Notas iniciais
"Ela desperta em mim emoções que eu não conhecia..." (Clara Fernandes) Boa leitura a tod@s! :D

O quarto estava à meia luz, iluminado por pequenas velas coloridas espalhadas por todos os lados. Sobre o chão, pétalas de rosas vermelhas e brancas, que continuavam na cama, deixando um leve e delicioso perfume no ambiente. Na mesinha de canto da cama, um balde de gelo com uma garrafa de champanhe. A fotógrafa olhava tudo com encantamento, e ainda sem conseguir falar nada, virou-se para Clara, que sorriu:

– Você me faz as suas surpresas, eu também quero fazer as minhas. — Disse-lhe a morena. — Porque "eu quero, tanto quanto você", lembra?!

Marina abriu um sorriso ainda maior, embora sem entender como a namorada tinha conseguido fazer aquilo tudo.

– Mas como? — Ela perguntou.

– Eu tenho os meus contatos também, ué. — Clara soltou uma risada. — Na verdade, eu pedi pra Gi me ajudar. Eu comprei as coisas e ia entregar pra ela, mas ela falou que pegava comigo lá no apartamento, aproveitando que hoje ia fazer uma visita pro pai. Então eu falei pra ela que horas você me buscaria lá em casa, pedi que ela viesse aqui durante o jantar pra trazer as coisas, e aqui está! E ela preparou tudo do jeitinho que eu pedi mesmo! — A morena olhava em volta sorrindo. — Pedi à Gi que trouxesse também essas roupas pra mim — Clara apontou para a poltrona, onde estava uma bolsa — já que minha ideia é não sair daqui hoje...

– E não vai mesmo! — Disse a fotógrafa, puxando Clara para junto de si, iniciando uma nova sessão de beijos quentes e cheios de desejo.

Depois de brindarem e tomarem uma taça de champanhe, voltaram a se beijar e a trocar carícias e carinhos com as mãos. Logo o calor que tinham na chegada à casa estava de volta. Ambas sentiam que era o momento. O sexo das duas latejava de desejo.

Mas o beijo foi interrompido por Clara. A morena respirou fundo, olhou para o chão. Marina percebeu a hesitação da namorada e lhe perguntou:

– O que foi meu amor?! Tá tudo bem?!

Clara voltou os olhos para a fotógrafa.

– Está tudo perfeito, Marina! A questão é comigo... — Voltou a olhar para baixo. — Tenho medo de te decepcionar, de não ser boa o suficiente, de não estar à sua altura... — Clara estava atormentada pelas palavras de Vanessa mais cedo.

– Shhhhhhhh... — A fotógrafa a interrompeu, levando seu dedo delicadamente até a boca da morena. — Olha pra mim, Clara. — A assistente a encarou. — Não quero te ver insegura assim, não tem por quê... não tem essa de "estar à minha altura"! A gente se ama, e isso aqui é uma das formas da gente expressar o nosso amor. Eu entendo e respeito se você não se sentir preparada. — A fotógrafa acariciava o rosto e o cabelo da assistente. — A gente tem todo o tempo do mundo pra se conhecer, se amar.

O carinho e compreensão da fotógrafa lhe passaram tranquilidade. A morena sentiu-se mais relaxada. Aproximou seu rosto de Marina, olhou-a nos olhos e disse sussurrando com sua voz rouca:

– Mas o meu corpo está pedindo o seu, Marina! Eu te quero muito! Eu preciso de você! E eu preciso ter você! — Clara se aproximou e selou os lábios da namorada. — Agora! — Completou num sussurro.

Marina abriu um sorriso imenso com a confirmação do desejo urgente de Clara. Com muita serenidade, a fotógrafa sussurrou de volta:

– Então segue o seu desejo...

Clara deu um sorriso ainda maior. Sentia-se confortada pelo carinho e paciência da namorada mesmo depois de tanto tempo de espera.

