Até As Nerds Sabem Lutar!
2 Capítulo 2 - Descubro um "novo tipo de culinária".
Dica
para vocês: nunca durmam em um trailer, a menos que seja
extremamente necessário (ou sua última opção).
Eu
acordei parecendo que tinha sido pisoteada por elefantes africanos.
Já eram 8 horas da manhã e meu pai esperava a nossa mudança em
frente a nossa nova casa. Levantei do beliche e me sentei em um
pequeno sofá que ficava em frente a uma pequena mesa. Quando olhei
para a mesa, esperando omeletes, waffles ou qualquer coisa do tipo,
quase vomitei. Posto ali havia um prato de minhocas fritas e um copo
de suco de gengibre com beterraba. Eu estava com muita fome, mas ao
ver aquilo, perdi totalmente o apetite. Passei a mão nos meus
cabelos, na tentativa de arrumá-los e joguei água no rosto tentando
afastar o sono. Quando saí do trailer, a mudança havia acabado de
chegar. Meu pai conversava com o “cara da mudança”, enquanto o
Sr. Tennyson mostrava o caminho aos descarregadores e montadores.
-
Bom dia querida! – disse o meu pai todo alegre – Venha! Vamos
escolher seu quarto!
Eu
e meu pai subimos para o segundo andar da casa. Ele mandou que eu
escolhesse um quarto e eu escolhi o quarto em que a janela abria para
o jardim. Era o menor quarto da casa. Eu nunca fui muito espaçosa,
então aquele quarto era perfeito. Quando a mudança já estava toda
ali e o “pessoal da mudança” havia ido embora, eu comecei a
arrumar o meu novo quarto. Eu não tinha muitas coisas, apenas uma
cama, um guarda-roupa e um criado-mudo. Pedi que meu pai montasse
minha cama, paralela a janela e meu guarda-roupa na parede oposta.
Arrastei meu criado mudo para o lado da cama, guardei as minhas
roupas no guarda-roupa e arrumei a minha cama perfeitamente. Faltava
apenas uma caixa, onde estava escrito: OBJETOS
PESSOAIS DA LANA. Sentei
na cama, abri a caixa com cuidado e comecei a tirar as coisas
cuidadosamente de lá de dentro. A primeira coisa que peguei foi meu
ursinho de pelúcia, o Poo. Encostei-o no meu travesseiro e peguei
outra coisa da caixa. Depois peguei meu abajur e coloquei-o em cima
do meu criado-mudo. Tirei as coisas com cuidado da caixa e as
coloquei em seus devidos lugares. Sobrou apenas uma coisa dentro da
caixa, algo parecido com um porta-retratos. Peguei-o com cuidado e o
observei. Nele havia uma foto de eu com meus pais, quando eu tinha
apenas quatro anos. Observei com calma e atenção a imagem de minha
mãe. Não aguentei a emoção e comecei a chorar.
-
Lana, eu... – disse meu pai aparecendo de repente na porta.
Quando
meu pai me viu chorando, ele sentou ao meu lado e me abraçou. Ele
respirou fundo e disse:
-
Ah, meu amor. Vem cá! – disse ele dando-me um beijo na testa e
enxugando as lágrimas da minha bochecha – Não fica assim! Você
não é a única pessoa que sente falta dela! Eu a amava, de todo o
meu coração! Só consegui seguir em frente por você!
-
Eu queria que ela estivesse aqui, agora, comigo! – eu disse
-
Todos nós queremos Laninha! Mas você sabe que é impossível!
Ele
sentiu que se continuasse eu acabaria voltando a chorar, então ele
rapidamente mudou de assunto.
-
Por que não vai tomar banho para depois comermos alguma coisa?
Meu
estômago roncou. Eu não tinha comido nada desde a noite anterior.
Eu estava morrendo de fome.
-
Estou vendo que você está com fome! Vamos, vai tomar banho para
almoçarmos.
-
É eu estou morrendo de fome! Não como desde manhã.
-
Ué? Você não tomou café da manhã?
-
Que os deuses me livrem! Comer minhocas fritas? Eca! – eu disse
fazendo uma careta de nojo e provocando a risada de meu pai.
-
Há!Há!OK chega! Vai tomar banho!
Peguei
uma calça jeans básica, uma bata azul clara (minha cor preferida) e
um par de sapatilhas. Uma roupa bem básica e simples, do jeito que
eu gosto. Fui para o banheiro e tomei um delicioso e relaxante banho
quente. Saí do banho, vesti minha roupa e penteei os meus cabelos,
retendo-os em um rabo de cavalo alto.
-
Pronto pai! Vamos! – eu disse ao meu pai que esperava no andar de
baixo.
Ele
vestia um jeans desbotado e uma camisa pólo preta e branca, além de
um tênis preto da olympikus (N/A: a marca dos olimpianos; -) ).
Peguei meu casaco de esqui branco preferido e saí de casa com meu
pai. Era um típico domingo de outono e estava muito frio lá fora.
Agradeci aos deuses naquele momento por ter me lembrado de meu
casaco.
Meu
pai nos levou a um restaurante italiano, um dos melhores da cidade.
Eu ♥ comida italiana, para mim é uma das melhores. Eu comi uma
típica lasanha de queijo com presunto, enquanto meu pai comeu um
simples macarrão.
À
noite, como meu pai havia prometido, comemos uma pizza metade
calabresa, metade quatro queijos. Segunda comida que eu mais amo
nesse mundo? PIZZA! Comi oito pedaços, sozinha. Será que eu estava
com fome?
No
dia seguinte, obviamente, era segunda-feira. Ou seja...
ESCOLA!!!Nãããããããããããooooo!Eu não queria ser a menina
esquisita de novo! Eu queria ter amigos! Não queria ser uma menina
sozinha! Prometi a mim mesma antes de dormir, que iria esquecer a
timidez e me enturmar mais com o pessoal do colégio novo.
Preparei
minha mochila, enquanto meu pai estava em seu escritório
trabalhando. Ah! Talvez eu ainda não tenha lhes contado, mas meu pai
é encanador. Se você acha que ele desentope pias e conserta canos
furados, está muito enganado. Ele é um encanador diferente!
Traduzindo... Ele é um policial intergaláctico. Ao invés de
prender bandidos comuns e humanos, ele prende perigosos criminosos
alienígenas em outra dimensão chamada: Nulidade (ou Vácuo Nulo,
tanto faz).
Depois
de eu tomar outro banho e ir para a cama, meu pai apareceu no meu
quarto.
-
Boa noite, meu amor! – ele disse – Escute! Cuidado com os seus
poderes! Use-os apenas se for extremamente necessário! Não os
mostre a ninguém! Pode ser perigoso!
-
Tudo bem! – eu disse bocejando e caindo no sono.
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