Assassin's Creed: Aftermath

58 Sendo Traidor (De Novo)


Notas iniciais
Olá!!!! A fanfic está acabando!!! Está faltando pouquíssimos caps agora, e vocês já estão percebendo que revelações estão acontecendo - pois é, um dia teriam de acontecer. O título do cap é tão sugestivo que sequer preciso comentar, não é? Boa leitura!

Aquela foi uma madrugada difícil para Shay.

Há muito tempo Shay não sentia pesadelos pela morte de seu pai. Ele costumava se embriagar, beber como se não houvesse amanhã, arranjando encrenca e confusão por Nova York quando as memórias da morte de seu pai estavam frescas. Adentrar à Ordem dos Assassinos ajudou muito a superar este trauma.

Mas aquela experiência com a Maçã fez despertar seus pesadelos. Ele podia sentir claramente o vento a bater em seu rosto, o balançar do navio, as ordens desesperadas gritadas por seu pai, aflito no leme. Shay se contorcia na cama, suando, revivendo tudo outra vez em seus sonhos.

Até que o Templário se rendeu. Decidiu que dormir estava se tornando um fardo, e no entanto, sabia que beber não iria resolver. Ele precisava agir racionalmente.

Uma sensação de pânico passava por Shay, cada vez que se lembrava dos efeitos da Maçã. Esta era a mais temível das Maçãs. Voltar ao passado e ser capaz de muda-lo era ainda pior do que fazer estremecer a Terra. Que consequências isto poderia trazer? Mudar o curso da História estava errado. Somos resultados de nossas ações, concluiu Shay. E ninguém tem o direito de muda-lo, quer seja Assassino, quer seja Templário.

Shay sabia das motivações que lhe fez escolher os Templários. Ele queria impedir que os Artefatos Daqueles Que Vieram Antes fosse parar em mãos erradas – ou melhor dizendo, em qualquer mão. Sua responsabilidade era garantir que os artefatos estivessem longe do alcance de qualquer um, pelo bem da Humanidade. E aquela Maçã era um perigo. Por mais que Howard Davidson fosse seu Grão-mestre, Shay não o sentia como mais adequado a ter aquela Maçã em mãos. Na verdade, Shay sentia que ninguém deveria possui-la. Ela deveria estar no fundo do oceano, ou em uma caverna.

Inquieto em saber disto, Shay não viu alternativa, senão toma-la dos Templários.

Shay conhecia o Forte Arsenal o bastante para saber qual local era o ideal para guardar a Maçã. O melhor seria a Sala de Tesouros, um local com uma porta resistente e bastante vigiado. Aquele era também o local onde os Templários guardavam boa parte de sua inestimável riqueza, que consistiam em ouro, prata e dinheiro, de quase todo tipo de país ou reino do mundo. Shay estivera poucas vezes naquela sala, algumas delas ao lado de Haytham Kenway, e ficara impressionado com a quantidade de riqueza que a Ordem dos Templários possuía.

Suas poucas idas àquela sala, entretanto, foram o bastante para Shay saber qual era o melhor acesso ao Tesouro. Muito embora Shay fosse um homem de posses, muitas deles conquistadas com a ajuda da Ordem, Shay temia que a Ordem o descartasse um dia, e sabia que a melhor maneira de se vingar de qualquer ação injusta dos Templários era ferindo seu bolso. Shay sabia – com repugnância – que havia muito templário que preferiria ter toda sua família morta, contanto que não tocassem em suas posses. Que melhor vingança haveria, senão roubá-los?

Aproveitando-se do silêncio daquela madrugada fria, Shay adentrou a um túnel da rede de esgoto de Nova York. Cruzando com ratos e outras criaturas imundas do esgoto, Shay se guiava pela escuridão com um lampião e também sua visão especial, caminhando até o ponto que ele sabia que ficava a sala secreta do Forte Arsenal.

Adentrar à sala mais bem-guardada da Ordem não foi difícil. Bastou levantar uma tampa pesada de pedra e lá estava o cômodo. Shay sequer se preocupou se alguém escutou a pesada tampa de pedra sendo removida, pois sabia que aquela sala funcionava como um cofre. Com um bom esforço, a tampa foi removida, e Shay finalmente estava dentro da sala.