A morena levou as mãos até a base do vestido da outra e começou a subi-lo suavemente, tocando o corpo de Marina com as pontas de seus dedos à medida que subia a roupa. Ao sentir o toque, a fotógrafa se arrepiou. Assim que terminou de retirar o vestido, Clara o deixou no chão e passou a observar o corpo da fotógrafa, que agora estava só de calcinha. Pela primeira vez sentia que não precisava reprimir seu olhar, esquivar a vista. Agora podia observar os contornos da namorada expressando todo seu desejo e sua admiração por aquela beleza marmórea que ela tinha.

Levou suas mãos aos seios de Marina, e a fotógrafa pode sentir seu toque pela primeira vez. Ambas se arrepiaram. Ansiavam por aquele contato há muito tempo, e a concretização daquele gesto fazia a temperatura de seus corpos aumentar ainda mais.

– Ah Marina, há tanto tempo que eu queria te tocar...tocar sua pele macia, sentir seu calor nas minhas mãos... — Sussurrou a assistente.

Dos seios, Clara desceu suas mãos para a cintura da fotógrafa, puxando-a para bem perto de si. Começou beijando seu ombro nu, e sua boca foi deslizando até o pescoço de Marina, que soltava pequenos gemidos a cada vez que sentia os lábios de Clara em sua pele. Quando a morena chegou ao lóbulo da orelha da namorada e começou a brincar com sua língua ali, a fotógrafa não resistiu:

– Assim você me deixa louca, Clara!

– Gostei de achar um dos seus 'pontos fracos'. Quero conhecer todos! — A assistente disse sorrindo. Estava feliz em saber que conseguia corresponder aos desejos da fotógrafa.

Voltaram a se beijar e Marina desabotoou a calça da morena, que deslizou suavemente por suas pernas até chegar ao chão. Começou a subir a blusa da namorada, que levantou os braços facilitando o gesto. Clara usava um sutiã que Marina tirou com muita habilidade em um instante. Agora ambas vestiam apenas suas calcinhas.

Marina então passou a admirar o corpo de Clara, aquele mesmo que lhe provocava tanto desejo e que já tinha habitado seus pensamentos e seus sonhos por tantas vezes. Não conseguia acreditar na visão que tinha. A morena estava ali, à sua frente, quase completamente nua, apenas para ela. Era de fato a realização de um sonho, o maior deles. Marina estava tão admirada com a visão que não ainda não tinha conseguido se mexer.

– Acho que eu tô sonhando! — Exclamou.

Ao perceber a hesitação da fotógrafa, Clara pegou as mãos da namorada e as levou até seus seios.

– Pode ter certeza que eu sou muito real. — A morena disse olhando a fotógrafa nos olhos.

Marina sorriu e continuou o toque sugerido pela assistente. Massageava os seios de Clara mostrando ao mesmo tempo vontade e delicadeza. Voltou a beijá-la, e suas mãos desceram para a cintura da namorada, guiando o corpo da morena para trás, até perceberem alguns passos depois que haviam chegado à beirada da cama. Marina foi delicadamente debruçando-se sobre Clara, até sentir que o corpo da morena atingira o colchão. Deitada por cima, a fotógrafa intercalou suas pernas com as da outra, de modo que sua perna direita ficou entre as coxas da assistente. Marina subiu seu joelho até o sexo de Clara, que soltou um pequeno gemido com o gesto. A fotógrafa sentiu a calcinha da morena molhada. Olharam-se nos olhos e sorriram.

Marina envolveu-se entre os braços de Clara e voltou a beijá-la com muita paixão e vontade. Seus seios se tocavam, assim como várias outras partes de seus corpos. Compartilhavam agora do mesmo calor e desejo.

