsa dourada. Tirei-a de dentro do buraco
e o tapei de novo com a terra. Abri a bolsa e peguei o de lá de
dentro dela o bracelete de minha mãe. Fiquei olhando-o por um bom
tempo, lembrando-me de todos os momentos bons que havia passado com
minha mãe. Foi quando senti uma mão em meu ombro. Era meu pai.



Também sinto falta dela! – disse meu pai – Vamos! Temos que ir!
Vamos acabar nos atrasando.


Voltamos
para dentro de casa, pegamos nossas malas e meu pai chamou um táxi,
que chegou rápido. Antes de entrarmos no táxi, demos adeus a nossa
antiga casa. Eu sentiria falta dali. Da floresta, do rio, do jardim,
do ar puro do campo, da natureza... Enfim, de tudo!


Ao
chegarmos ao aeroporto, fizemos o check-in das bagagens, passamos
pelo detector de metais (que não sei como não acusou o bracelete e
os anéis da mamãe) e embarcamos no avião. O voo durou 7 horas e
fez uma pequena escala em Nova York. Chegamos a Bellwood era 1 da
manhã. Apesar de eu ter dormido metade da viajem (e a outra metade
passar ouvindo música no meu mp3), estava com muito sono. Saímos do
aeroporto e pegamos um táxi, que nos levou a nossa nova casa.


A
casa ficava em uma vila, onde todas eram iguais. Como as outras, a
casa era branca, tinha dois andares e um jardim imenso. Estacionado
na frente havia um velho trailer branco. De certo modo, a casa era
até bonita. A única coisa que diferenciava nossa nova casa das
outras, era uma cerejeira que havia no quintal da casa. De dentro da
casa, saiu um senhor de cabelos brancos, que vestia uma camisa
vermelha e florida estilo havaiana, uma bermuda bege e chinelos de
dedo. Julgando pelo visual dele, diria que era um turista de terceira
idade que havia se perdido de seu guia turístico. O senhor sorriu e
disse ao meu pai:



Ryan? É você? Nossa! Quanto tempo!



Max Tennyson! Sim, sou eu! Nossa! Não te vejo desde 2005, quando
você se aposentou! – disse meu pai



Nossa, isso já faz 6 anos!


Eu
pigarreei tentando chamar a atenção de meu pai.



Ahn? Ah, desculpe filha! Max, essa é a minha filha Lana.



Olá Lana! – o Sr. Tennyson disse apertando a minha mão – Seu
pai fala muito de você.



Bem ou mal? – eu disse brincando



Bem, é claro! – ele disse rindo



Esse é meu velho amigo de quem eu te falei Lana. Foi ele que me
indicou esta casa e a matriculou na escola. – disse meu pai



Bom! – disse o Sr. Tennyson – Que tal vocês verem a casa? Acho
que irão gostar!



Vamos Lana? – meu pai disse



Vamos! – eu respondi


A
casa era grande demais para duas pessoas. No primeiro andar estavam:
a sala de estar, um banheiro, a cozinha e a sala de jantar. Já no
segundo, estavam: outro banheiro e 3 quartos bem grandes e espaçosos.
Não havia mobília na casa, e nossa mudança só chegaria dali a 7
horas.



Hum... Max, você conhece algum hotel barato aqui perto? É só para
pernoitar! – disse meu pai ao Sr. Tennyson.



Bom... Se quiserem... Vocês podem passar a noite no meu trailer.
Aquele que está estacionado lá na frente – disse o Sr. Tennyson



Não iria incomodá-lo, Max? – perguntou meu pai educadamente



Eu passei as férias de verão de 2005 com meus netos irritantes de
10 anos, sendo que um deles se transformava em um alienígena
diferente toda vez que tinha um pesadelo!Pode ter certeza de que
vocês não conseguirão me incomodar! – disse ele brincando.



E
você, Lana? O que acha?

Com
o sono que estou, até na lama eu dormiria e nem me importaria! –
eu disse bocejando





Há!
Há! – riu o Sr. Tennyson – Então vamos?





Vamos!
– respondeu meu pai




Coloquei
minhas malas e as do meu pai para dentro da casa e a tranquei.
Bocejando de cansaço, entrei no trailer do Sr. Tennyson e deitei na
parte de cima de um beliche que era acoplado na parede.


Notas finais
E aí? O que acharam? Tem muito mais vindo por aí!