No entanto, ele acabou encontrando uma recepção à sua visita.

-Procurando por isto, Shay? – perguntou Howard, exibindo a Maçã.

-Sir...

-Cale-se, seu traidor! – gritou Howard, tendo Charles e meia dúzia de guardas templários ao seu lado. Antes que pudesse se mover, Shay sentiu um cano de pistola tocar em sua cabeça. Só o que poderia fazer era erguer as mãos, em sinal de rendição.

-Pensou que eu realmente iria acreditar em você? Eu vi que a Maçã brilhou ao seu toque! Tenho conhecimento o bastante para saber que ela foi ativada! Agora me diga, o que ela faz?

-Nada. – disse Shay, com calma.

Um dos guardas deu-lhe uma coronhada, ao receber um sinal de permissão de Howard. Posto de joelhos ao chão, e ainda tendo uma arma mirada em sua cabeça, Shay riu.

-Eu deveria ter matado vocês dois naquele exato momento. – disse Shay.

-Está vendo, sir? Ele quer a Maçã para si! – acusou Charles Lee.

-É óbvio que não! – exclamou Shay, indignado. – Jamais desejaria tocar naquela coisa novamente!

-E por quê? – perguntou Howard, curioso. –Você está testando a minha paciência, Shay... Eu quero saber o que diabos aquela Maçã faz!

Shay riu.

-Terá de descobrir por si, sir. Pois eu levarei esta verdade comigo. Em meu túmulo, se preciso for.

-Ninguém na ordem dos Templários pode ativá-la, seu idiota!

-Isto é algo que me deixa tranquilizado. – disse Shay, que começou a rir. Seu riso foi interrompido, entretanto, por um longo espancamento, orquestrado por Charles Lee. Sentindo o sangue começando a vir em sua boca, Shay voltou a rir, quando o espancamento cessou.

-Essa Maçã lê mentes, é isto? Vê pessoas, como o Observatório?

Shay respondia com risadas, até chegar ao ponto de gargalhar. O espancamento recomeçou. Mesmo recebendo chutes e socos, Shay permanecia rindo. Suas costelas começavam a doer, assim como seu braço esquerdo.

-Parem! – pediu Howard aos guardas. – Darei esta noite para que ele reflita. Tenho certeza de que amanhã ele irá me contar. Levem-no para a masmorra.

Enquanto um enfraquecido Shay era conduzido bruscamente pelos guardas, Charles virou-se para Howard.

-Por quê não o forçamos a usar a Maçã em nosso benefício?

-É impossível. – atentou Howard. – Não dá para força-lo. Isto poderia até mesmo nos matar, pois não sabemos o que aquele artefato é capaz de fazer.

-Maldição! – exclamou Charles Lee.

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Uma goteira insistente caía ao lado de Amália Lawler. Sem suas vestes de Assassina, vestindo apenas uma camisa simples e calças, Amália sentia frio, estando encolhida e recostada a parede, abraçando suas pernas e encostando seu queixo na ponta de seus joelhos. Só o que escutava era o som dos ratos e o assobio irritante do guarda, que se aproximava e se distanciava vez ou outra, enquanto ele fazia sua ronda por aquelas celas. Amália tentou andar pela cela, em vão. Era um cubículo imundo. Havia sangue em uma das paredes, e em um canto estava um balde, que cheirava horrivelmente.

Amália tentou se aproximar da porta da cela, recebendo do guarda que fazia a ronda um comentário malicioso. Percebendo que pouco havia a ser feito, a moça decidiu se recostar a um canto e dormir. Ela sabia que Connor e os Assassinos iriam dar pelo seu sumiço em breve e que não demoraria até que eles descobrissem onde ela estava. Em algumas horas, eles virão me resgatar, ela tentava se tranquilizar. E eu preciso estar descansada e pronta para isto.

Seu breve cochilo, entretanto, foi interrompido pelo forte abrir do portão. Parecia que uma movimentação estava acontecendo na cela ao lado.

Amália se levantou, aproximando seu ouvido da parede, que dividia com a cela ao lado. Um novo prisioneiro tinha acabado de chegar.