A fotógrafa desceu sua boca até o pescoço da namorada, alternando beijos e pequenas mordidas. Desceu pelo colo da morena, chegando seus lábios ate os seios da outra, por onde se deteve por um tempo. Em alguns momentos, chupava-os com vontade, e em outros passava sua língua por todo o contorno daqueles belos mamilos. O desejo de Clara só aumentava com esses estímulos, o que era percebido tanto por seus gemidos, quanto pela umidade que crescia dentro de sua calcinha.

Marina trilhou com sua boca o caminho do abdômen da morena até chegar à sua calcinha molhada, passando seus lábios e nariz pelo lado de fora do tecido, pressionando o sexo da namorada, que gemeu mais alto. A fotógrafa havia sentido o tecido da namorada ainda mais úmido, e percebeu que todos aqueles estímulos deixaram a sua própria calcinha igualmente molhada.

Levou as mãos até o quadril da assistente e segurou as alças laterais da peça, puxando-as para baixo, num movimento ajudado por Clara, que levantou seu corpo para facilitar a retirada da calcinha. Marina ficou em êxtase ao ver Clara completamente nua. "Como ela pode ser tão linda! Que mulher maravilhosa!", pensou.

Levou sua mão direita ao sexo da assistente e percebeu que a umidade da calcinha era apenas uma parte do prazer que havia tomado conta da morena. Ao sentir a mão de Marina tocá-la, Clara soltou um gemido alto. Marina olhou para ela e sorriu. Voltou a deitar-se na altura da namorada, mas agora com o lado esquerdo de seu corpo encostado na cama, enquanto debruçava seu lado direito sobre a morena, envolvendo a perna direita da outra entre as suas.

Marina se aproximou do rosto de Clara e a beijou novamente, com mais ardor. Sua mão estava sobre o sexo da morena, e seus dedos começaram a massagear o clitóris dela. Clara gemeu de desejo e levou suas mãos até o rosto da fotógrafa, beijando-a com vontade, alternando entre beijos molhados, mordidas nos lábios e brincadeiras com o lóbulo da namorada, que gemia de prazer também. Após um tempo nesse movimento, Marina parou a massagem e deslizou dois dedos até o interior da assistente, que adentraram com muita facilidade tamanha a sua excitação. Clara gemeu mais alto, e continuou com pequenos gemidos a cada movimento de ida e vinda que Marina empreendia.

A fotógrafa intensificou o movimento e junto a ele começou a beijar o pescoço da morena, passando sua língua de um lado a outro, dando pequenos chupões e mordidas na pele de Clara. Ao mesmo tempo, Marina movimentava seu quadril sobre a perna direita da namorada, contato esse que estimulava também seu clitóris e fazia sua calcinha umedecer ainda mais.

O movimento dos dedos da fotógrafa dentro da morena ficava cada vez mais intenso, assim como a pressão que seu sexo exercia sobre a perna da outra.

Ela sentiu a respiração de Clara se acelerar, e a morena estava ofegante como ela. Quando viu que as mãos da assistente seguravam o lençol com muita força, Marina sabia que logo a namorada chegaria ao êxtase. Acelerou o movimento, e pouco depois, o gemido alto das duas ecoou no quarto:

– AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH...

Tinham atingido o orgasmo juntas. Ainda sobre a morena, Marina encostou sua testa na de Clara. Os batimentos cardíacos das duas estavam muito acelerados. Respiravam ofegantes. Com os lábios próximos, uma sentia a intensidade do ar que saía pela boca da outra. Não conseguiam falar nada. A fotógrafa abriu os olhos e olhou para a morena, que a encarava. Clara abriu um sorriso, que foi seguido pelo da namorada. Marina sentiu todo o prazer da assistente escorrer por seus dedos. Retirou-os de dentro da morena. Deitou-se de lado, e em seguida, Clara se virou, ficando de frente para ela.

