Assassinato em Minnesota - Interativa
2 Olhos Esverdeados

Matthew acordou ás seis horas da manhã para sua habitual caminhada, mas se esqueceu da intensa neve do lado de fora, impedindo sua saída. Como perdeu o sono, foi arranjar algo para comer, no restaurante do hotel. Lá, encontrou apenas uma linda garota de cabelos loiros e olhos esverdeados. Ela aparentava estar preocupada e tinha enormes olheiras, era bem provável que não havia dormido. Matthew se senta em uma mesa perto da janela, um pouco distante da garota. Ela o vê e decide ir até sua mesa, o surpreendendo.
—Licença, tem alguém aqui? — perguntou a mesma garota.
—Fique a vontade — respondeu Matthew, olhando nos enormes olhos claros da menina — Você me parece preocupada, posso lhe ajudar em algo?
—Você é bem formal, para um cara da sua idade — disse a garota, em meio a risos — Não, você não pode. Ninguém pode.
—Mas, por quê?
—Qual é seu nome? — perguntou a loira, mudando de assunto — Quantos anos você tem?
—Matthew Carter. 21 anos — respondeu o garoto, continuando a encarar seus olhos — E você é?
—Lucy Gray Foster. 16 anos.
No momento em que a menina responde, um grupo de adolescentes entra no restaurante. Quando seus olhos chegaram no casal, suas expressões se tornaram de nervosismo. Mas os olhares não eram para os dois. Eram só para Lucy.
—Me ajuda — suplicou ela, segurando na mão do menino e se esquecendo do que havia dito antes.
—Brigou com eles? — brincou Matthew, lembrando de sua época no colegial.
—Não. Não é isso — respondeu aflita, se levantando e saindo correndo para fora do restaurante. Mas antes, esbarrou em um garoto moreno, dono de intensos olhos azuis. Matthew gritava pelo seu nome, mas Lucy já havia subido pelas escadas.
—Você tá legal Henry? — perguntou a garota de cabelos e olhos castanhos-escuro.
—Tô ótimo! Isso foi bom para me fazer acordar — disse Henry, brincalhão — Sarah, eu esqueci meu celular lá em cima, você vem buscá-lo comigo?
—Vou sim. — respondeu a garota, olhando de relance para Matthew.
—O que você estava falando com ela? — questionou um garoto loiro, aparentemente com raiva.
—Não precisa ter ciúmes — Matthew o provocou – Só estávamos conversando.
—Olha aqui, seu.. — disse ele, fervendo de raiva.
—Relaxa, Peter — interrompeu um moreno, que usava um cachecol vermelho com a letra "L" costurada no canto — Não vamos arranjar mais confusão.
—Me larga, Fred — retrucou o garoto.
Desistindo, o loiro saiu bufando junto com menino. Na hora em que saem, o detetive Jack entrou no restaurante.
—Bom dia, senhor Bennet — cumprimenta-o, sentando de novo na mesa.
—Bom dia, Matthew — disse o detetive, pegando sua xícara de café — Percebi que já está fazendo novas amizades.
—Digamos que sim — brincou o mais novo, colocando açúcar em seu café — Eles são pessoas estranhas.
{...}
Jack e Matthew jogavam cartas como de costume quando, escutam um grito de pânico vindo no fim do corredor. Os dois logo saem de seu quarto em direção àquela voz. Antes de entrar, encontram uma das faxineiras, em estado de choque, saindo do quarto.
—O que houve? — perguntou Matthew, enquanto Jack entrava no aposento.
—U-um c-corpo — gaguejava a moça, que logo em seguida desmaia. Nos quartos ao lado vão surgindo os outros hóspedes.
—Alguém a ajude, por favor! — suplicou. Sem demora, uma das alunas aparece para ampará-la.
—Matthew, venha cá. — chama o detetive.
Quando o garoto entrou no quarto, se dá de cara com um corpo de uma garota saindo do armário. Matthew anda, lentamente, até o defunto. Enquanto Jack analisa o corpo.
—Sabe quem é? — pergunta o detetive, puxando o corpo da menina para cima da cama.
—Sim — responde Matthew, perturbado — Lucy Gray Foster.
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