Por Deus, que não seja Connor ou nenhum dos Assassinos...

Quando um dos guardas fez uma piadinha, antes de trancafiar o novo e desconhecido prisioneiro, Amália teve a sensação de que não era um Assassino. Na verdade, parecia que o guarda conhecia bem o novo prisioneiro, a julgar por sua piada.

Ela esperou que o guarda se afastasse, para tentar se comunicar.

-Hey! – ela chamou, quase em um sussurro.

-Hm? – foi o que ouviu. Amália percebeu que havia um pequeno buraco na parede, e pôde observar a cela, do outro lado.

Amália percebeu que o prisioneiro era um homem de meia idade. Estava em camisas de manga, calças e botas. A julgar por suas botas rústicas, este era um homem que deveria viver uma vida prática, muito embora sua calça fosse de boa qualidade, denunciando ser ele um homem de posses. Ela era incapaz de ver seu rosto, que estava caído e coberto pela sombra que o ângulo da luz da vela propiciava.

-Precisamos sair daqui. – ela começou.

-Não me diga. – disse a voz masculina, desanimada.

Essa voz... Essa era uma voz muito familiar.

-Você é o Templário do pub! – reconheceu Amália.

Um calafrio passou por Amália. Sabia que não era meramente um “templário do pub”, mas seu pai, Shay Cormac. Ela pensou em dizê-lo, confrontá-lo, mas sabia que aquele momento era inóspito. Fora que ele acharia a mera hipótese bizarra. Por isso, a Assassina sentiu que era melhor guardar esta informação. Não era momento de reuniões familiares. E talvez jamais haja momento para isso.

-Minha cara senhorita, muitos templários frequentam pubs. Seja mais específica.

-Eu te vi ainda esta noite, no pub. Você fez um comentário ridículo sobre a Ordem dos Assassinos.

-Oh! – reconheceu Shay. – Então você deve ser a Assassina, se divertindo e se deliciando com aquele outro Assassino...

-Não seja insolente, ou...

-Ou o quê? Hein? – após uma pausa, Shay continuou. – Já reparou que não há muitas marcas nesta cela? Eu já estive em muitas celas em minha vida, e sei o que isso significa. Não ficam muito tempo com prisioneiros. Não sei quanto a você, Assassina, mas eu aposto que serei morto logo ao amanhecer.

-E por quê? Você é um traidor?

-É o que parece. – Shay riu. – Parece que eu não aprendo.

Amália ficou incomodada com aquele ataque de risos sem sentido.

-Por quê diz isto?

-Eu fiz exatamente a mesma coisa, em minha juventude. Tentei tomar algo importante da Ordem, na calada da noite. Fui pego do mesmo jeito. Na primeira vez, eu tive sorte, mas agora... Bom, é o que dizem, um raio não cai no mesmo lugar duas vezes.

-Vocês, Templários, são mesmos uns mercenários imundos... Roubando a própria Ordem...

-Policie sua língua, garota. Eu não tentei roubar dinheiro. – mesmo sem ver seu rosto, Amália sentiu que ela estava furioso. – Eles estão com uma Maçã.

-Céus! – exclamou Amália, lembrando do aviso de Eseosa. – Mas por quê você tentou tomar deles? Você pretendia toma-la para si, é isto?

-Não. – depois, mais uma pausa longa. – Não fui movido a nenhum ganho pessoal. Eu pretendia lança-la ao oceano. Ninguém tem o direito de ficar com aquele Artefato. Ninguém.

De repente, ambos foram interrompidos pelo abrir da pesada porta de ferro da masmorra, seguido de passos a ecoar pelas celas. Sem dúvida, era um guarda. Uma infinidade de medidas passava pela mente de Shay. Ele poderia atacar o guarda, tomar sua chave, ganhar a liberdade. Até mesmo libertar a Assassina, quem sabe. A julgar por seu silêncio, ele ganhou sua confiança. Fora que era mais possível sair vivo dali juntos do que individualmente. Seria uma união temporária, mas que beneficiaria ambos os lados.

Mas não foi para sua cela que o guarda se dirigiu.