A fotógrafa a observava com um olhar de carinho e desejo. Estava feliz por ter conseguido levar a namorada ao orgasmo, pois sabia agora que, além de muito amor, também podia dar a Clara muito prazer. E ela própria se deleitava com o gozo que também tinha alcançado. Seu desejo pela morena era tamanho que o mais leve toque já a excitava demais. Sentir a perna da assistente roçando em seu sexo, o calor da pele da outra na sua, e levar a namorada ao orgasmo lhe deram um prazer indescritível. E a noite só estava começando.

Com um sorriso nos lábios, a morena já tinha a respiração mais controlada. Olhou Marina com ternura. Levou sua mão ao rosto da outra e acariciou sua pele.

– Obrigada por me mostrar como é bom! — Sussurrou.

– É só o começo, Clara!

Marina aproximou seu rosto da namorada e logo voltaram a se beijar. A fotógrafa se debruçou novamente sobre o corpo da outra.

Pararam o beijo, mas mantinham suas bocas próximas. Marina fitou os olhos da namorada.

– Você é gostosa demais, Clara! — Sussurrou e sorriu, abrindo também um sorriso no rosto da assistente.

Marina levou os lábios até o pescoço de Clara e deu algumas mordidas leves, mas com muito desejo. Desceu um pouco o corpo e chegou seu rosto à altura dos seios da outra. Voltou a chupá-los com vontade, em uma intensidade que traduzia seu tesão, que só aumentava. Foi de um seio ao outro, repetindo os chupões, e depois continuou descendo pelo corpo da morena, percorrendo seu abdômen com a língua, que deixava um rastro quente de saliva.

A fotógrafa desceu um pouco mais, e chegou ao sexo da outra. Suas mãos seguraram o corpo de Clara pelos lados, e a língua de Marina invadiu o sexo da morena com muito desejo. O quadril da assistente deu um pequeno salto na cama, numa reação instantânea ao novo estímulo que recebia da namorada. A boca da fotógrafa em seu centro deixou Clara alucinada. A morena gemia alto a cada chupada e lambida que recebia de Marina. A língua da namorada percorria todo o seu sexo, alternando entre a abertura e o clitóris da assistente.

Clara passava a mão nos cabelos de Marina, e a fotógrafa percebeu que a respiração e os gemidos da namorada ficavam cada vez mais fortes, o que a levou a intensificar o estímulo que seus lábios faziam no sexo da outra. Pouco depois, o grito da morena ressoou no quarto:

– MARINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Clara revirou o rosto no travesseiro. Tinha a respiração descompassada. A fotógrafa deitou na cama, de lado, ficando de frente para a assistente. Após alguns instantes se recuperando, a morena abriu os olhos e sorriu. Naquele momento faltaram-lhe palavras para descrever o que estava sentindo. Aproximou seu rosto de Marina e a beijou com intensidade, enquanto a segurava pela cintura e deslizava seu corpo pela cama para ficarem ainda mais perto. Quando o beijo terminou, Clara aproximou sua boca do ouvido da fotógrafa e sussurrou:

– Agora eu quero sentir como é dentro de você. — Clara sorriu e mordeu os lábios. Olhou para Marina com desejo, e viu seu sussurro ser retribuído por um grande sorriso da namorada.

Foi a vez da morena se debruçar sobre a outra. Seus lábios se encontraram, e o beijo molhado foi aos poucos se esquentando.

Ao mesmo tempo em que levou o joelho ao sexo de Marina, a assistente começou a chupar o lóbulo da fotógrafa, que gemeu alto.

Clara então iniciou um percurso pelo corpo da namorada, querendo reconhecer em cada cantinho dele o inebriante cheiro da fotógrafa. Percorreu o pescoço da outra, respirando forte bem perto de sua pele, e deixando marcas de saliva nos lugares onde seus lábios tocavam.

