Notas iniciais
Oi, oi, oi meus amores!! Nesse capítulo, mostrará as deduções de Jack e Matthew sobre a morte de Lucy. Espero que gostem!! Vejo vocês nas notas finais!

​—Ela está bem fria. Não deve ter morrido agora.

—Sim — disse Matthew, passando levemente sua mão pelo rosto pálido da garota — Talvez foi uns três dias atrás?

—Menos. Um ou dois dias no máximo.

Uma muvuca começou, na entrada do quarto, e Matthew os expulsa, fechando a porta.

—Suicídio ou homicídio?

—Bom, ela já está de olhos fechados — comentou Jack, olhando-a dos pés à cabeça — Pode não ter sido um homicídio mas... a expressão dela é de terror.

—Olha aqui — Matthew começou a passar a mão no pescoço da menina — Ela está com uma marca vermelha.

—Não me parece ser marca de mão — examinou o detetive — Não tem marcas de dedos e nem unhas, foi com algum outro objeto.

—Se tivéssemos nossos equipamentos aqui para ver as digitais... tudo seria mais fácil.

—Mas aí que está a graça! Não existe mais diversão do que desvendar um criminoso apenas com seu conhecimento e seu raciocínio!! — exclamou Jack, animado — Não precisamos dessa tecnologias todas.

—Verdade — disse o garoto, achando graça no entusiasmo do mais velho — Alguma roupa... um cachecol, talvez?

—Talvez sim, talvez não — Jack se sentou na cadeira da escrivaninha do quarto, reclamando de dor nas costas e encontra papéis queimados no quarto — Veja isso, Matthew.

—Por sorte que a faxineira não havia limpado antes — o garoto disse aliviado — O que será que estava escrito? Deveria ser uma ótima pista.

—Calma, meu jovem, tudo será respondido em seu tempo. Pegue para mim o cesto de lixo.

Matthew obedeceu, mesmo não entendendo o motivo, e levou o objeto até o detetive. Jack começou a vasculhar o cesto e tirou de lá vários bilhetes.

—Como eu imaginei — o mais velho mostrou os papéis para Matthew — Só podia ser coisa de adolescentes, mandar bilhetinhos. Mas veja, esses são diferentes.

—Ameaças...de morte — o garoto começou a ficar mais horrorizado.

—Correto. Perceba as letras, elas são muito bonitas.

—Certamente é uma garota — afirmou Matthew e o detetive assentiu — Mas isso pode ser uma armação, também.

—Sim, mas deve ter uma garota metida nisso. — Jack pega um cigarro do bolso e acende o isqueiro, começando a fumar na janela do quarto — Se alguém pensou nisso, quer dizer que, teve o envolvimento de uma pessoa qualquer na morte da menina, descartando a possibilidade do suicídio.

—Mas e se Lucy tivesse tramado isso, querendo culpar alguém? — disse Matthew, sentando-se ao lado do defunto.

—Seria bem improvável algo do tipo. Ela teria que fazer com que muitas pistas culpassem uma única pessoa, e mesmo assim, é muito fácil enxergar um suicídio.

—Além de que, colocaram-na no armário e fecharam os olhos dela — o menino agarrou o lençol da cama, com muita força.

—Correto, a opção de suicídio está totalmente descartada — o detetive deu uma última tragada — Temos um assassino entre nós.

—Por sorte, ele não irá escapar nessa nevasca aí fora.

—Sim, temos que ir rápido — Jack falou, saindo do quarto. Não havia mais o tumulto de antes — Irei avisar o John.

—Ok — assentiu Matthew, passando a mão no cabelo.

—Aconteceu algo, meu jovem? — ele para na porta — Esse caso está te assustando porque está preso no mesmo local de um assassino? Nós já lidamos com casos bem piores que esse.

—Não... não está me assustando por causa disso — Matthew olha para baixo — Está me assustando porque de todos os casos que cuidamos, em nenhum deles eu conheci a vitima, em nenhum deles eu tive a chance de evitar o crime. Mas nesse eu tive. Lucy pediu a minha ajuda, uma vez, e eu a deixei de lado. Eu fracassei.

—Não desanime por causa disso, ficar alerta para um crime a todo instante não é uma tarefa fácil. Já aconteceu isso comigo várias vezes, não há como voltar no tempo para arrumar seus erros. Como desculpas para Lucy, vamos fazer justiça o quanto antes, certo? — Jack disse, batendo de leve no ombro do garoto.

—Certo — Matthew se levantou e deu um sorriso de lado — Vamos lá.

{...}

—...E então descobrimos que foi um homicídio- finalizou Jack, depois de contar todo o caso para o dono do hotel.

—Entendo... — John disse assustado, processando todas as informações que acabara de ouvir — O que planejam fazer agora? Precisam de alguma ajuda minha?

—Vamos dar início aos interrogatórios e precisamos das informações que você tiver de cada hóspede — solicitou o detetive, arrumando seus poucos cabelos grisalhos — Podemos usar algum lugar fechado para interrogá-los?

—Tudo que temos está aqui — John entrega uma pasta preta — Usem essa sala, ela deve ser boa para essas coisas.

—É perfeita. Tem tudo que precisamos — falou Jack, puxando uma cadeira para sentar.

—Senhor Bennet, podemos começar com esse aqui — falou Matthew, apontando para uma cópia do documento de um suspeito, que se encontrava na pasta — Henry Carter Smith.

—Certo. Chame-o para cá — Jack pediu, e sem demora, o garoto saiu para trazê-lo.

—Boa sorte para encontrar esse malfeitor, meu amigo — o dono do hotel disse, bem preocupado.

—Não se preocupe, parceiro, isso acabará logo. É o que eu espero.

—É o que todos nós esperamos.

Notas finais
Amaram? Odiaram? Comentem, por favor!!! Mandem para mim suas ideias brilhantes que queiram para a história!! Mas saibam que não irei colocar todas porque ficaria um caos, não acham? No próximo capítulo começará os interrogatórios e eu os farei na ordem que me enviaram as fichas! Vejo vocês lá!! Beijos, beijos ♥ ♥ PS: Me avisem se encontraram algum erro de português, por favor!!