-Levante-se, cadela. – exigiu o homem, após abrir a porta. Vença-o, tome a chave dele, torcia Shay interiormente pela Assassina desconhecida, entretanto, só o que ele pôde ouvir foi o som de uma pancada, precedido pelo som feminino de dor. Sem dúvida, o guarda era mais precavido do que ele imaginava.

Shay levantou-se, preocupado, e correu para a porta de sua cela, tentando observar o guarda carregando o corpo desacordado da moça. Era uma bela moça, ele viu por seu cabelo castanho – apesar das vestes masculinas ajudarem a ocultar sua beleza. Mas havia algo de familiar nela... Por que ele sempre tinha essa sensação ao vê-la?

-E quanto a você... Buscamos depois, não se assanhe.

E após proferir estas palavras, o guarda saiu da cela, carregando a mulher Assassina desacordada em seus braços.

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O guarda não faltou com a palavra. Shay não tinha relógio naquele momento, mas duvidava que uma hora inteira tinha se passado quando o mesmo guarda retornou, e desta vez, acompanhado de quatro guardas devidamente armados e grandalhões. Com três guardas, Shay poderia escapar com certa dificuldade, mas quatro...

-Ponha as mãos na cabeça. – exigiu um deles, armado de garrucha. – E se fizer gracinhas...

Não era necessário terminar. Shay assentiu, e pateticamente, fez conforme eles pediram, andando pelo corredor fétido e imundo da masmorra do Forte Arsenal, tendo o facão de um mosquete a tocar suas costas, intimidante o bastante para evitar qualquer tentativa de se safar. Em instantes, ele subiu as escadarias da masmorra, e seus olhos castanhos foram brindados com o sol resplandeceste sobre seu rosto, forçando-o a fechá-los.

Suas mãos foram colocadas para trás imediatamente, e Shay foi empurrado para uma cadeira. Ele tentou resistir, mas em vão. Um guarda deu-lhe um soco em seu rosto. Em segundos, Shay sentiu o sabor de sangue, e decidiu que era inútil lutar. Havia pelo menos uns vinte soldados ali, todos subordinados aos Templários.

Parando de observar ao seu redor, Shay pôde ver a Assassina, que estava em sua cela vizinha, amarrada à cadeira. Sua aparência não era nada agradável. Seu cabelo estava desgrenhado agora, e suas roupas estavam molhadas, tanto de água quanto de sangue. A julgar pelos hematomas em seu rosto, ela foi mais resistente, e claramente recebeu o que merecia por sua impertinência. Shay sempre sentia desgosto em bater ou matar mulheres, e mesmo sabendo que aquela mulher era uma Assassina, seu desgosto não se reduzia.

-Então, a festa está completa.

Era Howard Davidson, acompanhado de um sorridente e debochado Charles Lee. Ambos apareceram no pátio do Forte, parecendo caminhar em um passeio público, não em um forte repleto de soldados.

-O suposto ex-Assassino... E uma Assassina. Que belo par.

Shay percebeu que Charles fez aceno a um dos soldados, que pegou uma faca e começou a fazer um corte no braço da moça. Vê-la exclamando de dor – e xingando palavrões que fariam corar até mesmo um marinheiro – causou indignação em Shay. Por que não lhe davam logo uma morte rápida? Qual a finalidade de tanta agressão?

-Conhece a moça, Shay Cormac?

Shay não sabia o que dizer, mas ao ver que a moça reagira estranhamente com a menção de seu nome, ele ficou desconfiado.

-Não.

-Por que você não se apresenta, vadia? – exigiu Charles, com um sorriso estranho. A moça parecia hesitante, ao perceber que eles sabiam de sua relação com ele.

-Eu...

Charles deu um soco em Amália, fazendo-a cuspir sangue instantaneamente, assim que seu rosto voltou ao lugar. Shay começou a cerrar os punhos com o tratamento deveras agressivo que a mulher estava sofrendo.

-Parece que sua filha, Shay, não tem sequer a capacidade de se apresentar devidamente. Uma vergonha. Pergunto-me se realmente terá benefício conhece-la.