Passou pelo colo e chegou aos seios de Marina. A morena ficou enlouquecida com aquela visão e com a proximidade que tinha daqueles seios que tantas vezes desejou, mas nunca tinha podido tocar, ou mesmo fitá-los por mais tempo, visto que fora 'obrigada' a desviar o olhar nas vezes em que a namorada os tinha deixado à mostra, como no dia seguinte ao que a conhecera, quando a viu entrando na banheira, ou na vez em que tomaram um banho de praia e Marina fez topless.

Mas agora era diferente. Clara podia contemplá-los, tocá-los e expressar todo o desejo que sempre carregara por aqueles belos seios. Passou os lábios de leve por ali, sentindo o perfume e o calor do corpo da fotógrafa. O toque começou delicado, mas logo a morena passou a chupá-los com muita vontade. Ouvia-se novamente os gemidos altos da fotógrafa. A assistente deteve-se ali por um tempo. Quando seus lábios retomaram o percurso, a morena desceu pelo abdômen da namorada, ainda sentido o delicioso perfume da outra, até chegar na altura de seu sexo.

Clara passou o nariz por toda a extensão da calcinha que Marina ainda usava, e percebeu o tanto que o tecido estava molhado. Deliciou-se com o cheiro do centro da namorada. Mesmo por sobre o pano, ao sentir a ponta do nariz de Clara tocando seu órgão, o tesão da fotógrafa só aumentava.

A assistente levou suas mãos à lateral da calcinha da outra e começou a retirá-la devagar, com seus dedos tocando de leve a pele das pernas da fotógrafa. Após retirar a peça por completo, Clara levou os lábios ao joelho de Marina, e foi passando sua língua pela parte interna da coxa da outra, até voltar à altura do sexo da namorada, que tinha o coração acelerado.

A morena deu um longo beijo no sexo da outra, sem aprofundar o toque de sua boca, mas o que já foi suficiente para Marina sentir que logo perderia o controle. A fotógrafa mordeu os lábios com força.

Clara deitou-se de lado na cama, ficando com metade do corpo sobre o da namorada. Levou seu rosto junto ao de Marina, e logo iniciou mais um beijo, utilizando o último fôlego que a fotógrafa ainda teria. A assistente levou sua mão ao sexo da outra, e ao tocar sua entrada com os dedos, percebeu com mais nitidez o tanto que Marina estava excitada:

– Tá muito molhado aqui. — Sussurrou a morena, sorrindo a seguir.

– É você que me deixa assim, Clara.

A constatação do prazer que estava proporcionando à namorada estimulou a assistente ainda mais. Ela penetrou Marina com dois dedos, e a fotógrafa retribuiu com um longo gemido. Clara deliciou-se ao sentir como a namorada era quente e macia por dentro.

– Agora eu descobri de onde que vem todo esse calor que você tem, meu amor! — A morena disse sorrindo, e Marina também abriu um sorriso nos lábios. Mas estava sem condições de falar.

Clara levou os dedos até o fundo, e em seguida começou a movimentá-los, entrando e saindo da fotógrafa com facilidade, visto o tanto que a outra estava molhada. Enfiou mais um dedo na namorada, e passou a estimular o clitóris dela com o polegar.

Marina virou a cabeça e mordeu o travesseiro. Em seguida, gemeu alto. E a cada gemido da namorada, Clara intensificava seus movimentos. A fotógrafa mordeu os lábios e segurava o lençol com força. Sentia que não conseguiria segurar muito tempo mais.

De repente a morena retirou seus dedos dali, mas antes que Marina protestasse, os lábios de Clara já haviam chegado até o sexo da namorada.

A fotógrafa gemeu alto e balbuciou com dificuldade:

– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh Clara... que delícia... — Respirava ofegante. — Você vai me matar de tanto tesão!!

A assistente adorou ouvir aquilo, mas não respondeu, não queria interromper o que fazia. Lambeu todo o sexo da namorada, e quando chegou ao clitóris da outra, começou a chupá-lo com intensidade. A morena repetia ali o mesmo carinho com os lábios que fazia no lóbulo da fotógrafa. E aquele gesto fez Marina perder o pouco de sanidade que ainda lhe restava.

