Assassin's Creed: O Renascer
1 Prólogo
Lisboa — 11 dezembro de 1804
As ruas da cidade, cinzentas á luz da lua, estava cheia de vadios e malandros. Por ali, porém, andava uma figura diferente: vestido com uma túnica, o homem era alto. Tinha os olhos azuis penetrantes encobertos pela sombra do capuz. Os cabelos castanhos podiam muito bem ser confundidos com pretos devido á escuridão. Pelo modo que andava, ficava visível que fazia parte da nobreza. A espada estava encoberta pelas vestes. No pulso, havia um objeto um tanto quanto estranho aos desinformados.
Logo ele avistou uma garota correndo. Devia ter uns sete anos. Tinha cabelos loiros, os olhos castanhos. O que chamava a atenção, porém, era que estava visivelmente machucada. Ela tropeçou e caiu perante o misterioso homem:
— Senhor, por favor… meus irmãos estão lá, apanhando… pelo amor de Deus…
— Onde? — perguntou o homem, revelando uma voz grossa.
— Por aqui! — implorou a menina, correndo para o local.
Ao chegarem, a cena com que se depararam foi horrível. Dois garotos caídos no chão molhado pela chuva. A única luz estava num poste acima deles. Um dos garotos era muito parecido com a garota e devia ter a mesma idade que ela. Gêmeos. O outro garoto era um pouco mais velho, com uns 13 anos, e tinha vários ferimentos. Agredindo-lhes estavam cinco homens, um deles com uma bolsa de dinheiro na mão. Nobres que haviam sido roubados por crianças com fome.
O homem encapuzado se aproximou por trás de dois e flexionou as mãos, liberando dos objetos nos pulsos duas lâminas. Matou-os com um golpe em cada. Os três restantes ficaram abismados.
— Maldito! — gritou um deles. Entrou em guarda com uma espada e atacou.
O estranho, porém, desviou a arma com a lâmina da mão esquerda e atacou o tórax do nobre com a direita. Ele sucumbiu ao ferimento pouco depois. O quarto homem avançou com outra espada. O homem encapuzado sacou seu próprio florete e avançou. Rápido como uma águia a lâmina perfurou a cabeça do agressor, que morreu antes de tocar o chão. O vitorioso guardou sua espada, olhando para o último homem, que avançou com a própria lâmina.
— Morra filho da… — ele não terminou o xingamento. Um soco atingiu-lhe o nariz, que quebrou. Em seguida o sua barriga foi atingida. Em segundos ele caiu de joelhos, agonizando. A lâmina saltou da manga do outro homem. O homem, que largara a bolsa de dinheiro há muito tempo, fechou os olhos, pronto para a morte.
A lâmina, porém, fez apenas um pequeno corte em sua face direita.
— Eu devia te matar agora, mas terei piedade. — disse ele — Agora suma daqui, moleque.
Depois que o jovem sumiu de vista, o homem ajudou os garotos a se levantarem.
— Obrigado senhor! — disse o garoto mais velho, lacrimejando. Em seguida, deu um abraço em seu salvador. Os dois mais novos também o fizeram.
— Venham. Vou levar vocês para um lugar seguro.
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