Assassinato Na Mansão Connelly

6 O Inicio da Investigação


Esperou todos subirem de volta para os seus quartos e olhou para o Sr. Connelly.

– Eu sei que esta triste pela sua mulher -, disse — mas estou aqui para pegar quem fez isso.

– Eu sei — respondeu ele, ainda com os olhos cheios de lagrimas. — E darei toda ajuda que for necessária.

– Ótimo! — afirmou Matthew. — Primeiramente, eu gostaria de saber quantas pessoas trabalham nesta casa? — perguntou.

– Ao todo, são quinze — respondeu Sr. Connelly. — Dez empregadas e cinco seguranças.

– Eles trabalham aqui a muito tempo?

– Cerca de dez anos. — respondeu. — nunca houve uma demissão sequer.

– Muito bem! — prosseguiu o detetive. — Eles também estão proibidos de sair da mansão. Chame-os e confira se todos eles são realmente seus empregados. Temos que ter certeza de que A Abelha não esta infiltrada no meio deles.

Houve um minuto de silencio até que o Sr. Connelly se levantou e saio do salão.

Em alguns minutos o sistema de segurança foi desligado e as placas de ferro já não bloqueavam mais as saídas.

Andou pela sala procurando algo que pudesse o ajudar enquanto esperava o Sr. Connelly chamar os empregados.

Quando voltaram, as dez empregadas e os cinco seguranças se entreolhavam com uma expressão preocupada.

– Estão todo ai? — perguntou ao Sr. Connelly e recebeu um aceno de cabeça como resposta, indicando que estava tudo certo.

– Ótimo! — disse Matthew — Creio que todos já estejam sabendo do trágico acidente que aconteceu com a Sra. Connelly. — Prosseguiu — Se algum de vocês tiver algo importante para dizer... Esta é a hora.

Empregas se entreolharam, algumas ainda choravam.
demorou alguns segundos até o primeiro comentário, que foi do chefe da segurança.

– Não tivemos nenhum problema com a segurança durante a festa inteira -, disse — e nem vimos ninguém sair da casa depois que o sistema foi acionado.

Foi interrompido por uma voz chorosa:

–E-eu... Alguma coisa estava errada com a Sra. Connelly — disse, por fim, uma das empregadas. — Ela estava nervosa depois que a festa acabou. E não quis tomar seu remédio para dormir.

– Você sabe porque ela estava assim? — perguntou Matthew tentando parecer educado para estimular a moça a falar a verdade.

– Não... Só sei que a algumas semanas ela havia brigado com uma amiga e estava muito nervosa... — começou, mas foi interrompida pelo Sr. Connelly

– Ora, Julia. O que a briga da Sra. Connelly com a amiga pode ter a ver com seu assassinato.

– Não -, disse o detetive — deixe ela terminar.

– O Sr. Connelly tem razão — prosseguiu a empregada — Alem do mais, não foi algo que se possa chamar de briga, foi mais uma discussão. E eu nem sei o motivo, a unica coisa que sei, é que elas já não se falavam mais a alguns dias.

– Mais algum de vocês quer falar alguma coisa? — disse e esperou alguns minutos. — Ótimo! Como o Sr. Connelly já deve ter tido, ficarão aqui assim como os convidados. Se descobrirem alguma coisa, me procurem.

Teria que interrogar os convidados agora. Mas esperava ter conseguido mais com os empregados...