Percebendo o quanto os gemidos da namorada aumentaram, Clara passou a chupar o clitóris da outra de forma ainda mais intensa. A morena notou o tremor das pernas de Marina, e sentiu o sexo da namorada contrair antes dela dar um último gemido, anunciando mais um orgasmo:

– CLARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

A morena ainda ficou alguns instantes por ali. Lambeu o gozo da namorada, e deliciou-se com o gosto que sentia pela primeira vez.

Clara chegou seu rosto próximo ao de Marina, que permanecia com os olhos fechados. A fotógrafa levou a mão até seu próprio peito e mantinha a respiração ainda muito ofegante. A assistente se aproximou, ajeitou uma mecha de cabelo que caía sobre o rosto de Marina e falou baixinho com sua voz rouca:

– Tá tudo bem?! — Perguntou preocupada.

A fotógrafa então abriu os olhos, sorriu, e ainda um pouco ofegante respondeu:

– Tá tudo perfeito, Clara! — Suspirou forte. — Perfeito!

A morena abriu um sorriso enorme ao perceber que a reação da fotógrafa se devia à intensidade do orgasmo que ela tinha acabado de sentir. Marina mantinha um sorriso bobo nos lábios. Segurou o rosto de Clara e encostou sua testa na dela. Seus lábios se encontraram e deram um beijo terno e carinhoso.

Ficaram deitadas de lado se olhando. Marina pegou a mão direita de Clara e levou até seus lábios, beijando-a com carinho. Com sua mão esquerda, Clara acariciou o rosto da fotógrafa. Sorriram.

A felicidade plena das duas podiam ser percebida nessa troca de olhares e carícias.

– Sabe, eu sonhei muito com esse dia, com essa noite... – A morena falava olhando para a fotógrafa com afeto. — Mas tenho que confessar que o que a gente viveu aqui hoje Marina, foi muito além do que qualquer um dos meus sonhos... Porque fazer amor com você, me fez sentir coisas com uma intensidade que eu nunca tinha sentido antes... Te amo demais, linda!! – Clara completou.

Os olhos da fotógrafa marejaram e ela sorriu. No fundo guardava um certo receio de que Clara pudesse não gostar, que percebesse que tinha apenas fantasiado aquilo tudo. Mas aquela declaração era a confirmação do que Marina sentiu desde o início, que seu amor era correspondido, embora por muito tempo Clara tivesse evitado assumir seus sentimentos e desejos.

– Você também me fez sentir coisas com uma intensidade que eu nunca havia sentido antes Clara... Nunca, com ninguém... Eu nunca amei ninguém como eu te amo, e fazer amor com você foi a coisa mais incrível que eu já vivenciei em toda a minha vida! – Declarou-se Marina.

Agora era Clara quem estava emocionada. Sentia-se aliviada por ter correspondido ao que a fotógrafa lhe proporcionou. Antes de se amarem, Clara estava inquieta e ansiosa, pois sabia da experiência de Marina, e temia não conseguir atingir suas expectativas. Mas a declaração da namorada foi o suficiente para que a morena soubesse o tanto que aquele momento foi incrível e especial para ambas.

Aproximou-se de Marina e a beijou novamente. Naquele noite, continuaram a se conhecer e explorar seus desejos. Amaram-se ainda por mais algumas vezes, até seus corpos ficarem exaustos, já ao sinal dos primeiros raios de sol.

Notas finais
Pessoal, comentem à vontade, porque é muito importante esse feedback aqui, pra eu saber se o tom está legal. Os comentários de vocês todos são o meu motor!! Agradecimentos mais do que especiais à SotnasanA e Vivi por mais 2 recomendações da fic. Obrigada mesmo!! Meu twitter: @marcellasfr :D Capítulo 12 postado em 05 de dezembro de 2014.