-Fi-fiha? – Shay pareceu confuso. Do que diabos eles estavam falando?

-Shay, esta bela e mal-educada moça é Amália Lawler. O sobrenome lhe é realmente estranho, não se preocupe. Mas tenho certeza de que o sobrenome De Sousa lhe seja mais... Elucidativo? Hn?

De Sousa.

Ele lembrou-se de Lisboa. Seus anos de trabalho para um comerciante chamado Paulo de Sousa, português de Coimbra que vivia em Lisboa, um pouco antes de ele adentrar à Ordem dos Assassinos. O navio, os jardins de sua casa.

E uma jovem chamada Maria de Sousa, sua filha. Momentos roubados naquele jardim. Algumas noites passadas no estábulo, longe de curiosos e impertinentes. Sequer se lembrava da última vez que a vira, pois a jovem, assim como muitas que passaram em sua juventude, foi apenas um breve romance sem importância que ele tivera em todos lugares que passara como marinheiro, algo que tinha um efeito similar ao que o rum e brigas em bares provocava ao seu vazio existencial.

—Não pode ser... – balbuciou Shay, ainda descrente, lançando um olhar diferente à Amália, que parecia ainda mais assustada do que antes.

Howard e Charles riram levemente.

-Uma bela maneira de pai e filha se conhecerem, não?

-Concordo, Mestre Davidson. Pena que este encontro foi tão breve... E que a bela Amália estará partindo deste mundo...

-Bom, isso necessariamente pode não acontecer, mas tudo dependerá de Shay. Basta ele nos contar o que a Maçã faz... O que fez para ativá-la... E ninguém morrerá.

Shay franziu o cenho, irritado. Sim, era verdade que aquela bela moça diante de si era sua filha – por mais que tudo parecesse estranhamente repentino e duvidoso, Shay sentia que a garota tinha inúmeros traços de si mesmo. Mas ainda assim, ele sabia que se revelasse à Davidson que aquela Maçã era capaz de mudar o futuro, o mundo estaria com problemas. E todos os seus esforços no passado seriam em vão.

-Nunca. – ele disse, levando Amália a olhar temerosa a si.

-Oh, é mesmo? Pois me parece, Mestre Lee, que teremos de ser um pouco mais persuasivos desta vez... Pois bem, vamos testar o recém-criado amor paterno de Shay, então...

Sem hesitar, Charles tirou uma faca de seu bolso e, de modo devagar e tortuoso, começou a cortar o rosto de Amália. Diante dos gritos apavorados da moça, Shay começou a tremer de raiva na cadeira. Seus punhos estavam cerrados, e ele sentiu seus braços se machucarem com o atrito da corda.

-Parem com isso!

-Por que eu pararia se você não...

-Essa Maçã pode mudar o futuro! É isso!

Ao ver um aceno de Davidson, no mesmo instante, Charles Lee parou de cortar Amália. Uma gotícula de suor e sangue percorria pelo rosto da moça. Aquela seria mais uma nova cicatriz em seu rosto.

-Esplêndido. – balbuciou Davidson, bastante satisfeito. – Agora, vamos fazer alguns testes. E desta vez, a primeira será você, Assassina. Provavelmente, você herdou o mesmo dom de seu pai. Vejamos o que você pode fazer.

Amália se contorceu.

-Jamais irei cooperar com templários!

-Amália... – pediu Shay. – Faça o que eles dizem. Não temos escolha.

Tendo a Maçã colocada em uma pequena mesa diante de si, Amália deu um breve soluço, insatisfeita com o que estaria prestes a fazer. Ainda hesitante, a Assassina estendeu a mão, sendo apressada por Charles Lee.

-Ande logo, vadia! Eu não tenho o dia todo! – ordenou o Templário, levando uma faca ao pescoço de Shay.

Diante da ameaça, Amália não viu escolha, senão tocar no Artefato.

Notas finais
Eita!!! E Amália também tocou na Maçã!!! Alguém faz idéia para qual momento de sua vida ela será transportada? No próximo cap: os Assassinos se preparam para a invasão ao Forte - e Achilles não estará muito contente em ver Connor e Haytham querendo participar... Até semana que vem, com mais um cap!!!